Questões Militares
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Do Diário do Imperador
Acabo de ler o Diário do Imperador D. Pedro II, escrito exatamente há um sécuio. Por essas pequenas anotações, pode-se acompanhar um ano da sua vida, amostra suficiente das dificuldades com que o Brasil tem lutado sempre para entrar no bom caminho, para melancolia e desânimo de seus mais devotados servidores.
Assim mesmo se exprimiu o Imperador: "Muitas coisas me desgostam; mas não posso logo remediá-las e isso me aflige profundamente. Se ao menos eu pudesse fazer constar geralmente como penso! Mas pra quê - se tão poucos acreditariam nos embaraços que encontro para que eu faça o que julgo acertado! Há muita falta de zelo, e o amor da pátria só é uma palavra - para a maior parte!"
A respeito de certo boato que se espalhara, comenta, com desgosto: "Tudo inventam; e triste política é a que vive de semelhantes embustes quando tantos meios honestos havia de fazer oposição; mas para isso é necessário estudar as necessidades da Nação - e onde está o zelo?"
(A palavra ZELO ocorre numerosas vezes neste diário: é essa "dedicação ardente", essa "diligência", que o Imperador não encontra na maior parte dos que, no entanto, por função, estão encarregados dos problemas nacionais. E isso lhe causa sofrimento.)
Os moços de hoje deviam ler estas palavras, e entendê-las: "Na educação da mocidade é que sobretudo confio para regeneração da pátria. Gritam que se não pode chegar ao poder senão fazendo oposição como a fazem; mas, quando no poder, não sofrem do mal que fomentaram? A imprensa é inteiramente livre, como julgo deva ser, e na Câmara e no Senado a oposição tem representantes; mas que fazem estes pela maior parte?"
Os homens públicos também deveríam meditar sobre esta passagem: "...Mas tudo custa a fazer em nossa terra e a instabilidade de ministério não dá tempo aos ministros para iniciarem, depois do necessário estudo, as medidas mais urgentes. É preciso trabalhar, e vejo que não se fala quase senão em política, que é, as mais das vezes, guerra entre interesses individuais."
Há neste pequeno diário, de um ano e cinco dias, variadas observações sobre agricultura, teatro, ciência, educação; impressões de visitas a diferentes estabelecimentos educacionais e industriais; breves apontamentos sobre ministros e personalidades do tempo. Terminada a leitura, parece-nos que estamos na mesma, que o século não passou; apenas as pessoas mudaram de nome. E o Imperador, há cem anos, escrevendo: "A falta de zelo; a falta de sentimento do dever é nosso primeiro defeito moral. Força é contudo aceitar suas consequências, procurando, aliás, destruir esse mal que nos vai tornando tão fracos.”
D. Pedro II deixou fama de sabedoria, e comparandose as modestas (mas importantíssimas) observações de seu diário com a verborragia demagógica de que ainda somos vítimas, e dos males que a acompanham, compreende-se que muita gente desesperada até pense em tornar-se monarquista.
Mas convém não esquecer estas palavras do próprio Imperador: “Nasci para consagrar-me às letras e às ciências; e, a ocupar posição política, preferiría a de presidente da República ou ministro à de Imperador".
Sejamos, pois, republicanos, democratas, estudiosos, honestos, justiceiros, e cultivemos o ZELO de bem servir à pátria, aos homens, às instituições. Neste particular, estamos com um século de atraso.
MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. São Paulo: Global, 2016 (Texto adaptado)
Do Diário do Imperador
Acabo de ler o Diário do Imperador D. Pedro II, escrito exatamente há um sécuio. Por essas pequenas anotações, pode-se acompanhar um ano da sua vida, amostra suficiente das dificuldades com que o Brasil tem lutado sempre para entrar no bom caminho, para melancolia e desânimo de seus mais devotados servidores.
Assim mesmo se exprimiu o Imperador: "Muitas coisas me desgostam; mas não posso logo remediá-las e isso me aflige profundamente. Se ao menos eu pudesse fazer constar geralmente como penso! Mas pra quê - se tão poucos acreditariam nos embaraços que encontro para que eu faça o que julgo acertado! Há muita falta de zelo, e o amor da pátria só é uma palavra - para a maior parte!"
A respeito de certo boato que se espalhara, comenta, com desgosto: "Tudo inventam; e triste política é a que vive de semelhantes embustes quando tantos meios honestos havia de fazer oposição; mas para isso é necessário estudar as necessidades da Nação - e onde está o zelo?"
(A palavra ZELO ocorre numerosas vezes neste diário: é essa "dedicação ardente", essa "diligência", que o Imperador não encontra na maior parte dos que, no entanto, por função, estão encarregados dos problemas nacionais. E isso lhe causa sofrimento.)
Os moços de hoje deviam ler estas palavras, e entendê-las: "Na educação da mocidade é que sobretudo confio para regeneração da pátria. Gritam que se não pode chegar ao poder senão fazendo oposição como a fazem; mas, quando no poder, não sofrem do mal que fomentaram? A imprensa é inteiramente livre, como julgo deva ser, e na Câmara e no Senado a oposição tem representantes; mas que fazem estes pela maior parte?"
Os homens públicos também deveríam meditar sobre esta passagem: "...Mas tudo custa a fazer em nossa terra e a instabilidade de ministério não dá tempo aos ministros para iniciarem, depois do necessário estudo, as medidas mais urgentes. É preciso trabalhar, e vejo que não se fala quase senão em política, que é, as mais das vezes, guerra entre interesses individuais."
Há neste pequeno diário, de um ano e cinco dias, variadas observações sobre agricultura, teatro, ciência, educação; impressões de visitas a diferentes estabelecimentos educacionais e industriais; breves apontamentos sobre ministros e personalidades do tempo. Terminada a leitura, parece-nos que estamos na mesma, que o século não passou; apenas as pessoas mudaram de nome. E o Imperador, há cem anos, escrevendo: "A falta de zelo; a falta de sentimento do dever é nosso primeiro defeito moral. Força é contudo aceitar suas consequências, procurando, aliás, destruir esse mal que nos vai tornando tão fracos.”
D. Pedro II deixou fama de sabedoria, e comparandose as modestas (mas importantíssimas) observações de seu diário com a verborragia demagógica de que ainda somos vítimas, e dos males que a acompanham, compreende-se que muita gente desesperada até pense em tornar-se monarquista.
Mas convém não esquecer estas palavras do próprio Imperador: “Nasci para consagrar-me às letras e às ciências; e, a ocupar posição política, preferiría a de presidente da República ou ministro à de Imperador".
Sejamos, pois, republicanos, democratas, estudiosos, honestos, justiceiros, e cultivemos o ZELO de bem servir à pátria, aos homens, às instituições. Neste particular, estamos com um século de atraso.
MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. São Paulo: Global, 2016 (Texto adaptado)
Leia o trecho abaixo.
“No Zelo está implícita a aceitação de que servimos à Nação e não a pessoas. [...]”
(ESCOLA NAVAL. Ilha de Villegagnon. Nossa Voga. Rio de Janeiro, 2009.120p.)
Em que opção o Imperador, ainda no sécuio XIX, já externa sua preocupação com um comportamento que contraria, expiicitamente, o verdadeiro sentido de Zelo, exposto acima.
Para pessoas de opinião
Você me dirá que uma das coisas que mais preza é sua opinião. Prezá-la é considerado virtude. Fulano? É uma pessoa de opinião”. É preciso força e decisão para “ter opinião". Não é fácil.
Você me dirá, ainda, do que é capaz de fazer para defender a própria opinião. Ter opinião é tão importante que há até um direito dos mais sagrados, o direito à opinião, ultimamente, aliás, bastante afetado, pois vivemos tempos de ampliação do delito de opinião. Ter opinião, em vez de ser considerado um estágio preliminar da convicção, passa a ser ameaçador.
Mas sem contrariar a força com que você defende as próprias opiniões e, sobretudo, defendendo o seu inalienável direito de tê-las, eu lhe proporei pensar sobre se a opinião é uma instância realmente profunda ou se é, tão-somente, uma das primeiras reações que se tem diante dos acontecimentos.
Será a opinião uma reação profunda ou superficial? Ouso afirmar que, quase sempre, é das mais superficiais.
Opinião é reação, e expressa um sentimento ou julgamento. Ao reagir, o sentimento realiza uma síntese do que e como somos. Esta síntese aparece na forma pela qual reagimos. A primeira reação é reveiadora do sentimento com que julgamos a vida, o mundo, as pessoas. Quase sempre a opinião surge nessa etapa inicial, patamar superficial do nosso ser. Somos um repositório de primeiras impressões!
Pode-se, efetivamente, garantir que nossas opiniões são fruto de meditação? Ou de conhecimento sedimentado? Positivamente, não. Quem responder sinceramente, vai concluir que tem muito mais opiniões do que coisas que sabe ou conhece. Qualquer conhecimento profundo não leva à opinião; leva à análise, à convicção, à dúvida ou à evidência, e nenhuma dessas quatro instâncias tem a ver com a opinião.
Quem (se) reparar com cuidado, verificará o quanto é levado a opinar, vale dizer, reagir, sentir, julgar, diante dos variados temas. Somos um aluvião de opiniões. Defendemo-nos de analisar, tendo opinião; preservamonos do perigoso e trabalhoso mister de pensar, tendo logo uma opinião.
É mais fácil ter opinião do que dúvida. Opinião traz adeptos e dividendos pessoais de prestígio, respeitabilidade, aura de coragem ou heroísmo.
As opiniões são uma espécie de fabricação em série de idéias sempre iguais, saídas do modelo pelo qual vemos o mundo, e nos faz enfocar a realidade segundo um eterno subjetivismo. Por isso a opinião quase nunca é o reflexo das variadas componentes do real. É eco a repetir a experiência anterior, diante de cada caso novo. A opinião nos defende da complexidade do real, logo, é maneira de impedir a criatividade do homem.
Na origem latina, opinar tem um sentido ambíguo. É muito mais conjecturar do que afirmar. A palavra chega a ter, nos seus vários sentidos, o de disfarçar. A origem do termo é mais fiel ao seu significado do que a tradução que hoje se ihe dá.
Opinar não significa saber nem conhecer. Opinar significa ter uma opinião a respeito de algo, isto é, uma impressão sujeita a retificações, a correções, a mudanças permanentes. O sentido essencial de opinar é conjecturar, ou seja, supor uma realidade para poder discuti-la e, assim, melhor conhecê-la.
No entanto, nos ofendemos se contrariam a nossa opinião; vivemos em busca do respeito à “nossa opinião". E, mais grave e frequente, vivemos a sofrer por causa da opinião ou de opiniões dos outros sem saber que a opinião de alguém é o resultado das manifestações (reações) mais superficiais e fáceis do seu espírito.
A opinião é instância superficial, exercício de dúvida e de conhecimento disfarçado em certeza ou afirmação, uma conjetura em forma de assertiva. É mais a expressão de um sentimento do que a conciliação deste com o conhecimento e a verdade. A partir do momento em que sabemos de tudo isso, temos obrigatoriamente que deixar de dar tanta importância à opinião alheia e à própria. É preciso, sempre, submetê-las ao crivo da permanência, do tempo, da análise, do conhecimento, da vivência, da experimentação em situações diferentes, em estados de espírito diversos, para, só então, considerá-la significativa, válida, profunda.
Qual de nós está disposto a aceitar que a própria opinião, embora válida e respeitável, é uma forma superficial de manifestação? Quem está disposto a se dar ao trabalho de atribuir à opinião sua verdadeira função, que é nobiiíssima: a de ser trânsito, passagem, via, para a Convicção, para a Análise, para Dúvida e para a Evidência - os quatro elementos que compõem a verdade?
Esta é a minha opinião...
TÁVOLA, Artur da. Alguém que já não fui. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1985.
Para pessoas de opinião
Você me dirá que uma das coisas que mais preza é sua opinião. Prezá-la é considerado virtude. Fulano? É uma pessoa de opinião”. É preciso força e decisão para “ter opinião". Não é fácil.
Você me dirá, ainda, do que é capaz de fazer para defender a própria opinião. Ter opinião é tão importante que há até um direito dos mais sagrados, o direito à opinião, ultimamente, aliás, bastante afetado, pois vivemos tempos de ampliação do delito de opinião. Ter opinião, em vez de ser considerado um estágio preliminar da convicção, passa a ser ameaçador.
Mas sem contrariar a força com que você defende as próprias opiniões e, sobretudo, defendendo o seu inalienável direito de tê-las, eu lhe proporei pensar sobre se a opinião é uma instância realmente profunda ou se é, tão-somente, uma das primeiras reações que se tem diante dos acontecimentos.
Será a opinião uma reação profunda ou superficial? Ouso afirmar que, quase sempre, é das mais superficiais.
Opinião é reação, e expressa um sentimento ou julgamento. Ao reagir, o sentimento realiza uma síntese do que e como somos. Esta síntese aparece na forma pela qual reagimos. A primeira reação é reveiadora do sentimento com que julgamos a vida, o mundo, as pessoas. Quase sempre a opinião surge nessa etapa inicial, patamar superficial do nosso ser. Somos um repositório de primeiras impressões!
Pode-se, efetivamente, garantir que nossas opiniões são fruto de meditação? Ou de conhecimento sedimentado? Positivamente, não. Quem responder sinceramente, vai concluir que tem muito mais opiniões do que coisas que sabe ou conhece. Qualquer conhecimento profundo não leva à opinião; leva à análise, à convicção, à dúvida ou à evidência, e nenhuma dessas quatro instâncias tem a ver com a opinião.
Quem (se) reparar com cuidado, verificará o quanto é levado a opinar, vale dizer, reagir, sentir, julgar, diante dos variados temas. Somos um aluvião de opiniões. Defendemo-nos de analisar, tendo opinião; preservamonos do perigoso e trabalhoso mister de pensar, tendo logo uma opinião.
É mais fácil ter opinião do que dúvida. Opinião traz adeptos e dividendos pessoais de prestígio, respeitabilidade, aura de coragem ou heroísmo.
As opiniões são uma espécie de fabricação em série de idéias sempre iguais, saídas do modelo pelo qual vemos o mundo, e nos faz enfocar a realidade segundo um eterno subjetivismo. Por isso a opinião quase nunca é o reflexo das variadas componentes do real. É eco a repetir a experiência anterior, diante de cada caso novo. A opinião nos defende da complexidade do real, logo, é maneira de impedir a criatividade do homem.
Na origem latina, opinar tem um sentido ambíguo. É muito mais conjecturar do que afirmar. A palavra chega a ter, nos seus vários sentidos, o de disfarçar. A origem do termo é mais fiel ao seu significado do que a tradução que hoje se ihe dá.
Opinar não significa saber nem conhecer. Opinar significa ter uma opinião a respeito de algo, isto é, uma impressão sujeita a retificações, a correções, a mudanças permanentes. O sentido essencial de opinar é conjecturar, ou seja, supor uma realidade para poder discuti-la e, assim, melhor conhecê-la.
No entanto, nos ofendemos se contrariam a nossa opinião; vivemos em busca do respeito à “nossa opinião". E, mais grave e frequente, vivemos a sofrer por causa da opinião ou de opiniões dos outros sem saber que a opinião de alguém é o resultado das manifestações (reações) mais superficiais e fáceis do seu espírito.
A opinião é instância superficial, exercício de dúvida e de conhecimento disfarçado em certeza ou afirmação, uma conjetura em forma de assertiva. É mais a expressão de um sentimento do que a conciliação deste com o conhecimento e a verdade. A partir do momento em que sabemos de tudo isso, temos obrigatoriamente que deixar de dar tanta importância à opinião alheia e à própria. É preciso, sempre, submetê-las ao crivo da permanência, do tempo, da análise, do conhecimento, da vivência, da experimentação em situações diferentes, em estados de espírito diversos, para, só então, considerá-la significativa, válida, profunda.
Qual de nós está disposto a aceitar que a própria opinião, embora válida e respeitável, é uma forma superficial de manifestação? Quem está disposto a se dar ao trabalho de atribuir à opinião sua verdadeira função, que é nobiiíssima: a de ser trânsito, passagem, via, para a Convicção, para a Análise, para Dúvida e para a Evidência - os quatro elementos que compõem a verdade?
Esta é a minha opinião...
TÁVOLA, Artur da. Alguém que já não fui. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1985.
Leia o poema de Beatriz Barreto, cujo título é “Romance pelo ar” e preencha as lacunas do texto.
A moça se penteia
Coloca a melhor roupa
Para o ver passar
Fica um clima de romance pelo ar
Disponível em:<https://www.pensador.com/frase/MTI0NTcwNA/> : Acesso em: 31 mai. 2018. Adaptado.
Na primeira frase do texto, o sujeito é ______________, ou seja, ele _______________ a ação. Trata-se de uma voz verbal denominada _________________.
A sequência que preenche corretamente as do texto é
A imagem a seguir representa um texto pictórico de autoria de Cândido Portinari.

A respeito da tela, avalie as afirmações apresentadas.
I. Há uma narrativa, uma exposição de fatos, uma história sendo contada, em que se inserem trabalhadores atuando na colheita do café.
II. A descrição dos corpos volumosos dos personagens masculinos revela o trabalho diário nas plantações de café, que exige resistência e força física.
III. As cenas apresentadas, para indicar o ambiente ou cenário, enfocam sobremaneira o modus operandi do trabalho de indivíduos de regiões metropolitanas.
IV. A mulher sentada no canto da tela, por não estar fazendo tarefas similares e inerentes à colheita de café, pode ser vista como a narradora da história proposta no quadro.
Está correto apenas o que se afirma em
Leia a anedota, avalie as informações acerca da última frase do texto e complete as lacunas.

Disponível em:<http://www.topimagens.com.br/piadas/5307-piada-de-loira-no-medico.html> . Acesso em 30 mai. 2018. Adaptado.
A estrutura frasal está organizada com o verbo no ___________________, um modo verbal cujo verbo expressa uma ___________________. Identifica-se, ainda, na frase a presença da função _________________ da linguagem, comumente empregada com a finalidade de influenciar, persuadir o destinatário.
A sequência correta para o preenchimento das lacunas é
Leia, com atenção, o texto a seguir e complete corretamente as lacunas.
O diretor do zoológico Rara Anguis virou uma cobra quando soube que a sua cobra preferida morreu asfixiada, durante a noite, esquecida num recipiente sem ventilação. Agora ele cobra de seus subordinados uma explicação para o ocorrido. Alcyoneum Serpens, antigo funcionário, que é cobra para desvendar mistérios, foi designado para iniciar as investigações.
Fonte: Arquivo da Banca Elaboradora.
Pelo contexto de uso, constata-se que a palavra “cobra” é um termo____________________, visto que abarca significados ____________________. Esse fenômeno linguístico constitui uma propriedade básica das/dos ______________________e representa um elemento estrutural da linguagem.
A sequência correta para o preenchimento das lacunas é
Avalie as relações de sentido entre as palavras apresentadas no texto seguinte.
O que é feminicídio?
O assassinato de mulheres em contextos marcados pela desigualdade de gênero recebeu uma designação própria: feminicídio. No Brasil, é também um crime hediondo. Nomear e definir o problema é um passo importante, mas para coibir os assassinatos femininos é fundamental conhecer suas características e, assim, implementar ações efetivas de prevenção. No momento atual, reflexões acerca do feminicídio constituem um divisor de águas nas discussões acerca dos crimes de ódio baseados no gênero.
Disponível em:<http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossies/feminicidio/capitulos/o-que-e-feminicidio/> . Acesso em: 28 mai. 2018. Adaptado.
A partir da leitura do texto, é possível inferir que a expressão grifada corresponde semanticamente a
Leia, com atenção, o texto seguinte, que faz uma referência a João Gilberto, um cantor, violonista e compositor brasileiro tido como o pioneiro criador da Bossa Nova, considerado um gênio e uma lenda viva da música popular brasileira.
Joãogilbertocracia
Nasceu o terceiro filho do príncipe William e de Catherine Middleton. Importantíssima essa notícia. Estava em todo canto.
A família real inglesa tem uma coisa mágica qualquer que faz com que seja adotada pelo mundo todo, já notou? Não consigo entender a fascinação que a família real inglesa exerce sobre aqueles que não são seus súditos. [...]
Enquanto escrevo, fico sabendo que mais um de nossos irmãos plebeus está sendo cruelmente sacrificado. Em praça pública. João Gilberto. Com mais de 80 anos, sinais de Alzheimer e dificuldades financeiras, João perdeu mais uma apelação na Corte de nossa Beneficiocracia. Não conheço os detalhes do processo. Mas importam?
Uma lenda viva que ironicamente mudou a história (justamente) da música não tem direito às concessões tão comuns para os nobres que não produzem patavina.
Não tem direito a foro privilegiado nem a benesses do Estado.
É isso que dá não ser amigo dos reis.
Isto É, n. 2523, 2/5/2018, p. 66. Adaptado.
A frase que resume o ponto de vista crítico/irônico/analógico projetado pelo autor no texto, o jornalista e escritor Mentor Neto, articulista da revista Isto É, acerca da situação desconcertante vivida por um dos ícones da música popular brasileira é
Leia, com atenção, o texto seguinte.
Textos em sala de aula
“O que é um texto para você hoje? Esta pergunta nunca foi fácil de responder. Muitos linguistas se debruçaram sobre o texto como unidade de estudo, mas não tive o prazer de conhecer nenhuma resposta definitiva à questão. Também não vi um linguista assumir sua proposta de conceitualização como plenamente satisfatória.”
RIBEIRO, Ana Elisa. Textos multimodais: leitura e produção. 1 ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2016, p. 4.
Segundo o texto, a indagação inicial foi plenamente respondida?
Leia o texto a seguir, sobre Ingedore Koch, linguista brasileira de origem alemã e professora titular da Universidade Estadual de Campinas, que faleceu em 15 de maio de 2018, aos 85 anos.
Ingedore Grunfeld Villaça Koch
Formada em Direito e em Letras, Ingedore G. Villaça Koch, nascida em Eisenbach, Alemanha, em 1933, é mestre e doutora em Língua Portuguesa pela PUC/SP, livre-docente (1990) e titular (1999) em Análise do Discurso pela UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), onde implementou a área de Linguística Textual. É professora-titular (aposentada) do Departamento de Linguística do IEL-Unicamp. Entre suas várias obras, contam-se: “Desvendando os segredos do texto”, “Intertextualidade” (em co-autoria), ambos pela Cortez Editora; “A coesão textual”, “A coerência textual”, “O texto e a construção dos sentidos”, “Ler e Compreender” (em co-autoria), “Ler e Escrever” (em co-autoria), todos pela Editora Contexto. É co-autora de uma Gramática da Língua Portuguesa pela Editora Almedina, de Coimbra, Portugal. Tem inúmeros trabalhos publicados em revistas e coletâneas de livros, no país e no exterior. Lecionou na graduação e na pósgraduação na área de Letras e Comunicações, atuando também como orientadora de pós-graduação. Em seus projetos, além de questões específicas do campo dos estudos textuais e sociocognitivos, tem enfatizado discussões acerca da leitura e da produção de textos.
Disponível em:<https://www.escavador.com/sobre/6446851/ingedore-grunfeld-villaca-koch> . Acesso em: 23 mai. 2018. Adaptado.
A principal finalidade do texto, que trata da fortuna crítica de Ingedore Koch, é, fundamentalmente,
Leia a crônica argumentativa de Vinícius de Noronha Barboza.
Quem está por trás da máscara?
A internet hoje em dia é uma das principais ferramentas para se montar uma amizade, grandes sites de relacionamento e compartilhamento de arquivos pessoais como o Facebook [...] E o que isso significa? Que a internet representa simplesmente uma nova maneira de se fazer amizades? Ou que pode ser uma ferramenta de destruição de vidas pessoais? Eu digo que ambos, pois com seu principal intuito de manter uma conexão entre os usuários e deixá-los mais íntimos com compartilhamento de, não só diálogos, mas fotos e outros arquivos pessoais, ela acabou virando um atalho para malfeitores simplesmente acabarem com a vida de qualquer um.
Ou seja, uma arma fatal, pois todos estão em sua mira. Quem nunca acordou para assistir ao jornal da manhãzinha e deu de cara com uma notícia de um caso de violação de privacidade através da internet? Bom, eu já. E, ao contrário do que alguns pensam, eu não achei nada engraçado. [...]
Usar redes sociais para compartilhar informações íntimas e pessoais não é errado, porém perigoso; por isso, requer segurança e cuidado. Pois, afinal, como saber quem está por trás da máscara? Ou, melhor dizendo, por trás da tela?...
Disponível em:<http://www.professorvalerio.com.br/2012/06/cronica-argumentativa-quem-esta-por.html> . Acesso em: 30 mai. 2018. Adaptado.
Pode-se dizer que o texto exposto é uma crônica argumentativa, porque nele predomina a intenção do autor de
Atente para os sentidos das palavras na charge.

A respeito dos enunciados nos balões, avalie as informações a seguir.
I. No segundo balão, infere-se que a expressão "cor do dinheiro" pode causar ambiguidade de sentidos.
II. No primeiro balão, na frase "O dinheiro já mudou de valor", a palavra em destaque está empregada no sentido literal.
III. No segundo balão, a frase “nunca vi a cor do dinheiro” significa o mesmo que dizer que o dinheiro tem “cor de burro quando foge”.
IV. Em outro contexto, se fosse dita por um corrupto, a frase "eu também nunca vi a cor do dinheiro" apresentaria um tom irônico, deixando entrever que o indivíduo estaria mentindo.
Está correto apenas o que se afirma em
O texto a seguir encerra um comunicado importante.
Conta de luz ficará 9% mais cara em 2018
O brasileiro terá de lidar com dois anos de reajustes na energia bem acima da inflação. As causas são um regime de chuvas insuficiente para compensar períodos de seca e o aumento dos encargos sociais. Na média, as tarifas devem fechar em 2017 com alta de 14% e subir 9,4% em 2018. A expectativa é de que o IPCA (inflação oficial) fique abaixo de 3% este ano e de 4% em 2018. Em algumas regiões, as tarifas podem pesar ainda mais no bolso, segundo levantamento da consultoria especializada TR Soluções. Na média, a maior alta deve ser registrada na região Sul (10,7%), seguida pelo Sudeste (9,3%).
Disponível em: <https://www.otempo.com.br/capa/economia/conta-de-luz-ficar%C3%A1-9-mais-cara-em-2018-1.1556884> . Acesso em: 23 mai. 2018. Adaptado.
Com base no conteúdo da notícia, é possível inferir que seu público-alvo predominante e específico é composto por
Leia os textos seguintes.
Texto I
‘Canibal’ e ‘Pistoleiro’, uruguaio Suárez tem
carreira marcada por polêmicas
Gols e rebeldia. As duas palavras ajudam a definir bem o que é Luis Suárez, atacante do Barcelona. Protagonizou cenas de ataques no mínimo excêntricos em campo, como morder o defensor sérvio Branislav Ivanovic, do Chelsea. Quando jogava pelo Ajax, foi apelidado pelo jornal holandês De Telegraaf de “O Canibal do Ajax”, por causa de outra mordida num outro adversário.
O polêmico jogador começou a sua carreira no Nacional, do Uruguai, com 14 anos. Com 15, já tinha uma expulsão em seu currículo. Nervoso, deu uma cabeçada num árbitro e recebeu o cartão vermelho.
Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2013/06/1300310-canibal-e-pistoleiro-uruguaio-suarez-tem-carreira-marcada-por-polemicas.shtml >. Acesso em: 01 jun. 2018. Adaptado.
Texto II
O novo Suárez
Depois da famosa mordida, a imagem do uruguaio Suárez de maluco e indisciplinado já não existe mais. A grandeza atual de Suárez no Barcelona também é demonstrada pelo carinho da torcida. O grito “uruguaio, uruguaio” virou o mais alto do Camp Nou nos jogos mais recentes do time.
Mas não é só isso. O atacante uruguaio também ganhou destaque no Barça pelo trabalho de pivô no centro de Messi e Neymar. [...] “Ele joga com humildade incrível e encaixou com a gente. Não à toa é ídolo aqui e vai marcar época no clube”, destacou Neymar.
Disponível em:<https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/liga-dos-campeoes/ultimas-noticias/2015/06/03/como-suarez-superou-mordida-em-chiellini-e-virou-idolo-nobarcelona.htm>. Acesso em: 01 jun. 2018. Adaptado.
Com base nas ideias veiculadas nos textos, é possível afirmar que
Assinale a alternativa que completa adequadamente a lacuna abaixo.
__________________ são as manifestações mais imediatas da identidade linguística dos falantes. Caracterizam-se por traços segmentais e por traços suprassegmentais.
MAS O QUE SÃO, AFINAL, “CRIPTOMOEDAS”?
Renato Bazan
O Bitcoin é uma “criptomoeda” inventada por um intemauta (ou grupo) cujo pseudônimo era Satoshi Nakamoto. A figura misteriosa lançou o conceito em 2008, ajudou a implementá-lo, e desapareceu da Internet em 2011. Sua proposta originou a primeira entre 1.358 unidades monetárias digitais, todas unidas pelo mesmo objetivo: o de usar a Internet para desviar de qualquer tipo de controle monetário governamental. Há duas características fundamentais que garantem esse objetivo: primeiro, a nãoexistência de manifestação física dessas moedas; segundo, a natureza criptográfica de todas as transações.
O que valida a existência da moeda é uma gigantesca planilha que detém o conjunto de todas as operações já feitas, constantemente atualizada por milhares de servidores anônimos ao redor do mundo. Cada transação só se toma válida depois que cada um desses servidores a autoriza em seu próprio bloco de operações, e o “bloco” é ligado à “corrente” com as informações anteriores. Esse desenho estrutural distribuído confere ao blockchain um poderosíssimo freio contra fraudes, que vem sendo adotado de forma positiva para outros propósitos, como controlar estoques em grandes supermercados, analisar o tráfego e pelo próprio sistema bancário norte-americano.
Do lado do usuário, a segurança contra fraudes se dá pela atribuição de uma chave digital exclusiva, tão complexa que exigiría de supercomputadores semanas de processamento para desvendar. Nesse ponto mora, simultaneamente, a maior virtude e o maior vício das criptomoedas: se por um lado esse sistema evita que o dinheiro virtual seja duplicado, por outro remove qualquer tipo de controle humano sobre o que está acontecendo na planilha. É um terreno fértil para o banditismo.
A automação implacável abrange inclusive a própria geração de novas moedas. Para que novos Bitcoins sejam emitidos, é necessário que um servidor feche um bloco e acrescente-o à corrente. Isso acontece a cada 10 minutos, 24 horas por dia, e garante 12,5 novas moedas à máquina que fechar a operação mais rapidamente. Esse ritmo diminui pela metade a cada 4 anos “para que a moeda possa valorizar”. Aos derrotados, o sistema confere pequenas taxas de verificação por validar os blocos.
Textoadaptado. Disponivelem: httvs: /Avww. diariodocentrodomundo.com. br/e
m-i-ano-bitcoin-foi-de-brincadeira-de-cassino-Dara-maior-ameacaeconomica-atual-Dor-renato-bazan
(28/04/2018)
MAS O QUE SÃO, AFINAL, “CRIPTOMOEDAS”?
Renato Bazan
O Bitcoin é uma “criptomoeda” inventada por um intemauta (ou grupo) cujo pseudônimo era Satoshi Nakamoto. A figura misteriosa lançou o conceito em 2008, ajudou a implementá-lo, e desapareceu da Internet em 2011. Sua proposta originou a primeira entre 1.358 unidades monetárias digitais, todas unidas pelo mesmo objetivo: o de usar a Internet para desviar de qualquer tipo de controle monetário governamental. Há duas características fundamentais que garantem esse objetivo: primeiro, a nãoexistência de manifestação física dessas moedas; segundo, a natureza criptográfica de todas as transações.
O que valida a existência da moeda é uma gigantesca planilha que detém o conjunto de todas as operações já feitas, constantemente atualizada por milhares de servidores anônimos ao redor do mundo. Cada transação só se toma válida depois que cada um desses servidores a autoriza em seu próprio bloco de operações, e o “bloco” é ligado à “corrente” com as informações anteriores. Esse desenho estrutural distribuído confere ao blockchain um poderosíssimo freio contra fraudes, que vem sendo adotado de forma positiva para outros propósitos, como controlar estoques em grandes supermercados, analisar o tráfego e pelo próprio sistema bancário norte-americano.
Do lado do usuário, a segurança contra fraudes se dá pela atribuição de uma chave digital exclusiva, tão complexa que exigiría de supercomputadores semanas de processamento para desvendar. Nesse ponto mora, simultaneamente, a maior virtude e o maior vício das criptomoedas: se por um lado esse sistema evita que o dinheiro virtual seja duplicado, por outro remove qualquer tipo de controle humano sobre o que está acontecendo na planilha. É um terreno fértil para o banditismo.
A automação implacável abrange inclusive a própria geração de novas moedas. Para que novos Bitcoins sejam emitidos, é necessário que um servidor feche um bloco e acrescente-o à corrente. Isso acontece a cada 10 minutos, 24 horas por dia, e garante 12,5 novas moedas à máquina que fechar a operação mais rapidamente. Esse ritmo diminui pela metade a cada 4 anos “para que a moeda possa valorizar”. Aos derrotados, o sistema confere pequenas taxas de verificação por validar os blocos.
Textoadaptado. Disponivelem: httvs: /Avww. diariodocentrodomundo.com. br/e
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(28/04/2018)