Questões Militares
Sobre morfologia em português
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I. A árvore da ciência, transplantada do Éden, trouxe consigo a dor, a condenação e a morte; mas a sua pior peçonha guardou-se para o presente: foi o ceticismo.
II. Feliz a inteligência vulgar e rude, que segue os caminhos da vida com os olhos fitos na luz e na esperança postas pela religião além da morte, sem que um momento vacile, sem que um m omento a luz se apague ou a esperança se desvaneça!
(Extraído de Massaud Moisés, A literatura portuguesa)


Portanto, a conclusão cínica é que ao destino deve ser debitado tudo o que contribuiu para a morte de 230 pessoas e ferimentos em mais 100: superlotação, plano de prevenção vencido, inexistência de saída de emergência, artefatos pirotécnicos com fogos de artifício, uso de ' revestimento acústico altamente inflamável, falta de fiscalização. Em suma, como disse o delegado logo após as primeiras investigações, "a boate Kiss não podia estar funcionando".
A bem da verdade mesmo, o nome para a cu pa por esse e outros episódios trágicos não e fatalidade, mas impunidade, uma espécie de mãe de todos os vícios nacionais, não apenas da corrupção. Aqui se faz e aqui em geral não se paga.
Pode-se alegar que incêndios em boates acontecem em toda parte - no Japão, na China, na Europa, na Argentina. De fato. Mas a diferença é que em Buenos Aires, por exemplo, tragédia semelhante ocorrida em 2004, com 194 mortos, levou o dono à prisão por anos e provocou mudanças drásticas no sistema de segurança das casas noturnas.
Aqui, há 52 anos houve o incêndio do circo de Niterói, o maior da história. A comoção geral, a repercussão internacional, a mobilização das autoridades (o então presidente Jango visitou as . vítimas, o Papa enviou mensagem de solidariedade, houve jogo com Pelé e Garrincha), a indignação e o clamor popular foram parecidos com a reação de agora.
Acreditava-se que a morte de mais de 500 pessoas iria pelo menos servir de lição, pois as autoridades prometeram logo "rigorosa apuração da culpa" e medidas enérgicas de segurança.
Mais ou menos como naquela época, as inúmeras promessas de providências estão disputando espaço no noticiário com o relato de dor dos que ficaram.
Governadores e prefeitos anunciam varreduras e em algumas cidades estabelecimentos ja foram interditados por falta de segurança.
Por que só agora?
De qualquer maneira, vamos esquecer que as providências já deveriam ter sido tomadas muito antes, pois mais do que legislação o que falta é aplicação da lei e fiscalização, e vamos torcer para que dessa vez a tragédia sirva realmente de liçao.
Zuenir Ventura. O Globo. 30/01/2013.
No trecho “ou quem sabe até ainda o seja” (l.16-17) o termo “o” classifica-se como pronome e refere-se ao adjetivo “hospitaleiro” (l.16).
O emprego da primeira pessoa do singular confere ao texto um caráter testemunhal que possibilita a criação de empatia entre o leitor e as experiências da autora.
No trecho “De vez em quando, trazia a senhora para ajudar no ninho” (l.13), o substantivo “senhora” pode ser substituído, sem prejuízo para as informações veiculadas no texto, pelo termo fêmea.

_______ era criança, Elder tinha sorte no jogo _______ ganhava todas as partidas de Banco Imobiliário, fazendo questão de mostrar-se superior, _______ isso irritasse seus colegas. Hoje é um empresário de sucesso, ______ causa perplexidade saber qual é seu método para tomar importantes decisões.
I. As expressões “bola da vez”, “gadget do momento” e “coqueluche” são variedades linguísticas que caracterizam o tempo de alta comercialização de tablets no mercado de eletrônicos. II. Atualmente, o tablet é capaz de substituir o computador portátil, o telefone celular e o aparelho multimídia. III. O verbo “haver”, usado no singular nas expressões linguísticas “há um bom tempo” e “há pelo menos uma década”, informa o tempo decorrido do aparecimento do equipamento no mercado de eletrônicos. IV. A conjunção adversativa “entretanto”, usada no texto, retoma a tese inicial de que a “hora” é dos tablets.
Assinale a alternativa correta:
I. “Vamos tentar de novo?” (
. 1) II. “... no mundo dos fortes.” (
. 2) III. “... e com a poeira de aparências.”(
. 4) Está correto o que se afirma na seguinte alternativa:
A casa das ilusões perdidas
Quando ela anunciou que estava grávida, a primeira reação dele foi de desagrado, logo seguida de franca irritação. Que coisa, disse, você não podia tomar cuidado, engravidar logo agora que estou desempregado, numa pior, você não tem cabeça mesmo, não sei o que vi em você, já deveria ter trocado de mulher havia muito tempo. Ela, naturalmente, chorou, chorou muito. Disse que ele tinha razão, que aquilo fora uma irresponsabilidade, mas mesmo assim queria ter o filho. Sempre sonhara com isso, com a maternidade – e agora que o sonho estava prestes a se realizar, não deixaria que ele se desfizesse.
– Por favor, suplicou. – Eu faço tudo que você quiser, eu
dou um jeito de arranjar trabalho, eu sustento o nenê, mas, por
favor, me deixe ser mãe.
Ele disse que ia pensar. Ao fim de três dias daria a resposta. E sumiu.
Voltou, não ao cabo de três dias, mas de três meses.
Àquela altura ela já estava com uma barriga avançada que
tornava impossível o aborto; ao vê-lo, esqueceu a
desconsideração, esqueceu tudo – estava certa de que ele
vinha com a mensagem que tanto esperava, você pode ter o
nenê, eu ajudo você a criá-lo.
Estava errada. Ele vinha, sim, dizer-lhe que podia dar à
luz a criança; mas não para ficar com ela. Já tinha feito o
negócio: trocariam o recém-nascido por uma casa. A casa que
não tinham e que agora seria o lar deles, o lar onde – agora ele
prometia – ficariam para sempre.
Ela ficou desesperada. De novo caiu em prantos, de novo implorou. Ele se mostrou irredutível. E ela, como sempre, cedeu.
Entregue a criança, foram visitar a casa. Era uma modesta
construção num bairro popular. Mas era o lar prometido e ela
ficou extasiada. Ali mesmo, contudo, fez uma declaração.
– Nós vamos encher esta casa de crianças. Quatro ou cinco, no mínimo.
Ele não disse nada, mas ficou pensando. Quatro ou cinco casas, aquilo era um bom começo.
Moacyr Scliar. Folha de S.Paulo, 14/06/99.
Para responder à questão 2, leia a oração abaixo e considere como classes de palavras: substantivo, adjetivo, artigo, pronome, numeral, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição.
“Eu faço tudo que você quiser [...]”
Assinale a alternativa cujo vocábulo destacado pertence à mesma classe de palavra de “tudo”, na oração acima.
E era a gaiola e era a vida era a gaiola e era o muro a cerca e o preconceito e era o filho a família e a aliança e era a grade a filha e era o conceito e era o relógio o horário o apontamento e era o estatuto a lei e o mandamento e a tabuleta dizendo é proibido.
E era a vida era o mundo e era a gaiola e era a casa o nome a vestimenta e era o imposto o aluguel a ferramenta e era o orgulho e o coração fechado e o sentimento trancado a cadeado.
E era o amor e o desamor e o medo de magoar e eram os laços e o sinal de não passar.
E era a vida era a vida o mundo e a gaiola
e era a vida e a vida era a gaiola. (Apud Alda Beraldo. Trabalhando com poesia. São Paulo: Ática, 1990. v. 2, p. 17.),
As palavras em textos literários não apresentam um sentido único, cujos valores gramaticais são relativizados em virtude da criatividade do autor. Na construção do poema tem-se a repetição da conjunção “e” que cumpre o papel de ligar as palavras e orações. Essa conjunção estabelece entre as ideias relacionadas no texto um sentido de:
Leia:
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
As locuções adverbiais em destaque expressam, respectivamente, circunstâncias de
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas abaixo.
I. Durante a primavera, aumenta o número de ___________ no Jardim Botânico.
II. As ____________ designam várias plantas de diferentes gêneros e famílias com folhas que secam sem murchar, parecendo vivas, geralmente muito cultivadas como ornamentais.
III. Os __________ são encontrados no México e nas Américas Central e do Sul.


