🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões Militares Sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 7.631 questões

Q3468973 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


Q11_19.png (712×605)
Q11_19_.png (710×324)
Q11_19__.png (712×222)

LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
Considere o excerto do texto 2:

“O tempo também tem uma dimensão psicológica. Nossa percepção dele pode variar dependendo de nossas experiências e estados mentais.” (linhas 28 e 29)

Uma estratégia do gênero narrativo é o uso de tempo psicológico, quando a medição temporal não é feita simplesmente pelo relógio ou pelo calendário, mas sim pelas emoções expostas de forma relativa pelo narrador ou pelos personagens. O fragmento do texto 1 que pode servir de exemplo ao que foi dito de forma teórica no fragmento destacado do texto 2 é: 
Alternativas
Q3468972 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


Q11_19.png (712×605)
Q11_19_.png (710×324)
Q11_19__.png (712×222)

LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
“Vamos explorar as várias perspectivas que têm moldado nossa compreensão dessa dimensão misteriosa.” (texto 2, linhas 7 e 8)

O trecho destacado estabelece com um termo da oração anterior o sentido de:
Alternativas
Q3468971 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


Q11_19.png (712×605)
Q11_19_.png (710×324)
Q11_19__.png (712×222)

LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
Sobre o texto 2, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3468970 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


Q11_19.png (712×605)
Q11_19_.png (710×324)
Q11_19__.png (712×222)

LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
“Santo Agostinho, um dos grandes pensadores da Idade Média, refletiu profundamente sobre o tempo, reconhecendo sua natureza paradoxal: ‘O que é o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; mas se eu desejar explicar a quem me pergunta, não o sei’” (texto 2, linhas 13 a 15).

Para Santo Agostinho, o tempo apresentava uma “natureza paradoxal”. Os elementos que compõem esse paradoxo, segundo o pensador, são:
Alternativas
Q3468965 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


Q11_19.png (712×605)
Q11_19_.png (710×324)
Q11_19__.png (712×222)

LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
Sobre a representação do tempo apresentada no texto 2, infere-se que:
Alternativas
Q3468964 Português

Texto 1


O IMORTAL


Q1_10.png (709×580)

Q1_10_.png (709×138)

Q1_10__.png (710×526)

Q1_10___.png (710×466)

Q_1_10.png (709×353)


ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

No texto de Machado de Assis, empregam-se diversos recursos estilísticos a fim de construir um discurso mais expressivo na linguagem. Considere o trecho a seguir:

“Bebera o resto do elixir, e assim como a primeira metade lhe dera a vida, a segunda dava-lhe a morte. E, dito isto, expirou.” (linhas 95 e 96, texto 1)

No excerto apresentado, temos as seguintes figuras de linguagem:
Alternativas
Q3468963 Português

Texto 1


O IMORTAL


Q1_10.png (709×580)

Q1_10_.png (709×138)

Q1_10__.png (710×526)

Q1_10___.png (710×466)

Q_1_10.png (709×353)


ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

Considere o excerto do texto 1:

“— Não, disse ele. Pirajuá não bebe. Pirajuá quer morrer. Está cansado, viu muita lua, muita lua. Pirajuá quer descansar na terra, está aborrecido.” (linhas 56 e 57)

As palavras podem ser usadas com sentidos vários a depender do contexto empregado. O sentido a que se quer alcançar com a reiteração do termo “muita lua” é:
Alternativas
Q3468962 Português

Texto 1


O IMORTAL


Q1_10.png (709×580)

Q1_10_.png (709×138)

Q1_10__.png (710×526)

Q1_10___.png (710×466)

Q_1_10.png (709×353)


ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

O contista e romancista Machado de Assis, autor da obra “Os imortais”, publicada em 1882, em uma escrita atemporal, disponibiliza uma reflexão com abordagens da sociedade e da condição humana por meio de uma inovação literária. A respeito do texto 1, considere as seguintes assertivas:

I. A quebra de um princípio lógico das leis naturais, característica marcante nas obras machadianas, é apresentada no conto por um narrador onisciente.
II. Com linguagem culta e direta, detalhando com precisão cenas e personagens, a obra de Machado de Assis pode ser inserida na escola literária realista, assim como, a narrativa concisa representa a oposição dentre os dois planos: real e irreal com elementos inverossímeis, característicos da literatura fantástica.

III. A dificuldade inicial da descrença dos interlocutores é exemplificada em “— Logo, não era imortal, concluiu o tabelia˜ o triunfante. Imortal se diz quando uma pessoa não morre, mas seu pai morreu.” (linhas 20 e 21) e perdura até o encerramento da narrativa, exemplificando assim um recurso retórico utilizado pelo autor na tentativa de convencimento dos personagens.

Está (ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):
Alternativas
Q3468959 Português

Texto 1


O IMORTAL


Q1_10.png (709×580)

Q1_10_.png (709×138)

Q1_10__.png (710×526)

Q1_10___.png (710×466)

Q_1_10.png (709×353)


ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

Leia atentamente o excerto do texto 1 abaixo:

Estupefação dos ouvintes, que eram dois, o coronel Bertioga, e o tabelião da vila, João Linhares.” (linha 4)

O vocábulo afim ao campo semântico da palavra “estupefação” e´ :
Alternativas
Q3468958 Português

Texto 1


O IMORTAL


Q1_10.png (709×580)

Q1_10_.png (709×138)

Q1_10__.png (710×526)

Q1_10___.png (710×466)

Q_1_10.png (709×353)


ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

“Tempos depois, adoeceu, e tão gravemente que foi dado por perdido. O curandeiro do lugar anunciou a Maracujá que ia ficar viúva. Meu pai não ouviu a notícia, mas leu-a em uma página de lágrimas, no rosto da consorte, e sentiu em si mesmo que estava acabado.” (linhas 64 a 66)



Em nome da coesão textual, usam-se termos para evitar repetições desnecessárias e ganhar uma progressão fluida de leitura. Assinale a alternativa em que os termos destacados representam essa função no excerto retirado do texto 1: 

Alternativas
Q3468956 Português

Texto 1


O IMORTAL


Q1_10.png (709×580)

Q1_10_.png (709×138)

Q1_10__.png (710×526)

Q1_10___.png (710×466)

Q_1_10.png (709×353)


ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

Observe o excerto destacado do texto 1 abaixo:

“O coronel e o tabelia˜ o ficaram algum tempo calados, sem saber que pensassem da famosa história; mas a seriedade do médico era tão profunda, que não havia duvidar.” (linhas 97 e 98)

Entre os segmentos do período em negrito, é CORRETO afirmar que a relação lógico-semântica tem sentido
Alternativas
Q3468955 Português

Texto 1


O IMORTAL


Q1_10.png (709×580)

Q1_10_.png (709×138)

Q1_10__.png (710×526)

Q1_10___.png (710×466)

Q_1_10.png (709×353)


ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

Sobre o texto 1, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3465630 Português
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda à questão proposta.


No princípio eram as árvores 


  Os livros são filhos das árvores, que foram o primeiro lar da nossa espécie e, talvez, o mais antigo receptáculo das palavras escritas. A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios. Em latim, líber, que significa "livro", originariamente dava nome à casca da árvore ou, mais exatamente, à película fibrosa que separa a casca da madeira do tronco. Plínio, o Velho, afirma que os romanos escreviam em cascas de árvore antes de conhecer os rolos egípcios. Durante muitos séculos, diversos materiais - o papiro, o pergaminho - ocuparam o lugar daquelas antigas páginas de madeira, mas, numa viagem de ida e volta, com adoção do papel, os livros voltaram a nascer das árvores. 

  Como eu já expliquei, os gregos chamavam o livro de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro. Atualmente o emprego dessa palavra, em sua evolução, ficou reduzido ao título de uma única obra, a Bíblia. Para os romanos, líber não evocava cidades nem rotas comerciais, mas o mistério do bosque onde seus antepassados começaram a escrever, em meio aos sussurros do vento nas folhas. Os nomes germânicos - book, Buch, boek - também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado. 

  Em latim, o termo que significa "livro" tem quase o mesmo som que o adjetivo que significa "livre", embora as raízes indo-europeias de ambos os vocábulos tenham origens diferentes. Muitas línguas neolatinas, como o espanhol, o francês, o italiano e o português, herdaram a coincidência dessa semelhança fonética, que convida ao jogo de palavras, identificando leitura e liberdade. Para os iluministas de todas as épocas, são duas paixões que sempre acabam confluindo.

  Hoje aprendemos a escrever com luz sobre telas de cristal líquido ou de plasma, mas ainda ouvimos o chamado originário das árvores. Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade. Antonio Machado, em seus passeios pelos Campos de Castela, costumava parar junto ao rio para ler algumas linhas desse livro dos amantes:

  Voltei a ver os álamos dourados,

  álamos do caminho na ribeira

  do Douro, entre San Polo e San Saturio,

  atrás das muralhas velhas de Soria [. .. ].

  Estes choupos do rio, que acompanham

  com o som de suas folhas secas

  o som da água, quando o vento sopra,

  têm em suas cascas

  gravadas iniciais que são nomes

  de apaixonados, números que são datas. 

  Quando um adolescente risca duas iniciais com a ponta do canivete na casca prateada de um álamo, reproduz, sem saber, um gesto muito antigo. Calímaco, o bibliotecário de Alexandria, já menciona no século Ili a.C. uma mensagem amorosa numa árvore. Não é o único. Um personagem de Virgílio imagina como a casca, com o passar dos anos, irá se alargar e corroer seu nome e o dela: "E gravar meus amores nas jovens árvores; crescerão as árvores e com elas crescerão vocês, amores meus." Talvez o costume, ainda vivo, de tatuar letras na pele de uma árvore para conservar a lembrança de alguém que viveu e amou tenha sido um dos episódios mais antigos de escrita na Europa. Talvez, à beira de um rio que corre e passa e sonha, como dizia Machado, os antigos gregos e romanos tenham escrito os primeiros pensamentos e as primeiras palavras de amor. Sabe-se lá quantas dessas árvores acabaram se transformando em livros.


Fonte: VALLEJO, Irene. O Infinito em um Junco: A Invenção dos Livros no Mundo Antigo. Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman. 1ª ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.


GLOSSÁRIO:

Álamo - árvore ornamental de flores pequenas e casca rugosa, o mesmo que choupo;

Papiro - folha para escrever feita das hastes dos juncos provenientes das margens do rio Nilo;

Pergaminho - pele de cabra ou de ovelha preparada para a escrita ou encadernação;

Choupos - o mesmo que álamo;

Junco - nome comum a várias plantas herbáceas;

Faia - espécie de árvore; e

Indo-europeu - origem comum das línguas europeias.  

 
Segundo o texto, é correto afirmar que:

I - as duas paixões dos iluministas de todas as épocas são os jogos de palavras e a semelhança fonética entre as palavras.
lI -as "antigas páginas de madeira" são as cascas das árvores.
IlI -a etimologia da palavra "livro" é grega.
IV -conotativamente, a origem da folha de papel é mais remota que a do papiro.

Dentre as afirmativas feitas acima, estão corretas apenas: 
Alternativas
Q3465629 Português
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda à questão proposta.


No princípio eram as árvores 


  Os livros são filhos das árvores, que foram o primeiro lar da nossa espécie e, talvez, o mais antigo receptáculo das palavras escritas. A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios. Em latim, líber, que significa "livro", originariamente dava nome à casca da árvore ou, mais exatamente, à película fibrosa que separa a casca da madeira do tronco. Plínio, o Velho, afirma que os romanos escreviam em cascas de árvore antes de conhecer os rolos egípcios. Durante muitos séculos, diversos materiais - o papiro, o pergaminho - ocuparam o lugar daquelas antigas páginas de madeira, mas, numa viagem de ida e volta, com adoção do papel, os livros voltaram a nascer das árvores. 

  Como eu já expliquei, os gregos chamavam o livro de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro. Atualmente o emprego dessa palavra, em sua evolução, ficou reduzido ao título de uma única obra, a Bíblia. Para os romanos, líber não evocava cidades nem rotas comerciais, mas o mistério do bosque onde seus antepassados começaram a escrever, em meio aos sussurros do vento nas folhas. Os nomes germânicos - book, Buch, boek - também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado. 

  Em latim, o termo que significa "livro" tem quase o mesmo som que o adjetivo que significa "livre", embora as raízes indo-europeias de ambos os vocábulos tenham origens diferentes. Muitas línguas neolatinas, como o espanhol, o francês, o italiano e o português, herdaram a coincidência dessa semelhança fonética, que convida ao jogo de palavras, identificando leitura e liberdade. Para os iluministas de todas as épocas, são duas paixões que sempre acabam confluindo.

  Hoje aprendemos a escrever com luz sobre telas de cristal líquido ou de plasma, mas ainda ouvimos o chamado originário das árvores. Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade. Antonio Machado, em seus passeios pelos Campos de Castela, costumava parar junto ao rio para ler algumas linhas desse livro dos amantes:

  Voltei a ver os álamos dourados,

  álamos do caminho na ribeira

  do Douro, entre San Polo e San Saturio,

  atrás das muralhas velhas de Soria [. .. ].

  Estes choupos do rio, que acompanham

  com o som de suas folhas secas

  o som da água, quando o vento sopra,

  têm em suas cascas

  gravadas iniciais que são nomes

  de apaixonados, números que são datas. 

  Quando um adolescente risca duas iniciais com a ponta do canivete na casca prateada de um álamo, reproduz, sem saber, um gesto muito antigo. Calímaco, o bibliotecário de Alexandria, já menciona no século Ili a.C. uma mensagem amorosa numa árvore. Não é o único. Um personagem de Virgílio imagina como a casca, com o passar dos anos, irá se alargar e corroer seu nome e o dela: "E gravar meus amores nas jovens árvores; crescerão as árvores e com elas crescerão vocês, amores meus." Talvez o costume, ainda vivo, de tatuar letras na pele de uma árvore para conservar a lembrança de alguém que viveu e amou tenha sido um dos episódios mais antigos de escrita na Europa. Talvez, à beira de um rio que corre e passa e sonha, como dizia Machado, os antigos gregos e romanos tenham escrito os primeiros pensamentos e as primeiras palavras de amor. Sabe-se lá quantas dessas árvores acabaram se transformando em livros.


Fonte: VALLEJO, Irene. O Infinito em um Junco: A Invenção dos Livros no Mundo Antigo. Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman. 1ª ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.


GLOSSÁRIO:

Álamo - árvore ornamental de flores pequenas e casca rugosa, o mesmo que choupo;

Papiro - folha para escrever feita das hastes dos juncos provenientes das margens do rio Nilo;

Pergaminho - pele de cabra ou de ovelha preparada para a escrita ou encadernação;

Choupos - o mesmo que álamo;

Junco - nome comum a várias plantas herbáceas;

Faia - espécie de árvore; e

Indo-europeu - origem comum das línguas europeias.  

 
Ao final do texto, a autora cria algumas hipóteses. Uma delas, a partir de uma tabulação especulativa, pode ser assim descrita: 
Alternativas
Q3465628 Português
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda à questão proposta.


No princípio eram as árvores 


  Os livros são filhos das árvores, que foram o primeiro lar da nossa espécie e, talvez, o mais antigo receptáculo das palavras escritas. A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios. Em latim, líber, que significa "livro", originariamente dava nome à casca da árvore ou, mais exatamente, à película fibrosa que separa a casca da madeira do tronco. Plínio, o Velho, afirma que os romanos escreviam em cascas de árvore antes de conhecer os rolos egípcios. Durante muitos séculos, diversos materiais - o papiro, o pergaminho - ocuparam o lugar daquelas antigas páginas de madeira, mas, numa viagem de ida e volta, com adoção do papel, os livros voltaram a nascer das árvores. 

  Como eu já expliquei, os gregos chamavam o livro de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro. Atualmente o emprego dessa palavra, em sua evolução, ficou reduzido ao título de uma única obra, a Bíblia. Para os romanos, líber não evocava cidades nem rotas comerciais, mas o mistério do bosque onde seus antepassados começaram a escrever, em meio aos sussurros do vento nas folhas. Os nomes germânicos - book, Buch, boek - também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado. 

  Em latim, o termo que significa "livro" tem quase o mesmo som que o adjetivo que significa "livre", embora as raízes indo-europeias de ambos os vocábulos tenham origens diferentes. Muitas línguas neolatinas, como o espanhol, o francês, o italiano e o português, herdaram a coincidência dessa semelhança fonética, que convida ao jogo de palavras, identificando leitura e liberdade. Para os iluministas de todas as épocas, são duas paixões que sempre acabam confluindo.

  Hoje aprendemos a escrever com luz sobre telas de cristal líquido ou de plasma, mas ainda ouvimos o chamado originário das árvores. Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade. Antonio Machado, em seus passeios pelos Campos de Castela, costumava parar junto ao rio para ler algumas linhas desse livro dos amantes:

  Voltei a ver os álamos dourados,

  álamos do caminho na ribeira

  do Douro, entre San Polo e San Saturio,

  atrás das muralhas velhas de Soria [. .. ].

  Estes choupos do rio, que acompanham

  com o som de suas folhas secas

  o som da água, quando o vento sopra,

  têm em suas cascas

  gravadas iniciais que são nomes

  de apaixonados, números que são datas. 

  Quando um adolescente risca duas iniciais com a ponta do canivete na casca prateada de um álamo, reproduz, sem saber, um gesto muito antigo. Calímaco, o bibliotecário de Alexandria, já menciona no século Ili a.C. uma mensagem amorosa numa árvore. Não é o único. Um personagem de Virgílio imagina como a casca, com o passar dos anos, irá se alargar e corroer seu nome e o dela: "E gravar meus amores nas jovens árvores; crescerão as árvores e com elas crescerão vocês, amores meus." Talvez o costume, ainda vivo, de tatuar letras na pele de uma árvore para conservar a lembrança de alguém que viveu e amou tenha sido um dos episódios mais antigos de escrita na Europa. Talvez, à beira de um rio que corre e passa e sonha, como dizia Machado, os antigos gregos e romanos tenham escrito os primeiros pensamentos e as primeiras palavras de amor. Sabe-se lá quantas dessas árvores acabaram se transformando em livros.


Fonte: VALLEJO, Irene. O Infinito em um Junco: A Invenção dos Livros no Mundo Antigo. Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman. 1ª ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.


GLOSSÁRIO:

Álamo - árvore ornamental de flores pequenas e casca rugosa, o mesmo que choupo;

Papiro - folha para escrever feita das hastes dos juncos provenientes das margens do rio Nilo;

Pergaminho - pele de cabra ou de ovelha preparada para a escrita ou encadernação;

Choupos - o mesmo que álamo;

Junco - nome comum a várias plantas herbáceas;

Faia - espécie de árvore; e

Indo-europeu - origem comum das línguas europeias.  

 
No título: "No princípio eram as árvores", Irene Vallejo coloca o leitor imediatamente a par da sua tese de que a escrita nas árvores é a forma mais antiga de escrita na Europa. Ao longo do texto, traz argumentos que contribuem para essa conclusão:

l -A etimologia da palavra latina liber.
ll -A afirmação de Plínio, o Velho.
Ill -A etimologia da palavra biblíon.
IV -O poema de Antonio Machado.
V -O registro de Calímaco, bibliotecário de Alexandria.
VI - Um personagem de Virgílio.

Das afirmativas feitas acima, marque apenas as que apresentam os argumentos favoráveis à tese da autora: 
Alternativas
Q3465627 Português
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda à questão proposta.


No princípio eram as árvores 


  Os livros são filhos das árvores, que foram o primeiro lar da nossa espécie e, talvez, o mais antigo receptáculo das palavras escritas. A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios. Em latim, líber, que significa "livro", originariamente dava nome à casca da árvore ou, mais exatamente, à película fibrosa que separa a casca da madeira do tronco. Plínio, o Velho, afirma que os romanos escreviam em cascas de árvore antes de conhecer os rolos egípcios. Durante muitos séculos, diversos materiais - o papiro, o pergaminho - ocuparam o lugar daquelas antigas páginas de madeira, mas, numa viagem de ida e volta, com adoção do papel, os livros voltaram a nascer das árvores. 

  Como eu já expliquei, os gregos chamavam o livro de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro. Atualmente o emprego dessa palavra, em sua evolução, ficou reduzido ao título de uma única obra, a Bíblia. Para os romanos, líber não evocava cidades nem rotas comerciais, mas o mistério do bosque onde seus antepassados começaram a escrever, em meio aos sussurros do vento nas folhas. Os nomes germânicos - book, Buch, boek - também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado. 

  Em latim, o termo que significa "livro" tem quase o mesmo som que o adjetivo que significa "livre", embora as raízes indo-europeias de ambos os vocábulos tenham origens diferentes. Muitas línguas neolatinas, como o espanhol, o francês, o italiano e o português, herdaram a coincidência dessa semelhança fonética, que convida ao jogo de palavras, identificando leitura e liberdade. Para os iluministas de todas as épocas, são duas paixões que sempre acabam confluindo.

  Hoje aprendemos a escrever com luz sobre telas de cristal líquido ou de plasma, mas ainda ouvimos o chamado originário das árvores. Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade. Antonio Machado, em seus passeios pelos Campos de Castela, costumava parar junto ao rio para ler algumas linhas desse livro dos amantes:

  Voltei a ver os álamos dourados,

  álamos do caminho na ribeira

  do Douro, entre San Polo e San Saturio,

  atrás das muralhas velhas de Soria [. .. ].

  Estes choupos do rio, que acompanham

  com o som de suas folhas secas

  o som da água, quando o vento sopra,

  têm em suas cascas

  gravadas iniciais que são nomes

  de apaixonados, números que são datas. 

  Quando um adolescente risca duas iniciais com a ponta do canivete na casca prateada de um álamo, reproduz, sem saber, um gesto muito antigo. Calímaco, o bibliotecário de Alexandria, já menciona no século Ili a.C. uma mensagem amorosa numa árvore. Não é o único. Um personagem de Virgílio imagina como a casca, com o passar dos anos, irá se alargar e corroer seu nome e o dela: "E gravar meus amores nas jovens árvores; crescerão as árvores e com elas crescerão vocês, amores meus." Talvez o costume, ainda vivo, de tatuar letras na pele de uma árvore para conservar a lembrança de alguém que viveu e amou tenha sido um dos episódios mais antigos de escrita na Europa. Talvez, à beira de um rio que corre e passa e sonha, como dizia Machado, os antigos gregos e romanos tenham escrito os primeiros pensamentos e as primeiras palavras de amor. Sabe-se lá quantas dessas árvores acabaram se transformando em livros.


Fonte: VALLEJO, Irene. O Infinito em um Junco: A Invenção dos Livros no Mundo Antigo. Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman. 1ª ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.


GLOSSÁRIO:

Álamo - árvore ornamental de flores pequenas e casca rugosa, o mesmo que choupo;

Papiro - folha para escrever feita das hastes dos juncos provenientes das margens do rio Nilo;

Pergaminho - pele de cabra ou de ovelha preparada para a escrita ou encadernação;

Choupos - o mesmo que álamo;

Junco - nome comum a várias plantas herbáceas;

Faia - espécie de árvore; e

Indo-europeu - origem comum das línguas europeias.  

 
De acordo com o texto, assinale a alternativa com a interpretação mais adequada para a frase "A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios.", localizada no primeiro parágrafo: 
Alternativas
Q3446653 Português
TEXTO I


1.png (385×682)

(PENSAR CONTEMPORÂNEO. Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/black-mirror-queda-livre/. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.


TEXTO II


Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais


2.png (383×380)

2.a.png (354×47)

(ROCHA, Roseane. Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais. Disponível em: www.meiomensagem.com.br Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.


TEXTO III


Pela Internet

Gilberto Gil


3.png (315×393)

(Gilberto Gil. Pela Internet. Quanta: 1997. Disponível em: www.gilbertogil.com.br/noticias/producoes/detalhes/quanta Acesso em: 15 de abr. de 2024).


TEXTO IV


4.png (315×359)

(REMÉDIOS. Placebo. Disponível em: www.caixadoremedios.com. Acesso em: 04 de março de 2024.


TEXTO V


O Espelho


5.png (382×775)

 5.a.png (348×269)

5.b.png (384×274)


Analise as afirmativas abaixo.

I. No texto I, pode-se afirmar que Lacie realmente foi feliz quando estava liberta da tecnologia e das redes sociais, conectando-se a si mesma e desconstruindo o papel das redes na vida das pessoas.
II. No texto II, pode-se afimar que, apesar de as redes sociais apresentarem um mundo de felicidades, parte dos brasileiros são insatisfeitos com suas vidas, quando as comparam com a vida dos outros.
III. No texto III, pode-se afirmar que há uma valorização da tecnologia, visto que, a partir dessa interação tecnológica, é que há uma conexão do eu-lírico e do mundo. IV.
No texto IV, pode-se afirmar que há uma crítica quanto às postagens nas redes sociais, que nem sempre são condizentes com a realidade, mas antes buscam impressionar quem os acompanha.

Em relação às afirmativas, assinale a opção correta: 
Alternativas
Q3446651 Português
TEXTO V


O Espelho


5.png (382×775)


5.a.png (348×269)


5.b.png (384×274)

(QUERIDO CLÁSSICO. O Espelho. Disponível em: https://www.queridoclassico.com/2020/08/o-espelho-por-machado-de-assis.html Acesso em: 18 de março de 2024).
Considerando o texto V e sua relação com os demais textos presentes nesta prova, assinale a assertiva correta. 
Alternativas
Q3446650 Português
TEXTO V


O Espelho


5.png (382×775)


5.a.png (348×269)


5.b.png (384×274)

(QUERIDO CLÁSSICO. O Espelho. Disponível em: https://www.queridoclassico.com/2020/08/o-espelho-por-machado-de-assis.html Acesso em: 18 de março de 2024).
De acordo com o texto V, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3446649 Português
TEXTO IV


4.png (315×359)

(REMÉDIOS. Placebo. Disponível em: www.caixadoremedios.com. Acesso em: 04 de março de 2024.
Relacionando os aspectos verbais e não verbais do texto IV, observa-se a presença de 
Alternativas
Respostas
521: C
522: B
523: C
524: E
525: E
526: C
527: B
528: B
529: B
530: D
531: C
532: B
533: D
534: C
535: D
536: A
537: A
538: B
539: B
540: D