Questões Militares
Sobre interpretação de textos em português
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O ovo de galinha
João Cabral de Melo Neto
O ovo revela o acabamento a toda mão que o acaricia daquelas coisas torneadas num trabalho de toda a vida. E que se encontra também noutras que entretanto mão não fabrica: nos corais, nos seixos rolados e em tantas coisas esculpidas cujas formas simples são obra de mil inacabáveis lixas usadas por mãos escultoras escondidas na água, na brisa. No entretanto, o ovo, e apesar de pura forma concluída, não se situa no final: está no ponto de partida.




( ) Mafalda, ao realizar a sua pergunta, tem a resposta do amigo de que ele pretende “viver” na primavera. A ironia é causada porque ela espera ouvir planos específicos ou atividades que ele esteja planejando realizar durante essa estação.
( ) No trecho “Tão pequeno (...)”, Mafalda compreende que Miguelito, por ser criança, já consegue entender a importância de viver o presente e apreciar a vida em sua simplicidade.
( ) Mafalda expressa sua estupefação com relação à resposta de Miguelito, porque, em geral, ser uma pessoa organizada é um atributo somente para adultos.
Texto 1
O IMORTAL





ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).
Texto 2
COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE E´ TEMPO?



LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
I. No texto 1, o personagem que relata a história do pai quis, com tal relato fantástico em relação ao tempo, mostrar seus dotes de contador de história, visto não confiar nas próprias habilidades como homeopata.
II. No texto 2, o tempo, à luz da ciência, é definido como uma dimensão determinada da natureza por diversas mentes brilhantes no decorrer da história.
III. Os textos 1 e 2 tratam a percepção da relatividade do tempo, valendo-se de tipologias textuais distintas.
Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):



“O tempo também tem uma dimensão psicológica. Nossa percepção dele pode variar dependendo de nossas experiências e estados mentais.” (linhas 28 e 29)
Uma estratégia do gênero narrativo é o uso de tempo psicológico, quando a medição temporal não é feita simplesmente pelo relógio ou pelo calendário, mas sim pelas emoções expostas de forma relativa pelo narrador ou pelos personagens. O fragmento do texto 1 que pode servir de exemplo ao que foi dito de forma teórica no fragmento destacado do texto 2 é:



O trecho destacado estabelece com um termo da oração anterior o sentido de:






Para Santo Agostinho, o tempo apresentava uma “natureza paradoxal”. Os elementos que compõem esse paradoxo, segundo o pensador, são:



Texto 1
O IMORTAL





ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).
“Bebera o resto do elixir, e assim como a primeira metade lhe dera a vida, a segunda dava-lhe a morte. E, dito isto, expirou.” (linhas 95 e 96, texto 1)
No excerto apresentado, temos as seguintes figuras de linguagem:
Texto 1
O IMORTAL





ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).
“— Não, disse ele. Pirajuá não bebe. Pirajuá quer morrer. Está cansado, viu muita lua, muita lua. Pirajuá quer descansar na terra, está aborrecido.” (linhas 56 e 57)
As palavras podem ser usadas com sentidos vários a depender do contexto empregado. O sentido a que se quer alcançar com a reiteração do termo “muita lua” é:
Texto 1
O IMORTAL





ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).
I. A quebra de um princípio lógico das leis naturais, característica marcante nas obras machadianas, é apresentada no conto por um narrador onisciente.
II. Com linguagem culta e direta, detalhando com precisão cenas e personagens, a obra de Machado de Assis pode ser inserida na escola literária realista, assim como, a narrativa concisa representa a oposição dentre os dois planos: real e irreal com elementos inverossímeis, característicos da literatura fantástica.
III. A dificuldade inicial da descrença dos interlocutores é exemplificada em “— Logo, não era imortal, concluiu o tabelia˜ o triunfante. Imortal se diz quando uma pessoa não morre, mas seu pai morreu.” (linhas 20 e 21) e perdura até o encerramento da narrativa, exemplificando assim um recurso retórico utilizado pelo autor na tentativa de convencimento dos personagens.
Está (ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):
Texto 1
O IMORTAL





ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).
“Estupefação dos ouvintes, que eram dois, o coronel Bertioga, e o tabelião da vila, João Linhares.” (linha 4)
O vocábulo afim ao campo semântico da palavra “estupefação” e´ :
Texto 1
O IMORTAL





ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).
“Tempos depois, adoeceu, e tão gravemente que foi dado por perdido. O curandeiro do lugar anunciou a Maracujá que ia ficar viúva. Meu pai não ouviu a notícia, mas leu-a em uma página de lágrimas, no rosto da consorte, e sentiu em si mesmo que estava acabado.” (linhas 64 a 66)
Em nome da coesão textual, usam-se termos para evitar repetições desnecessárias e ganhar uma progressão fluida de leitura. Assinale a alternativa em que os termos destacados representam essa função no excerto retirado do texto 1:
Texto 1
O IMORTAL





ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).
“O coronel e o tabelia˜ o ficaram algum tempo calados, sem saber que pensassem da famosa história; mas a seriedade do médico era tão profunda, que não havia duvidar.” (linhas 97 e 98)
Entre os segmentos do período em negrito, é CORRETO afirmar que a relação lógico-semântica tem sentido
Texto 1
O IMORTAL





ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).
I - as duas paixões dos iluministas de todas as épocas são os jogos de palavras e a semelhança fonética entre as palavras.
lI -as "antigas páginas de madeira" são as cascas das árvores.
IlI -a etimologia da palavra "livro" é grega.
IV -conotativamente, a origem da folha de papel é mais remota que a do papiro.
Dentre as afirmativas feitas acima, estão corretas apenas: