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Questões Militares Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 7.638 questões

Ano: 2017 Banca: IBADE Órgão: PM-AC
Q1206798 Português
Selfies
Muita gente se irrita, e tem razão, com o uso indiscriminado dos celulares. Fossem só para falar, já seria ruim. Mas servem também para tirar fotografias, e com isso somos invadidos no Facebook com imagens de gatos subindo na cortina, focinhos de cachorro farejando a câmera, pratos de torresmo, brownie e feijoada. Se depender do que vejo com meus filhos — dez e 12 anos -, o tempo dos “selfies” está de todo modo chegando ao fim. Eles já começam a achar ridícula a mania de tirar retratos de si mesmos em qualquer ocasião. Torna-se até um motivo de preconceito para com os colegas.
“Fulaninha? Tira foto na frente do espelho.” Hábito que pode ser compreensível, contudo. Imagino alguém dedicado a melhorar sua forma  física, registrando seus progressos semanais. Ou apenas entregue, no início da adolescência, à descoberta de si mesmo.
A bobeira se revela em outras situações: é o caso de quem tira um “selfie” tendo ao fundo a torre Eiffel, ou (pior) ao lado de, sei lá, Tony Ramos ou Cauã Reymond.
Seria apenas o registro de algo importante que nos acontece — e tudo bem. O problema fica mais complicado se pensarmos no caso das fotos de comida. Em primeiro lugar, vejo em tudo isso uma espécie de degradação da experiência.
Ou seja, é como se aquilo que vivemos de fato — uma estada em Paris, o jantar num restaurante — não pudesse ser vivido e sentido como aquilo que é.
Se me entrego a tirar fotos de mim mesmo na viagem, em vez de simplesmente viajar, posso estar fugindo das minhas próprias sensações. [...]
Pode ser narcisismo, é claro. Mas o narcisismo não precisa viajar para lugar nenhum. A complicação não surge do sujeito, surge do objeto. O que me incomoda é a torre Eiffel: o que fazer com ela? O que fazer de minha relação com a torre Eiffel?
Poderia unir-me a paisagem, sentir como respiro diante daquela triunfal elevação de ferro e nuvem, deixar que meu olhar atravesse o seu duro rendilhado que fosforesce ao sol, fazer-me diminuir entre as quatro vigas curvas daquela catedral sem clero e sem paredes.
Perco tempo no centro imóvel desse mecanismo, que é como o ponteiro único de um relógio que tem seu mostrador na circunferência do horizonte. Grupos de turistas se fazem e desfazem, há ruídos e crianças. 
Pego, entretanto, o meu celular: tiro uma foto de mim mesmo na torre Eiffel. O mundo se fechou no visor do aparelho. Não por acaso eu brinco, fazendo uma careta idiota: dou de costas para o monumento, mas estou na verdade dando as costas para a vida.  [...]
Talvez as coisas não sejam tão desesperadoras. Imagine-se que daqui a cem anos, depois de uma guerra atômica e de uma catástrofe climática que destruam o mundo civilizado, um pesquisador recupere os “selfies” e as fotos de batata frita. 
“Como as pessoas eram felizes naquela época!” A alternativa seria dizer: “Como eram tontas! Dependerá, por certo, dos humores do pesquisador. 
COELHO, Marcelo. Disponível em: <http://www1 .folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/162525 selfies.shtml>. Acesso em 19 mar. 2017
A oração destacada em: “O problema fica mais complicado SE PENSARMOS NO CASO DAS  FOTOS DE COMIDA.” expressa, no contexto, ideia de:
Alternativas
Q962714 Português

Sobre as diferenças entre a redação técnica e a estilística, está correto o que se afirma em


I. A linguagem de uma é denotativa por excelência, já a da outra è marcada pela predominância da conotação.

II. A comunicação inequívoca faz parte das características desta última, de modo que construções dúbias podem marcar presença apenas naquela.

III. A finalidade discursiva se volta para a informação e o esclarecimento naquela e para a expressão artística por meio da escrita e para o entretenimento nesta.

IV. A clareza e a objetividade são marcas peculiares da primeira, enquanto o uso de recursos voltados para a estética, possibilitando múltiplas interpretações, identifica a segunda.

V Uma se respalda em um conjunto de normas utilizadas pelo poder público para redigir seus documentos, e a outra tem por objetivo convencer o interlocutor sobre alguma temática enfocada.


A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

Alternativas
Q962712 Português

TEXTO:


“Nesta vida, temos três professores importantes: o 'Momento Feliz’, o 'Momento Triste' e o 'Momento Difícil'. O 'Momento Feliz' mostra o que não precisamos mudar. O ‘Momento Triste’ mostra o que precisamos mudar. O Momento Difícil mostra o que somos capazes de superar.'

                                                                            Mário Quintana (1906-1994).

QUINTANA, Mário Mensagem. Disponível em:<http://certform66. blogspot. com.br/2015/12/intimidades-reflexivas-512.html>. Acesso em: 27jul.2017.

O pronunciamento de Mário Quintana permite que se conclua corretamente que a vida
Alternativas
Q962710 Português
De acordo com o texto, o policial se distingue de um cidadão comum unicamente
Alternativas
Q962709 Português
Considerando-se as elocuções das duas personagens da tira, é correto afirmar:
Alternativas
Q962707 Português
Sobre os sinais de pontuação usados no texto, está correto o que se afirma na alternativa
Alternativas
Q962705 Português

“A busca de prazeres individuais articulada pelas mercadorias oferecidas hoje em dia, uma busca guiada e a todo tempo redirecionada e reorientada por campanhas publicitárias sucessivas, fornece o único substituto aceitável — na verdade, bastante necessitado e bem-vindo — para a edificante solidariedade dos colegas de trabalho e para o ardente calor humano de cuidar e ser cuidado pelos mais próximos e queridos, tanto no lar como na vizinhança". (l. 29-38)


Na composição do discurso de Zygmunt Bauman em destaque, inexiste

Alternativas
Q962704 Português

Segundo Baudrillard, o consumo, na qualidade de nova modalidade de vida, transformou-se na moral do mundo contemporâneo." (l. 15-17)


Apresenta-se com a mesma acepção da expressão destacada na frase acima o elemento coesivo “como", que aparece em itálico no fragmento transcrito em


I. “São pensadores, como Zygmunt Bauman (1925) e Jean Baudrillard (1929-2007), que definem as idéias' (l. 6-7).

II. “de um lado, há a mercadoria como centro das práticas cotidianas" (l. 11-12).

III. "Assim, a maneira como vivemos define-se pela forma como consumimos" (l. 17-18).

IV. “e para o ardente calor humano de cuidar e ser cuidado pelos mais próximos e queridos, tanto no lar como na vizinhança." (l. 36-38).

V. “O esforço do consumo permanece como uma utopia para alcançar o idealizado." (l. 42-44).


A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

Alternativas
Q962703 Português
Considerando-se o contexto em que se insere, está inadequada a explicação dada para a expressão destacada no fragmento transcrito na alternativa
Alternativas
Q962702 Português
A partir dos elementos discursivos presentes no contexto em análise, é correto afirmar que esse texto se caracteriza como
Alternativas
Q962701 Português
As informações veiculadas no texto permitem que se chegue à conclusão correta de que, no mundo contemporâneo, o ser humano
Alternativas
Q924105 Português
       Você já ouviu falar em “pinturas rupestres”? São as mais antigas formas de arte produzidas pelo ser humano – algumas datam de 40.000 anos antes de Cristo! – e se encontram nas paredes das cavernas que serviam de moradia. Essas pinturas mostram situações do dia a dia das pessoas daquela época, como a que inspirou o próximo texto.

Texto VIII



Disponível em <www.wordpress.com.br/search?q=charges> (Acesso em 12/09/2017.)
A charge retrata uma cena ou situação com intenção crítica, usando o desenho como linguagem. Nessa charge, a mensagem tem sentido crítico, uma vez que
Alternativas
Q924104 Português
Texto VII



Disponível em <gustavoinfol.blogspot.com.br > (Acesso em 12/09/2017.)
Para transmitir a mensagem de humor da tira, o cartunista Maurício de Souza recorreu a um conjunto de elementos, que partem
Alternativas
Q924103 Português
Texto VII



Disponível em <gustavoinfol.blogspot.com.br > (Acesso em 12/09/2017.)
A história em quadrinhos constitui-se da linguagem verbal associada a elementos não verbais, como o desenho e o contorno dos balões. No último quadrinho da tira, as linhas e expressões faciais mostram que
Alternativas
Q924101 Português
   Comum no jornalismo, o infográfico usa elementos visuais (imagens, fotografia, desenhos, números) e a linguagem verbal para se expressar. O resultado é um texto informativo, de compreensão fácil e rápida. Este infográfico faz um resumo prático de um dos aspectos ligados ao tema desta prova.

Texto VI



Disponível em <profissionalnutrition.blogspot.com.br> (Acesso em 12/09/2017.)
Tradicionalmente usada para representar os produtos que devemos consumir em favor da saúde, a “pirâmide alimentar” traz um conjunto de informações. Nesse infográfico, observa-se que
Alternativas
Q924100 Português
  A personagem da história de Carlos Drummond de Andrade tinha razão: o couro é um produto realmente útil e nobre. Mas não precisa vir dos animais. Há “couros” produzidos a partir de uma relação mais pacífica entre o homem e os demais seres vivos. Veja este: 

Texto V



Couro Vegetal
É um material à base de látex natural, extraído das seringueiras nativas da floresta amazônica e confeccionado pelo processo tradicional dos seringueiros em suas moradas na floresta.

Do "Encauchado" ao Couro Vegetal
Os seringueiros desde o início aproveitaram o látex para confeccionar artigos para o próprio uso como a bolsa "capanga", os sapatos de seringa e o saco encauchado: o procedimento do saco encauchado deu origem ao couro vegetal, um tecido de algodão banhado em látex, defumado e vulcanizado em estufas especiais.

Maior agregação de valor
A produção das lâminas de couro vegetal permite uma maior agregação de valor na colocação do seringueiro, comparado com os métodos tradicionais de beneficiamento do látex. Antes o seringueiro ganhava cerca de R$ 1,50 por quilo de borracha seca, utilizando 3,3 litros de látex. Hoje ele ganha R$ 3,00 para cada lâmina de couro vegetal, utilizando 1,3 litros de látex por lâmina.

Qualidade e inocuidade ecológica
Pesquisas foram feitas no sentido de melhorar a durabilidade e qualidade do couro vegetal a fim de atender às exigências do mercado.
Hoje o couro vegetal é um material de boa qualidade, internacionalmente reconhecido como um produto ecologicamente inócuo. A comercialização dos produtos de couro vegetal se tornou um motivo de esperança para a melhoria da vida dos seringueiros, sua permanência na floresta e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.



Adquirindo os produtos Seringueira, além de colaborar para a preservação da Amazônia e evitar a matança de animais, você está gerando melhores condições de vida e saúde para o povo da floresta.

Para obter mais informação sobre nossos produtos e para informação de preço, favor entrar em contato conosco.

Glossário:
    ● látex: seiva da seringueira
    ● vulcanizado: que passou pela vulcanização, ou seja, processo de tratamento da borracha
    ● inocuidade: característica do que é inócuo, inofensivo

Disponível em <www.amazonlink.org/seringueira> (Adaptado. Acesso em 11/09/2017.)
Na frase “Adquirindo os produtos da Seringueira /.../ você estará gerando melhores condições de vida e saúde para o povo da floresta”, o segmento sublinhado expressa a ideia de
Alternativas
Q924099 Português
  A personagem da história de Carlos Drummond de Andrade tinha razão: o couro é um produto realmente útil e nobre. Mas não precisa vir dos animais. Há “couros” produzidos a partir de uma relação mais pacífica entre o homem e os demais seres vivos. Veja este: 

Texto V



Couro Vegetal
É um material à base de látex natural, extraído das seringueiras nativas da floresta amazônica e confeccionado pelo processo tradicional dos seringueiros em suas moradas na floresta.

Do "Encauchado" ao Couro Vegetal
Os seringueiros desde o início aproveitaram o látex para confeccionar artigos para o próprio uso como a bolsa "capanga", os sapatos de seringa e o saco encauchado: o procedimento do saco encauchado deu origem ao couro vegetal, um tecido de algodão banhado em látex, defumado e vulcanizado em estufas especiais.

Maior agregação de valor
A produção das lâminas de couro vegetal permite uma maior agregação de valor na colocação do seringueiro, comparado com os métodos tradicionais de beneficiamento do látex. Antes o seringueiro ganhava cerca de R$ 1,50 por quilo de borracha seca, utilizando 3,3 litros de látex. Hoje ele ganha R$ 3,00 para cada lâmina de couro vegetal, utilizando 1,3 litros de látex por lâmina.

Qualidade e inocuidade ecológica
Pesquisas foram feitas no sentido de melhorar a durabilidade e qualidade do couro vegetal a fim de atender às exigências do mercado.
Hoje o couro vegetal é um material de boa qualidade, internacionalmente reconhecido como um produto ecologicamente inócuo. A comercialização dos produtos de couro vegetal se tornou um motivo de esperança para a melhoria da vida dos seringueiros, sua permanência na floresta e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.



Adquirindo os produtos Seringueira, além de colaborar para a preservação da Amazônia e evitar a matança de animais, você está gerando melhores condições de vida e saúde para o povo da floresta.

Para obter mais informação sobre nossos produtos e para informação de preço, favor entrar em contato conosco.

Glossário:
    ● látex: seiva da seringueira
    ● vulcanizado: que passou pela vulcanização, ou seja, processo de tratamento da borracha
    ● inocuidade: característica do que é inócuo, inofensivo

Disponível em <www.amazonlink.org/seringueira> (Adaptado. Acesso em 11/09/2017.)
A origem do couro vegetal, como explica o texto, foi o “encauchado”, uma espécie de saco impermeabilizado pelo látex. Na origem desse produto, pode-se observar que o seringueiro
Alternativas
Q924098 Português
  A personagem da história de Carlos Drummond de Andrade tinha razão: o couro é um produto realmente útil e nobre. Mas não precisa vir dos animais. Há “couros” produzidos a partir de uma relação mais pacífica entre o homem e os demais seres vivos. Veja este: 

Texto V



Couro Vegetal
É um material à base de látex natural, extraído das seringueiras nativas da floresta amazônica e confeccionado pelo processo tradicional dos seringueiros em suas moradas na floresta.

Do "Encauchado" ao Couro Vegetal
Os seringueiros desde o início aproveitaram o látex para confeccionar artigos para o próprio uso como a bolsa "capanga", os sapatos de seringa e o saco encauchado: o procedimento do saco encauchado deu origem ao couro vegetal, um tecido de algodão banhado em látex, defumado e vulcanizado em estufas especiais.

Maior agregação de valor
A produção das lâminas de couro vegetal permite uma maior agregação de valor na colocação do seringueiro, comparado com os métodos tradicionais de beneficiamento do látex. Antes o seringueiro ganhava cerca de R$ 1,50 por quilo de borracha seca, utilizando 3,3 litros de látex. Hoje ele ganha R$ 3,00 para cada lâmina de couro vegetal, utilizando 1,3 litros de látex por lâmina.

Qualidade e inocuidade ecológica
Pesquisas foram feitas no sentido de melhorar a durabilidade e qualidade do couro vegetal a fim de atender às exigências do mercado.
Hoje o couro vegetal é um material de boa qualidade, internacionalmente reconhecido como um produto ecologicamente inócuo. A comercialização dos produtos de couro vegetal se tornou um motivo de esperança para a melhoria da vida dos seringueiros, sua permanência na floresta e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.



Adquirindo os produtos Seringueira, além de colaborar para a preservação da Amazônia e evitar a matança de animais, você está gerando melhores condições de vida e saúde para o povo da floresta.

Para obter mais informação sobre nossos produtos e para informação de preço, favor entrar em contato conosco.

Glossário:
    ● látex: seiva da seringueira
    ● vulcanizado: que passou pela vulcanização, ou seja, processo de tratamento da borracha
    ● inocuidade: característica do que é inócuo, inofensivo

Disponível em <www.amazonlink.org/seringueira> (Adaptado. Acesso em 11/09/2017.)
O texto está no site de uma organização de amparo aos seringueiros da Amazônia, que extraem e processam o látex. Segundo o texto, o couro vegetal, feito de látex, é “ecologicamente inócuo” porque
Alternativas
Q924097 Português

    A canção a seguir foi gravada em 1976, ou seja, quase no mesmo ano em que foi publicada a crônica de Carlos Drummond de Andrade que você leu aqui. Assim como o poeta, o compositor se inspirou na natureza e na nossa relação com os animais para falar de um estilo de vida. Será que ele ficou ultrapassado?


Texto IV


Casa no campo

Zé Rodrix / Tavito


Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa compor muitos rocks rurais

E tenha somente a certeza

Dos amigos do peito e nada mais


Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa ficar no tamanho da paz

E tenha somente a certeza

Dos limites do corpo e nada mais


Eu quero carneiros e cabras

Pastando solenes no meu jardim

Eu quero o silêncio das línguas cansadas


Eu quero a esperança de óculos

E meu filho de cuca legal

Eu quero plantar e colher com a mão

A pimenta e o sal


Eu quero uma casa no campo

Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê

Onde eu possa plantar meus amigos

Meus discos e livros e nada mais


Glossário:

    ● solene: formal; sério, grave; majestoso, imponente.

    ● pau-a-pique: parede feita de ripas cruzadas e preenchida de barro.


CD Elis. PolyGram/Philips, 1972/1998. Faixa 11.

As expressões “esperança de óculos” e “filho de cuca legal” demonstram que a linguagem teve aqui, respectivamente, emprego
Alternativas
Q924096 Português

    A canção a seguir foi gravada em 1976, ou seja, quase no mesmo ano em que foi publicada a crônica de Carlos Drummond de Andrade que você leu aqui. Assim como o poeta, o compositor se inspirou na natureza e na nossa relação com os animais para falar de um estilo de vida. Será que ele ficou ultrapassado?


Texto IV


Casa no campo

Zé Rodrix / Tavito


Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa compor muitos rocks rurais

E tenha somente a certeza

Dos amigos do peito e nada mais


Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa ficar no tamanho da paz

E tenha somente a certeza

Dos limites do corpo e nada mais


Eu quero carneiros e cabras

Pastando solenes no meu jardim

Eu quero o silêncio das línguas cansadas


Eu quero a esperança de óculos

E meu filho de cuca legal

Eu quero plantar e colher com a mão

A pimenta e o sal


Eu quero uma casa no campo

Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê

Onde eu possa plantar meus amigos

Meus discos e livros e nada mais


Glossário:

    ● solene: formal; sério, grave; majestoso, imponente.

    ● pau-a-pique: parede feita de ripas cruzadas e preenchida de barro.


CD Elis. PolyGram/Philips, 1972/1998. Faixa 11.

Nos versos em que foi usado, o verbo plantar tem um sentido diferente do comum. Quando diz “Onde eu possa plantar meus amigos / meus discos e livros”, o eu lírico dá a entender que pretende
Alternativas
Respostas
3241: D
3242: B
3243: D
3244: D
3245: C
3246: C
3247: B
3248: D
3249: D
3250: B
3251: E
3252: E
3253: B
3254: D
3255: C
3256: D
3257: B
3258: E
3259: A
3260: A