Questões Militares Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2213693 Português
TEXTO I

CONSUMO EXCESSIVO DE SAL PODE
AUMENTAR ESTRESSE

Leo Caparroz – 27 dez. 2022

As consequências fisiológicas do alto consumo de sódio já são bem conhecidas. O sal eleva a pressão arterial que, por sua vez, pode aumentar o risco de problemas cardíacos. Agora, cientistas começaram a explorar, também, um tópico não usual dessa influência: o efeito do sal no nosso comportamento, particularmente nos níveis de estresse.
Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, realizaram um experimento com ratos para investigar a relação entre a ingestão de sódio e o estresse. Os cientistas alimentaram ratos machos com dietas ricas em sal, em uma proporção semelhante à tipicamente ingerida por seres humanos. Além de um grupo controle, que recebia refeições com baixo nível de sal, os roedores foram divididos em dois grupos: alguns comeram os pratos salgados por duas semanas, e outros por oito.
Analisando as amostras de sangue dos ratos, eles descobriram que os níveis de cortisol – hormônio relacionado ao estresse – eram sempre mais altos nos ratos da dieta rica em sal. Para induzir o estresse, os ratos eram tirados do repouso e colocados em pequenos tubos de vidro.
O sal não desencadeou o estresse nos ratos, mas o amplificou. Segundo os cientistas, as cobaias teriam essa resposta de qualquer jeito. Mas a ingestão excessiva de sal piorou a situação.
Segundo os pesquisadores, os roedores são similares aos seres humanos em termos de anatomia, fisiologia e genética. Além disso, nas duas espécies a dieta é um dos fatores que pode controlar a resposta ao estresse. Os ratos também não costumam ingerir muito sal, o que facilita o teste de seu impacto.
Apesar disso, ainda existem diferenças na maneira como os humanos e os animais absorvem, usam e metabolizam o sal. Sendo assim, os resultados não devem ser traduzidos linha por linha. “As comparações entre roedores e seres humanos devem ser interpretadas com cautela”, afirmou Giuseppe Faraco, professor-assistente de neurociência na Weill Cornell Medicine, que estuda a ligação entre o sal e o comprometimento cognitivo, mas que não participou deste estudo, à Wired

Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/consumo-excessivode-sal-pode-aumentar-estresse/. Acesso em: 23 fev. 2023.
Qual é a relação sintático-semântica estabelecida entre as orações “O sal não desencadeou o estresse nos ratos, mas o amplificou.”?
Alternativas
Q2213692 Português
TEXTO I

CONSUMO EXCESSIVO DE SAL PODE
AUMENTAR ESTRESSE

Leo Caparroz – 27 dez. 2022

As consequências fisiológicas do alto consumo de sódio já são bem conhecidas. O sal eleva a pressão arterial que, por sua vez, pode aumentar o risco de problemas cardíacos. Agora, cientistas começaram a explorar, também, um tópico não usual dessa influência: o efeito do sal no nosso comportamento, particularmente nos níveis de estresse.
Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, realizaram um experimento com ratos para investigar a relação entre a ingestão de sódio e o estresse. Os cientistas alimentaram ratos machos com dietas ricas em sal, em uma proporção semelhante à tipicamente ingerida por seres humanos. Além de um grupo controle, que recebia refeições com baixo nível de sal, os roedores foram divididos em dois grupos: alguns comeram os pratos salgados por duas semanas, e outros por oito.
Analisando as amostras de sangue dos ratos, eles descobriram que os níveis de cortisol – hormônio relacionado ao estresse – eram sempre mais altos nos ratos da dieta rica em sal. Para induzir o estresse, os ratos eram tirados do repouso e colocados em pequenos tubos de vidro.
O sal não desencadeou o estresse nos ratos, mas o amplificou. Segundo os cientistas, as cobaias teriam essa resposta de qualquer jeito. Mas a ingestão excessiva de sal piorou a situação.
Segundo os pesquisadores, os roedores são similares aos seres humanos em termos de anatomia, fisiologia e genética. Além disso, nas duas espécies a dieta é um dos fatores que pode controlar a resposta ao estresse. Os ratos também não costumam ingerir muito sal, o que facilita o teste de seu impacto.
Apesar disso, ainda existem diferenças na maneira como os humanos e os animais absorvem, usam e metabolizam o sal. Sendo assim, os resultados não devem ser traduzidos linha por linha. “As comparações entre roedores e seres humanos devem ser interpretadas com cautela”, afirmou Giuseppe Faraco, professor-assistente de neurociência na Weill Cornell Medicine, que estuda a ligação entre o sal e o comprometimento cognitivo, mas que não participou deste estudo, à Wired

Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/consumo-excessivode-sal-pode-aumentar-estresse/. Acesso em: 23 fev. 2023.
Qual das seguintes alterações manteria o sentido veiculado pelo título do texto?
Alternativas
Q2213691 Português
TEXTO I

CONSUMO EXCESSIVO DE SAL PODE
AUMENTAR ESTRESSE

Leo Caparroz – 27 dez. 2022

As consequências fisiológicas do alto consumo de sódio já são bem conhecidas. O sal eleva a pressão arterial que, por sua vez, pode aumentar o risco de problemas cardíacos. Agora, cientistas começaram a explorar, também, um tópico não usual dessa influência: o efeito do sal no nosso comportamento, particularmente nos níveis de estresse.
Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, realizaram um experimento com ratos para investigar a relação entre a ingestão de sódio e o estresse. Os cientistas alimentaram ratos machos com dietas ricas em sal, em uma proporção semelhante à tipicamente ingerida por seres humanos. Além de um grupo controle, que recebia refeições com baixo nível de sal, os roedores foram divididos em dois grupos: alguns comeram os pratos salgados por duas semanas, e outros por oito.
Analisando as amostras de sangue dos ratos, eles descobriram que os níveis de cortisol – hormônio relacionado ao estresse – eram sempre mais altos nos ratos da dieta rica em sal. Para induzir o estresse, os ratos eram tirados do repouso e colocados em pequenos tubos de vidro.
O sal não desencadeou o estresse nos ratos, mas o amplificou. Segundo os cientistas, as cobaias teriam essa resposta de qualquer jeito. Mas a ingestão excessiva de sal piorou a situação.
Segundo os pesquisadores, os roedores são similares aos seres humanos em termos de anatomia, fisiologia e genética. Além disso, nas duas espécies a dieta é um dos fatores que pode controlar a resposta ao estresse. Os ratos também não costumam ingerir muito sal, o que facilita o teste de seu impacto.
Apesar disso, ainda existem diferenças na maneira como os humanos e os animais absorvem, usam e metabolizam o sal. Sendo assim, os resultados não devem ser traduzidos linha por linha. “As comparações entre roedores e seres humanos devem ser interpretadas com cautela”, afirmou Giuseppe Faraco, professor-assistente de neurociência na Weill Cornell Medicine, que estuda a ligação entre o sal e o comprometimento cognitivo, mas que não participou deste estudo, à Wired

Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/consumo-excessivode-sal-pode-aumentar-estresse/. Acesso em: 23 fev. 2023.
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2201201 Português
Leia o poema e assinale a alternativa correta.
Pequenos tormentos da vida
“De cada lado da sala de aula, pelas janelas altas, o / azul convida os meninos, / as nuvens desenrolam-se, lentas como quem vai inventando / preguiçosamente uma / história sem fim... Sem fim é a aula: e nada acontece, / nada... Bocejos e moscas. Se ao menos, pensa Margarida, se ao menos um / avião entrasse por uma janela e saísse por outra!” (Mário Quintana)
Existe hipérbole no trecho: 
Alternativas
Q2201192 Português
Assinale a alternativa cujo termo em destaque pode ser substituído por um pronome pessoal reto. 
Alternativas
Q2201185 Português
Ao reescrever o trecho A secretária chega à sala da diretora e diz: “Senhora, passarei nas salas de aula para dar o recado.” para o discurso indireto, o verbo em destaque assume a seguinte forma: 
Alternativas
Q2201183 Português
Divagação sobre as ilhas

Carlos Drumnond de Andrade

     Quando me acontecer alguma pecúnia, passante de um milhão de cruzeiros, compro uma ilha; não muito longe do litoral, que o litoral faz falta; nem tão perto, também que de lá possa eu aspirar a fumaça e a graxa do porto. Minha ilha (e só de a imaginar já me considero seu habitante) ficará no justo ponto de latitude e longitude, que, pondo-me a coberto de ventos, sereias e pestes, nem me afaste demasiado dos homens nem me obrigue a praticá-los diuturnamente. Porque esta é a ciência e, direi, a arte do bem-viver; uma fuga relativa, e uma não muito estouvada confraternização.
      De há muito sonho esta ilha, se é que não a sonhei sempre. (...)
      E por que nos seduz a ilha? As composições de sombra e luz, o esmalte das relvas, a cristalinidade dos regatos – tudo isso existe fora das ilhas, não é privilégio dela. A mesma solidão existe, com diferentes pressões, nos mais diversos locais, inclusive os de população densa, em terra firme e longa. Resta ainda o argumento da felicidade – “aqui eu não sou feliz”, declara o poeta, para enaltecer, pelo contraste, a sua pasárgada: mas será que se procura realmente nas ilhas uma ocasião de ser feliz ou modo de sê-lo? E só se alcançaria tal mercê, de índole extremamente subjetiva, no regaço de uma ilha, e não igualmente em terra comum?
      Quando penso em comprar uma ilha, nenhuma dessas excelências me seduz mais que as outras, nem todas juntas constituem a razão de meu desejo. (...)
     A ilha me satisfaz por ser uma porção curta de terra (falo de ilhas individuais, não me tentam aventuras marajoaras), um resumo prático, substantivo, dos estirões deste vasto mundo, sem os inconvenientes dele, e com a vantagem de ser quase ficção sem deixar de constituir uma realidade.

Presença da Literatura Brasileira. Modernismo. 5a. edição.
Leia o texto a seguir.
“Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei / Lá tenho a mulher que eu quero / Na cama que escolherei (...) / (...) Aqui eu não sou feliz / Lá a existência é uma aventura (...)” (Manuel Bandeira)
I- Em ambos os textos, o autor demonstra o desejo de fugir da realidade concreta e adentrar uma realidade idealizada.
II- Pode-se afirmar que o autor de “Divagação sobre as ilhas” se opõe ao mundo real, pois afirma “aqui eu não sou feliz”.
III- Pasárgada pode ser considerada um local perfeito para se viver.
IV- O recurso da antítese está presente na crônica “Divagação sobre as ilhas”.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2201182 Português
Divagação sobre as ilhas

Carlos Drumnond de Andrade

     Quando me acontecer alguma pecúnia, passante de um milhão de cruzeiros, compro uma ilha; não muito longe do litoral, que o litoral faz falta; nem tão perto, também que de lá possa eu aspirar a fumaça e a graxa do porto. Minha ilha (e só de a imaginar já me considero seu habitante) ficará no justo ponto de latitude e longitude, que, pondo-me a coberto de ventos, sereias e pestes, nem me afaste demasiado dos homens nem me obrigue a praticá-los diuturnamente. Porque esta é a ciência e, direi, a arte do bem-viver; uma fuga relativa, e uma não muito estouvada confraternização.
      De há muito sonho esta ilha, se é que não a sonhei sempre. (...)
      E por que nos seduz a ilha? As composições de sombra e luz, o esmalte das relvas, a cristalinidade dos regatos – tudo isso existe fora das ilhas, não é privilégio dela. A mesma solidão existe, com diferentes pressões, nos mais diversos locais, inclusive os de população densa, em terra firme e longa. Resta ainda o argumento da felicidade – “aqui eu não sou feliz”, declara o poeta, para enaltecer, pelo contraste, a sua pasárgada: mas será que se procura realmente nas ilhas uma ocasião de ser feliz ou modo de sê-lo? E só se alcançaria tal mercê, de índole extremamente subjetiva, no regaço de uma ilha, e não igualmente em terra comum?
      Quando penso em comprar uma ilha, nenhuma dessas excelências me seduz mais que as outras, nem todas juntas constituem a razão de meu desejo. (...)
     A ilha me satisfaz por ser uma porção curta de terra (falo de ilhas individuais, não me tentam aventuras marajoaras), um resumo prático, substantivo, dos estirões deste vasto mundo, sem os inconvenientes dele, e com a vantagem de ser quase ficção sem deixar de constituir uma realidade.

Presença da Literatura Brasileira. Modernismo. 5a. edição.
A ideia principal do 5º parágrafo é a de que a ilha  
Alternativas
Q2201181 Português
Divagação sobre as ilhas

Carlos Drumnond de Andrade

     Quando me acontecer alguma pecúnia, passante de um milhão de cruzeiros, compro uma ilha; não muito longe do litoral, que o litoral faz falta; nem tão perto, também que de lá possa eu aspirar a fumaça e a graxa do porto. Minha ilha (e só de a imaginar já me considero seu habitante) ficará no justo ponto de latitude e longitude, que, pondo-me a coberto de ventos, sereias e pestes, nem me afaste demasiado dos homens nem me obrigue a praticá-los diuturnamente. Porque esta é a ciência e, direi, a arte do bem-viver; uma fuga relativa, e uma não muito estouvada confraternização.
      De há muito sonho esta ilha, se é que não a sonhei sempre. (...)
      E por que nos seduz a ilha? As composições de sombra e luz, o esmalte das relvas, a cristalinidade dos regatos – tudo isso existe fora das ilhas, não é privilégio dela. A mesma solidão existe, com diferentes pressões, nos mais diversos locais, inclusive os de população densa, em terra firme e longa. Resta ainda o argumento da felicidade – “aqui eu não sou feliz”, declara o poeta, para enaltecer, pelo contraste, a sua pasárgada: mas será que se procura realmente nas ilhas uma ocasião de ser feliz ou modo de sê-lo? E só se alcançaria tal mercê, de índole extremamente subjetiva, no regaço de uma ilha, e não igualmente em terra comum?
      Quando penso em comprar uma ilha, nenhuma dessas excelências me seduz mais que as outras, nem todas juntas constituem a razão de meu desejo. (...)
     A ilha me satisfaz por ser uma porção curta de terra (falo de ilhas individuais, não me tentam aventuras marajoaras), um resumo prático, substantivo, dos estirões deste vasto mundo, sem os inconvenientes dele, e com a vantagem de ser quase ficção sem deixar de constituir uma realidade.

Presença da Literatura Brasileira. Modernismo. 5a. edição.
Considerando ilha versus cronista nos trechos, relacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
1 – “Quando me acontecer alguma pecúnia, passante de um milhão de cruzeiros, compro uma ilha;”  2 – “(e só de a imaginar já me considero seu habitante)” 
3 – “De há muito sonho esta ilha, se é que não a sonhei sempre.” 
4 – “E por que nos seduz a ilha?”  
( ) É habitante do seu imaginário.  ( ) É sua propriedade em potencial.   ( ) É seu objeto de atração e de fascínio.   ( ) É sua residência.  
Alternativas
Q2201180 Português
Divagação sobre as ilhas

Carlos Drumnond de Andrade

     Quando me acontecer alguma pecúnia, passante de um milhão de cruzeiros, compro uma ilha; não muito longe do litoral, que o litoral faz falta; nem tão perto, também que de lá possa eu aspirar a fumaça e a graxa do porto. Minha ilha (e só de a imaginar já me considero seu habitante) ficará no justo ponto de latitude e longitude, que, pondo-me a coberto de ventos, sereias e pestes, nem me afaste demasiado dos homens nem me obrigue a praticá-los diuturnamente. Porque esta é a ciência e, direi, a arte do bem-viver; uma fuga relativa, e uma não muito estouvada confraternização.
      De há muito sonho esta ilha, se é que não a sonhei sempre. (...)
      E por que nos seduz a ilha? As composições de sombra e luz, o esmalte das relvas, a cristalinidade dos regatos – tudo isso existe fora das ilhas, não é privilégio dela. A mesma solidão existe, com diferentes pressões, nos mais diversos locais, inclusive os de população densa, em terra firme e longa. Resta ainda o argumento da felicidade – “aqui eu não sou feliz”, declara o poeta, para enaltecer, pelo contraste, a sua pasárgada: mas será que se procura realmente nas ilhas uma ocasião de ser feliz ou modo de sê-lo? E só se alcançaria tal mercê, de índole extremamente subjetiva, no regaço de uma ilha, e não igualmente em terra comum?
      Quando penso em comprar uma ilha, nenhuma dessas excelências me seduz mais que as outras, nem todas juntas constituem a razão de meu desejo. (...)
     A ilha me satisfaz por ser uma porção curta de terra (falo de ilhas individuais, não me tentam aventuras marajoaras), um resumo prático, substantivo, dos estirões deste vasto mundo, sem os inconvenientes dele, e com a vantagem de ser quase ficção sem deixar de constituir uma realidade.

Presença da Literatura Brasileira. Modernismo. 5a. edição.
Na crônica o autor  
Alternativas
Q2196848 Português

Analise o anúncio a seguir.


Imagem associada para resolução da questão

A partir da análise dos elementos presentes no anúncio, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2196839 Português

Associe as colunas relacionando os gêneros textuais com suas respectivas estruturações.


Gênero textual


(1) Poesia.

(2) Tirinha.

(3) Artigo de opinião.


Estruturação


( ) “se estrutura em torno de um ponto de vista e da argumentação em sua defesa.”

( ) “se estrutura em enunciados curtos, (...) destacando-se nessa composição o imbricamento entre verbal e não-verbal.”

( ) “se estrutura em estrofes e versos com rimas ou sem rimas.”


A sequência correta dessa classificação é: 

Alternativas
Q2196828 Português
Texto I


Sonho de Ícaro

Alcançar o espaço e as estrelas é um sonho antigo da humanidade. Praticamente todas as culturas destacam o céu como um lugar especial. Esse local era normalmente designado como a morada dos deuses. Muitos povos consideravam que as constelações eram representações dos seus mitos e lendas. Dessa forma, o céu era um lugar divino e os homens somente o alcançavam quando eram convidados ou homenageados pelos deuses.

Entretanto, o espírito humano de vencer limites e barreiras nos impulsionou a superar as nossas limitações e buscou meios para atingirmos o céu. Um exemplo desse desejo é a interessante história sobre Dédalo, relatada na mitologia grega.

Ícaro era filho de Dédalo, o construtor do labirinto em que o rei Minos aprisionava o Minotauro, um ser com corpo de homem e cabeça de touro. A lenda grega conta que Dédalo ensinou Teseu, que seria devorado juntamente com outros jovens pelo monstro, como sair do labirinto. Dédalo sugeriu que ele deveria utilizar um novelo que deveria ser desenrolado na medida em que fosse penetrando no labirinto. Dessa forma, após ter matado o monstro, ele conseguiu fugir do labirinto. O rei Minos ficou furioso e prendeu Dédalo e o seu filho Ícaro no labirinto. Como o rei tinha deixado guardas vigiando as saídas, Dédalo construiu asas com penas dos pássaros colando-as com cera. Antes de levantar voo, o pai recomendou a Ícaro que, quando ambos estivessem voando, não deveriam voar nem muito alto (perto do Sol, cujo calor derreteria a cera) e nem muito baixo (perto do mar, pois a umidade tornaria as asas pesadas). Entretanto, a sensação de voar foi tão estonteante para Ícaro que ele esqueceu a recomendação e elevou-se tanto nos ares a ponto de a previsão de Dédalo ocorrer. A cera derreteu e Ícaro perdeu as asas, precipitando-se no mar e morrendo afogado.

Nos dias de hoje sabemos que é impossível voarmos com asas como imaginou Dédalo. Na realidade, o fato de Ícaro ter voado mais alto não derreteria a cera das asas, mas ocorreriam outros problemas. As aves que voam em grande altitude não sofrem com o calor, mas sim com o frio, o ar rarefeito e a falta de oxigênio. O ser humano não consegue voar batendo asas porque ele não tem força física suficiente para levantar o seu peso. Há outras maneiras muito mais eficientes para voarmos.

Desde o voo histórico de Santos Dumont, em Paris, em 1906, até o pouso dos astronautas da Apollo 11, na Lua, em 1969, o homem tem tentado alcançar as estrelas. Dezenas de missões não tripuladas já foram enviadas para praticamente todos os planetas do sistema solar (com exceção de Plutão). No momento, cogita-se a volta do homem à Lua e uma viagem tripulada para o planeta Marte ainda no século XXI. Entretanto, alcançar outras estrelas e seus sistemas planetários ainda é um sonho muito distante de se realizar. Talvez essa meta seja impossível como o voo de Dédalo e Ícaro.

A atual tecnologia utilizada nos foguetes e nas espaçonaves é baseada no princípio da ação e reação, que foi proposto por Isaac Newton há quase 300 anos. A ideia é simples. Para toda ação de uma força há uma força de reação de igual intensidade e de sentido contrário. Os atuais motores de foguetes utilizam enormes quantidades de combustíveis (oxigênio e hidrogênio líquidos). Quando os componentes do combustível reagem na câmara de combustão, o gás resultante é expelido para trás em alta pressão. De acordo com o princípio da ação e reação, o foguete é impelido para frente. Na medida em que ele vai esgotando o combustível, os módulos vazios são ejetados, o que ajuda também a propulsão do foguete. Independentemente do tipo de combustível utilizado, o princípio é sempre o mesmo.

Para viajar pelo sistema solar, as sondas não tripuladas já lançadas utilizam a atração gravitacional dos planetas para dar um impulso adicional. O planeta, ao “puxar” a espaçonave, acelera o seu movimento. Entretanto, com as trajetórias devidamente calculadas a partir das Leis da Mecânica e da Teoria da Gravitação, desenvolvida por Newton, o seu movimento consegue ser controlado para que ela não se choque com os planetas.

Dessa forma, essas espaçonaves podem atingir as impressionantes marcas de 100.000km/h. Contudo, mesmo com essa velocidade, seriam necessários aproximadamente 40.000 anos para que uma espaçonave alcançasse a estrela mais próxima do sistema solar, Alfa Centauri, que está a quatro anos-luz (aproximadamente 30 trilhões de quilômetros). Estamos ainda muito distantes para conseguir realizar tal viagem.

Na conquista do espaço não podemos nos esquecer da prudência que Dédalo pediu para Ícaro, mas também não podemos nunca perder a esperança de alcançar as estrelas. 

RECANTO DAS LETRAS. Textos. Contos. Fantasia. Sonho de Ícaro. Recanto das Letras, 21 maio 2008. Disponível em: https://www.recantodasletras.com.br/contosdefantasia/998894. Acesso em: 10 jan. 2023. (Adaptado).
Considere o seguinte trecho:
“Alcançar o espaço e as estrelas é um sonho antigo da humanidade. Praticamente todas as culturas destacam o céu como um lugar especial. Esse local era normalmente designado como a morada dos deuses. Muitos povos consideravam que as constelações eram representações dos seus mitos e lendas. Dessa forma, o céu era um lugar divino e os homens somente o alcançavam quando eram convidados ou homenageados pelos deuses”.
Koch e Elias (2015) versam sobre a importância dos elementos de retomada, os quais são relevantes para a progressão referencial do texto. No trecho analisado há recursos responsáveis pela retomada do referente “céu”. Assinale a opção em que as expressões nominais não retomam essa construção do sentido. 
Alternativas
Q2195632 Português
Sobre conceitos pertinentes à interpretação textual, informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.

( ) O conceito de discurso corresponde a um fenômeno segundo o qual o gênero textual pode assumir a forma de outro gênero.
( ) Referenciação são diversas formas de introdução, no texto, de novas entidades ou referentes.
( ) A intertextualidade ocorre quando, em um texto, está inserido outro texto (intertexto) anteriormente produzido, que faz parte da memória social de uma coletividade.
( ) A coesão não se encontra no texto, mas constrói-se a partir dele, em dada situação comunicativa, com base em uma série de fatores de ordem semântica, cognitiva, pragmática e interacional. 
Alternativas
Q2194609 Português

Associe as colunas relacionando os textos aos seus respectivos tipos textuais.


Textos

(1) “Com relação ao setor econômico, há maiores possibilidades de emprego, melhores salários, mais chance de ascensão profissional, conferindo tudo isso ao trabalho de uma megalópole a oportunidade, por tantos desejada, de atingir um status social elevado”.

(2) “Inicie o preparo com até 24 horas de antecedência. Comece lavando bem a costela, amasse bem dois dentes de alho e junte com óleo, a cebola e outros temperos a gosto”.

(3) “Ao pescoço flutuavam as pontas de uma gravata de duas cores, ambas desmaiadas, apertando um colarinho de oito dias. Creio que trazia também colete, um colete de seda escura, roto a espaços, desabotoado”. 


Tipos textuais

( ) Injuntivo.

( ) Descritivo.

( ) Argumentativo.


A sequência correta dessa associação é:

Alternativas
Q2190739 Português

Leia a tira a seguir.


Imagem associada para resolução da questão

Fonte: MOON, Gabriel; BÁ, Fábio. Quase nada. In: MOON, Gabriel; BÁ, Fábio. 10 pãezinhos. Folhapress©. Recuperada de GUIMARÃES, Thelma de Carvalho. Gramática: uma reflexão sobre a língua. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2017. p. 241.


A partir da análise da tira, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2190727 Português
Leia o texto a seguir.

“E como o bom uso das palavras e o bom uso do pensamento são uma coisa só e a mesma coisa, conhecer o sentido de cada uma é conduzir-se entre claridades, é construir mundos tendo como laboratório o Dicionário, onde jazem, catalogados, todos os necessários elementos”.
MEIRELES, Cecília. Folha da Manhã, São Paulo, 11 de julho de 1948.

Sobre os recursos linguísticos utilizados no texto, informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.

( ) “Construir mundos” é uma metáfora. ( ) “Conduzir-se entre claridades” é uma metonímia. ( ) O termo “cada uma” retoma o vocábulo “palavras”. ( ) “Conduzir-se entre claridades” é uma metáfora.

Alternativas
Q2190726 Português
Leia o fragmento a seguir.

“Extraviei-me pela cidade na tarde de sábado, e então me deixei bobear um pouco pela Cinelândia. Foi certamente uma lembrança antiga que me fez sentar na ‘Brasileira’; e quando o garçom veio e perguntou o que eu desejava, foi um rapaz de 15 anos que disse dentro de mim: ‘waffles com mel’. E disse meio assustado, como quem se resolve a fazer uma loucura. Não sei por que, para aquele estudante de quinze anos, que dispunha apenas de 50 mil réis mensais para suas despesas pequenas, ‘waffles com mel’ ficou sendo o símbolo do desperdício; era uma pequena loucura a que se aventurava raramente, sabendo que iria desequilibrar seu orçamento”.
BRAGA, Rubem. Cinelândia. In: BRAGA, Rubem. A Borboleta Amarela (Crônicas). 4. ed. Rio de Janeiro: Sabiá, 1963. p. 140. (Fragmento).

Com base na leitura do fragmento apresentado e considerando a abordagem literária de Rubem Braga, é correto afirmar que, dentre as características do gênero crônica, predominam
Alternativas
Q2182902 Português
Leia atentamente o texto abaixo e, em seguida, responda às questões propostas.

Chat GPT: Especialistas comentam a novidade da Inteligência Artificial (IA)
Criado pela OpenAI, tecnologia tem alcançado o público e gerado receio e curiosidade entre os internautas.

Em menos de dois meses de funcionamento, o programa de Inteligência Artificial "Chat GPT" conquistou usuários em todo o mundo por seus textos realistas. A tecnologia provou que também pode servir para diversas modalidades, como afirma o especialista Christian Perrone, jurista e pesquisador em Fulbright, na Universidade Georgetown, nos Estados Unidos.

Lançado pela empresa chamada OpenAI, — tendo o bilionário Elon Musk como um dos fundadores — o Chat GPT é um programa de inteligência artificial cujo nome é uma sigla para “Chat Generative Pre-Trained Transformer” ou, em tradução livre: "transformador pré-treinado generativo de bate-papo”. Em conversa com o site da TV Cultura, Christian Perrone explica que a tecnologia cria textos a partir de padrões que são "instruídos pelo próprio usuário". Ao receber perguntas, a tecnologia lhe dará respostas com base em pesquisa de fontes variadas, montando um texto através dos dados fornecidos.

Sobre a IA, o especialista afirma que: "por um lado tem pessoas que acham que isso é a grande revolução do futuro, mas por outro, temos que entender que ela é um pequeno degrau numa escada muito grande. O Chat GPT é, na verdade, um grande modelo linguístico", conclui Perrone.

Para o programador de sistemas, Giovane Ferreira, há também um contexto de preocupações éticas nessa novidade, voltadas principalmente para a proteção de dados que são arquivados pela tecnologia. "Tem muita gente que fala sobre a política de privacidade da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que depois de um tempo essas informações são apagadas, mas nesse caso não. Por ser uma inteligência artificial, ela vai aprendendo mais, através desses dados que são armazenados", diz.

Ferreira menciona a popularidade do assunto, e diz que "gera tanto burburinho, porque as pessoas ficam com medo de, por ser uma Inteligência Artificial, substituir o trabalho humano", relata o programador. As possibilidades de uso no mercado de trabalho, comentadas pelos especialistas, variam de ajuda nas produções textuais, correções, confirmação de dados e datas até probabilidade de ideias para construção narrativa.

"As oportunidades são múltiplas, mais que tudo, para auxiliar essa interlocução humana ou então dar um start em um texto que se quer escrever (...) O jornalismo será um grande beneficiado desta inteligência, pela capacidade que o Chat tem de descrever jogos de futebol, por exemplo", comenta o pesquisador Christian Perrone.

"A gente viu muito sobre a capacidade criativa dessas novas inteligências artificiais. O Chat GPT consegue, entre aspas, criar uma redação, como o DALLE-e — ferramenta criada com inspiração no nome de Salvador Dalí, que serve para gerar imagens. Mas a capacidade de criação em si, ainda é estritamente humana", diz Perrone.

O especialista ainda pontua o fato de o Chat GPT não ter informações sobre acontecimentos recentes, "assim como uma criança ou um estudante, a IA vai aprendendo e se aprimorando", afirma.

Apesar das preocupações éticas em torno dos dados e a possível relação do Chat GPT com futuros plágios, a novidade continua bombando nas redes e se popularizando entre os jovens. Os especialistas afirmam que essa tecnologia se mostra cada vez mais comum, e será uma grande revolução de auxílio na produção textual para a sociedade. 

MARINHO, Malu. cultura.uol.com.br.2023. Chat GPT: Especialistas comentam a novidade da Inteligência Artificial (IA).

Disponível em: https://cultura.uol.com.br/noticias/55521_chat-gpt-especialistas-comentam-a-novidade-dainteligencia-artificial-ia.html. Acesso em: 14 de fev. de 2023.
No texto, estão presentes algumas manifestações da linguagem coloquial, bem como o emprego de termos e palavras em sentido figurado. Julgue os fragmentos abaixo e assinale aquele cujo termo destacado foi empregado em sentido denotativo.
Alternativas
Q2182899 Português
Leia atentamente o texto abaixo e, em seguida, responda às questões propostas.

Chat GPT: Especialistas comentam a novidade da Inteligência Artificial (IA)
Criado pela OpenAI, tecnologia tem alcançado o público e gerado receio e curiosidade entre os internautas.

Em menos de dois meses de funcionamento, o programa de Inteligência Artificial "Chat GPT" conquistou usuários em todo o mundo por seus textos realistas. A tecnologia provou que também pode servir para diversas modalidades, como afirma o especialista Christian Perrone, jurista e pesquisador em Fulbright, na Universidade Georgetown, nos Estados Unidos.

Lançado pela empresa chamada OpenAI, — tendo o bilionário Elon Musk como um dos fundadores — o Chat GPT é um programa de inteligência artificial cujo nome é uma sigla para “Chat Generative Pre-Trained Transformer” ou, em tradução livre: "transformador pré-treinado generativo de bate-papo”. Em conversa com o site da TV Cultura, Christian Perrone explica que a tecnologia cria textos a partir de padrões que são "instruídos pelo próprio usuário". Ao receber perguntas, a tecnologia lhe dará respostas com base em pesquisa de fontes variadas, montando um texto através dos dados fornecidos.

Sobre a IA, o especialista afirma que: "por um lado tem pessoas que acham que isso é a grande revolução do futuro, mas por outro, temos que entender que ela é um pequeno degrau numa escada muito grande. O Chat GPT é, na verdade, um grande modelo linguístico", conclui Perrone.

Para o programador de sistemas, Giovane Ferreira, há também um contexto de preocupações éticas nessa novidade, voltadas principalmente para a proteção de dados que são arquivados pela tecnologia. "Tem muita gente que fala sobre a política de privacidade da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que depois de um tempo essas informações são apagadas, mas nesse caso não. Por ser uma inteligência artificial, ela vai aprendendo mais, através desses dados que são armazenados", diz.

Ferreira menciona a popularidade do assunto, e diz que "gera tanto burburinho, porque as pessoas ficam com medo de, por ser uma Inteligência Artificial, substituir o trabalho humano", relata o programador. As possibilidades de uso no mercado de trabalho, comentadas pelos especialistas, variam de ajuda nas produções textuais, correções, confirmação de dados e datas até probabilidade de ideias para construção narrativa.

"As oportunidades são múltiplas, mais que tudo, para auxiliar essa interlocução humana ou então dar um start em um texto que se quer escrever (...) O jornalismo será um grande beneficiado desta inteligência, pela capacidade que o Chat tem de descrever jogos de futebol, por exemplo", comenta o pesquisador Christian Perrone.

"A gente viu muito sobre a capacidade criativa dessas novas inteligências artificiais. O Chat GPT consegue, entre aspas, criar uma redação, como o DALLE-e — ferramenta criada com inspiração no nome de Salvador Dalí, que serve para gerar imagens. Mas a capacidade de criação em si, ainda é estritamente humana", diz Perrone.

O especialista ainda pontua o fato de o Chat GPT não ter informações sobre acontecimentos recentes, "assim como uma criança ou um estudante, a IA vai aprendendo e se aprimorando", afirma.

Apesar das preocupações éticas em torno dos dados e a possível relação do Chat GPT com futuros plágios, a novidade continua bombando nas redes e se popularizando entre os jovens. Os especialistas afirmam que essa tecnologia se mostra cada vez mais comum, e será uma grande revolução de auxílio na produção textual para a sociedade. 

MARINHO, Malu. cultura.uol.com.br.2023. Chat GPT: Especialistas comentam a novidade da Inteligência Artificial (IA).

Disponível em: https://cultura.uol.com.br/noticias/55521_chat-gpt-especialistas-comentam-a-novidade-dainteligencia-artificial-ia.html. Acesso em: 14 de fev. de 2023.
Analise as assertivas abaixo sobre o texto e depois responda o que se pede:
I. Trata-se de um artigo, cujo objetivo da autora é demonstrar, por meio de argumentos consistentes e persuasivos, o predomínio do ponto de vista dela sobre o tema, colocando a opinião dos especialistas em segundo plano.
II. O texto apresenta um título e um subtítulo, os quais reportam, respectivamente: ao tema que norteará o texto, baseado em um compilado de pareceres de especialistas, e à impressão da autora sobre o assunto.
III. Ao longo do texto, torna-se explícito que os pontos de vista dos especialistas entrevistados não são divergentes, mas são abordagens diferentes dentro de um mesmo tema.
IV. No editorial em questão, existe a nítida preocupação em ampliar as discussões sobre o assunto, contrariando as manifestações de especialistas retrógados, que veem o Chat GPT como uma ameaça ao trabalho realizado por humanos.
Estão CORRETAS as informações contidas em:
Alternativas
Respostas
561: B
562: C
563: E
564: A
565: B
566: A
567: D
568: C
569: B
570: D
571: D
572: A
573: D
574: D
575: B
576: C
577: A
578: B
579: D
580: B