Questões Militares Sobre literatura
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Texto I
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO

Disponível em https://museuvirtualdafeb.eb.mil.br/cancao-expedicionario/. Acesso em 11 set 25. (texto adaptado)
CONTEXTUALIZAÇÃO
Há 80 anos, em 8 de maio de 1945, a Europa calava seus canhões. Para o Brasil, essa data vai além da memoria global: ela eterniza a Força Expedicionária Brasileira (FEB) como um dos mais nobres símbolos de coragem e amor a pátria — um legado que inspira gerações e honra a historia do nosso paıs. O Dia da Vitoria, celebrado mundialmente em 8 de maio, representa a rendição incondicional das forcas do Eixo aos Aliados e o fim oficial da Segunda Guerra Mundial na Europa. No Brasil, e também o momento de honrar os 25 mil combatentes da FEB, que levaram o nome da pátria aos campos de batalha italianos e regressaram como heróis da liberdade.
Disponível em https://www.eb.mil.br/web/noticias/w/dia-da-vitoria-80-anos-depois-o-brasil-reverencia-seus-herois-da-liberdade-1. Acesso em 11 set 25. (texto adaptado)


Disponível em https://epocanegocios.globo.com/tecnologia/noticia/2025/06/de-volta-ao-basico-soldados-finlandeses-recorrem-a-mapas-de-papel-para- aprender-a-lidar-com-bloqueios-de-gps.ghtml. Acesso em 11 set 25. (texto adaptado)
“Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá;´ Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.” ´ (“Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias)
“Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá; Sem que leve por divisa Esse ‘V’ que simboliza A vitória que virá: Nossa vitória final, Que e a mira do meu fuzil, A ração do meu bornal, A água do meu cantil, As asas do meu ideal, A glória do meu Brasil.” (texto 1, linhas 14 a 24)
A “Canção do Exílio” e considerada o poema-símbolo do Romantismo brasileiro, porque guarda em si algumas das características mais marcantes desse movimento. Tanto neste poema quanto na “Canção˜ do Expedicionário”, o advérbio “lá” representa a “terra natal”; no entanto, as aspirações e as razoes para o retorno a pátria de origem são distintas.
Marque a alternativa que melhor apresente o par de motivações do eu lírico de cada poema, respectivamente.
Assinale a alternativa que nomeia o autor descrito acima:
I - A expressão das emoções, combinada ao subjetivismo e à originalidade, define os princípios desse movimento.
II - O autor romântico explora as figuras de linguagem e os jogos de palavras, a fim de dar à literatura a riqueza visual da pintura e da escultura.
III - A segunda geração desse movimento literário é marcada pela incorporação da imagem de um herói romântico que defende valores incorruptíveis como a honestidade, o amor e o direito à liberdade.
IV - O desejo de dar um caráter científico à obra literária define as condições de produção dos romances românticos.
V - Poetas como Castro Alves e Sousândrade, inspirados pelos princípios libertários defendidos por Victor Hugo, escreveram sobre o horror da escravidão e outros temas sociais. Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:
"Fortunato saiu, foi deitar-se no sofá da saleta contígua, e adormeceu logo. Vinte minutos depois acordou, quis dormir outra vez, cochilou alguns minutos, até que se levantou e voltou à sala. Caminhava nas pontas dos pés para não acordar a parenta, que dormia perto. Chegando à porta, estacou assombrado.
Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-o na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero. Não tinha ciúmes, note-se; a natureza compô-lo de maneira que lhe não deu ciúmes nem inveja, mas dera-lhe vaidade, que não é menos cativa ao ressentimento. Olhou assombrado, mordendo os beiços.
Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver; mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa."
( 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 368-76.)
Pode-se afirmar que está presente a seguinte característica, típica da literatura realista de Machado de Assis:
-As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho ...
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice mais calma!
- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pôs almas nos cedros ... no junquilho ...
Esta árvore, meu pai, possui minh'alma ...
- Disse - e ajoelhou-se, numa rogativa:
"Não mate a árvore, pai, para que eu viva!"
Enquanto a árvore, olhando a pátria serra,
Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco.
E nunca mais se levantou da terra.
(Augusto dos Anjos)
Assinale a única alternativa que caracteriza a poesia de Augusto dos Anjos:
Assinale a única alternativa correta sobre esse estilo de época:


I- É um poema escrito em redondilha maior, com versos de sete sílabas, chamados de heptassílabos.
II- É um poema com versos decassílabos ou alexandrinos, agrupados em duas quadras e em dois tercetos.
III- Os versos são compostos por três rimas, “ento”, “ure” e “ama”.
IV- Os versos possuem tercetos não tradicionais aos que se estudam em sonetos italianos.

TEXTO VIII
Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
DE MORAES, V. Soneto de Fidelidade., 1939. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-soneto-de-fidelidade-de-vinicius-de-moraes/. Acesso em: 11 abr. 2024
TEXTO VIII
Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
DE MORAES, V. Soneto de Fidelidade., 1939. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-soneto-de-fidelidade-de-vinicius-de-moraes/. Acesso em: 11 abr. 2024
A partir do Soneto de Fidelidade (Texto VIII) e das declarações destacadas na enumeração a seguir, assinale a alternativa que melhor justifica a sua versificação:
I- É um poema escrito em redondilha maior, com versos de sete sílabas, chamados de heptassílabos.
II- É um poema com versos decassílabos ou alexandrinos, agrupados em duas quadras e em dois tercetos.
III- Os versos são compostos por três rimas, “ento”, “ure” e “ama”.
IV- Os versos possuem tercetos não tradicionais aos que se estudam em sonetos italianos.
TEXTO VI
Caramuru: poema épico
Canto I
De um varão em mil casos agitado,
que as praias discorrendo do Ocidente,
descobriu o Recôncavo afamado da capital brasílica potente:
do Filho do Trovão denominado,
que o peito domar soube à fera gente;
o valor cantarei na adversa sorte,
pois só conheço herói quem nela é forte.
Santo Esplendor, que do grão-Padre manas
ao seio intacto de uma Virgem bela;
se da enchente de luzes Soberanas
tudo dispensas pela Mãe Donzela;
rompendo as sombras de ilusões humanas,
tu do grão caso! a pura luz revela
faze que em ti comece, e em ti conclua
esta grande Obra, que por fim foi tua.
E vós, Príncipe excelso, do Céu dado
para base imortal do Luso Trono;
vós, que do Áureo Brasil no Principado
da Real sucessão sois alto abono:
Enquanto o Império tendes descansado
sobre o seio da paz com doce sono,
não queirais de dignar-vos no meu metro
de pôr os olhos, e admiti-lo ao cetro.
Nele vereis Nações desconhecidas,
que em meio dos Sertões a Fé não doma;
e que puderam ser-vos convertidas
Maior Império, que houve em Grécia, ou Roma:
Gentes vereis, e Terras escondidas,
onde se um raio da verdade assoma,
amansando-as, tereis na turba imensa
outro Reino maior que a Europa extensa.
[...]
DE SANTA RITA DURÃO, J. Caramuru: poema épico. Canto I. Disponível em: https://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/caramuru-poemaepico--0/html/ffce7bbe-82b1-11df-acc7-002185ce6064_2.html. Acesso em: 11 abr. 2024. (Fragmento).