Questões Militares Sobre história

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Q1986578 História

Os humanistas, num gesto ousado, tendiam a considerar como mais perfeita e mais expressiva a cultura que havia surgido e se desenvolvido no seio do paganismo, antes do advento de Cristo. […] Eram todos cristãos e apenas desejavam reinterpretar a mensagem do Evangelho à luz da experiência e dos valores da Antiguidade.

(Nicolau Sevcenko, O renascimento)


Sevcenko afirma que esses “valores da Antiguidade” 

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Q1986577 História

[…] o ritmo histórico da Idade Média foi se acelerando, e com ele nossos conhecimentos sobre o período. Sua infância e adolescência cobriram boa parte de sua vida (séculos IV-X), no entanto as fontes que temos sobre elas são comparativamente poucas. Sua maturidade (séculos XI-XIII) e senilidade (século XIV-XVI) deixaram, pelo contrário, uma abundante documentação.

(Hilário Franco Júnior, A Idade Média, nascimento do ocidente)


Segundo Franco Júnior, na Baixa Idade Média (século XIV-meados do século XVI), em relação aos trabalhadores rurais, a crise do século XIV 

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Q1986576 História

[…] a ideia de que era possível narrar a História da Grécia por meio de suas cidades principais, Atenas e Esparta, parece também ter perdido sentido. Essas duas cidades eram grandes exceções, não a regra. Nesse campo, vale a pena citar os trabalhos coletivos do Centro para o Estudo da Pólis de Copenhagen, dirigido por Morgens Hansen. Dos inventários produzidos e dos amplos debates publicados destaca-se a imensa variedade das cidades no mundo de fala grega e não grega. A importância da cidade (pólis) para a vida dos gregos é, além disso, colocada em perspectiva. A maioria das cidades tinha dimensões mínimas (centenas de habitantes, às vezes poucos milhares) e não era autônoma. Inúmeras localidades e regiões nunca se organizaram como cidades – ao menos antes do Império Romano.

(Norberto Luiz Guarinello, História Antiga)


Segundo Guarinello, na obra citada, a História de Roma

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Q1986575 História

A história é um discurso mutável e problemático – ostensivamente a respeito de um aspecto do mundo, o passado –, produzido por um grupo de trabalhadores cujas mentes são de nosso tempo (em grande maioria, em nossa cultura, historiadores assalariados) e que fazem seu trabalho em modalidades mutuamente reconhecíveis que são posicionadas epistemológica, ideológica e praticamente; e cujos produtos, uma vez em circulação, estão sujeitos a uma série de usos e abusos logicamente infinitos mas que, na realidade, correspondem a uma variedade de bases de poder existentes em qualquer momento que for considerado, as quais estruturam e distribuem os significados das histórias ao longo de um espectro que vai do dominante ao marginal.

(Keith Jenkins, Re-thinking History. Apud Ciro Flamarion Cardoso, Introdução. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (org.), Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia)


No excerto, Keith Jenkins

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Q1986574 História

Escolhi meu tema como um tributo a Isaac Deutscher, cuja obra mais permanente é um clássico na história da Revolução Russa, ou seja, sua biografia de Trotsky. Assim, a resposta imediata a essa pergunta do título [Podemos escrever a história da Revolução Russa?] é, obviamente, sim.

Mas isso deixa em aberto a questão mais ampla: podemos algum dia escrever a história definitiva de alguma coisa – não apenas a história conforme vista hoje, ou em 1945 – inclusive, é claro, da Revolução Russa? Nesse caso, em um sentido óbvio, a resposta é não, a despeito do fato de que há uma realidade histórica objetiva, que os historiadores investigam, para estabelecer, entre outras coisas, a diferença entre fato e ficção. Somos livres para crer que Hitler fugiu dos russos e se refugiou no Paraguai, mas não foi assim.

(Eric Hobsbawm, Sobre história)


Para Eric Hobsbawm, não é possível “escrever a história definitiva de alguma coisa”, porque

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Q1986573 História

A nova história é a história escrita como reação deliberada contra o “paradigma” tradicional, aquele termo útil, embora impreciso […] Será conveniente descrever este paradigma tradicional como “história rankeana”, conforme o grande historiador alemão Leopold von Ranke (1795-1886). Poderíamos também chamar este paradigma de a visão do senso comum da história, não para enaltecê-la, mas para assinalar que ele tem sido com frequência – com muita frequência – considerado a maneira de se fazer história.

(Peter Burke, A escrita da história: novas perspectivas)


Para Peter Burke, a antiga e a nova história se contrastam, entre outros pontos, pois, em termos do paradigma tradicional, a história

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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2022 - EsFCEx - Direito |
Q1982965 História
Ao analisar a Revolução de 1930, o historiador Boris Fausto considerou que
       Um novo tipo de Estado nasceu após 1930, distinguindo-se do Estado oligárquico não apenas pela centralização e pelo maior grau de autonomia como também por outros elementos.
(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)
Entre esses outros elementos constitutivos do Estado brasileiro, após 1930, é correto apontar que houve atuação relativa à questão
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Ano: 2022 Banca: UFPR Órgão: PM-PR Prova: UFPR - 2022 - PM-PR - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1977424 História
Considere a seguir o excerto do texto sobre o Movimento Tenentista:
O Tenentismo foi um catalisador do descontentamento de importantes setores da sociedade brasileira durante a década de 1920.
(FAGUNDES, Pedro Ernesto. Movimento tenentista: um debate historiográfico. Revista Espaço Acadêmico, n. 108, p. 133, maio 2020.)
Conforme os conhecimentos sobre o movimento tenentista nos anos 1920 e 1930 no Brasil, três fatores de descontentamento que suscitaram a reação do tenentismo na esfera pública são: 
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Ano: 2022 Banca: UFPR Órgão: PM-PR Prova: UFPR - 2022 - PM-PR - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1977422 História
Considere os dois excertos a seguir sobre o tema do racismo no período da Idade Contemporânea:
O homem é antes de agir; nada que ele faça pode mudar o que ele é. Esta, grosso modo, é a essência filosófica do racismo.
(BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e Holocausto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 82.)
[...] quer o racismo resulte de uma catástrofe, quer seja instrumento consciente para provocá-la, está sempre intimamente ligado ao desprezo pelo trabalho, à rejeição de limitações de posse, ao desarraigamento geral e à fé na divina escolha do seu grupo.
(ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo. São Paulo: Cia das Letras, 2009. p. 227.)
A ideologia racial foi um componente político fundamental no desenvolvimento do nazismo. Outro exemplo histórico em que a ideologia racial desempenhou papel importante é o: 
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Ano: 2022 Banca: UFPR Órgão: PM-PR Prova: UFPR - 2022 - PM-PR - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1977421 História
Considere o excerto que a historiadora Lilia Schwarcz escreveu sobre a Independência do Brasil em 1822:
A independência brasileira resultou, além do mais, de um projeto muito conservador que pretendia manter, mais do que mudar.
(SCHWARCZ, Lilia. 2022 é aqui e agora. Nexo Jornal, São Paulo, 17 jan. 2022.)
A partir dos conhecimentos sobre o período da Independência do Brasil e do período do Império brasileiro, assinale a alternativa que indica corretamente aspectos que o referido projeto conservador manteve no Brasil após a Independência.
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Ano: 2022 Banca: UFPR Órgão: PM-PR Prova: UFPR - 2022 - PM-PR - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1977420 História
Considere a seguir o excerto do artigo da historiadora Violeta Loureiro sobre a região amazônica:
De todos, o mito mais persistente [sobre a Amazônia] parece ter sido sempre o da superabundância e da resistência da natureza da região [...].
(LOUREIRO, Violeta Refkalefsky. Amazônia: uma história de perdas e danos, um futuro a (re)construir. Estudos Avançados, v. 16, n. 45, p. 108, 2002.)
Conforme os conhecimentos sobre a história do Brasil, do período colonial ao republicano, considere as seguintes afirmativas referentes às atividades econômicas exercidas na região amazônica:
1. A exploração das drogas do sertão fez parte do processo de interiorização da colonização portuguesa e utilizou mão de obra indígena no século XVII.
2. A atividade mineradora na região no século XVIII foi intensa e teve mão de obra escravizada africana que usou o ouro para comprar sua alforria.
3. O extrativismo do látex voltou-se para suprir a demanda industrial ocidental na virada do século XIX para o XX e atraiu contingentes de migrantes nordestinos.
4. A rodovia Transamazônica e a atividade industrial nos anos 1970 seguiram o projeto de desenvolvimento sustentado liderado por povos indígenas.
Assinale a alternativa correta.
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Ano: 2022 Banca: UFPR Órgão: PM-PR Prova: UFPR - 2022 - PM-PR - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1977419 História
A doutrina de “Destino Manifesto” surgiu nos Estados Unidos no século XIX e se tornou influente no pensamento político daquele país. Nesse contexto, “Destino Manifesto” designa uma doutrina: 
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Ano: 2022 Banca: UFPR Órgão: PM-PR Prova: UFPR - 2022 - PM-PR - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1977418 História
Considere o seguinte excerto de jornal:
Mundo Negro
A Etiópia é o nosso coração. [...] A Abissínia veio a proeminência sob a chefia do genial negro que foi Menelik II, derrotando a Itália [...]. O Mundo tem reparado que a Etiópia ainda é, por sua insigne vitória, uma nação de valor.
(A Ethiopia é nosso coração. O Clarim da Alvorada. São Paulo, 26 jul. 1931, Seção Mundo Negro.)
O trecho acima, retirado do jornal O Clarim da Alvorada, importante veículo da imprensa negra paulista, faz referência tanto à resistência etíope contra a colonização italiana no final do século XIX quanto à ascensão de Haile Selassie, último imperador da Etiópia, coroado em 2 de novembro de 1930. A partir desse trecho e dos conhecimentos sobre a História da África e dos afrodescendentes, assinale a alternativa que relaciona corretamente o papel da Etiópia com o colonialismo no continente africano e os impactos desse papel no mundo.
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Ano: 2022 Banca: UFPR Órgão: PM-PR Prova: UFPR - 2022 - PM-PR - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1977417 História
O Império Romano do Oriente, também conhecido como Império Bizantino, foi uma das mais longevas e importantes estruturas políticas do período medieval e esteve diretamente envolvido com o início do movimento militar conhecido como “Cruzada”. Assinale a alternativa que relaciona corretamente esse império com as Cruzadas. 
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Ano: 2022 Banca: UFPR Órgão: PM-PR Prova: UFPR - 2022 - PM-PR - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1977416 História
Considere o seguinte trecho:
Economia e Sociedade no Egito Antigo
O Reino Antigo compreende as dinastias IV a VIII, entre 2575 e 2134 [a.C.], com apogeu na primeira de tais dinastias, época da construção de enormes sepulcros, as três grandes pirâmides de Guiza, perto de Mênfis, pelos faraós Khufu (o Quéops dos gregos), Khafra (Quéfren) e Menkaura (Miquerinos); os dois primeiros, em especial, levantaram monumentos de tal magnitude que supõem um sistema tanto político quanto econômico muito bem-organizado.
(CARDOSO, Ciro Flamarion. O Egito Antigo. São Paulo: Brasiliense, 1982. p. 51-52.)
A partir do excerto acima e dos conhecimentos acerca da política e da economia do Egito Faraônico e das antigas sociedades africanas, é correto afirmar: 
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Q1970817 História

A política externa brasileira pós-30, mantinha os EUA como o principal parceiro do país, mas se aproximava da Alemanha por questões econômicas. Para esses países o Brasil representava “um importante mercado fornecedor de matériasprimas e consumidor de produtos manufaturados”. Vargas negociava com os dois lados, buscando maiores vantagens para o Brasil. Devido aos conflitos europeus, os Estados Unidos lideraram, ao longo da década de 1930, diversos encontros interamericanos visando estabelecer acordos de cooperação entre os países vizinhos. Em 1933 foi anunciada pelo presidente Roosevelt a Política da Boa Vizinhança. [...] Essa pressão, no entanto, é convertida em benefícios para o desenvolvimento industrial do Brasil.

BONET, F. S. . O discurso oficial brasileiro durante a II Guerra Mundial: o Brasil se une para a guerra. 2008.


O benefício apontado no texto foi 

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Q1970815 História

O cartaz abaixo evidencia 


Imagem associada para resolução da questão

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Q1970811 História

Desde a formação do país, nossa História é marcada pela quebra de regras institucionais e disputas pelo poder. A história do Brasil é marcada pela instabilidade política e a disputa irregular pelo poder por parte dos membros do Estado. Por isso, em muitos momentos de nossa história, os rumos políticos do governo foram marcados por golpes. É considerado um golpe de Estado, conceitualmente, um movimento político de destituição do poder legalmente estabelecido por parte da quebra institucional irregular feita por um grupo interno ao próprio governo. Como os:

(...)

- Golpe da Maioridade (1840): Desde a renúncia do Imperador do Brasil, D. Pedro I, o país passava por momentos de perigosa instabilidade política. Conhecido como Período Regencial, o momento era de tentativa de manutenção do poder imperial, em que as disputas entre liberais federalistas e os unionistas marcavam as políticas internas do Estado. O medo que pairava era o de que o capital político dos regentes seria incapaz de manter a unidade do Império e a contenção dos movimentos populares revoltosos que marcavam o período. Diante deste medo diversos membros do congresso e da casa real desenvolveram um esquema para o retorno de um Bragança ao governo.[...]; - Golpe Republicano (1889) [....] ; - Golpe do Estado Novo (1937) [....] etc...

Adaptado de https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-golpes-de-estado-brasil.phtml


Do ponto de vista político, o texto insere o Período monárquico e regencial em 

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Q1970810 História

A Revolução de 1930 põe fim à hegemonia da burguesia do café (...). O episódio revolucionário expressa a necessidade de reajustar a estrutura do país, cujo funcionamento, voltado essencialmente para um único gênero de exportação, se torna cada vez mais precário. A oposição ao predomínio da burguesia cafeeira não provém, entretanto, de um setor industrial (...). Pelo contrário, dadas as características da formação social do país, há uma complementaridade básica entre interesses agrários e industriais. (Boris Fausto. A Revolução de 1930. São Paulo: Brasiliense, 1972. p. 112-114)


O movimento citado marcou o fim da República Velha e inaugurou uma forma de Estado que  

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Q1970809 História

Leia o poema abaixo.


ANCHIETA

Cavaleiro da mística aventura,

Herói cristão! nas provações atrozes

Sonhas, casando a tua voz às vozes

Dos ventos e dos rios na espessura:


Entrando as brenhas, teu amor procura

Os índios, ora filhos, ora algozes,

Aves pela inocência, e onças ferozes

Pela bruteza, na floresta escura.


Semeador de esperanças e quimeras,

Bandeirante de “entradas” mais suaves,

Nos espinhos a carne dilaceras:


E, porque as almas e os sertões desbraves,

Cantas: Orfeu humanizando as feras,

São Francisco de Assis pregando às aves.

Olavo Bilac. Tarde. In: Antologia: Poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002. p. 3.

(Coleção a obra-prima de cada autor). Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000288.pdf


O poema do parnasiano Olavo Bilac enaltece o jesuíta espanhol José de Anchieta, que veio à América Portuguesa no século XVI. É correto afirmar que os jesuítas  

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Respostas
381: B
382: B
383: D
384: A
385: C
386: E
387: B
388: D
389: B
390: E
391: B
392: C
393: A
394: D
395: E
396: D
397: A
398: B
399: D
400: A