Questões Militares
Sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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“A grande novidade na economia brasileira das primeiras décadas do século XIX foi o surgimento da produção do café para exportação. A introdução do cafeeiro no Brasil deveu-se a Francisco de Melo Palheta, que em 1727 trouxe para o Pará as primeiras sementes da planta. Utilizado no consumo doméstico, o café chegou [...] por volta de 1760, misturando-se aos pequenos cultivos de pomares e hortas dos arredores da capital da Colônia.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp/FDE, 1995. p. 186.)
A expansão da cafeicultura transformou profundamente a economia e a sociedade capixabas ao longo dos séculos XIX e XX. Considerando seus impactos históricos, assinale a afirmativa correta.
"A elite brasileira, sobretudo na primeira metade do século XIX, teve treinamento em Coimbra, concentrado na formação jurídica, e tornou-se, em sua grande maioria, parte do funcionalismo público, sobretudo da magistratura e do Exército. Essa transposição de um grupo dirigente teve talvez maior importância que a transposição da própria Corte portuguesa e foi fenômeno único na América.”
(CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial. Teatro de sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. p. 37.)
Ao longo do século XIX, a construção do Estado Imperial Brasileiro envolveu disputas sobre representação política, unidade territorial e distribuição do poder. A respeito desse processo, assinale a afirmativa correta.
(Boris Fausto. História do Brasil, 2007. Adaptado.)
Os dados apresentados no excerto decorrem
Por volta da década de 1880, era óbvio que a abolição estava iminente. O Parlamento, reagindo ao abolicionismo de dentro e de fora do país, vinha aprovando uma legislação gradualista. O movimento abolicionista tornou- -se irresistível nas áreas cafeeiras, onde quase dois terços da população escrava estava concentrada. Com uma nova consciência de si mesmos e encontrando apoio em segmentos da população que simpatizavam com a causa abolicionista, grandes números de escravos fugiram das fazendas. A escravidão tornou-se uma instituição desmoralizada. Quase ninguém opunha-se à ideia de abolição, embora alguns reivindicassem que os fazendeiros deviam ser indenizados pela perda de seus escravos.
(Emília Viotti da Costa, Da Monarquia à República: momentos decisivos. Adaptado)
No contexto oferecido, um único grupo, no Parlamento, resistiu à abolição da escravatura. Esse grupo foi, para Viotti da Costa, o dos
Por que o Brasil não se fragmentou e manteve a unidade territorial que vinha dos tempos da Colônia? Para explicar isso, os historiadores têm buscado várias respostas. Vamos nos referir a duas.
Em seu livro A Construção da Ordem, José Murilo de Carvalho propõe uma explicação que dá peso maior à natureza da elite política imperial, que teria tido melhores condições de enfrentar com êxito a tarefa de construir o Estado nacional, por ser bastante homogênea. Essa homogeneidade resultaria, principalmente, da educação e da profissão comuns.
(Boris Fausto, História do Brasil)
A outra análise vem de Luís Filipe de Alencastro, que
As interpretações sobre a Guerra do Paraguai variaram, e muito. Há quem diga que a origem da guerra estaria condicionada à ambição desmedida de López e a seu caráter autoritário. Há também quem explique o conflito a partir da política imperialista inglesa. Ciosa em manter sua influência financeira no local, a Inglaterra teria se imiscuído na guerra, forjando oposições e selando amizades.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil, uma biografia. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente, segundo a obra citada, outra interpretação para o conflito bélico.
Para o Brasil, uma das consequências do conflito foi que o país ficou ainda mais endividado com a Inglaterra, com a qual tinha restaurado as relações diplomáticas, no início das hostilidades. Mas a maior consequência foi a afirmação do Exército como uma instituição com fisionomia e objetivos próprios. Entre outros pontos, as queixas contra o governo do império, que vinham de longe, ganharam outra expressão. Afinal de contas, o Exército sustentara a luta na frente de batalha, com seus acertos e erros. Enquanto isso, as elites civis — os casacas , como passaram a ser desdenhosamente chamados — haviam ficado a salvo e, em certos casos, enriqueceram com os negócios de fornecimento para a tropa.
FONTE: Boris Fausto, História do Brasil — Editora Universidade de São Paulo (EDUSP), SP. Pg. 216.
É correto afirmar que o texto faz referência ao seguinte conflito armado ocorrido no continente americano:
I. Francisco José do Nascimento, nacionalmente conhecido como Dragão do Mar, foi um capitão de navio mercante que se negou a transportar os escravizados que os jangadeiros insistiam em embarcar em sua nau para serem vendidos no sul do Brasil.
II. A principal data comemorativa do Ceará, a sua Data Magna, celebrada no dia 25 de março, se refere à publicação da Lei da Província que libertava os escravizados do Ceará, em 25 de março de 1884.
III. Além dos jangadeiros que fizeram a greve para não embarcar os cativos que seriam vendidos no Sudeste, também participaram daquele movimento os membros da Sociedade Perseverança e Porvir.
IV. A Sociedade Cearense Libertadora, embora originada da Sociedade Perseverança e Porvir, não tinha uma ação prática, como libertação de pessoas escravizadas por meio de alforria, limitando-se ao discurso abolicionista no jornal O Libertador.
É correto o que se afirma em
(Emília Viotti da Costa. “Da escravidão ao trabalho livre”. In: Da Monarquia à República: momentos decisivos, 1999)
O excerto alude à
(Maria Helena P. T. Machado. “Teremos grandes desastres, se não houver providências enérgicas e imediatas: a rebeldia dos escravos e a abolição da escravidão”. Em: K. Grinberg; R. Salles (Org.). O Brasil Imperial, vol. 3)
O contexto exposto pelo fragmento destaca
Desde a ocupação de Assunção, em janeiro de 1869, por tropas brasileiras, até 1876, quando da assinatura dos tratados de paz, a ação do Brasil no país guarani foi no sentido de estabilizá-lo politicamente.
(Francisco F. M. Doratioto. “A ocupação político-militar brasileira do Paraguai (1869-76)”. Em: C. Castro; V. Izecksohn; H. Kraay (Org.). Nova História Militar Brasileira. Adaptado)
De acordo com o autor, a ação militar do Império teve como parte de suas finalidades
“Eclodiu em 7 de novembro de 1837, na Bahia, com o Dr. Francisco Sabino Alvares da Rocha".
(GAMA, Edina L. C. N. da; SILVA, Jéssica de F. e G. da. A atuação da Marinha Imperial no processo de consolidação do Estado Nacional (1824-1852). in: ABREU, Guilherme M.; BARBOSA JUNIOR, liques. (Orgs). Marinha do Brasil: uma síntese histórica. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2018, p. 132).
De acordo com Edina Laura Costa Nogueira da Gama e Jéssica de Freitas e Gonzaga da Silva, sobre o conflito interno denominado Sabinada, que eclodiu no nordeste brasileiro entre 1837 e 1838, é correto afirmar que:
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Esse 10 de espadas compõe um baralho elaborado nas comemorações do Centenário da Independência do Brasil. Na carta se vê o prédio sede do agora Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ). A corporação foi criada como Corpo Provisório de Bombeiros da Corte, em 1856, pelo Imperador D. Pedro II. É o mais antigo da América Latina. Deixou de ser provisório em 1860 e, em 1880, passou a ter organização militar. Antes dela, os sinos da igreja de São Francisco de Paula e tiros que partiam do Morro do Castelo anunciavam e localizavam os incêndios na cidade. O prédio, edificado em 1908, situado na Praça da República, abriga a sede do Quartel e o Museu Histórico do CBMERJ.
Adaptado de bndigital.bn.gov.br.
A criação de órgão específico para o combate a incêndios na cidade do Rio de Janeiro, em meados do século XIX, se inseriu em um contexto de mudanças significativas para a então capital do Império do Brasil. Tais mudanças se relacionaram ao objetivo de promover práticas de: