Questões Militares
Sobre antiguidade ocidental (gregos, romanos e macedônios) em história
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Leia o texto a seguir:
Foi a República Romana que primeiro uniu a grande propriedade agrícola com a escravidão em grupos no interior em maior escala. O advento da escravidão como um modo de produção organizado inaugurou – como na Grécia – a fase clássica que distinguia a civilização romana, o apogeu de seu poder e de sua cultura. Mas enquanto na Grécia isso havia coincidido com a estabilização da pequena agricultura e de um compacto corpo de cidadãos, em Roma foi sistematizado por uma aristocracia urbana a qual já gozava de um domínio social e econômico sobre a cidade. O resultado foi a nova instituição rural do latifundium escravo extensivo. A mão de obra para as enormes explorações que emergiam do século III a.C. em diante era abastecida pela espetacular série de campanhas que deu a Roma o poder sobre o mundo mediterrâneo.
(ANDERSON, Perry. Passagens da antiguidade ao feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1995, p. 58.)
Tendo como alvo a República Romana, assinale a alternativa correta
[...] Pois não há homem valente no combate,
se não suportar a vista da canificina sangrenta
e não atacar, colocando-se de perto. [...]
É um bem comum para a cidade e todo o povo,
que um homem aguarde, de pés fincados, na primeira fila,
encarniçado e todo esquecido da fuga vergonhosa,
expondo a sua vida e ânimo sofredor,
e, aproximando-se, inspire confiança
com suas palavras ao que lhe fica ao lado.
(Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. In: Hélade: Antologia da Cultura Grega, Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra / Instituto de Estudos Clássicos, 4. ed., 1982.)
Com base nesse excerto, considere as afirmativas abaixo sobre os valores ressaltados no poema e sobre características da cidade-Estado de Esparta entre os séculos VII e V a.C.:
1. Esparta e Atenas compartilhavam do mesmo ideal militar expresso no poema, motivo pelo qual juntaram esforços na Liga de Delos.
2. O poema expressa os valores esperados dos soldados espartanos: a coragem, o espírito de combate e a cooperação com o coletivo.
3. Para sustentar o exército, o Estado espartano formou a Liga do Peloponeso e distribuiu as terras conquistadas entre as cidades-Estado aliadas.
4. Esparta manteve uma elite militar, formada pela educação rígida de suas crianças, que eram controladas pelo Estado e separadas de suas famílias.
Assinale a alternativa correta.
Considere o texto abaixo:
“O surgimento das moedas liga-se (...) a três transformações culturais notáveis da Grécia nos idos do século VII a.C. (...): o desenvolvimento da pólis (...) e da vida política (...), a complexificação crescente das trocas comerciais (...) [e] a alfabetização.”
FUNARI, Pedro Paulo. Antiguidade Clássica: a História e a cultura a partir dos documentos.
Campinas: Editora da Unicamp, 1995, p. 50.
A partir do excerto acima e dos conhecimentos sobre a Grécia antiga, assinale a alternativa que relaciona corretamente a pólis, a expansão grega e o desenvolvimento das moedas.
Tendo em vista diferentes contextos históricos em que predominou a escravidão, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas que comparam a escravidão na Roma antiga e a escravidão no período colonial da América portuguesa:
( ) Na Roma antiga os escravos eram mercadorias obtidas no comércio triangular, enquanto que no período colonial brasileiro os escravos eram prisioneiros de guerra ou apreendidos por motivo de dívida.
( ) Tanto no período antigo de Roma quanto no período colonial brasileiro, os escravos obedeciam a uma hierarquia de funções, sendo utilizados para vários tipos de atividades – afazeres domésticos, comércio e trabalho na agricultura.
( ) Tanto no período antigo de Roma quanto no período colonial brasileiro, a escravidão era considerada uma realidade natural, justificada por pensadores e por sacerdotes, mas também era questionada por opositores da escravidão dentro das próprias elites.
( ) Na Roma antiga, as rebeliões de escravos eram raras, pois eles viviam em boas condições e tinham a compra da alforria facilitada, enquanto que no período colonial brasileiro, as rebeliões eram constantes devido às condições desumanas de tratamento e impossibilidade de alforria.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
(FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011)
A tolerância que os romanos tiveram para com diversas religiões do mundo por eles conquistadas não existiu, entretanto, para com a religião cristã, pois
DE POSEIDON A JOSUÉ
A mitologia grega dizia que o deus Poseidon era o grande responsável pelas marés e pelas revoltas dos mares. Já para os romanos, o vai e vem das águas tinha por trás a fúria do grande Netuno. Foi somente séculos depois que o movimento da maré se transformou em ciência com as explicações do astrônomo e matemático alemão Johaner Kepler e do físico britânico Issac Newton sobre a Lei da Gravidade e o poder de atração que a lua e o sol exercem sobre a terra. Esse vai e vem contínuo e constante das águas gera uma energia potencial, limpa e sustentável tão grande, que se fosse transformada em energia elétrica, a humanidade jamais seria capaz de consumila por completo no presente ou no futuro. Algumas experiências nesse sentido, de uso de energia maremotriz, como é chamada, já existem mundo afora. Essa é uma alternativa que se torna cada vez mais vantajosa, por se tratar de uma fonte limpa e inesgotável. “O que me chamou a atenção neste modelo de geração de energia é que os geradores podem ser instalados tanto em águas bastante profundas”, afirma Josué Souza Passos, estudante de geologia da Universidade federal do pará, em Marabá, um dos vencedores do concurso Ideia e Energia da Petrobras, que premia as melhores ideias para o futuro da energia. O estudante propõe que o potencial energético das concorrentes de maré seja aproveitado no Brasil. “Muitas condicionantes favorecem sua utilização no País”, diz. Veja como funcionaria uma turbina de geração de energia maremotriz.
Fonte: Revista Super Interessante, novembro 2013.
Leia o texto a seguir:
“Os diálogos de Platão são o longínquo eco de uma aventura filosófico-política na época das cidades gregas. Esse ateniense de origem nobre, conforme diríamos hoje, remonta, seguindo a linhagem de seu pai, a Codro, o último rei de Atenas, e, seguindo a linhagem de sua mãe, a Sólon. Sua família está próxima do poder e ele está assim naturalmente destinado a desempenhar um papel de primeira importância na vida política. Nessa época, o ponto de referência de todo homem livre é a cidade, centrada em seu domínio comum, a ágora. É ai que todos podem, ao menos em princípio, dar sua opinião sobre o rumo dos assuntos públicos, que interessam a todos. Mas a Grécia dessa época está fragmentada em estados rivais que vivem de acordo com instituições opostas: oligarquias e democracias. Esse cenário é atravessado pela rivalidade entre Esparta e Atenas: a primeira reúne as oligarquias e a segunda, as democracias.”
(JERPHAGNON, Lucien. Um nobre ateniense chamado Platão.
Revista História Viva – Grandes temas, São Paulo, n.3, p.26)
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes à organização política e social de Esparta e Atenas:
( ) Durante muito tempo, Atenas manteve um regime monárquico, até que o último basileu foi derrubado pela aristocracia proprietária de terras, a qual estabeleceu um regime oligárquico fundado no arcontado, órgão do poder formado por indivíduos com mandatos anuais e funções religiosas, jurídicas e militares.
( ) Diante quadros de tensões sociais em Atenas, Drácon eliminou a escravidão por dívidas, libertando todos aqueles que haviam se tornado escravos por este motivo e ainda dividiu a sociedade de forma censitária.
( ) Os periecos eram o principal grupo social e elite militar espartana, compostos pelos descendentes dos conquistadores dórios, detentores do poder econômico, concentravam também o poder político e religioso, marginalizando as demais categorias sociais e utilizando a força militar para manter seus privilégios.
( ) Os Hiliotas eram servos, propriedade da cidade-Estado que descendiam dos primitivos habitantes da Lacônia dominados pelos dórios. Não possuíam direitos políticos e seu trabalho era explorado pelos espartanos.
( ) Em 510 a.C. o estadista ateniense Clístenes liderou uma rebelião contra o último tirano, derrubando-o e iniciando reformas que culminaram na implantação da democracia e na pacificação da pólis.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Analise as afirmativas acerca da civilização grega e marque a opção correta.
I. Os gregos eram um povo altamente guerreiro e, por volta de 2000 A. C., submeteram os povos que antes habitavam a Grécia e formaram uma sociedade homogênea e superior.
II. A pólis pode ser definida como o coletivo dos indivíduos que se submetem aos mesmos costumes, cultuam as mesmas divindades e acreditam descender de um ancestral comum.
III. Na Grécia do período arcaico, a propriedade da terra e dos rebanhos era de uso coletivo, passando a particular apenas com o advento do período clássico.
1. Os Jogos Olímpicos eram a principal cerimônia pública de adoração aos deuses, com a consagração de atletas de diversas partes do domínio romano, representando as mais diferentes divindades dos territórios conquistados.
2. Roma Antiga era politeísta, com deuses antropomórficos incorporados de povos conquistados, especialmente dos gregos. A expansão do domínio romano promoveu a coexistência dessa religião com religiões locais que não conflitassem com os rituais romanos.
3. Havia dois tipos de cultos: os promovidos pelo Estado romano, que dedicava rituais, festivais e templos aos grandes deuses, e o culto doméstico, voltado para antepassados e espíritos domésticos (denominados Lares).
4. O fim da pax romana ocorreu com a expansão do cristianismo, que substituiu o culto doméstico romano pelo monoteísmo, promovendo contestação do poder do Imperador entre os cidadãos romanos.
Assinale a alternativa correta.
A cidadania nos Estados nacionais contemporâneos é um fenômeno único na História. Não podemos falar de continuidade do mundo antigo, de repetição de uma experiência passada e nem mesmo de um desenvolvimento progressivo que unisse o mundo contemporâneo ao antigo. São mundos diferentes, com sociedades distintas, nas quais pertencimento, participação e direitos têm sentidos diversos.
(Norberto Luiz Guarinello, Cidades-Estado na Antiguidade Clássica. In PINSKY, Jaime; PINSKY,
Carla Bassanezi (orgs.). História da Cidadania. São Paulo: Contexto, 2008, p. 29.)
Entre as diferenças que separam o Estado nacional contemporâneo da cidade-estado da Antiguidade, é possível destacar