Questões Militares Sobre ventilação mecânica em fisioterapia

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Q2090528 Fisioterapia
Paciente, sexo masculino, 20 anos, vítima de acidente motociclístico, admitido na UTI com Glasgow 8. Apresenta traumatismo crânio encefálico e rebaixamento do nível de consciência. Está em uso de drogas vasoativas (noradrenalina 10 ml/h). Foi intubado pelos socorristas e prontamente ventilado mecanicamente. Ao realizar a avaliação inicial, o fisioterapeuta identifica assincronia ventilatória e solicita gasometria arterial para análise e correção dos parâmetros ventilatórios. Os valores da gasometria arterial são: pH = 7,20; PaCO2 = 58,7 mmHg; PaO2 = 76 mmHg; HCO3 = 14,8 mmol/L; BE = −2,8 mmol/L; e, SaO2 = 85%. A definição do distúrbio ácido-base de tal paciente é: 
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Q2090171 Fisioterapia
A fisioterapia em pacientes cirúrgicos tem início já no período pré-operatório, normalmente no ambulatório, ou mesmo no ambiente intra-hospitalar. Continua no pós-operatório (da chegada à UTI) até a alta hospitalar, podendo, por vezes, haver necessidade de acompanhamento ambulatorial nos casos de complicações, como posturas antálgicas, dor, retrações, atelectasias etc. A fisioterapia em cirurgia torácica tanto no pré quanto no pós-operatório de ressecções pulmonares se faz de suma importância. Considerando a reabilitação pós-operatória desses pacientes, analise as afirmativas a seguir.
I. Ventilação mecânica (VM): uma gama de complicações e efeitos adversos está associada à VM. Complicações especificamente respiratórias podem surgir, tais como pneumotórax, fístula broncopleural, pneumonia nosocomial, empiema, dentre outras, quando não há manejo adequado e criterioso da VM e das vias aéreas.
II. Manobras de desobstrução brônquica (mobilização de secreções): pacientes em pós-operatório de cirurgias torácicas podem apresentar maior possibilidade de retenção de secreções pulmonares, o que pode ser causado pelo efeito da anestesia, tempo de ventilação mecânica, doença de base (DPOC, câncer, bronquiectasias etc.), dor, impossibilidade de promover inspirações profundas e tosse efetiva.
III. Exercícios respiratórios e inspirômetros de incentivo: a utilização de exercícios respiratórios no período pós-operatório de cirurgia torácica é bastante difundida, tendo como objetivo o incremento dos volumes e a capacidade residual funcional e total, como, por exemplo, inspiração máxima sustentada e inspiração em tempos. Os mesmos devem ser associados a manobras de expansão torácica, além de posicionamentos que intensifiquem a ventilação na região a ser expandida.
IV. Mobilização precoce: pacientes desde o pós-operatório imediato ainda na UTI devem ser mobilizados precocemente. Diversos estudos decorrem sobre este tema, sendo descrito que a mobilização precoce poderia aumentar a ventilação, impedir secreções e diminuir o risco de complicações circulatórias como TVP.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2090162 Fisioterapia
É preciso considerar o tipo de espaçador, visto que ele pode influenciar na eficácia da entrega do aerossol durante a ventilação; mecânica, portanto, são consideradas estratégias para melhorar a distribuição da droga inalatória durante a ventilação mecânica, EXCETO:
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Q2090152 Fisioterapia
“Modo ventilatório que funciona em ciclos com duração de tempo definido em que um valor máximo para a pressão é estipulado, sendo que o volume dos gases, durante a respiração, irá servir de base para os cálculos do próximo ciclo.” Trata-se do seguinte modo ventilatório: 
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Q2090151 Fisioterapia
Ao avaliar a recrutabilidade pulmonar deve-se analisar conjuntamente os aspectos fisiopatológicos da Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), a fim de minimizar a lesão pulmonar induzida pela ventilação mecânica e, assim, proporcionar a ventilação mecânica protetora aos pacientes. Diante do exposto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O uso da PEEP é amplamente discutido como forma de minimizar a lesão pulmonar induzida pela ventilação mecânica (LPIV), bem como para melhorar a troca gasosa. Seu uso pode reduzir o shunt pulmonar e a abertura e o fechamento cíclico alveolar (strain dinâmico), estabilizando os alvéolos abertos, tornando possíveis as estratégias protetoras baseadas no uso de baixo volume corrente.
( ) Um grande desafio no manejo da ventilação mecânica, em pacientes com SDRA, é, justamente, indicar ou não o incremento de PEEP e/ou manobras de recrutamento alveolar (MRAs), por conta da dificuldade de determinar quais pacientes realmente se beneficiam dessa abordagem, sendo mais indicada em pacientes com causas pulmonares.
( ) O grau de hipoxemia está correlacionado com a quantidade de tecido não aerado, com a fração de shunt, bem como a hipertensão pulmonar. A complacência pulmonar traduz o tamanho funcional do pulmão (áreas aeradas). Sendo assim, descobriu-se que os pulmões de pacientes com SDRA não são rígidos, mas, sim, pequenos.
( ) Há evidências consideráveis que salientam que o tipo de lesão pulmonar na SDRA interfere diretamente na resposta à MRA. Nesse contexto, estudos sugerem que as MRAs são menos eficazes em pacientes com SDRA de causa pulmonar (primária), quando comparados àqueles com SDRA de causa extrapulmonar (secundária).
( ) Durante a manobra de recrutamento alveolar há o aumento transitório da pressão transpulmonar e a homogeneização pulmonar, proporcionando elevação da pressão de distensão (driving pressure).
( ) A tomografia computadorizada mudou drasticamente a visão científica da SDRA, mostrando um pulmão heterogêneo, com áreas de maiores densidades nas regiões dependentes. Ao quantificar as áreas normalmente ventiladas, medidas no final da expiração, demonstrou uma quantidade de tecido entre 200 e 500 g em casos de SDRA grave.
A sequência está correta em
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Q2090146 Fisioterapia
Considerando seus benefícios, é extremamente importante assegurar que a ventilação mecânica não produza efeitos deletérios, bem como promova a estabilização dos parâmetros de perfusão cerebral e adequação da hemodinâmica cerebral em pacientes neurocríticos. São condutas adequadas para o manejo desses pacientes, EXCETO:
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Q2090143 Fisioterapia
Paciente, 34 anos, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com quadro de asma grave evolui para insuficiência respiratória; é intubado e foi prescrito aerossolterapia através do MDI. Considerando a administração, o fisioterapeuta deve se posicionar e:
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Q2090140 Fisioterapia
A análise da curva pressão x tempo (P x T) foi introduzida no ano 2000 por Ranieri e colaboradores, que fizeram a avaliação da porção terminal dessa curva durante a ventilação com fluxo constante, com o objetivo de definir uma estratégia ventilatória não prejudicial em um modelo isolado de ratos. Os autores observaram que a competência do coeficiente b para prever se a estratégia ventilatória não é prejudicial foi elevada e que o valor de coeficiente b que melhor diferenciou os pulmões, com e sem evidências histológicas e inflamatórias de LPIV, variou entre 0,90 e 1,10. Diante da necessidade frequente de monitorização respiratória em pacientes com SDRA, o que se pode concluir com a obtenção da curva P x T com concavidade para baixo?
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Q2090136 Fisioterapia
Sobre o modo ventilatório ASV, assinale a afirmativa correta.
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Q2090135 Fisioterapia
Sobreviventes de doenças críticas podem apresentar deficits de função física após a alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e esta deve ser uma das grandes preocupações da equipe de fisioterapia. Recente estudo sobre a eficácia da cicloergometria na UTI aponta que ela pode facilitar a mobilização precoce e diminuir o comprometimento funcional dos pacientes. Neste estudo, os principais desfechos incluíram função física; duração da Ventilação Mecânica (VM) tempo de permanência (LOS); qualidade de vida (QoL); e, mortalidade e segurança. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.
I. Esses achados dos estudos são consistentes e sugerem que a reabilitação na UTI não tem efeito sobre a duração da VM, LOS e risco de mortalidade.
II. Evidências de certeza moderada sugerem que não há diferenças entre os braços de ciclismo e controle em relação à duração da VM, mortalidade na UTI e alta hospitalar.
III. Entre os recursos utilizados na profilaxia da atrofia muscular do quadríceps femoral destaca-se o cicloergômetro de membros inferiores. Tal dispositivo é utilizado em modo passivo, principalmente após os dez dias de internação na UTI, permitindo a realização em pacientes com redução do nível de consciência prolongada.
IV. Não existe um consenso quanto à prescrição adequada, mas a indicação mais frequente é de uma sessão de 20 min/d até o dia 7 de VM.
V. O declínio rápido da massa muscular esquelética é o fator principal para deficiência física comum entre os pacientes críticos em ventilação mecânica. A disfunção muscular precoce ocorre em um período de horas a dias, especificamente nos primeiros 7 a 10 dias de internação na Unidade de Terapia Intensiva, há um declínio na espessura muscular do quadríceps femoral (EMQ).
Está correto o que se afirma apenas em
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Q2090129 Fisioterapia
Alguns ventiladores possuem um ajuste denominado flow bias a partir do qual ocorre o disparo a fluxo. Em uma situação específica, ao ser ajustado para 10 L/min, o ΔP trigger e o atraso no disparo diminuem significativamente. Embora o mecanismo não seja bem compreendido, é possível que, mesmo com o disparo a fluxo, o paciente pode, EXCETO:
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Q1879093 Fisioterapia

A aspiração de secreções nos pacientes intubados é realizada classicamente com a desconexão do paciente do ventilador e a introdução de um cateter de sucção dentro do tubo endotraqueal.

Avalie se a aspiração com sistema fechado possui as vantagens elencadas a seguir.

I. preservar a FiO2.

II. alteração do volume corrente.

III. manutenção da PEEP.

IV. descontinuidade da ventilação mecânica.

As afirmativas corretas são: 

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Q1879091 Fisioterapia
A ventilação com pressão de suporte (PSV) é um modo de suporte ventilatório parcial que auxilia a ventilação mecânica espontânea iniciada pelo drive do paciente por meio de um nível constante de pressão positiva nas vias aéreas. Esse é um modo ventilatório ciclado a 
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Q1879089 Fisioterapia

A relação PaO/FiO2 é muito usada durante o uso da ventilação mecânica pois é um índice de oxigenação que necessita apenas da pressão arterial de Oxigênio (PaO2) da gasometria arterial e da fração inspirada de oxigênio utilizada (FiO2).

A troca gasosa é considerada normal quando os valores dessa relação está acima de

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Q1679652 Fisioterapia
Em relação à regulagem inicial do ventilador invasivo, assinale a alternativa correta.
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Q899686 Fisioterapia

Indivíduo idoso, 75 anos, internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Vítima de Acidente Vascular Encefálico (AVE) tipo hemorrágico. Traqueostomizado (cânula de shiley calibre 8,0). Em uso de vetilação mecânica controlada à pressão. Necessidade de drogas vasoativas. Radiografia de tórax: hipotransparência nos seios costofrênicos bilateralmente. Gasometria arterial: pH 7,45; PaO2 138; PaCO2 32; HCO3 19; BE -2,8; SatO2 98%.


Considerando os dados clínicos apresentados, é correto afirmar que o(a)

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Q1786028 Fisioterapia
Em relação aos modos ventilatórios convencionais da ventilação mecânica, marque a alternativa CORRETA:
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Q1786026 Fisioterapia
A lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI) é o resultado complexo de uma série de forças mecânicas agindo sobre as estruturas pulmonares durante a ventilação mecânica. A respeito da VILI, correlacione a 1ª coluna com a 2ª e, em seguida, marque a alternativa que contém a sequência de resposta CORRETA, na ordem de cima para baixo:
1. Barotrauma 2. Volutrauma 3. Atelectrauma 4. Biotrauma
( ) Lesão causada pela distensão excessiva alveolar, que é determinada pela pressão transpulmonar (diferença entre a pressão alveolar e a pressão pleural). ( ) Para evitar este tipo de lesão, inicialmente recomenda-se o alarme de pressão máxima nas vias aéreas em 40 cm H2O e pressões de platô menores que 30 cmH2O, ajustando-se conforme quadro clínico, assim que possível. ( ) Lesão ocorrida por abertura e fechamento cíclicos de unidades alveolares distais, devido à ventilação com baixos volumes correntes, determinando volume pulmonar insuficiente ao final da expiração ou devido a pressões positivas expiratórias finais (PEEP) insuficientes para manter o recrutamento alveolar, causando estresse de cisalhamento local aumentado. ( ) Para evitar este tipo de lesão recomenda-se usar volume corrente de 6 ml/kg/peso predito inicialmente e reavaliar de acordo com evolução do quadro clínico do paciente. ( ) A ventilação mecânica, por meio da mecanotransdução, libera mediadores inflamatórios, que causam inflamação tecidual, prejuízo à liberação de oxigênio e remodelamento tecidual.
Alternativas
Q1786022 Fisioterapia
Em relação ao desmame da ventilação mecânica (VM) e ao Teste de Respiração Espontânea (TRE), é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q1786021 Fisioterapia
A assincronia ventilatória ocorre por fatores relacionados ao paciente e aos parâmetros ventilatórios previamente selecionados. Quando presente pode aumentar o trabalho respiratório, prolongar o tempo de ventilação mecânica e a permanência na unidade de terapia intensiva. Logo, deve ser identificada e corrigida durante a avaliação do paciente em ventilação mecânica. A respeito dos tipos de assincronia paciente–ventilador, enumere a 2ª coluna de acordo com a 1ª coluna e, em seguida, marque a alternativa que contem a sequência de resposta CORRETA na ordem de cima para baixo:
1. Ciclagem prematura: tempo inspiratório mecânico do ventilador é menor que o tempo neural do paciente. 2.Fluxo inspiratório insuficiente: a demanda ventilatória do paciente é superior ao fluxo liberado pelo ventilador mecânico. 3.Duplo disparo: ocorrem dois ciclos consecutivos disparados pelo mesmo esforço do paciente. 4.Ciclagem tardia: tempo inspiratório mecânico do ventilador é maior que o tempo neural do paciente.
( ) Pacientes com doenças obstrutivas podem apresentar esse tipo de assincronia quando ventilados no modo pressão de suporte, uma vez que há uma desaceleração lenta do fluxo inspiratório causada pela alta resistência e complacência do sistema respiratório. ( ) No modo volume controlado, é corrigida, diminuindo o fluxo inspiratório e/ou o volume corrente, respeitando-se os limites de segurança. ( ) É corrigida ajustando a velocidade com que a pressão limite é atingida nas vias aéreas (“rise time” – tempo de subida ou ascensão) no modo pressão de suporte ou no modo pressão controlada. ( ) Quando surge no modo pressão controlada, aumento do tempo inspiratório e/ou do valor da pressão controlada podem reparar essa assincronia.
Alternativas
Respostas
21: A
22: A
23: D
24: C
25: D
26: B
27: E
28: E
29: E
30: A
31: B
32: C
33: B
34: E
35: D
36: B
37: D
38: A
39: A
40: D