Questões Militares
Comentadas sobre fisioterapia em traumato-ortopedia e reumatologia em fisioterapia
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( ) O arco transverso é importante na função do pé durante as atividades de sustentação de peso. É composto pelo calcâneo, pelo tálus, pelo navicular, pelo cuneiforme medial e pelos primeiros metatarsais (dois sesamoides). Enquanto um pouco da integridade do arco depende da arquitetura óssea, também é fornecida sustentação pelos ligamentos e pelos músculos, incluindo o ligamento calcaneonavicular plantar (mola), a fáscia plantar, o tibial posterior, o fibular longo, o flexor longo dos dedos, o Flexor Longo do Hálux (FLH) e o Fibular Longo (FL). O grupo muscular do sóleo e do gastrocnêmio também foi observado como tendo efeito sobre o arco e pode achatá-lo com encurtamento adaptativo. Além de ser a fonte principal do movimento no plano frontal, o arco também é a principal estrutura de sustentação de peso do pé.
( ) O arco longitudinal lateral que é mais estável e menos móvel do que o longitudinal medial consiste do calcâneo, do cuboide e do quinto metatarsal. O ligamento plantar longitudinal superior e profundo suporta as articulações calcaneocubóidea e cubometatarsal, junto com os músculos fibular curto, longo e terceiro, abdutor do dedo mínimo e flexor curto dos dedos.
( ) O arco longitudinal medial forma a convexidade do dorso do pé e consiste de cabeças metatarsais 1 a 5, incluindo os sesamoides (arco I); cuneiformes 1 a 3 e cuboide (arco II); e, navicular e cuboide (arco III). O adutor do hálux, o fibular longo e os tibiais, posterior e anterior, adicionam sustentação dinâmica a esse arco.
A sequência está correta em
I. Fase destrutiva: as fibras musculares e suas bainhas de tecido conjuntivo são totalmente rompidas, surgindo um espaço entre as extremidades das fibras musculares rompidas quando elas se retraem. Essa fase é caracterizada pela necrose do tecido muscular, degeneração e infiltração pelos leucócitos polimorfonucleares (PMN) durante a formação de hematomas e edemas no local da lesão.
II. Fase de reparo: a fase de reparo envolve geralmente as seguintes etapas: - formação de hematoma: o espaço entre as extremidades rompidas das fibras é preenchido inicialmente por hematoma. Durante o primeiro dia, este é invadido por células inflamatórias, incluindo fagócitos, que começam a desfazer o coágulo sanguíneo. - formação da matriz: o sangue derivado do encadeamento cruzado de fibronectina e fibrina forma a matriz primária, que age como suporte e local de ancoragem para a invasão de fibroblastos. A matriz dá a força inicial para o tecido da lesão suportar as forças aplicadas sobre ele. Os fibroblastos iniciam a síntese de proteínas da matriz extracelular. - formação de colágeno: a produção de colágeno do tipo 1 pelos fibroblastos aumenta a resistência à tensão do músculo lesionado. A proliferação excessiva de fibroblastos pode levar à formação de tecido cicatricial denso, criando uma barreira mecânica que restringe ou retarda consideravelmente a regeneração completa das fibras musculares.
III. Fase de remodelamento: nessa fase, o músculo regenerado amadurece e contrai-se com a reorganização do tecido cicatricial. Há, muitas vezes, restauração incompleta da capacidade funcional do músculo lesionado. A patologia dos danos musculoesqueléticos varia dependendo da causa inicial. Os danos musculares podem se desenvolver durante a imobilidade prolongada por hospitalização. Uma das consequências potenciais da lesão muscular ou da inatividade é a atrofia. A quantidade de atrofia muscular depende do uso antes do repouso e da função do músculo. Músculos antigravidade (como o quadríceps) tendem a ter atrofia maior do que os músculos antagonistas (como os isquiotibiais).
Está correto o que se afirma em
I. Repouso ou pelo menos eliminação de qualquer atividade com carga axial contínua do calcanhar e força de tensão sobre a fáscia.
II. Calçados com boa absorção de impactos no calcanhar e sustentação do arco longitudinal medial e da banda da fáscia plantar são recomendáveis. O fisioterapeuta deve identificar qualquer sobrecarga do tecido que esteja ocorrendo, bem como quaisquer deficiências biomecânicas (inflexibilidade do flexor plantar e fraqueza) e adaptações funcionais (correr na ponta dos pés, comprimento da passada encurtado, inversão do pé).
III. Exercícios de fortalecimento. Uma série de exercícios de fortalecimento é prescrita para a fascite (enrugar a toalha, pegar bolinhas com os pés.)
IV. Um regime de alongamento do gastrocnêmio e da banda fascial medial é especialmente importante antes de levantar-se pela manhã e após períodos de tempo sedentários durante o dia, bem como antes e depois de exercícios.
Está correto o que se afirma em
I. Atingir a amplitude de movimento total livre de dor; restaurar a cinemática articular normal; melhorar a força muscular para dentro dos limites normais; melhorar o controle neuromuscular; e, restaurar a relação de pares de força muscular normal.
II. Os seguintes exercícios são recomendados para essa fase: exercícios em quatro apoios incorporando balanço para a frente e para trás (esses exercícios ajudam a alongar a cápsula articular e aplicam compressão articular); fazer investidas, agachar-se e circundução do quadril (esses exercícios estimulam a sustentação de peso enquanto aumentam a ADM e alongam a cápsula). Exercícios de cadeia aberta com pesos de caneleira ou elástico podem ser usados para desenvolver a força e a resistência de toda a musculatura do quadril (os exercícios são inicialmente executados a partir de contrações concêntricas e, então, avançam para contrações excêntricas).
III. A ponte utiliza o peso do corpo como força de resistência dos extensores e abdutores do quadril. Existe uma variedade de exercícios de ponte, do tradicional (onde o paciente deita em supino com os quadris e joelhos flexionados e os pés repousando na mesa e, então, eleva o tronco até que ele esteja em paralelo com as coxas) aos exercícios de ponte unilaterais mais difíceis. A resistência manualmente aplicada pode ser superimposta sobre a pelve ou sobre as coxas para gerar tensão muscular máxima nos músculos que se contraem.
IV. O fortalecimento do músculo glúteo médio é, muitas vezes, um importante componente do programa de reabilitação do quadril. O glúteo médio pode ser fortalecido posicionando-se em decúbito lateral, com a parte superior da perna em leve extensão e rotação externa do quadril, ou de pé com o exercício da queda pélvica.
Está correto o que se afirma em
( ) Inversão vigorosa do tálus, com alargamento do encaixe.
( ) Plantiflexão vigorosa, com alargamento do encaixe, quando a região anterior mais larga da cúpula talar penetrar no espaço articular; deve-se converter o torque do membro inferior.
( ) Rotação externa vigorosa do pé resultando em alargamento no encaixe do tornozelo, quando o tálus for acionado em rotação externa dentro do encaixe.
A sequência está correta em
( ) Fase I: fase esclerótica, que reflete formação óssea previamente aumentada, mas, geralmente, atividade celular e vascularidade diminuídas.
( ) Fase II: fase osteolítica, caracterizada por reabsorção óssea proeminente e hipervascularização.
( ) Fase III: fase mista, com reabsorção óssea ativa e formação óssea compensatória, resultando em uma arquitetura esquelética desorganizada. Os ossos tornam-se como esponjas, enfraquecidos e deformados.
A sequência está correta em
I. A camada superficial consiste de músculos que conectam o crânio e a cintura escapular e incluem o trapézio e o esternocleidomastóideo (ECM). Outros músculos superficiais que conectam a escápula com a coluna vertebral incluem o levantador da escápula e os romboides. O grupo de músculos escalenos estabelece uma relação entre a coluna cervical e a 1ª e 2ª costela.
II. Uma camada profunda liga o crânio e a coluna vertebral e inclui o posterior longo (esplênio da cabeça, semiespinhal da cabeça e longuíssimo da cabeça).
III. As camadas mais profundas consistem de músculos que ligam as vértebras cervicais e torácicas, incluindo o esplênio cervical, o semiespinal cervical e o longuíssimo cervical.
Está correto o que se afirma em
I. O ligamento da patela, ou tendão da patela, situa-se na porção mais espessa do tendão do quadríceps femoral, entre o topo da patela e a tíbia. Ele fortalece a porção anterior da articulação do joelho e impede a perna inferior de ficar excessivamente flexionada.
II. O ligamento poplíteo oblíquo, localizado na superfície posterior da articulação do joelho, é um espessamento denso na cápsula posterior, composto da continuação do tendão poplíteo e de parte da inserção do semimembranáceo. Ele surge posteriormente ao côndilo medial da tíbia e estende-se de modo súpero-medial para inserir-se na cápsula fibrosa posterior. Esse ligamento proporciona reforço à cápsula lateral, limita a rotação anteromedial da tíbia e impede a hiperextensão do joelho.
III. A fabela está localizada na borda póstero-lateral do joelho e pode ser óssea ou cartilagínea em sua composição. Quando está presente, existe um ligamento fabelofibular, que se estende superior e obliquamente da cabeça lateral do gastrocnêmio para o estiloide fibular. O ligamento fabelofibular ajuda na prevenção da rotação interna excessiva da tíbia e adiciona maior suporte ligamentar às regiões lateral e póstero-lateral do joelho.
Está correto o que se afirma em
A sequência está correta em
I. O ligamento iliofemoral é composto de duas partes: uma porção inferior (medial) e uma superior (lateral). É o ligamento mais forte do corpo, sendo orientado súpero-lateralmente e fundindo com o músculo iliopsoas. Ao limitar a amplitude da extensão do quadril, esse ligamento, com a ajuda do ligamento pubofemoral, permite a manutenção da postura ereta e reduz a necessidade de contração dos extensores do quadril na postura equilibrada. A adução do quadril enrijece a porção superior do ligamento iliofemoral.
II. O ligamento pubofemoral associa-se com a banda inferior do iliofemoral e com o músculo pectíneo. A sua orientação é mais ínfero-medial. Suas fibras enrijecem em extensão e em abdução e reforçam a cápsula articular junto à superfície medial.
III. O ligamento isquiofemoral gira posteriormente ao redor do fêmur e insere-se anteriormente, fortalecendo a cápsula. Esse ligamento, que enrijece com a rotação interna do quadril, é mais comumente lesionado do que os outros ligamentos do quadril.
Está correto o que se afirma em
( ) Extensão poderosa do quadríceps no joelho, movendo-o de cerca de 40° de flexão para a extensão total. ( ) Rotação tibial externa excessiva; varo excessivo ou estresse valgo sobre a tíbia,se um ligamento colateral estiver rompido. ( ) Hiperextensão do joelho.
A sequência está correta em
I. Camada superficial (zona I): na zona superficial, que fica adjacente à cavidade articular, as fibrilas de colágeno uniformes são arranjadas em paralelo e tangencialmente à superfície em 1 a 3 camadas. A zona I compreende cerca de 5 a 10% do volume da matriz.
II. Camada média (zona II): na zona média, a orientação da fibrila de colágeno é menos organizada. A zona II compreende 40 a 45% do volume da matriz.
III. Camada profunda ou radial (zona III): a camada profunda compreende 40 a 45% do volume da matriz. Ela é caracterizada por fibras de colágeno alinhadas radialmente que são perpendiculares à superfície da articulação e têm alto conteúdo de proteoglicanos.
IV. Zona calcificada (zona IV): a zona calcificada previne a difusão de nutrientes do tecido ósseo para dentro da cartilagem.
Está correto o que se afirma em
( ) Rolagem: ocorre quando os pontos de contato sobre cada superfície articular estão constantemente mudando. Esse tipo de movimento é análogo ao dos pneus de um carro que avança para a frente. O termo balançar é frequentemente usado para descrever pequenos movimentos de rolagem.
( ) Deslizamento: é a translação pura e ocorre se apenas um ponto sobre a superfície que se move faz contato com diversos pontos sobre a superfície oposta. Esse tipo de movimento é análogo ao dos pneus de carro derrapando em um piso molhado após uma freada brusca. O deslizamento é também referido como um movimento translatório ou acessório. Embora a rolagem de uma articulação sempre ocorra na mesma direção que o balanço do osso, a direção do deslizamento é determinada pela forma da superfície articular. Essa regra é conhecida como a regra côncavo-convexa: se a superfície articular é convexa em relação a outra, o deslizamento ocorre na direção oposta ao movimento osteocinemático. Se, entretanto, a superfície articular for côncava, o deslizamento ocorre na mesma direção que o movimento osteocinemático.
( ) Movimento giratório: é definido como qualquer movimento no qual o osso se move, mas o eixo mecânico permanece estacionário. O movimento giratório envolve a rotação de uma superfície sobre outra que lhe é oposta, em torno de um eixo longitudinal. Esse tipo de movimento é análogo a uma pirueta no balé, e inclui as rotações interna e externa da articulação glenoumeral, quando o úmero estiver abduzido a 90°, bem como a cabeça radial durante a pronação e supinação.
A sequência está correta em