O exoesqueleto dos crustáceos é formado por quitina e impre...
Para superar essa limitação, o exoesqueleto deve ser
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Alternativa correta: D — substituído por meio de mudas que ocorrem periodicamente.
Tema central: crescimento dos artrópodes com exoesqueleto (no caso, crustáceos). A pergunta exige entender que um exoesqueleto rígido impede aumento contínuo do corpo e, portanto, como o animal resolve esse problema.
Resumo teórico: O exoesqueleto (cutícula) é uma estrutura rígida composta por quitina e impregnada por sais calcários nos crustáceos. Como não cresce com o tecido subjacente, o animal precisa periodicamente trocar essa armadura por uma nova que permita um maior volume corporal. Esse processo chama-se ecdise (muda ou ecdysis) e envolve etapas como apólise (separação da cutícula antiga), síntese de nova cutícula, eliminação da antiga e posterior expansão e calcificação da nova. Hormônios como a ecdisona regulam esse ciclo (Ruppert, Fox & Barnes; Campbell & Reece).
Justificativa da alternativa D: Somente a opção D descreve corretamente o mecanismo usado por crustáceos para aumentar de tamanho: substituição periódica do exoesqueleto. Após a muda, o animal infla o corpo com água ou ar, estica a nova cutícula ainda mole e depois ocorre a endurecimento e calcificação.
Análise das alternativas incorretas:
A — formado somente na fase adulta: Incorreto. O exoesqueleto existe desde estágios jovens (larvais/juvenis) e sofre trocas ao longo da vida; não surge apenas na fase adulta.
B — fragmentado para expansão nas áreas de articulação: Incorreto. Fragmentação não é mecanismo geral de crescimento; articulações podem ser mais flexíveis, mas a solução definitiva é a muda completa, não “fragmentação” da cutícula.
C — modelado continuamente para ajuste ao tamanho do corpo: Incorreto. Ao contrário de tecidos internos que remodelam continuamente, o exoesqueleto externo não se ajusta por crescimento contínuo — exige muda.
E — impregnado por pequena quantidade de sais para sua distensão: Incorreto e contraditório: sais calcários tornam a cutícula mais dura, não mais extensível; adicionar menos sais não é o mecanismo fisiológico de crescimento.
Dica de prova / interpretação: Ao ver “exoesqueleto duro limita o crescimento”, procure termos como “muda”, “ecdise” ou “substituição periódica”. Palavras que sugerem crescimento contínuo do exoesqueleto (modelado, formado só na fase adulta) costumam ser armadilhas.
Fontes: Ruppert, Fox & Barnes — Invertebrate Zoology; Campbell & Reece — Biology (capítulos sobre artrópodes e crescimento).
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Os crustáceos, como caranguejos e camarões, possuem um exoesqueleto composto principalmente por quitina e sais calcários. Esse exoesqueleto é uma estrutura rígida que oferece proteção contra predadores e desidratação, mas também impõe limitações ao crescimento do animal. Para contornar essa limitação, os crustáceos precisam passar por um processo conhecido como muda.
A muda é um fenômeno em que o crustáceo se livra de seu exoesqueleto antigo e forma um novo, que é inicialmente mais macio e permite um crescimento maior. Após a muda, o novo exoesqueleto endurece, proporcionando novamente a proteção necessária. Esse processo é crucial, pois sem ele, os crustáceos não conseguiriam aumentar de tamanho e, consequentemente, não poderiam se desenvolver adequadamente.
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