Questões do Enem Sobre história

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2025 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio |
Q3761165 História
     Em 1914, uma expedição estudantil saiu da Rússia em direção à América do Sul, sendo considerada a segunda campanha científica da Rússia no continente depois da longa viagem do barão Langsdorff pelo interior do Brasil na primeira metade do século XIX. O empreendimento foi enviado pelo Museu de Antropologia e Etnografia de São Petersburgo e integrado por cinco jovens cientistas, sendo dois zoólogos, dois etnógrafos e um antropólogo, cujo objetivo era a coleta de material de valor biológico e etnográfico para compor coleções nas instituições que participaram de seu financiamento. A expedição passou por países como Brasil, Paraguai e Argentina, resultando em amplo material manuscrito e algumas publicações, além dos objetos coletados.

CARNEIRO, L. A. F. A Rússia no Brasil do início do século XX.
Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 2015 (adaptado).


Além do significado científico, o evento mencionado conectava-se a um projeto nacionalista de caráter
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2025 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio |
Q3761164 História

TEXTO I


    Eu escolhi Bezalel e lhe dei competência e habilidade para fazer todo tipo de trabalho artístico; para fazer desenhos e trabalhar em ouro, prata e bronze; para lapidar e montar pedras preciosas; para entalhar madeira; e para fazer todo tipo de artesanato.


BÍBLIA. Êxodo 31, 2-5. São Paulo: Paulinas, 2005.



TEXTO II


    Moisés foi educado em toda a sabedoria dos egípcios e veio a ser poderoso em palavras e obras.


BÍBLIA. Atos 7, 22. São Paulo: Paulinas, 2005.



TEXTO III


Se conhecêsseis a ciência certa, logo renunciarias à ostentação.


ALCORÃO. Sura 102, 5. São Paulo: Tangará, 1975.

Escritos em temporalidades diferentes (Antiguidade e Idade Média), os textos sagrados aproximam-se ao mostrar o papel da ciência para o(a)
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2025 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio |
Q3761162 História
    Durante a realeza, e nos primeiros anos republicanos, as leis eram transmitidas oralmente de uma geração para outra. A ausência de uma legislação escrita permitia aos patrícios manipular a justiça conforme seus interesses.

COULANGES, F. A cidade antiga. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
A conjuntura sociopolítica da Roma Antiga, conforme apresentada no texto, foi contestada pelos
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2025 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio |
Q3761139 História
    Em toda a sua carreira política, Getúlio Vargas sempre contara com o seu talento pessoal de persuasão e poder de manipulação. Agora, porém, seus amigos começavam a perceber que ele parecia envelhecido e cansado. A principal figura da oposição, concordavam eles, era o belicoso jornalista Carlos Lacerda. Se ao menos pudessem “removê-lo” do cenário político, talvez Vargas se salvasse da situação. Esses seguidores decidiram tomar o assunto em suas próprias mãos com o atentado da Rua Tonelero.

SKDIMORE, T. Brasil: de Getúlio a Castelo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003 (adaptado).
Nesse contexto, a ação dos aliados de Getúlio Vargas teve como consequência imediata o(a)
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2025 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio |
Q3761133 História
    Em 1872, havia mais de 1 milhão de votantes, correspondentes a 13% da população livre. Em 1886, votaram nas eleições parlamentares pouco mais de 100 mil eleitores, ou 0,8% da população total. Houve um corte de quase 90% do eleitorado. O dado é chocante, sobretudo se lembrarmos que a tendência de todos os países europeus da época era na direção de ampliar os direitos políticos. O mais grave é que esse retrocesso foi duradouro. A Proclamação da República não alterou o quadro.

CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2002 (adaptado).
De acordo com o texto, a participação no processo eleitoral brasileiro após a Reforma de 1881 sofreu uma variação que se explica pela
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2025 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio |
Q3761124 História

TEXTO I


                                                   

CARLEVARIS, L. La piazetta (detalhe). Óleo sobre tela, 49 × 41 cm.

Ashmolean Museum, Oxford, 1729. 


Disponível em: www.meinsterart.de. Acesso em: 13 dez. 2017.






TEXTO II


    Antigo centro da economia mundo-europeia do século XV, no final do século XVII e início do século XVIII, Veneza ainda era uma cidade cosmopolita onde orientais podiam sentir-se em casa.


BRAUDEL, F. O tempo do mundo. São Paulo:  

Martins Fontes, 1979 (adaptado).

Qual elemento da condição cosmopolita de Veneza na Idade Moderna está explicitado nos textos?
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: ENEM Prova: INEP - 2025 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio |
Q3761123 História
    A credulidade dos ouvintes aumenta o descaramento do narrador, e o descaramento deste conquista-lhes a credulidade. A eloquência, quando levada a seu patamar mais alto, deixa pouco lugar à razão ou à reflexão, mas, dirigindo-se inteiramente à imaginação e aos afetos, cativa os ouvintes condescendentes e subjuga-lhes o entendimento.
HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. São Paulo: Edunesp, 2003.


No contexto do século XVIII, o autor propõe uma reflexão radical acerca da arte da eloquência, restringindo-a ao
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Q3160628 História
O quilombo serviu para o desbravamento das florestas além da zona de penetração dos brancos e para a descoberta de novas fontes de riquezas. Na capitania e depois província do Rio de Janeiro, as fontes documentais sugerem que os quilombolas de Iguaçu mantinham um intenso comércio de madeira com a Corte e também empregavam-se como trabalhadores nas fazendas de proprietários que contratavam negro fugido.

REIS, J. J. Quilombos e revoltas escravas no Brasil. Revista USP, n. 28, dez.-fev. 1996 (adaptado).


De acordo com o texto, qual estratégia de resistência e sobrevivência foi utilizada por indivíduos quilombolas?
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Q3160615 História
Roma foi imaginada e construída, de diferentes maneiras, nos mais distintos lugares e épocas, legitimando ou desautorizando grupos, práticas e políticas. Mas de todos os seus legados, apropriados ou frutos de invenções, a ideia de império e sua perenidade, assim como tudo o que ela acarreta, talvez seja o que mais tenha marcado o Ocidente.

SILVA, G. J. História antiga e usos do passado: um estudo de apropriações da Antiguidade sob o regime de Vichy (1940-1944). São Paulo: Annablume; Fapesp, 2007 (adaptado).


Uma apropriação significativa do legado mencionado foi realizada pelo movimento simbolizado no slogan:
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Q3160612 História
TEXTO I

Não veio do céu Nem das mãos de Isabel A liberdade é um dragão no mar de Aracati

FIRMINO, D. et al. História pra ninar gente grande. In: Sambas-Enredo 2019. Rio de Janeiro: Universal Music, 2018 (fragmento).

TEXTO II

Prático do porto de Fortaleza, Chico da Matilde teve um importante papel no abolicionismo do Ceará ao liderar, em 1881, seus companheiros jangadeiros que se recusaram a embarcar os escravizados que seriam enviados às províncias do Sul. O Ceará seria a primeira província brasileira a abolir a escravidão, em 1884, quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea. Na ocasião, Chico da Matilde embarcou para o Rio de Janeiro, junto com ele levou uma de suas jangadas, nomeada Liberdade. A recepção e as comemorações abolicionistas na Corte ajudaram a consolidar a alcunha de Dragão do Mar.

BOUZADA, M. A. Em 1881, o Dragão do Mar impediu o tráfico de escravos. Disponível em: www.bn.gov.br. Acesso em: 8 nov. 2021 (adaptado).

As abordagens dos textos I e II se complementam por ressaltarem que o fator essencial para o sucesso do processo abolicionista no Brasil foi a
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Q3160606 História
Vertigem e aceleração do tempo: essa seria a sensação mais forte experimentada pelos homens e mulheres que viviam ou circulavam pelas ruas do Rio de Janeiro na virada do século XIX para o século XX. O mesmo sentimento estaria presente nas principais cidades brasileiras, que recebiam levas de imigrantes europeus que atravessavam o Atlântico em busca do sonho de fazer a América. O progresso tudo parecia arrebatar em sua corrida desenfreada. Marasmo: assim, nas fazendas, nas vilas do interior e nos sertões do país, essa mesma virada do século seria percebida. Ali, nada parecia romper uma rotina secular, firmemente alicerçada no privilégio, na inviolabilidade da vontade senhorial dos coronéis.

NEVES, M. S. Os cenários da República: o Brasil na virada do século XIX para o século XX. In: DELGADO, L. A. N.; FERREIRA, J. L. (Org.). Brasil republicano: Estado, sociedade civil e cultura política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003 (adaptado).


Os cenários descritos no texto, referentes à Primeira República no Brasil, evidenciam a(s)
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Q3160590 História
       Para provar que os índios se encontram no estado de barbárie, Sepúlveda vai utilizar a Historia general y natural de las índias, na qual o índio americano era um ser um tanto infra-humano. Para provar o contrário, Las Casas escreve um novo tratado: La apologética historia, em que contraria os vários argumentos de Sepúlveda para justificar a guerra contra os índios. Aí, o índio é um homem como os outros do universo, superior até em muitos aspectos.


MOURÃO, J. A. A guerra nas “apologias” de Sepúlveda e Las Casas. Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, n. 16, 2003 (adaptado).

No contexto da colonização americana, as narrativas conflitantes de Sepúlveda e Las Casas expressam o seguinte aspecto: 
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Q3159795 História
Imagem associada para resolução da questão


O que as capas da revista Travel in Brazil, publicadas entre 1941 e 1944 pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), evidenciam?
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Q3159769 História
A valsa vienense é a mais antiga das danças de salão tradicional. É dançada desde a Idade Média, quando os pares davam voltas pelo salão realizando giros em torno de si mesmos em postura fechada. Pelo fato de ser dançada aos pares em contato íntimo, a valsa encantava a sociedade medieval, como também sofria proibições por infringir os “bons costumes”. Originária das danças campestres e folclóricas, no século XVI, a aristocracia francesa abandonou a valsa por sua estreita relação com a cultura plebeia, retomando-a posteriormente.

FRANCO, N.; FERREIRA, N. Evolução da dança no contexto histórico: aproximações iniciais com o tema. Repertório, n. 26, 2016 (adaptado).


A expressão cultural descrita no texto foi rejeitada no início da Idade Moderna por congregar
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Q3159767 História
Com a proximidade do final do século XIX, amplificam-se as expectativas com relação ao século seguinte. Se muitas eram as utopias, talvez uma das mais evidentes tenha se concentrado nas potencialidades da nova ciência, com suas invenções e projetos. Não é por mera coincidência que a agenda do país tenha sido tomada pela introdução de uma série de inventos. De forma acelerada, entraram no Brasil a luz elétrica e, com ela, o telégrafo, o telefone, o cinematógrafo. Na área dos transportes, o trem a vapor é substituído pelo elétrico, que assiste à entrada do automóvel e até do aeroplano.
COSTA, A. M.; SCHWARCZ, L. M. 1890-1914, no tempo das certezas. São Paulo: Cia. das Letras, 2000 (adaptado).

No Brasil, os eventos descritos ganharam conotação política ao serem vinculados à
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Q2546473 História

TEXTO I


Aquarela do Brasil


Brasil!

Meu Brasil brasileiro

Meu mulato inzoneiro

Vou cantar-te nos meus versos

O Brasil, samba que dá

Bamboleio, que faz gingar

O Brasil, do meu amor

Terra de Nosso Senhor

Brasil! Pra mim! Pra mim, pra mim



BARROSO, A. Rio de Janeiro: Odeon, 1939 (fragmento).




TEXTO II



Menestrel das Alagoas


Quem é esse que conhece

Alagoas e Gerais

E fala a língua do povo

Como ninguém fala mais?

Quem é esse?

De quem é essa ira santa

Essa saúde civil

Que tocando a ferida

Redescobre o Brasil?

Quem é esse peregrino

Que caminha sem parar

Quem é esse meu poeta

Que ninguém pode calar?



NASCIMENTO, M.; BRANT, F. Milton Nascimento ao vivo.

São Paulo: Barclay, 1983 (fragmento).



Os trechos pertencem a canções que se tornaram emblemáticas, respectivamente, dos seguintes fatos históricos:

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Q2546458 História
TEXTO I


Páscoa Vieira (século XVII)  

       Nasceu em Massangano, no interior do atual território de Angola, em 1658, filha de cativos, sendo ela própria serva de uma senhora chamada Domingas de Carvalho, que a batizou e realizou o seu casamento com outro cativo da mesma propriedade, de nome Aleixo. Em 1695, foi vendida e embarcada para Salvador. Anos mais tarde, estabeleceu relações conjugais com o cativo Pedro Ardas, motivo pelo qual no ano de 1700 foi denunciada à Inquisição de Lisboa.

Disponível em: www.ufrgs.br. Acesso em: 20 out. 2021 (adaptado).

TEXTO II

    Páscoa possuía várias culturas, duas línguas (o quimbundo e o português). A cultura africana de sua infância e juventude foi pouco evocada no processo; em contrapartida, demonstrou um conhecimento aprofundado do catolicismo romano. Seu marido na Bahia vinha de outra África, diferente da sua, de um universo cultural e linguístico diverso. Ela morava em Salvador, mas seu destino foi decidido em Lisboa, sede do tribunal que a condenou e iria modificar o curso de sua vida.

CASTELNAU-L’ESTOILE, C. Páscoa Vieira diante da Inquisição: uma escrava entre Angola, Brasil e Portugal no século XVII.


Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020 (adaptado). Qual a relevância do estudo das relações de poder apresentadas nos textos?
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Q2546457 História
Antônio Vieira enfrentou a Inquisição portuguesa, de olho no apoio que os judeus portugueses podiam oferecer à causa da Restauração. Mas a Companhia de Jesus e a Inquisição portuguesa nunca foram muito amigas. Basta lembrar a estratégia missionária dos jesuítas, calcada na adaptação do catolicismo à cultura dos povos missionados, enquanto a Inquisição era obcecada pelo ideal de pureza da fé, sem mistura de nenhum tipo.

VAINFAS, R. In: FIGUEIREDO, L. (Org.). História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013.


No contexto da dominação ibérica da América, um exemplo do dissenso referido no texto girou em torno da
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Q2546456 História
Quem não morreu na Espanhola quem dela pôde escapar não dê mais tratos à bola toca a rir, toca a brincar. Vai o prazer aos confins remexe-se a terra inteira ao som vivaz dos clarins ao ronco do Zé Pereira. Há alegrias à ufa e em se tocando a brincar nem este calor de estufa nos chega a preocupar. Tenho por cetro um chocalho por trono um bombo de rufo o Deus Momo louco e bufo vai começar a reinar.

In: CASTRO, R. O Carnaval da guerra e da gripe. Rio de Janeiro: Cia. das Letras, 2019.


A pandemia que afetou o Rio de Janeiro no início do século XX é mencionada nos versos pré-carnavalescos de 1919 como aquela que

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Q2543059 História
O escravo tinha de prover diretamente ao senhor e a si próprio no ganho de rua. Do ganho dependia inclusive sua chance de comprar a liberdade. O próprio ganho vinha muitas vezes de fontes ocultas, do batuque, da capoeira, da adivinhação. Não eram poucos os escravos que viviam de adivinhar, curar feitiço ou fabricar amuletos muçulmanos, ocupações lucrativas que na Bahia favoreceram muitas alforrias.

REIS, J. J. Greve negra de 1857 na Bahia. Revista USP, n. 18, 1993 (adaptado).


Conforme descritas no texto, algumas práticas culturais afro-brasileiras atuais surgiram em nossa história como estratégias para
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Respostas
1: A
2: E
3: B
4: A
5: D
6: C
7: E
8: E
9: D
10: B
11: A
12: C
13: A
14: E
15: E
16: C
17: D
18: C
19: D
20: C