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Considere a figura abaixo.

Adaptado de MENDONÇA F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia: noções básicas e climas o Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2009. 206 p.
Sobre a figura acima e os sistemas de circulação e variações diárias e semanais do tempo atmosférico no Brasil, assinale a alternativa correta.
Considere o segmento abaixo.
O agravamento da crise climática e o consequente aumento do nível dos oceanos elevam o risco de inundações das cidades costeiras no mundo, onde a expansão das áreas urbanizadas tem aumentado. No Brasil, esse aumento foi de 2,7 vezes entre 1985 e 2022 (Projeto MapBiomas, 2023). Diante disso, há uma preocupação mundial com os ecossistemas costeiros.
Com base no segmento, assinale a alternativa correta sobre os manguezais e a vegetação de restinga.
Leia o texto abaixo.
As pressões por parte da ONU provocaram o crescente isolamento do regime do Apartheid e, nos anos 1980, o país caiu em gradativo descrédito, perdendo investimentos externos e sendo boicotado por outras nações. Nos primeiros anos da década de 1990, com a libertação de Mandela e a abertura gradativa do regime, o Partido Nacional perdeu a posição de supremacia no governo. Mandela foi eleito presidente em 1994, junto com o ex-presidente branco Frederik de Klerk, decretando o fim dos bantustões e da segregação legal, e conduzindo o país a uma reorganização interna, num governo de conciliação nacional.
MACEDO, J. R. História da África. São Paulo: Contexto, 2023. p. 171.
O texto do historiador José Rivair Macedo relata o fim do Apartheid na África do Sul a partir da eleição de Nelson Mandela, evento que em 2024 completou 30 anos.
Considere as afirmações abaixo, acerca do contexto histórico do Apartheid e das lutas contrárias a esse regime.
I - A África do Sul, desde o final da década de 1940, passou a viver em um regime imposto por uma elite minoritária branca, conhecido como Apartheid que se fundamentava na segregação racial.
II - Nelson Mandela começou sua atuação política contra o Apartheid na década de 1980, como líder da Organização SulAfricana de Estudantes (SASO), razão pela qual foi preso em 1984 e libertado no início dos anos 1990, após forte pressão internacional.
III - Um dos episódios mais importantes de resistência ao Apartheid ocorreu em Soweto, um subúrbio da cidade de Johanesburgo, com o protagonismo de Steve Biko, líder do movimento Consciência Negra.
Quais estão corretas?
Considere o texto abaixo.
Assegurar para as populações indígenas o reconhecimento aos seus direitos originários às terras em que habitam – e atentem bem para o que digo: não estamos reivindicando nem reclamando qualquer parte de nada que não nos cabe legitimamente e de que não esteja sob os pés do povo indígena, sob o habitat, nas áreas de ocupação cultural, histórica e tradicional do povo indígena. Assegurar isto, reconhecer às populações indígenas as suas formas de manifestar a sua cultura, a sua tradição, se colocam como condições fundamentais para que o povo indígena estabeleça relações harmoniosas com a sociedade nacional, para que haja realmente uma perspectiva de futuro de vida para o povo indígena, e não de uma ameaça permanente e incessante.
Discurso de Airton Krenak na Assembleia Constituinte, 1987. Disponível em:<https://selvagemciclo.com.br/wpcontent/uploads/2021/07/CADERNO27_CONSTITUINTE.pdf>. Acesso em: 15 jul. 2024.
O discurso histórico da liderança indígena Airton Krenak, juntamente às mobilizações dos povos originários, contribuiu para o reconhecimento de diversos direitos das populações indígenas.
Com base no discurso e nos conhecimentos sobre a Constituição de 1988, considere as afirmações abaixo, referentes a preceitos que foram incluídos na Carta Magna.
I - O Estado brasileiro reconhece as ações afirmativas para povos indígenas nas universidades como uma política de reparação.
II - Os direitos dos povos indígenas devem ser defendidos pelo Estado brasileiro.
III - Os povos indígenas têm direito sobre as terras que originalmente ocupam.
Quais estão corretas?
Considere o texto abaixo.
O caso que mais ganhou destaque neste período foi a morte do jornalista Wladimir Herzog, em 26 de outubro de 1975, nas dependências do Centro de Operações para a Defesa Interna (CODI), em São Paulo. Herzog, que se apresentou espontaneamente às autoridades militares, morreu sob a tutela do Estado. (…) E meses após este “incidente”, em 17 de janeiro de 1976, a morte do operário Manuel Fiel Filho, nas mesmas condições em que morreu Herzog, deixava claro esta situação de descontrole.
DA SILVA, F. C. T. A modernização autoritária: do golpe militar à redemocratização 1964/1984. In: LINHARES, M. Y. História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
Os eventos sobre os anos finais da ditadura militar no Brasil, narrados no texto, estão diretamente relacionados
Considere os textos abaixo.
A delegação olímpica da Argélia jogou rosas no rio Sena durante o desfile de inauguração dos Jogos de Paris, em memória das vítimas da repressão policial às manifestações independentistas de 17 de outubro de 1961, um gesto pouco habitual nesse tipo de evento. [...] Em 17 de outubro de 1961, dezenas de manifestantes pacíficos foram vítimas de uma repressão sangrenta realizada sob a autoridade do prefeito de polícia da época, Maurice Papon. Segundo historiadores, entre trinta e cerca de duzentos manifestantes foram assassinados e seus corpos jogados no Sena.
AFP, Agência France Press. Paris 2024: Delegação da Argélia lança rosas no Sena em homenagem a vítimas de repressão de 1961. Carta Capital. Disponível em:<https://www.cartacapital.com.br/esporte/paris-2024-delegacao-da-argelia-lanca-rosasno-sena-em-homenagem-a-vitimas-de-repressao-de-1961/>. Acesso em: 15 ago. 2024.
Uma vez mais, o objectivo do colonizado que luta é provocar o fim da dominação. Mas igualmente deve velar pela liquidação de todas as mentiras introduzidas no seu corpo pela opressão. Num regime colonial, tal como existia na Argélia, as ideias professadas pelo colonialismo não influíam somente na minoria europeia, mas também no argelino. A libertação total é a que concerne a todos os sectores da personalidade. [...] Quando a nação se desamarra totalmente, o homem novo não é um produto a posteriori dessa nação, mas coexiste, desenvolve-se e triunfa com ela. [...] A independência não é uma palavra que deva exorcizar-se, mas uma condição indispensável para a existência de homens e mulheres realmente libertados, quer dizer, donos de todos os meios materiais que tornam possível a transformação radical da sociedade.
FANON, F. Os condenados da terra. [1ª ed. 1961].
Sobre a independência da Argélia e sobre os conhecimentos do processo de descolonização da África no século XX, é correto afirmar que
Em 13 de agosto de 2024, em São Paulo, faleceu Takashi Morita, aos 100 anos. Japonês, pacifista, sobrevivente da bomba atômica de Hiroshima (06/08/1945). Em 2017, Takashi Morita publicou o livro A Última Mensagem de Hiroshima. Na obra, aborda sua vida no Japão antes e depois da guerra – incluindo o dia da explosão e seus desdobramentos – e o recomeço no Brasil. Escreveu:
“Esse foi apenas o começo do dia. Então se passou mais uma situação estranhíssima: começou a cair do céu uma chuva preta e espessa. Eram pingos mornos e enormes, que chegavam a machucar quando entravam em contato com a nossa pele e caíam da enorme nuvem negra que encobria toda a cidade. [...] Recebendo essa chuva negra, que não era óleo, mas uma chuva radioativa, a minha queimadura na nuca começou a arder ainda mais e ficou inchada”.
Nessa descrição, é possível perceber como o sobrevivente já sentia os efeitos da explosão ocorrida naquele dia. A bomba, que caiu às 08h15min da manhã, era um dos resultados do “projeto Manhattan”, dos Estados Unidos, no qual esteve envolvido Robert Oppenheimer. Os ataques atômicos dos EUA sobre o Japão foram um dos últimos capítulos do conflito iniciado na década anterior e amplificados após o ataque japonês à base de Pearl Harbor em 1941.
Com base nas informações acima, assinale a alternativa correta sobre a Segunda Guerra Mundial.
Considere o texto abaixo.
Dizem que, se você olhar para o mar por muito tempo, cenas do passado renascerão. Dizem que “o mar é história”. E “o mar não tem nada para mostrar além de uma bem escavada sepultura”. Encarando o Atlântico, pensei na garota. Havia inúmeras outras enterradas no fundo do oceano, mas ela era aquela em que eu pusera meus olhos. Se me concentrasse o bastante, poderia ver tudo acontecendo novamente. (…) O capitão, o médico e os abolicionistas, todos discordavam sobre o que ocorrera no convés do Recovery, ainda que todos insistissem em dizer que estavam tentando salvar a vida da garota. A esse respeito, eu sou tão responsável quanto todos os outros. Eu também estou tentando salvar a vida da garota, não da morte, da doença ou de um tirano, mas do esquecimento. Entretanto, não tenho certeza se é possível salvar uma existência a partir de um punhado de palavras: o suposto assassinato de uma garota negra. Sua vida era impossível de ser reconstruída, nem mesmo seu nome sobreviveu. (…) Umas poucas linhas de uma transcrição judicial mofada formam a história inteira da vida de uma garota.
HARTMAN, S. Perder a mãe: uma jornada pela rota atlântica da escravidão. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.
O enfoque principal do trecho do livro “Perder a mãe...”, da pesquisadora Saidiya Hartman, aborda um problema enfrentado para a investigação e a pesquisa da história da escravidão e da diáspora Africana, que diz respeito
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, considerando a história do Brasil Império e, mais especificamente, os anos do chamado Período Regencial.
( ) Os anos da regência foram caracterizados por um processo de pacificação interna do império, com exceção de algumas importantes revoltas provocadas por elites regionais.
( ) O Ato Adicional, aprovado em 1834, dividiu constitucionalmente as competências do governo central e dos governos das províncias, conferindo-lhes maior autonomia. ( ) A guerra dos farrapos, que eclodiu durante a regência, é o exemplo de uma revolta liderada por uma elite regional, ainda que tenha contado com a participação de livres, pobres e escravizados.
( ) O período regencial teve fim com a coroação de D. Pedro II, quando ele atingiu a maioridade civil, aos 21 anos, conforme estabelecido pelas Ordenações Filipinas.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Considere as afirmações abaixo, sobre o início do processo de colonização do Brasil por Portugal.
I - O objetivo da colonização estava relacionado à expansão econômica portuguesa, buscando benefícios econômicos para a Coroa e comerciantes.
II - O período inicial da colonização portuguesa foi caracterizado pelo deslocamento de famílias, com o objetivo de promover o povoamento e o desenvolvimento de uma pequena e média agricultura familiar.
III - O tráfico de escravizados foi instituído tendo como motivação o fato de representar um comércio rentável e lucrativo.
Quais estão corretas?
Considere o texto abaixo.
De volta ao sol
O manto tupinambá ganho comprado furtado, quem saberá?
– sabemos, é um ninho preso às paredes de outro continente.
Depois de séculos, apesar do vidro que lhes tira o oxigênio,
o vermelho sangue do guará e o azul oceano da araruna
segredam algo que excede o museu nacional de Copenhague.
Todo algodão e envira, o manto tem a dimensão da mata
– vale pagar o ingresso para ver o vidro, jamais o espírito
que incendeia o egoísmo do alarme? O manto rol de esferas
arde de tanta memória. Seu lugar não é aqui, será, quem sabe?
No limo que molda todos os corpos. Imagine se insuflado no ar
rarefeito o manto se abrisse. Que tese posta à mesa explicaria
os mortos, vivos enfim, em resposta ao rapto das almas?
O manto quer voar para casa. A morte de seus filhos torna
inútil sua permanência. É preciso que ele se perca
para acusar os assassinos. Ante essa inominável memória
algo será reiniciado – a raiz do que já não é árvore, mas
frutifica – o rugido do que não é onça, mas afia as garras –
a umidade do que não é chuva, mas afoga a mão criminosa.
Exilado num continente onde avós, para irem ao cinema,
colam os netos à sombra, o manto reflete sua natureza – ágil
urna em território de neve. Ao redor do vidro, línguas tecem
em silêncio por respeito ou desprezo, não sei – sabemos.
Entre aqueles que fiaram o manto, um canto se alonga
alheio ao seu sequestro. Sobre a terra desolada um pássaro
voa. Num filme etnográfico chama os culpados pelo nome.
Haverá, diante disso, ossos suficientes para serem atirados
contra o vidro? O manto tupinambá é um ninho na escuridão
do mundo – respira num oceano de espelhos a sua ira.
PEREIRA, E. A. De volta ao sol: o manto tupinambá é um ninho na escuridão do mundo. Piauí, ed.157, outubro de 2019.
Disponível em: <https://piaui.folha.uol.com.br/materia/o-manto-tupinamba-e-um-ninho-na-escuridao-domundo/#:~:text=oculta%20os%20cadáveres.,suas%20mãos%20esculpem%20a%20pélvis>. Acesso em: 15 ago. 2024.
O texto acima faz menção à espiritualidade dos povos originários a partir do manto tupinambá que, do século XVII ao século XXI, ficou sob posse dinamarquesa. O manto foi devolvido ao Brasil apenas em 2024.
A partir desse caso e dos conhecimentos sobre a colonização europeia e a espiritualidade dos povos originários naquele período, assinale a alternativa correta.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, considerando a história da Mesopotâmia na Antiguidade.
( ) A região do chamado Crescente Fértil apresentou as características adequadas para o desenvolvimento dos primeiros assentamentos humanos, com o uso da agricultura e a domesticação de animais.
( ) A Mesopotâmia desenvolveu o sistema de escrita hieroglífico.
( ) Os assírios, babilônicos e sumérios destacam-se entre os principais povos que habitaram a Mesopotâmia.
( ) A invenção da cidade, como forma de organização, é atribuída aos povos que habitaram a Mesopotâmia na Antiguidade.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Instrução: Para responder a questão 30, leia os excertos abaixo, retirados respectivamente de A terra dos mil povos, de Kaká Werá Jecupé, e de “A fonte”, parte inicial de O continente, de Erico Verissimo.
Tiaraju – o santo guerreiro
Tiaraju é um nome épico. Alguns historiadores chegam a dizer que graças a ele o Rio Grande do Sul é parte do Brasil. Foi um líder nascido em 1723 e que morreu na batalha no dia 7 de fevereiro de 1756. É considerado herói guarani missioneiro rio-grandense. Chefe dos Sete Povos das Missões Jesuíticas de São Miguel.
A fonte
— Vi o combate. O alferes foi derrubado do cavalo por um golpe de lança. Vi quando ele quis erguer-se e um homem... um general... de cima do cavalo varou-lhe o peito com uma bala.
Alonzo segurou a cabeça do menino com ambas as mãos e aproximou-a de seu rosto como se quisesse ler-lhe os pensamentos no fundo dos olhos.
— Como podias ter visto isso tudo se o combate foi travado tão longe daqui?
Pedro respondeu simplesmente:
— Eu vi.
— Disseste que estavas conversando com o corregedor.
— Estava.
— E que te dizia ele?
— Dizia que seu corpo tinha sido atirado num mato perto dum rio. E que a batalha estava perdida.
— Onde estava ele quando te falou?
— Lá em cima. A alma de Sepé subiu ao céu e virou estrela.
Alonzo largou a cabeça do menino, que fez meia-volta e se encaminhou para a janela, puxando o padre docemente pela manga da sobretúnica. Ergueu o dedo e mostrou o crescente:
— Deus botou também na testa da noite um lunar como o de são Sepé.
— São Sepé? — repetiu o padre, meio estonteado.
Sem dizer palavra e sem fazer o menor gesto, Alonzo viu o menino guardar o punhal entre a camisa e o peito, e sair da cela em silêncio.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esses excertos, considerando, também, a leitura integral da obra A terra dos mil povos.
( ) Como se observa, a visão dos dois autores é oposta sobre Sepé Tiaraju. No segundo caso, é um homem derrotado e morto.
( ) No primeiro excerto, Jecupé traz a primeiro plano um herói do enfrentamento “O Brasil de pindorama versus o Brasil das capitanias”.
( ) No segundo excerto, o menino Pedro Alonzo conta ao padre sua visão e que Sepé “virou estrela”.
( ) Nos dois trechos, de Jecupé e de Verissimo, Sepé tem a força de um herói fundacional.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Leia com atenção o poema abaixo, de Manuel Bandeira.
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Assinale a alternativa correta em relação ao poema.