Questões de Vestibular
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Esta árvore de pequeno porte é chamada Tecoma stans e é popularmente conhecida como ipê-de-jardim. Suas flores amarelas são muito parecidas com as do ipê-amarelo (Tabebuia spp). Apesar de ser ornamental, o ipê-de-jardim é considerado uma planta invasora, com capacidade de inutilizar pastagens e prejudicar a regeneração de áreas degradadas.
(https://globorural.globo.com. Adaptado.)
A capacidade dessa planta de inutilizar pastagens e prejudicar a regeneração de áreas degradadas está relacionada
Com o intuito de exemplificar o desenvolvimento dos mapas, um professor de Geografia apresentou a seus alunos uma sequência de três imagens, I, II e III, para mostrar a dificuldade de transformar uma bola de futebol, esférica, em um plano.

Considerando o destaque em vermelho na imagem III, uma consequência da transformação de uma esfera em um plano é a
Um artigo publicado na Revista Brasileira de Meteorologia, em novembro de 2024, verifica as características relacionadas à formação de ilhas de calor na região metropolitana de São Paulo. Segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), bairros como Tucuruvi, Mooca, Freguesia do Ó e Jabaquara têm maior média de temperatura e menor umidade do que localidades como Capela do Socorro e Riacho Grande, próximas à zona rural. A diferença de temperatura média entre ambos os grupos pode chegar a 4 ºC.
(https://umsoplaneta.globo.com, 03.11.2024. Adaptado.)
Uma estratégia para a mitigação das ilhas de calor nos bairros com maior média de temperatura mencionados no excerto seria:
Os mapas a seguir mostram a variação de temperatura no Brasil durante uma semana de agosto de 2024.

(Julia Carvalho. https://g1.globo.com, 08.08.2024.)
Considerando os mapas, as temperaturas ao sul do país foram impactadas
O Brasil e o Paraguai fecharam um novo acordo-base para o Anexo C do Tratado de Itaipu, que define as condições de comercialização da energia gerada pela megausina hidrelétrica. A partir de 2027, o Paraguai poderá vender sua parte da energia de Itaipu ao mercado livre no Brasil, que negocia seus contratos sem amarras de preço e de prazo, conforme a oferta e a demanda de eletricidade. A produção de Itaipu é dividida meio a meio. No entanto, os paraguaios não consomem toda a sua parcela.
(Daniel Rittner. www.cnnbrasil.com.br, 07.05.2024. Adaptado.)
Antes do novo acordo mencionado no excerto, o excedente de energia gerado pela parte paraguaia era
A União Europeia adotou regulamentos para aplicar pesadas tarifas adicionais sobre veículos elétricos importados da China. Esses veículos já estavam sujeitos a taxas aduaneiras de 10% e agora têm tarifas que chegam a um máximo de 35,3% e variam conforme as empresas, por um período de cinco anos.
(https://exame.com, 30.10.2024. Adaptado.)
Considerando o excerto e conhecimentos sobre o mercado mundial, o principal motivo para a União Europeia aumentar as tarifas é
Leia os versos do poema “A implosão da mentira ou o episódio do Riocentro”, escrito por Affonso Romano de Sant’Anna e publicado em 1984.
Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
[...]
Mas não se chega à verdade
pela mentira, nem à democracia
pela ditadura.
[...]
E a mentira repulsiva
se não explode
pra fora pra dentro explode
implosiva.
(https://mpac.ufes.br)
O poema é inspirado em um episódio ocorrido no Brasil em 1981 e refere-se
No dia 12 de março de 1930, Mahatma Gandhi e seus discípulos iniciaram uma marcha de 400 quilômetros rumo ao litoral, em protesto contra as restrições da Inglaterra, que obrigava os indianos a comprarem os produtos importados de lá. Eles eram proibidos inclusive de extrair o próprio sal. Para Gandhi, esse era um símbolo do colonialismo, e ele queria acabar com esse monopólio. Ao longo de 25 dias, percorreram o trajeto até o Oceano Índico, conquistando simpatizantes que se uniram à marcha do sal. Ao chegar, Gandhi colocou a água do mar em um recipiente, esperou que evaporasse, e apanhou um punhado de sal. O gesto simples, mas desafiador, foi imitado por centenas de indianos, e a reação dos ingleses chamou a atenção do mundo todo: além de truculentos, os guardas prenderam mais de 60 mil pessoas, entre elas Gandhi.
(Marília Marasciulo. https://revistagalileu.globo.com, 02.10.2018. Adaptado.)
O movimento retratado no excerto revela
Em 2 de julho de 1824 os revolucionários proclamaram a independência de Pernambuco, e ainda convidaram as demais províncias do Norte e Nordeste a se unirem a eles, formando a Confederação do Equador. [...] Os confederados reivindicavam que o Brasil fosse organizado de maneira análoga “às Luzes do século”, seguindo o “sistema americano” e não o exemplo da “encanecida Europa”.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2018.)
Politicamente, o movimento citado lutava
A partir do final do século XVIII, em uma reação às posturas iluministas, a Idade Média assumiu pela primeira vez uma feição positiva nas reflexões de autores europeus. A Idade Média aparece, então, como depositária das raízes nacionais e regionais, das fábulas, de todo o repertório de tradições, orais e escritas, que teriam dado origem às modernas nações europeias. Segundo o historiador Justus Möser (1720-1794), cada povo seria uma individualidade histórica, uma criação original, com um patrimônio espiritual expresso na língua, nos costumes e no direito.
(Marcelo Cândido da Silva. História medieval, 2023. Adaptado.)
No final do século XVIII, a reação às posturas iluministas, citada no excerto,
O livro Roma, o Império Infinito, do autor Aldo Cazzullo, propõe-se a mostrar a influência que o Império Romano teve sobre tudo que veio depois, de Napoleão a Hitler, do imperialismo estadunidense às empresas multinacionais do Vale do Silício. “Roma foi o arquétipo de todos os impérios, todo imperador da história pensou que era o novo César, e todo revolucionário se viu como um novo Espártaco”, afirma Cazzullo.
(Eduardo Lima. https://super.abril.com.br, 10.09.2024. Adaptado.)
A influência de Roma para a posteridade, defendida pelo autor, é demonstrada pela atual noção de
Leia o texto a seguir, que é o trecho inicial de um artigo publicado na internet.

(https://grain.com, 21.10.2024. Adaptado.)
O texto
Leia o texto para responder à questão.
In my research recently published in an open access journal, I used a popular language model, GPT-4 by OpenAI, to create simple summaries of scientific papers. These summaries generated by artificial intelligence (AI) used simpler language and more common words, like “job” instead of “occupation”, than summaries written by the researchers who had done the work.
In one experiment, I found that readers of the AI-generated summaries had a better understanding of the science than readers of the human-written summaries. A second experiment investigated what effects the simpler summaries might have on people’s perceptions of the scientists who performed the research. In this experiment, participants rated the scientists whose work was described in the simpler texts as more credible than the scientists whose work was described in the more complex texts.
Have you ever read about a scientific discovery and felt like it was written in a foreign language? New scientific information is probably hard to understand — especially if you try to read a science article in a research journal. In an era where understanding science is crucial for informed decision- -making, the abilities to comprehend and communicate complex ideas are more important than ever. Trust in science has been declining for years, and one contributing factor may be the challenge of understanding scientific jargon.
As AI continues to evolve, its role in science communication may expand, especially if using generative AI becomes more commonplace. Simple science descriptions are preferable to and more beneficial than complex ones, and AI tools can help. But scientists could also achieve the same goals by working harder to minimize jargon and communicate clearly — no AI necessary.
(David Markowitz. https://theconversation.com, 30.10.2024. Adaptado.)
Leia o texto para responder à questão.
In my research recently published in an open access journal, I used a popular language model, GPT-4 by OpenAI, to create simple summaries of scientific papers. These summaries generated by artificial intelligence (AI) used simpler language and more common words, like “job” instead of “occupation”, than summaries written by the researchers who had done the work.
In one experiment, I found that readers of the AI-generated summaries had a better understanding of the science than readers of the human-written summaries. A second experiment investigated what effects the simpler summaries might have on people’s perceptions of the scientists who performed the research. In this experiment, participants rated the scientists whose work was described in the simpler texts as more credible than the scientists whose work was described in the more complex texts.
Have you ever read about a scientific discovery and felt like it was written in a foreign language? New scientific information is probably hard to understand — especially if you try to read a science article in a research journal. In an era where understanding science is crucial for informed decision- -making, the abilities to comprehend and communicate complex ideas are more important than ever. Trust in science has been declining for years, and one contributing factor may be the challenge of understanding scientific jargon.
As AI continues to evolve, its role in science communication may expand, especially if using generative AI becomes more commonplace. Simple science descriptions are preferable to and more beneficial than complex ones, and AI tools can help. But scientists could also achieve the same goals by working harder to minimize jargon and communicate clearly — no AI necessary.
(David Markowitz. https://theconversation.com, 30.10.2024. Adaptado.)
Leia o texto para responder à questão.
In my research recently published in an open access journal, I used a popular language model, GPT-4 by OpenAI, to create simple summaries of scientific papers. These summaries generated by artificial intelligence (AI) used simpler language and more common words, like “job” instead of “occupation”, than summaries written by the researchers who had done the work.
In one experiment, I found that readers of the AI-generated summaries had a better understanding of the science than readers of the human-written summaries. A second experiment investigated what effects the simpler summaries might have on people’s perceptions of the scientists who performed the research. In this experiment, participants rated the scientists whose work was described in the simpler texts as more credible than the scientists whose work was described in the more complex texts.
Have you ever read about a scientific discovery and felt like it was written in a foreign language? New scientific information is probably hard to understand — especially if you try to read a science article in a research journal. In an era where understanding science is crucial for informed decision- -making, the abilities to comprehend and communicate complex ideas are more important than ever. Trust in science has been declining for years, and one contributing factor may be the challenge of understanding scientific jargon.
As AI continues to evolve, its role in science communication may expand, especially if using generative AI becomes more commonplace. Simple science descriptions are preferable to and more beneficial than complex ones, and AI tools can help. But scientists could also achieve the same goals by working harder to minimize jargon and communicate clearly — no AI necessary.
(David Markowitz. https://theconversation.com, 30.10.2024. Adaptado.)
Leia o texto para responder à questão.
In my research recently published in an open access journal, I used a popular language model, GPT-4 by OpenAI, to create simple summaries of scientific papers. These summaries generated by artificial intelligence (AI) used simpler language and more common words, like “job” instead of “occupation”, than summaries written by the researchers who had done the work.
In one experiment, I found that readers of the AI-generated summaries had a better understanding of the science than readers of the human-written summaries. A second experiment investigated what effects the simpler summaries might have on people’s perceptions of the scientists who performed the research. In this experiment, participants rated the scientists whose work was described in the simpler texts as more credible than the scientists whose work was described in the more complex texts.
Have you ever read about a scientific discovery and felt like it was written in a foreign language? New scientific information is probably hard to understand — especially if you try to read a science article in a research journal. In an era where understanding science is crucial for informed decision- -making, the abilities to comprehend and communicate complex ideas are more important than ever. Trust in science has been declining for years, and one contributing factor may be the challenge of understanding scientific jargon.
As AI continues to evolve, its role in science communication may expand, especially if using generative AI becomes more commonplace. Simple science descriptions are preferable to and more beneficial than complex ones, and AI tools can help. But scientists could also achieve the same goals by working harder to minimize jargon and communicate clearly — no AI necessary.
(David Markowitz. https://theconversation.com, 30.10.2024. Adaptado.)
Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questão.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2 , é doce e é piadoso3 .
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questão.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2 , é doce e é piadoso3 .
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questão.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2 , é doce e é piadoso3 .
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
Leia o trecho do romance Os ratos, de Dyonelio Machado, para responder à questão.
1 Havia momentos a conversa tinha esfriado. Alcides, à sua frente, olha, longe, a rua. Naziazeno acompanha, meio furtivamente, os gestos do Carvalho, que se prepara para sair. Já tirou o porte-monnaie1 do bolso de trás das calças, torcendo- -se um pouco; tornou a colocá-lo onde estava, depois de o examinar com o olho bem metido dentro dele, e puxou uma cédula dum dos bolsos do lado da calça, torcendo-se ainda mais. O garçom, a seu lado, sereno, mas com um certo grau de impaciência latente, faz rapidamente o troco, mal lhe cai o dinheiro nas mãos. Vai tirando as moedas de vários bolsos e depondo-as no mármore da mesa. Carvalho, a cabeça baixa, confere, separando-as com um dedo, como uma cozinheira “escolhendo” feijão na tábua da mesa. Destaca uma moedinha, que põe de parte, com dedo moroso. Recolhe o resto. Pega da bengala e dos jornais que colocara numa cadeira ao lado e levanta-se, relanceando um olhar pelo café, olhar que vem “ferir” o rosto de Naziazeno, que estremece, como se um jato de holofote subitamente o iluminasse. Desvia precipitadamente a cara; põe-se a olhar para o Alcides. A figura porém do Carvalho avança pouco a pouco na franja do seu campo visual; é apenas um vulto negro e alto, avançando cadenciadamente. Seus passos soam já... Naziazeno mantém o pescoço duro... Qualquer relaxamento de músculos põe-no cara a cara com o outro... Está começando a sentir um calor no rosto... Os passos são mais sonoros... Alcides volta-se lentamente para trás, na direção deles...
2 — Bom dia.
3 — Bom dia!
4 — Bom dia, Carvalho!...
5 ... E os passos agora cada vez ressoam menos... menos... extinguem-se...
6 A onda de calor foge progressivamente do seu rosto. Naziazeno tem a impressão de haver mergulhado a face na água fria. Acha-se um pouco trêmulo.
7 Alcides ali à sua frente, ele não se sente tão só. A cara deslavada e ausente do outro bem podia passar por ingênua. Ele curvava um pouco o tórax para diante, olhava em frente, as feições iguais, como de quem dorme. Quando tirava o olhar dum foco para colocá-lo num outro, fechava habitualmente os olhos, como quem faz um “entreato” entre as duas visadas. Isto repetido várias vezes dava-lhe um ar de sono, que o tornava mais ausente e ingênuo.
(Os ratos, 2022.)
1 porte-monnaie: porta-moedas.