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Sobre as relações dos organismos com os elementos abióticos, considere as afirmativas a seguir.
I. Da energia luminosa que chega à superfície, 50% é absorvida pelas plantas para a síntese de moléculas orgânicas.
II. O nitrogênio atmosférico é transformado em compostos nitrogenados no solo, que são disponibilizados para as plantas por bactérias conhecidas como desnitrificantes.
III. Fungos e bactérias são responsáveis pela decomposição, processo em que a matéria orgânica morta é convertida em nutrientes e disponibilizada para os seres autótrofos.
IV. Um dos produtos da fotossíntese é o oxigênio (O2), utilizado pelas plantas que o produzem e por outros organismos vivos.
Assinale a alternativa correta.
Com base nos conhecimentos sobre os temas, considere as afirmativas a seguir.
I. A Conferência de Estocolmo foi realizada no ano de 1972 sendo a primeira conferência ambiental no mundo e na qual foi elaborada a “Declaração de Estocolmo”, com o objetivo de diminuir os impactos ambientais negativos de modo a atingir o desejado desenvolvimento sustentável.
II. A ECO 92 apresentou como resultado o relatório conhecido como “Relatório de Brundtland”, no qual os especialistas afirmaram que o foco das discussões deixaria de ser a poluição, passando a ser as mudanças climáticas e a perda da biodiversidade.
III. O Acordo de Paris ocorreu em 2017, sendo firmado pelos países desenvolvidos. Teve como resultado o documento “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, no qual foram delineados 15 grandes objetivos a fim de contribuir para atingir a Agenda 2030 no Brasil.
IV. A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvi mento Sustentável, mais conhecida como Rio+20, marcou os 20 anos da realização da Rio 92. O resultado foi o documento “O Futuro que queremos”, com metas a serem atingidas visando ao desenvolvimento sustentável para as duas décadas seguintes.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto e a charge a seguir.
Traços da origem antropomórfica dos sistemas de contagem podem ser encontrados em inúmeras línguas. Na República Centro-Africana, por exemplo, “cinco” se diz moro, que também traduz-se como mão.
Adaptado de: The Universal History of Numbers. (Georges Ifrah, ed. Wiley, 2000, pp. 21-22)

Adaptado de: Getty Images
Um matemático observa o encontro retratado na charge
e nota que o alienígena escreve sua contagem de
modo diferente dos humanos, utilizando apenas 4 símbolos em vez dos 10 algarismos comumente utiliza
dos por nós. Com seu conhecimento, o matemático
formula um mecanismo que traduz a escrita da contagem alienígena para a do humano. Ele considera A =
o conjunto formado pelos símbolos alienígenas e f : A → {0,1,2,3} a função que atribui, a cada símbolo, os valores f
= 0, f
= 1,f
= 2 e f
= 3. A partir daí, o matemático constrói a
função g que traduz um número formado por dois símbolos alienígenas em um inteiro, através da função g : A x A →
dada por g (x,y) = 4.f (x) + f (y). Por exemplo, se o alienígena escreve
, o matemático traduz em g
= 4 . f
+ f
= 4 .1 + 1= 5.
Com base no texto, na charge e no mecanismo construído pelo matemático, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o elemento do domínio da função g cuja imagem é 4.
Leia o texto a seguir.
A Arte apresenta mensagens e sensações. [...] A arte está em todos os lugares, cada um pode criar a sua. Ela faz parte da vida, e a sentimos ao ver, ouvir, cantar, dançar, encenar...
UTARI, Solange; KATER, Carlos; FISCHER, Bruno; FERRARI, Pascoal. Por toda a parte. São Paulo: FTD, 2017.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Arte, relacione as linguagens, na coluna da esquerda, com seus respectivos conceitos, na coluna da direita.
(I) Música
(II) Artes Visuais
(III) Dança
(IV) Teatro
(A) Experiência artística multissensorial que cria diferentes tempos, espaços e sujeitos, envolvendo a si próprio e o coletivo, em encontros com o outro por meio de ações verbais, não verbais, físicas e do texto.
(B) Prática artística constituída pelo pensamento e sentimento do corpo, mediante a articulação dos processos cognitivos e das experiências sensíveis implicados no movimento.
(C) A ampliação e a produção dos conhecimentos passam pela percepção, experimentação, reprodução, manipulação e criação de materiais sonoros, fundamentais para sua inserção e participação crítica na sociedade.
(D) Processos, produtos artísticos e culturais, nos diversos contextos históricos, tendo a expressão como elemento de comunicação, utilizando a forma, a linha e o espaço na composição da imagem em suas múltiplas possibilidades.
Assinale a alternativa que contém a associação correta.
Leia o texto a seguir.
Foi então que uns brancos muito legais convidaram a gente para uma festa deles, dizendo que era pra gente também. Negócio de livro sobre a gente. [...] Chamaram até pra sentar na mesa onde eles tavam sentados, fazendo discurso bonito, dizendo que a gente era oprimido, discriminado, explorado [...] E a gente foi sentar lá na mesa. Só que tava tão cheia que não deu pra gente sentar junto com eles. [...] Eles tavam tão ocupados, ensinando um monte de coisa pro crioléu da plateia, que nem repararam que se apertasse um pouco até dava pra abrir um espaçozinho e todo mundo sentar junto na mesa. Mas a festa foram eles que fizeram, e a gente não podia bagunçar com essa de chega pra cá, chega pra lá. [...] Onde já se viu? Se eles sabiam da gente mais do que a gente mesmo? Se tavam ali, na maior boa vontade, ensinando uma porção de coisa pra gente da gente?
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar. Kindle ed.
Lélia Gonzalez escreve este ensaio no que ela denomina pretuguês, que seria uma africanização da língua portuguesa brasileira e meio de resistência pela fala, para denunciar a violência epistemológica decorrente da colonização. Essa crítica envolve o modo como construímos conheci mento do mundo social, a relação de poder entre diferentes formas de conhecimento e a relação entre sujeito e objeto do conhecimento.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre epistemologias e teorias sociais, assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
O que é a técnica do Ponto de Fuga? É o conheci mento de como representar a tridimensionalidade em um plano, por meio de uma referência no horizonte para fazer as linhas e construir a percepção de profundidade.

Adaptado de: vivadecora.com.br
Uma geômetra deseja estudar a obra Supermarket, de Richard Estes, que gera percepção visual de profundidade. Para este fim, utiliza duas retas perpendiculares x e y graduadas, de modo a estabelecer um sistema de coordenadas cartesianas, cuja origem O coincide com o canto inferior esquerdo da obra. Seja P o ponto em que as retas r e s se cruzam, conforme diagrama a seguir.
Admitindo que a reta r tem equação 16y = 3x+80, que a reta s passa pelo ponto Q =
e sabendo que tan
,assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as coordenadas do ponto P.
Analise as imagens a seguir.

Obra 1

Obra 2
Com base nos elementos presentes nas obras e nos conhecimentos sobre os períodos artísticos, considere as afirmativas a seguir.
I. A obra 1 é renascentista, com a representação da realidade, tendo o homem como centro.
II. A obra 1 é hiper-realista, com detalhamento e ênfase na luz e sombra para a representação do volume.
III. A obra 2 é renascentista e nela, se as laterais fossem espelhos planos cujo ângulo formado entre eles fosse de 30°, qualquer objeto colocado no centro da obra formaria infinitas imagens.
IV. A obra 2 é hiper-realista, com um alto nível de experimentação e detalhamento da obra.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
Não há, pois, dúvida alguma de que sou, se ele me engana; e, por mais que me engane, não poderá jamais fazer com que eu nada seja, enquanto eu pensar ser alguma coisa. De sorte que, após ter pensado bastante nisso e ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, eu sou, eu existo, é necessariamente verdadeira todas as vezes que a enuncio ou que a concebo em meu espírito.
DESCARTES, René. Meditações. Tra. de J. Guinsburg e Bento
Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, 1996. p. 267.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Descartes, assinale a alternativa correta.
Leia o texto e analise a imagem a seguir.
Uma resposta para os que creem na “Terra Plana” é o argumento grego, vigente há 2.500 anos, que se baseia na sombra projetada pela Terra na Lua durante um eclipse lunar.
Adaptado de: emais.estadao.com.br

Adaptado de: tribunapr.uol.com.br
Uma geômetra analisa a fotografia de um eclipse lunar e faz
um esboço idealizado da imagem que observa. Para tanto, e
utilizando seus conhecimentos matemáticos, constrói uma
circunferência C1 de centro O e raio r > 0. Em seguida,
toma o diâmetro
e um ponto A na circunferência, de
modo que o ângulo
é reto. A partir daí, ela constrói
uma circunferência C2 de centro A e raio
. Por fim, sombreia uma região do esboço, conforme a figura a seguir.

Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a área da região sombreada no esboço pela geômetra.
Leia o texto a seguir.
Por isso, para o arredondar, como que por meio de um torno, deu-lhe uma forma esférica, cujo centro está à mesma distância de todos os pontos do extremo envolvente– e de todas as figuras é essa a mais perfeita e semelhante a si própria [...]. Então, pensou em construir uma imagem móvel da eternidade, e, quando ordenou o céu, construiu, a partir da eternidade que permanece uma unidade, uma imagem eterna que avança de acordo com o número; é aquilo a que chamamos tempo.
PLATÃO, Timeu 33b e 37e. In Timeu- Crítias. Tradução, introdução, notas e índices de Rodolfo Lopes. Coimbra: CECH/FCT, 2011. p. 102 e p. 109.

Modelo de cosmo pitagórico, adotado por Platão.
aulasdefisica.com
No texto, Platão descreve a ação do Demiurgo, divindade responsável pelo surgimento do cosmo/universo e do tempo.
Com base na figura, no texto e nos conhecimentos sobre Platão, considere as afirmativas a seguir.
I. O tempo, para Platão, é incriado, sendo o cosmo geométrico e a Terra, achatada.
II. O modelo de universo de Platão é esférico, por ser considerado o mais belo e perfeito.
III. O universo, para Platão, tem como modelo aquilo que é eterno e perfeito: as ideias ou formas.
IV. O tempo surge junto com o cosmo, como imagem, em movimento, da eternidade.
Assinale a alternativa correta.
= 21, assinale
a alternativa que apresenta, correta e aproximadamente,
quanto tempo, em anos, Daniel passou fora da Terra do
ponto de vista de uma pessoa que ficou na Terra e do ponto
de vista dele, respectivamente. Dado: c = 3.108 m/s
A partir das imagens e dos conhecimentos sobre os períodos da História da Arte, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) O tempo suscita o derreter do relógio na obra de Salvador Dalí, na união de várias correntes artísticas, estando a arte atrelada às vontades da Igreja, da sociedade e do governo. O artista exercia seu papel sem autonomia e simbologia nas relações do tempo e espaço.
( ) A consciência do tempo era uma das regras na Idade Média, e o artista representou figuras mais próximas da realidade, que reafirmaram a primazia do conhecimento sobre a natureza e sua relação com o homem, distanciando-o das influências do poder da igreja.
( ) O relógio, na obra de Daniel Arsham, usa a parede para “congelar o tempo”; essa obra apresenta diferentes materiais e sua composição traz subjetividade, abstração e reflexão, desvinculada dos padrões preestabelecidos, com uma liberdade artística.
( ) A ideia de tempo na Idade Média tinha como base as regras da Igreja; as relações entre espaço e tempo estavam presentes também nas manifestações artísticas nos templos, com o objetivo de ligar a humanidade ao sagrado e sua proximidade com Deus.
( ) A obra “Persistência da Memória” apresenta uma diferente forma de ver o tempo na relação entre a temporalidade e a memória carregada de simbologia, rom pendo com a formalidade, para além do real, buscando a expressão do pensamento ligada ao inconsciente.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Leia o texto a seguir.
O mito opõe-se ao logos, como a fantasia opõe-se à razão e a palavra que relata à que demonstra. Logos e mythos são as duas metades da linguagem, duas funções igualmente fundamentais da vida do espírito. O logos, sendo um raciocínio, pretende convencer; ele provoca em quem ouve a necessidade de fazer um julgamento. O logos é verdadeiro se for correto e conforme à “lógica”; é falso se dissimular algum embuste secreto (um “sofisma”). Mas o “mito” não tem outro fim senão ele mesmo. Quer se acredite nele ou não, ao bel-prazer, por um ato de fé, quer seja considerado “belo” ou verossímil, ou simplesmente porque se deseja acreditar nele. O mito se vê, assim, atraindo a sua volta toda a parte irracional do pensamento humano: ele é, pela própria natureza, aparentado da arte em todas as suas criações.
GRIMAL, Pierre. Mitologia Grega. Trad. de Rejane Janowitzer. Porto Alegre, RS: L&PM, 2013. p. 8.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o surgi mento da Filosofia na Grécia Antiga, assinale a alternativa correta.
Com base nos conhecimentos sobre compostos de carbono, associe as estruturas químicas dos fármacos com suas respectivas funções orgânicas.

(I)
(II) 
(III)
(IV) Funções orgânicas:
(A) Cetona e amina.
(B) Amida e fenol.
(C) Ácido carboxílico e amina.
(D) Éster e ácido carboxílico.
Assinale a alternativa que contém a associação correta.
Analise a imagem e leia o texto seguir.

A Reencarnação do bandeirante no ventre vermelho, 2016.
Óleo sobre tela e dois monitores de TV 22” e 32”, animação em stop motion,
260 x 360 cm (políptico)
A prática de Thiago Martins de Melo recorre à memória cultural, por um meio dotado de historicidade como a pintura e reinventa, na contemporaneidade, personagens históricas, populações culturalmente diversas e entidades espirituais brasileiras, camponesas, míticas, indígenas e negras. Em A Reencarnação do bandeirante no ventre vermelho, lança mão de recursos diversos como monitores de tv, exibindo animações em stop motion e óleo sobre tela e em quatro quadrantes, o que configura um políptico. Segundo o artista: “Não vejo sentido em colocar uma imagem no mundo se não for para abrir uma ferida no tecido artificial da cultura”.
Adaptado de: premiopipa.com
FARKAS, Solange. Thiago Martins de Melo (2019).
thiagomartinsdemelo.com.br
Com base na imagem, no texto e nos conhecimentos sobre pintura, novas mídias e a relação entre obra e contexto, é correto afirmar que
Leia o texto a seguir.
Dos 287.166 partos realizados por meio de planos de saúde privados em 2019, no Brasil, 84,76% foram por cesariana e dessas, 56,71% foram realizadas antes do início do trabalho de parto. Em 2018, um estudo publicado na revista científica Lancet comparou a taxa de cesáreas em diferentes países. O Brasil ficou atrás apenas da República Dominicana. Em 2019, no Brasil, as cesáreas, realiza das nos serviços privados e públicos, representavam 55,5% do total de partos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que não são verificados benefícios para a saúde de mães e bebês quando as taxas de cesarianas são superiores a 10%.
Adaptado: RODRIGUES, Leo. Cesáreas respondem por 84% dos partos realizados por planos em 2019. Agência Brasil, 11/08/2021. agenciabrasil.ebc.com.br
As novas práticas de parto e nascimento envolvem mudanças nas formas de conhecimento que têm produzido a medicalização desses processos. No Brasil, um dos resultados é a alta taxa de cesarianas.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a relação entre conhecimento tradicional e conhecimento científico e sobre partos no Brasil, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) A medicalização mudou a interpretação sobre a natureza do parto e dos corpos das mulheres, e o parto tornou-se um evento cercado por cuidados médicos e intervenções tecnológicas e medicamentosas.
( ) O processo de medicalização do parto aconteceu impulsionado pela riqueza dos saberes tradicionais de parteiras, cujas práticas foram incorporadas e modernizadas com a adoção dos ambientes e equipamentos hospitalares.
( ) Em 2019, menos de 50% dos partos realizados por meio de planos de saúde privados ocorreram por cesáreas que foram realizadas antes do início do trabalho de parto.
( ) As altas taxas de cesarianas no Brasil foram cruciais ao contribuir para que o país alcançasse, com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a meta internacional de redução da taxa de mortalidade materna, sendo esta taxa menor na Região Norte.
( ) Em 2019 no Brasil, a cada 200 partos realizados nos serviços privados e públicos, pelo menos 120 foram cesarianas.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Com base na figura e nos conhecimentos sobre osmose, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Após a adição de NaC
no lado A do tubo, há passagem do solvente do lado B para o lado A através da
membrana semipermeável, processo este chamado de
osmose. ( ) Após adição de NaC
, a pressão externa exercida no
lado B do tubo para manter o líquido no mesmo nível
em ambos os lados do tubo, deve ser maior que a pressão osmótica. ( ) A pressão osmótica de uma solução 0,010 mol L -1 de NaC
a 298 K adicionada no lado A do tubo é relativamente maior que a de uma solução de C6H12O6 (glicose) na mesma concentração e temperatura. ( ) A pressão osmótica é uma propriedade coligativa, pois depende da concentração total de soluto dissolvido em solvente.
( ) Se uma solução possui menor pressão osmótica, ela é hipertônica em relação a uma solução mais concentrada.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

- Jaider Esbell em performance na exposição “Apresentação: Ruku” na Galeria Millan, em São Paulo. 2021. Foto: Renata Chebel / Galeria Millan.
Disponível em: artebrasileiros.com.br; 2- A descida da pajé Jenipapo do reino das medicinas– Jaider Esbell (2021), acrílica e posca sobre tela, 111 x 160 cm.
Disponível em: premiopipa.com; 3- Esquema do fruto de jenipapo.
Falecido recentemente, Jaider Esbell (1979-2021), artista e curador indígena da etnia Makuxi, assumiu um papel central para a consolidação da Arte Indígena Contemporânea no Brasil. Meses antes de sua morte, expôs cerca de 60 obras, em uma produção que combinou pintura, escrita, desenho, instalação e performance para entrelaçar discussões entre cosmologias, narrativas míticas originárias, espiritualidade, críticas à cultura hegemônica e preocupações socioambientais. A exposição buscou ser mais do que uma introdução aos saberes dos povos originários, configurando-se como um convite para o diálogo e para uma nova forma de enxergar o mundo. Esbell debruçou-se sobre as visões em torno da árvore-pajé, Jenipapo ou Ruku, da qual se produz a tinta natural aplicada por povos indígenas em pinturas corporais e utilizada em cerimônias rituais. De coloração azul escuro, a tinta é extraída do mesocarpo e endocarpo de frutos verdes. O jenipapo é um angiosperma funcionalmente dioico que pertence à família Rubiaceae, caracterizado por apresentar fruto tipo indeiscente, cor amarelo-alaranjado, com epicarpo pardo e aroma intenso. O conhecimento dos organismos quanto à morfossistemática biológica moderna enfatiza as relações filogenéticas das espécies, diferente da classificação dos povos tradicionais, que agrupam as espécies com base em seus usos e propriedades.
Adaptado de: galeriamillan.com.br

- Jaider Esbell em performance na exposição “Apresentação: Ruku” na Galeria Millan, em São Paulo. 2021. Foto: Renata Chebel / Galeria Millan.
Disponível em: artebrasileiros.com.br; 2- A descida da pajé Jenipapo do reino das medicinas– Jaider Esbell (2021), acrílica e posca sobre tela, 111 x 160 cm.
Disponível em: premiopipa.com; 3- Esquema do fruto de jenipapo.
Falecido recentemente, Jaider Esbell (1979-2021), artista e curador indígena da etnia Makuxi, assumiu um papel central para a consolidação da Arte Indígena Contemporânea no Brasil. Meses antes de sua morte, expôs cerca de 60 obras, em uma produção que combinou pintura, escrita, desenho, instalação e performance para entrelaçar discussões entre cosmologias, narrativas míticas originárias, espiritualidade, críticas à cultura hegemônica e preocupações socioambientais. A exposição buscou ser mais do que uma introdução aos saberes dos povos originários, configurando-se como um convite para o diálogo e para uma nova forma de enxergar o mundo. Esbell debruçou-se sobre as visões em torno da árvore-pajé, Jenipapo ou Ruku, da qual se produz a tinta natural aplicada por povos indígenas em pinturas corporais e utilizada em cerimônias rituais. De coloração azul escuro, a tinta é extraída do mesocarpo e endocarpo de frutos verdes. O jenipapo é um angiosperma funcionalmente dioico que pertence à família Rubiaceae, caracterizado por apresentar fruto tipo indeiscente, cor amarelo-alaranjado, com epicarpo pardo e aroma intenso. O conhecimento dos organismos quanto à morfossistemática biológica moderna enfatiza as relações filogenéticas das espécies, diferente da classificação dos povos tradicionais, que agrupam as espécies com base em seus usos e propriedades.
Adaptado de: galeriamillan.com.br
Com base nos conhecimentos sobre morfossistemática vegetal e filogenia, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) O grupo dos angiospermas é caracterizado pela ausência de estrutura protetora das sementes.
( ) As criptógamas, grupo ao qual pertence o jenipapo, são caracterizadas pela presença de vasos condutores de seiva.
( ) Em termos filogenéticos, é viável pesquisar plantas da mesma família do jenipapo em busca de compostos medicinais semelhantes aos produzidos por esta planta.
( ) Como os organismos são agrupados com base em seu parentesco, todas as espécies do gênero Genipa pertencem à família Rubiaceae.
( ) As fanerógamas agrupam Gimnospermas e Angiospermas, caracterizadas pela presença de sementes.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

- Jaider Esbell em performance na exposição “Apresentação: Ruku” na Galeria Millan, em São Paulo. 2021. Foto: Renata Chebel / Galeria Millan.
Disponível em: artebrasileiros.com.br; 2- A descida da pajé Jenipapo do reino das medicinas– Jaider Esbell (2021), acrílica e posca sobre tela, 111 x 160 cm.
Disponível em: premiopipa.com; 3- Esquema do fruto de jenipapo.
Falecido recentemente, Jaider Esbell (1979-2021), artista e curador indígena da etnia Makuxi, assumiu um papel central para a consolidação da Arte Indígena Contemporânea no Brasil. Meses antes de sua morte, expôs cerca de 60 obras, em uma produção que combinou pintura, escrita, desenho, instalação e performance para entrelaçar discussões entre cosmologias, narrativas míticas originárias, espiritualidade, críticas à cultura hegemônica e preocupações socioambientais. A exposição buscou ser mais do que uma introdução aos saberes dos povos originários, configurando-se como um convite para o diálogo e para uma nova forma de enxergar o mundo. Esbell debruçou-se sobre as visões em torno da árvore-pajé, Jenipapo ou Ruku, da qual se produz a tinta natural aplicada por povos indígenas em pinturas corporais e utilizada em cerimônias rituais. De coloração azul escuro, a tinta é extraída do mesocarpo e endocarpo de frutos verdes. O jenipapo é um angiosperma funcionalmente dioico que pertence à família Rubiaceae, caracterizado por apresentar fruto tipo indeiscente, cor amarelo-alaranjado, com epicarpo pardo e aroma intenso. O conhecimento dos organismos quanto à morfossistemática biológica moderna enfatiza as relações filogenéticas das espécies, diferente da classificação dos povos tradicionais, que agrupam as espécies com base em seus usos e propriedades.
Adaptado de: galeriamillan.com.br