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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112861 Geografia
    Atualmente, mais de dois bilhões de habitantes de todo o planeta — cerca de 25% da população global — não têm um endereço oficial, ou têm um endereço muito difícil de encontrar. O Google decidiu ajudar a enfrentar esse desafio e criou os Plus Codes. Eles são endereços digitais simples e fáceis de usar. Com um Plus Code é possível encontrar qualquer lugar — de uma casa numa zona rural distante a um pequeno comércio escondido numa rua sem nome.
(https://brasil.googleblog.com. Adaptado.)
A solução ao endereçamento apresentada no excerto tem como base
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112860 Sociologia

Examine a imagem.


Fast fashion: “moda rápida” 

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Considerando a imagem, sabe-se que o modelo capitalista e a água consumida pela “moda rápida” expressam, respectivamente,

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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112859 Geografia

Analise o gráfico.

Imagem associada para resolução da questão


Divididos entre a parte sólida e os poros, os quatro elementos destacados no gráfico caracterizam

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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112858 Geografia
Podemos extrair da expressão “guerra fiscal” a disputa praticada pelos entes federativos, por meio de ações concorrenciais extremas e não cooperativas no que diz respeito à gestão de suas políticas públicas, de modo a favorecer empresas interessadas em investir ou transferir investimentos para suas bases territoriais. Na “guerra fiscal”, os entes federativos concedem benefícios fiscais, financeiros e de infraestrutura às empresas.
(https://ipojur.com.br. Adaptado.)
Considerando o excerto, a expressão “guerra fiscal” estimula
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112857 Português
Analise o mapa e leia o excerto. Imagem associada para resolução da questão
Hoje, eles formam uma comunidade unida por raça, cultura e linguagem, ainda que não tenham um dialeto padrão. Eles têm diversas religiões e credos, mas a maioria é muçulmana sunita.
(www.bbc.com. Adaptado.)
A área destacada no mapa e as características apresentadas no excerto correspondem
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112856 História
Leia o trecho da canção “Alegria Alegria”, de Caetano Veloso.
[...] o sol se reparte em crimes espaçonaves guerrilhas em cardinales bonitas eu vou
em caras de presidentes em grandes beijos de amor em dentes pernas bandeiras bomba e brigitte bardot
o sol nas bancas de revistas me enche de alegria e preguiça quem lê tanta notícia eu vou
ela pensa em casamento e eu nunca mais fui à escola sem lenço e sem documento eu vou
eu tomo uma coca-cola ela pensa em casamento uma canção me consola eu vou
por entre fotos e nomes sem livros e sem fuzil sem fome sem telefone no coração do brasil [...]
(Heloísa B. de Hollanda e Marcos A. Gonçalves. Cultura e participação nos anos 60, 1987.)
Ao representar o período em que foi composta, essa canção de 1967 apresenta
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112855 História
    Durante o governo Campos Salles (1898-1902) [...] foi adotada a “política dos governadores”. Sob essa orientação, os governos das províncias ganharam ampla autonomia.
(Isabel Lustosa. A História do Brasil explicada aos meus filhos, 2012.)
A política dos governadores implicou
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112854 História
    Nessa primeira metade do século [XIX], as atividades urbanas haviam perdido qualquer vínculo com o tempo da natureza; de há muito se encontram subordinadas ao tempo abstrato, ao dia implacavelmente dividido em 24 horas.
(Maria Stella Martins Bresciani. Londres e Paris no século XIX: o espetáculo da pobreza, 1982.)
A mudança assinalada no excerto associa-se
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112853 História
Numa primeira aproximação, o sistema colonial apresenta-se-nos como o conjunto das relações entre as metrópoles e suas respectivas colônias, num dado período da história da colonização.
(Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808), 2019.)
O “conjunto das relações” mencionado no excerto abrangia
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112852 História
Como a maior parte das comunidades tradicionais africanas eram sociedades ágrafas, a palavra falada era uma das formas que homens e mulheres tinham de se conectar com o mundo divino e sobrenatural, era o elo entre o passado, o presente e o futuro.
(Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.)
Ao abordar aspectos das sociedades africanas antigas, o excerto destaca
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112851 Inglês

Read the advertisement.

Imagem associada para resolução da questão


The advertisement uses text and the image of two women astronauts in spacesuits to suggest that both the bath oil “Skin-So-Soft” and the suit

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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112850 Inglês
Read the text to answer question

    In the late 1960s, following the Apollo 11 Moon landings, the three astronauts were waiting to be picked up inside their capsule floating in the Pacific Ocean — and they were hot and uncomfortable. NASA officials decided to make things more pleasant for their three national heroes. The downside? There was a small possibility of unleashing deadly alien microbes on Earth.
    When humanity first made plans to send probes and people into space in the mid-20th Century, the issue of contamination came up. Firstly, there was the fear of “forward” contamination — the possibility that Earth-based life might accidentally hitch a ride into the cosmos. Spacecraft needed to be sterilised and carefully packaged before launch. If microbes silently moved onboard, it would confuse any attempts to detect alien life. And if there were extra-terrestrial organisms out there, we might end up inadvertently killing them with Earth-based bacteria or viruses. These concerns matter just as much today as they did back in the Space Race era.
   A second concern was “back” contamination. This was the idea that astronauts, rockets or probes returning to Earth might bring back life that could prove catastrophic, either by consuming all our oxygen or outcompeting Earth organisms. What if the astronauts brought back something dangerous? At the time, the probability was not considered high, but still, the scenario had to be explored. “Maybe it’s sure to 99% that Apollo 11 will not bring back lunar organisms,” said one influential scientist at the time, “but even that 1% of uncertainty is too large to be complacent about.”
    NASA put several quarantine measures in place — in some cases, a little reluctantly. Concerned officials from the US Public Health Service argued for stricter measures than initially planned, pointing out that they had the power to refuse border entry to contaminated astronauts. NASA then agreed to install a costly quarantine facility on the ship that would pick up the men from their splashdown in the Pacific Ocean. It was also agreed that the lunar explorers would then spend three weeks in isolation before they could hug their families or shake the hand of the president.

(Richard Fisher. www.bbc.com, 18.02.2021. Adapted.)
According to the third and fourth paragraphs, the disputes over the potential risks posed by the return of Apollo 11 from outer space were eventually settled as follows:
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112849 Inglês
Read the text to answer question

    In the late 1960s, following the Apollo 11 Moon landings, the three astronauts were waiting to be picked up inside their capsule floating in the Pacific Ocean — and they were hot and uncomfortable. NASA officials decided to make things more pleasant for their three national heroes. The downside? There was a small possibility of unleashing deadly alien microbes on Earth.
    When humanity first made plans to send probes and people into space in the mid-20th Century, the issue of contamination came up. Firstly, there was the fear of “forward” contamination — the possibility that Earth-based life might accidentally hitch a ride into the cosmos. Spacecraft needed to be sterilised and carefully packaged before launch. If microbes silently moved onboard, it would confuse any attempts to detect alien life. And if there were extra-terrestrial organisms out there, we might end up inadvertently killing them with Earth-based bacteria or viruses. These concerns matter just as much today as they did back in the Space Race era.
   A second concern was “back” contamination. This was the idea that astronauts, rockets or probes returning to Earth might bring back life that could prove catastrophic, either by consuming all our oxygen or outcompeting Earth organisms. What if the astronauts brought back something dangerous? At the time, the probability was not considered high, but still, the scenario had to be explored. “Maybe it’s sure to 99% that Apollo 11 will not bring back lunar organisms,” said one influential scientist at the time, “but even that 1% of uncertainty is too large to be complacent about.”
    NASA put several quarantine measures in place — in some cases, a little reluctantly. Concerned officials from the US Public Health Service argued for stricter measures than initially planned, pointing out that they had the power to refuse border entry to contaminated astronauts. NASA then agreed to install a costly quarantine facility on the ship that would pick up the men from their splashdown in the Pacific Ocean. It was also agreed that the lunar explorers would then spend three weeks in isolation before they could hug their families or shake the hand of the president.

(Richard Fisher. www.bbc.com, 18.02.2021. Adapted.)
In the second paragraph, “‘forward’ contamination” is explained as contamination which
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112848 Inglês
Read the text to answer question

    In the late 1960s, following the Apollo 11 Moon landings, the three astronauts were waiting to be picked up inside their capsule floating in the Pacific Ocean — and they were hot and uncomfortable. NASA officials decided to make things more pleasant for their three national heroes. The downside? There was a small possibility of unleashing deadly alien microbes on Earth.
    When humanity first made plans to send probes and people into space in the mid-20th Century, the issue of contamination came up. Firstly, there was the fear of “forward” contamination — the possibility that Earth-based life might accidentally hitch a ride into the cosmos. Spacecraft needed to be sterilised and carefully packaged before launch. If microbes silently moved onboard, it would confuse any attempts to detect alien life. And if there were extra-terrestrial organisms out there, we might end up inadvertently killing them with Earth-based bacteria or viruses. These concerns matter just as much today as they did back in the Space Race era.
   A second concern was “back” contamination. This was the idea that astronauts, rockets or probes returning to Earth might bring back life that could prove catastrophic, either by consuming all our oxygen or outcompeting Earth organisms. What if the astronauts brought back something dangerous? At the time, the probability was not considered high, but still, the scenario had to be explored. “Maybe it’s sure to 99% that Apollo 11 will not bring back lunar organisms,” said one influential scientist at the time, “but even that 1% of uncertainty is too large to be complacent about.”
    NASA put several quarantine measures in place — in some cases, a little reluctantly. Concerned officials from the US Public Health Service argued for stricter measures than initially planned, pointing out that they had the power to refuse border entry to contaminated astronauts. NASA then agreed to install a costly quarantine facility on the ship that would pick up the men from their splashdown in the Pacific Ocean. It was also agreed that the lunar explorers would then spend three weeks in isolation before they could hug their families or shake the hand of the president.

(Richard Fisher. www.bbc.com, 18.02.2021. Adapted.)
The first paragraph mentions
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112847 Inglês
Read the text to answer question

    In the late 1960s, following the Apollo 11 Moon landings, the three astronauts were waiting to be picked up inside their capsule floating in the Pacific Ocean — and they were hot and uncomfortable. NASA officials decided to make things more pleasant for their three national heroes. The downside? There was a small possibility of unleashing deadly alien microbes on Earth.
    When humanity first made plans to send probes and people into space in the mid-20th Century, the issue of contamination came up. Firstly, there was the fear of “forward” contamination — the possibility that Earth-based life might accidentally hitch a ride into the cosmos. Spacecraft needed to be sterilised and carefully packaged before launch. If microbes silently moved onboard, it would confuse any attempts to detect alien life. And if there were extra-terrestrial organisms out there, we might end up inadvertently killing them with Earth-based bacteria or viruses. These concerns matter just as much today as they did back in the Space Race era.
   A second concern was “back” contamination. This was the idea that astronauts, rockets or probes returning to Earth might bring back life that could prove catastrophic, either by consuming all our oxygen or outcompeting Earth organisms. What if the astronauts brought back something dangerous? At the time, the probability was not considered high, but still, the scenario had to be explored. “Maybe it’s sure to 99% that Apollo 11 will not bring back lunar organisms,” said one influential scientist at the time, “but even that 1% of uncertainty is too large to be complacent about.”
    NASA put several quarantine measures in place — in some cases, a little reluctantly. Concerned officials from the US Public Health Service argued for stricter measures than initially planned, pointing out that they had the power to refuse border entry to contaminated astronauts. NASA then agreed to install a costly quarantine facility on the ship that would pick up the men from their splashdown in the Pacific Ocean. It was also agreed that the lunar explorers would then spend three weeks in isolation before they could hug their families or shake the hand of the president.

(Richard Fisher. www.bbc.com, 18.02.2021. Adapted.)
The text discusses
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112846 Português

Examine a tirinha de Fernando Gonsales, publicada na conta do Instagram “Depósito de Tirinhas”, em 23.04.2020.

Imagem associada para resolução da questão


Para obter seu efeito de humor, a tirinha explora o seguinte recurso expressivo:

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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112845 Literatura
    Essa vanguarda baseia-se na crença na realidade superior das formas específicas de associação, antes negligenciadas, na onipotência dos sonhos e no jogo desinteressado do pensamento. André Breton, seu principal teórico, afirmou que o propósito dessa vanguarda era “resolver a contradição até agora vigente entre sonho e realidade pela criação de uma realidade absoluta, uma supra-realidade.”
(Ian Chilvers (org.). Dicionário Oxford de arte, 2007. Adaptado.)
O texto trata de uma vanguarda que influenciou inúmeros escritores do Modernismo brasileiro, qual seja,
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112844 Português
Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

    Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

    Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
     Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
    — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
    Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
    Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
     — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
    — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
    — Logo esta? — protestei.    
    — As outras estão muito gastas.
    Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

    Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

(Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
“— Vou ver o que posso fazer — prometeu ele.” (8º parágrafo)
Ao se transpor o trecho para o discurso indireto, a locução verbal sublinhada assume a seguinte forma:
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112843 Português
Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

    Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

    Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
     Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
    — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
    Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
    Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
     — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
    — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
    — Logo esta? — protestei.    
    — As outras estão muito gastas.
    Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

    Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

(Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
Para evitar sua repetição, omite-se um substantivo que pode ser facilmente identificado pelo contexto linguístico em:
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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112842 Português
Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

    Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

    Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
     Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
    — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
    Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
    Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
     — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
    — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
    — Logo esta? — protestei.    
    — As outras estão muito gastas.
    Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

    Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

(Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
Em “Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia” (3º parágrafo), a expressão sublinhada tem o sentido de
Alternativas
Respostas
5281: B
5282: B
5283: C
5284: E
5285: D
5286: E
5287: B
5288: D
5289: B
5290: A
5291: C
5292: E
5293: C
5294: A
5295: E
5296: B
5297: B
5298: A
5299: D
5300: C