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Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - Estatística |
Q3624252 Estatística

Considere a seguinte situação:


Uma pesquisa para verificar o nível de satisfação dos alunos do curso tem como objetivo tirar conclusões para todos os alunos matriculados no curso. No entanto, planeja-se aplicar o questionário para uma amostra de alunos do curso que estão presentes em sala, em três dias alternados da segunda semana de aulas.


Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624231 História

Leia o fragmento a seguir:


O futuro desse progresso é caracterizado por dois momentos: por um lado, pela aceleração com que se põe à nossa frente; por outro lado, pelo seu caráter desconhecido. Pois o tempo que se acelera em si mesmo, isto é, a nossa própria história, abrevia os campos da experiência, rouba-lhes sua continuidade, pondo repetidamente em cena mais material desconhecido, de modo que mesmo o presente, frente à complexidade desse conteúdo desconhecido, escapa em direção ao não experimentável. Essa situação começa a se delinear já mesmo antes da Revolução Francesa.


KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2006. p. 36.


A respeito do assunto, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624230 História

Segundo Eric Hobsbawm:


Os liames entre o racismo e o nacionalismo são óbvios. A língua e a “raça” eram facilmente confundidas como no caso dos “arianos” e “semitas”, para indignação de estudiosos escrupulosos como Max Müller, para quem a “raça”, conceito genético, não podia ser inferida da língua, que não era herdada. Além disso há uma evidente analogia entre a insistência dos racistas na pureza racial e nos horrores da miscigenação, e também a insistência de tantas formas de nacionalismo linguístico – a maioria, talvez – sobre a necessidade de purificar a língua nacional de elementos estrangeiros. No século XIX, os ingleses foram bastantes excepcionais em exagerar suas origens híbridas (bretões, anglo-saxões, escandinavos, normandos, escoceses, irlandeses, etc.) e orgulhar-se da mistura filológica de sua língua. Contudo, o que trouxe a “raça” e a “nação” mais perto ainda foi a prática de usá-las como sinônimos possíveis, generalizando, de modo igualmente inexato, o caráter “racial/nacional”, como era então a moda.


HOBSBAWM, Eric J. Nações e Nacionalismo desde 1780. Programa, mito e realidade. Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 2002, p.132.


Levando em consideração as informações apresentadas por Hobsbawm, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624229 Sociologia

No prefácio de “O processo Civilizador”, o filósofo Renato Janine Ribeiro comenta que para o sociólogo alemão Norbert Elias “a moralidade não é um traço natural, nem legado da graça de Deus – ela foi adquirida por um processo de adestramento que terminou fazendo, do homem, um animal interessante, um ser previdente e previsível”. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.


ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Rio de Janeiro: Zahar, 1993. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624228 História

Segundo o historiador da economia Pierre Dayon:


Adam Smith tomou aos fisiocratas a expressão ‘sistema mercantil’, deu-lhe toda a sua significação e converteu-a no símbolo de um sistema de pensamento e de administração, totalmente errôneo e odioso a seus olhos.


DAYON, Pierre. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973.


A respeito dos atuais conhecimentos sobre o Mercantilismo, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624227 História

Segundo Nicolau Sevcenko:


A rebelião juvenil dos anos 60 - catalisada pela resistência obstinada à intervenção norteamericana no Vietnã e pelo repúdio à repressão da Primavera de Praga pelas tropas soviéticas - abriu um campo de representação cultural autônomo, desvinculado da polarização da Guerra Fria. A indignação, o idealismo, a generosidade e a disposição de sacrifício dos jovens, associados às suas mensagens de humanismo, pacifismo e espontaneidade no retorno aos valores da natureza, do corpo e do prazer, da espiritualidade, abalaram o campo político estagnado e os transportaram para o centro do espetáculo. Sua palavra de ordem, "Faça amor, não faça a guerra", seguia a fórmula concisa e lapidar dos slogans publicitários e era acompanhada do símbolo oriental de uma forquilha invertida dentro de um círculo, caracterizando um logotipo, o que demonstra o quanto os jovens se apropriaram de técnicas que regiam o universo das mercadorias.


SEVCENKO, Nicolau. Aceleração tecnológica, mudanças econômicas e desequilíbrios. In: A corrida para o século XXI. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 85.


Levando em consideração o enunciado, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624226 História

Leia o fragmento a seguir:


Na verdade, a política do Ocidente — da URSS às Américas, passando pela Europa — pode ser mais bem entendida não como uma disputa entre Estados, mas como uma guerra civil ideológica internacional. (Como veremos, esta não é a melhor maneira de entender a política da África, da Ásia e do Extremo Oriente, dominados pelo colonialismo — ). E, conforme vimos, as linhas divisórias cruciais nesta guerra civil não foram traçadas entre o capitalismo como tal e a revolução social comunista, mas entre famílias ideológicas: de um lado, os descendentes do Iluminismo do século XVIII e das grandes revoluções, incluindo, claro, a russa; do outro, seus adversários. Em suma, a fronteira passava não entre capitalismo e comunismo, mas entre o que o século XIX teria chamado de "progresso" e a "reação" — só que esses termos já não eram exatamente opostos.


HOBSBAWM, Eric J. A era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995. pp.145-146.


Sobre o contexto analisado pelo autor, assinale a alternativa correta.  

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624225 História
Sobre a Escola dos Annales, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624224 História

Leia o seguinte fragmento:


Afirmou-se várias vezes que a ideologia racial foi uma invenção alemã. Se assim realmente fosse, então o "modo de pensar alemão" teria influenciado uma grande parte do mundo intelectual muito antes que os nazistas se engajassem na malograda tentativa de conquistar o mundo. Pois se o hitlerismo exerceu tão forte atração internacional e intereuropeia durante os anos 30, é porque o racismo, embora promovido a doutrina estatal só na Alemanha, refletia a opinião pública de todos os países. Se a máquina de guerra política dos nazistas já funcionava muito antes de setembro de 1939, quando os tanques alemães iniciaram a sua marcha destruidora invadindo a Polônia, é porque Hitler previa que na guerra política o racismo seria um aliado mais forte na conquista de simpatizantes do que qualquer agente pago ou organização secreta de quinta-colunas.


ARENDT, Hannah. As origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p.188.


Sobre o racismo e suas relações com o imperialismo, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624223 História

Leia o fragmento a seguir:


Para começar, é difícil definir o tema. Quem é “o povo”? Todos, ou apenas quem não é da elite? Neste último caso estaremos empregando uma categoria residual e, como acontece muitas vezes em se tratando dessas categorias, corremos o risco de supor a homogeneidade dos excluídos. Talvez seja melhor seguir o exemplo de vários historiadores e teóricos recentes e pensar as culturas populares no plural, urbana e rural, masculina e feminina, velha e jovem, e assim por diante.


BURKE, Peter. O que é História Cultural? Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008, p. 41.


Considerando o exposto pelo autor a respeito da relação entre povo e cultura, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624222 História

Segundo o historiador inglês E. P. Thompson:


Se retornarmos ao tema da disciplina do trabalho, ou ao das mudanças nos padrões familiares de conduta e lazer e aos valores comunitários durante a industrialização, o campo para o estudo comparativo parece infindável. Basta nos voltarmos para os estudos de Walter Elkan sobre a adaptação ao trabalho em Uganda, ou para a investigação de Beate Salz a respeito do Equador [...], para que paralelos com os séculos XVII e XVIII na Inglaterra e Irlanda saltem das páginas. A familiaridade com os estudos antropológicos de mercados camponeses e tribais — tal como Markets in Africa, de Bohannan e Dalton — impelemnos a revisitar todo o complexo de mercados e feiras da Inglaterra pré-industrial e a vê-lo não só como um nexo econômico, mas também social.


THOMPSON, E. P. As Peculiaridades dos Ingleses In: NEGRO, A. L.; SILVA, S. (orgs). As Peculiaridades dos Ingleses e outros artigos. Campinas: Ed. Unicamp, 2001, p. 194.


Em relação ao tema, assinale a alternativa correta.  

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624221 História
Sobre as divisões por gênero que se davam na cultura grega no período Antigo, é correto afirmar:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624220 História

Leia o fragmento a seguir:


No Magrebe, o século XIV foi um período caracterizado pela existência de uma série de conflitos, e embora para muitos historiadores ocidentais esse período representou a decadência do mundo muçulmano perante os reinos cristãos emergentes no Al - Andalus, Ibn Khaldun se referiu a esse período como um processo de transição: “No momento em que o mundo experimenta uma devastação desse tipo, dir-se-ia que ele vai mudar de natureza, para vir uma nova criação e organizar-se de novo, qual uma continuidade no devir. Portanto, é necessário um historiador que registre o estado atual do mundo e assinale as mudanças ocorridas nos costumes e nas crenças (…) para servir de exemplo e guia para os historiadores do futuro”.


IBN Jaldún. Al-Muqaddimah. Introducción a la historia universal. México: Fondo de Cultura Económica, 1987, p. 136. apud. BISSIO, Beatriz. O mundo falava árabe. A civilização árabe-islâmica clássica através da obra de Ibn Khaldun e Ibn Battuta. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. p. 79-80.


Sobre ibn Khaldun, é correto afirmar: 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624219 História
Acerca do imaginário social durante o período conhecido como Feudalismo, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624218 História

Leia o excerto a seguir:


Organizado de maneira diferente nas zonas rurais e urbanas (como o rosto de Janus) este Estado estava bifurcado. Continha uma dualidade: duas formas de poder sob uma só autoridade hegemônica. O poder urbano falava a língua da sociedade civil e dos direitos civis, o poder rural a da comunidade e da cultura. O poder civil afirmava proteger os direitos, o poder consuetudinário prometia fazer cumprir a tradição. O primeiro organizado sob o princípio de diferenciação para frear a concentração de poder, o segundo em torno ao princípio de fusão para assegurar uma autoridade unitária: Duas caras do mesmo Estado bifurcado.


MAMDANI, M. Ciudadano y Súbdito. África contemporánea y el legado del colonialismo tardío. Ed. Siglo XXI, México, 1996, p. 22.


Considerando o exposto pelo autor e relacionando os conhecimentos que existem sobre a formação do Estado na África, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624217 História
Sobre a instituição familiar no mundo antigo, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624216 História
Em relação aos escritos e aos escritores da Idade Moderna europeia, é correto afirmar que:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624215 História
Sobre as tendências recentes das pesquisas históricas na África, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624214 História

Leia o trecho a seguir:


Muitos desses negociantes, vindos do Mogadixo e de outros pontos da costa de Banadir, ainda que fossem mestiços, tinham ou presumiam ter antepassados persas, gente de Xiraz, e eram chamados, por isso, xirazes. Em breve, com a riqueza que lhes dava o comércio, adquiriram em Quíloa uma situação de predomínio. E, por volta de 1070 ou 1200, um de seus líderes, Ali ibn al-Hassan (ou Al-Hussain), assumiu o poder. Assim poderia ser interpretado o início da Crônica de Quíloa, tanto em sua versão em árabe quanto na que nos deu João de Barros. Em vez de seis navios vindos de Xiraz, com seus príncipes, teríamos um movimento de expansão de grupos sualizados, isto é, racial e culturalmente mestiços, da costa de Banadir para o sul.


COSTA E SILVA, Alberto. A enxada e a lança. A África antes dos portugueses. São Paulo: Edusp, 1992. p. 276.


Considerando o excerto do livro de Alberto Costa e Silva e os conhecimentos adquiridos sobre a cultura swahili (suaili), é correto afirmar que:

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624213 História

Sobre o bandeirantismo na formação de São Paulo, o historiador John Monteiro afirma que:


Mais do que em qualquer outra instância da história do Brasil, as campanhas do Norte mostraram o lado cruelmente destrutivo da política indigenista em zonas de franca expansão econômica. Não recebendo a esperada recompensa em cativos – como ocorrera nas campanhas do sertão da Bahia –, os paulistas tiveram que medir seu êxito em outros termos. Com o fim de ressarcir-se dos prejuízos, as expedições de apresamento dos paulistas nestes sertões logo assumiram o triste caráter de massacres impiedosos.


MONTEIRO, John. Negros da Terra. Índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. p.95.


Sobre o contexto da exploração indígena no século XVII, é correto afirmar que: 

Alternativas
Respostas
4441: C
4442: E
4443: E
4444: C
4445: C
4446: D
4447: E
4448: B
4449: A
4450: D
4451: B
4452: D
4453: A
4454: C
4455: E
4456: B
4457: A
4458: B
4459: D
4460: C