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Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107455 Português
   A IA incorporou-se à ciência, ao sistema financeiro, à segurança, à saúde, à educação, à propaganda e ao entretenimento, na maioria das vezes sem que as pessoas percebessem. A sua regulamentação deveria estabelecer um equilíbrio entre reduzir os riscos de mau uso, evitar a discriminação de grupos minoritários da população e garantir privacidade e transparência aos usuários. Deveria também preservar o espaço da inovação.

S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações). 

Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item. 

As tentativas de regulamentação da Internet e das tecnologias de IA limitam a atuação das empresas e, com isso, o desenvolvimento de novas tecnologias. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107454 Literatura
          O pastor pianista


Soltaram os pianos na planície deserta
 Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
 Eu sou o pastor pianista,
 Vejo ao longe com alegria meus pianos
 Recortarem os vultos monumentais
 Contra a lua.


 Acompanhado pelas rosas migradoras
 Apascento os pianos: gritam
 E transmitem o antigo clamor do homem


 Que reclamando a contemplação,
 Sonha e provoca a harmonia,
 Trabalha mesmo à força,
 E pelo vento nas folhagens,
 Pelos planetas, pelo andar das mulheres,
 Pelo amor e seus contrastes,
 Comunica-se com os deuses. 


Murilo Mendes. O pastor pianista. In: Antonio Candido.
Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 82. 





               Lira 77



 Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
 fui honrado pastor da tua aldeia;
 vestia finas lãs e tinha sempre
 a minha choça do preciso cheia.
 Tiraram-me o casal e o manso gado,
 nem tenho a que me encoste um só cajado.


 (...)


 Ah! minha bela, se a fortuna volta,
 se o bom, que já perdi, alcanço e provo,
 por essas brancas mãos, por essas faces
 te juro renascer um homem novo,
 romper a nuvem que os meus olhos cerra,
 amar no céu a Jove e a ti na terra!


 Fiadas comprarei as ovelhinhas,
 que pagarei dos poucos do meu ganho;
 e dentro em pouco tempo nos veremos
 senhores outra vez de um bom rebanho.
 Para o contágio lhe não dar, sobeja
 que as afague Marília, ou só que as veja.


 Se não tivermos lãs e peles finas,
 podem mui bem cobrir as carnes nossas
 as peles dos cordeiros mal curtidas,
 e os panos feitos com as lãs mais grossas.
 Mas ao menos será o teu vestido
 por mãos de amor, por minhas mãos cosido.


 Nós iremos pescar na quente sesta
 com canas e com cestos os peixinhos;
 nós iremos caçar nas manhãs frias
 com a vara enviscada os passarinhos.
 Para nos divertir faremos quanto
 reputa o varão sábio, honesto e santo.


 Nas noites de serão nos sentaremos
 cos filhos, se os tivermos, à fogueira:
 entre as falsas histórias, que contares,
 lhes contaras a minha, verdadeira.
 Pasmados te ouvirão; eu, entretanto,
 ainda o rosto banharei de pranto.


 Quando passarmos juntos pela rua,
 nos mostrarão co dedo os mais pastores,
 dizendo uns para os outros: — Olha os nossos
 exemplos da desgraça e sãos amores.
 Contentes viveremos desta sorte,
 até que chegue a um dos dois a morte. 


Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: Antonio Candido. Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 20 (com adaptações). 

Assinale a opção correta no item, que é do tipo C.


Os dois textos poéticos em questão


C adotam como eixo compositivo a imagem pastoril, construída, no entanto, de forma inteiramente diversa em cada um deles. 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107453 Português
          O pastor pianista


Soltaram os pianos na planície deserta
 Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
 Eu sou o pastor pianista,
 Vejo ao longe com alegria meus pianos
 Recortarem os vultos monumentais
 Contra a lua.


 Acompanhado pelas rosas migradoras
 Apascento os pianos: gritam
 E transmitem o antigo clamor do homem


 Que reclamando a contemplação,
 Sonha e provoca a harmonia,
 Trabalha mesmo à força,
 E pelo vento nas folhagens,
 Pelos planetas, pelo andar das mulheres,
 Pelo amor e seus contrastes,
 Comunica-se com os deuses. 


Murilo Mendes. O pastor pianista. In: Antonio Candido.
Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 82. 





               Lira 77



 Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
 fui honrado pastor da tua aldeia;
 vestia finas lãs e tinha sempre
 a minha choça do preciso cheia.
 Tiraram-me o casal e o manso gado,
 nem tenho a que me encoste um só cajado.


 (...)


 Ah! minha bela, se a fortuna volta,
 se o bom, que já perdi, alcanço e provo,
 por essas brancas mãos, por essas faces
 te juro renascer um homem novo,
 romper a nuvem que os meus olhos cerra,
 amar no céu a Jove e a ti na terra!


 Fiadas comprarei as ovelhinhas,
 que pagarei dos poucos do meu ganho;
 e dentro em pouco tempo nos veremos
 senhores outra vez de um bom rebanho.
 Para o contágio lhe não dar, sobeja
 que as afague Marília, ou só que as veja.


 Se não tivermos lãs e peles finas,
 podem mui bem cobrir as carnes nossas
 as peles dos cordeiros mal curtidas,
 e os panos feitos com as lãs mais grossas.
 Mas ao menos será o teu vestido
 por mãos de amor, por minhas mãos cosido.


 Nós iremos pescar na quente sesta
 com canas e com cestos os peixinhos;
 nós iremos caçar nas manhãs frias
 com a vara enviscada os passarinhos.
 Para nos divertir faremos quanto
 reputa o varão sábio, honesto e santo.


 Nas noites de serão nos sentaremos
 cos filhos, se os tivermos, à fogueira:
 entre as falsas histórias, que contares,
 lhes contaras a minha, verdadeira.
 Pasmados te ouvirão; eu, entretanto,
 ainda o rosto banharei de pranto.


 Quando passarmos juntos pela rua,
 nos mostrarão co dedo os mais pastores,
 dizendo uns para os outros: — Olha os nossos
 exemplos da desgraça e sãos amores.
 Contentes viveremos desta sorte,
 até que chegue a um dos dois a morte. 


Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: Antonio Candido. Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 20 (com adaptações). 
A partir da leitura dos textos O pastor pianista e Lira 77, apresentados anteriormente, julgue o item.

No trecho da Lira 77, as palavras são empregadas majoritariamente em sentido denotativo, entretanto a linguagem figurada se faz presente no conjunto do poema, pois, sob a pele de homem rústico do sujeito lírico, esconde-se poeticamente o homem civilizado. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107452 Literatura
          O pastor pianista


Soltaram os pianos na planície deserta
 Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
 Eu sou o pastor pianista,
 Vejo ao longe com alegria meus pianos
 Recortarem os vultos monumentais
 Contra a lua.


 Acompanhado pelas rosas migradoras
 Apascento os pianos: gritam
 E transmitem o antigo clamor do homem


 Que reclamando a contemplação,
 Sonha e provoca a harmonia,
 Trabalha mesmo à força,
 E pelo vento nas folhagens,
 Pelos planetas, pelo andar das mulheres,
 Pelo amor e seus contrastes,
 Comunica-se com os deuses. 


Murilo Mendes. O pastor pianista. In: Antonio Candido.
Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 82. 





               Lira 77



 Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
 fui honrado pastor da tua aldeia;
 vestia finas lãs e tinha sempre
 a minha choça do preciso cheia.
 Tiraram-me o casal e o manso gado,
 nem tenho a que me encoste um só cajado.


 (...)


 Ah! minha bela, se a fortuna volta,
 se o bom, que já perdi, alcanço e provo,
 por essas brancas mãos, por essas faces
 te juro renascer um homem novo,
 romper a nuvem que os meus olhos cerra,
 amar no céu a Jove e a ti na terra!


 Fiadas comprarei as ovelhinhas,
 que pagarei dos poucos do meu ganho;
 e dentro em pouco tempo nos veremos
 senhores outra vez de um bom rebanho.
 Para o contágio lhe não dar, sobeja
 que as afague Marília, ou só que as veja.


 Se não tivermos lãs e peles finas,
 podem mui bem cobrir as carnes nossas
 as peles dos cordeiros mal curtidas,
 e os panos feitos com as lãs mais grossas.
 Mas ao menos será o teu vestido
 por mãos de amor, por minhas mãos cosido.


 Nós iremos pescar na quente sesta
 com canas e com cestos os peixinhos;
 nós iremos caçar nas manhãs frias
 com a vara enviscada os passarinhos.
 Para nos divertir faremos quanto
 reputa o varão sábio, honesto e santo.


 Nas noites de serão nos sentaremos
 cos filhos, se os tivermos, à fogueira:
 entre as falsas histórias, que contares,
 lhes contaras a minha, verdadeira.
 Pasmados te ouvirão; eu, entretanto,
 ainda o rosto banharei de pranto.


 Quando passarmos juntos pela rua,
 nos mostrarão co dedo os mais pastores,
 dizendo uns para os outros: — Olha os nossos
 exemplos da desgraça e sãos amores.
 Contentes viveremos desta sorte,
 até que chegue a um dos dois a morte. 


Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: Antonio Candido. Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 20 (com adaptações). 
A partir da leitura dos textos O pastor pianista e Lira 77, apresentados anteriormente, julgue o item.

A terceira estrofe do trecho da Lira 77 apresentado evidencia o distanciamento da realidade promovido pelo bucolismo árcade, que, por descartar os temas prosaicos e nacionais, foi alvo de crítica dos românticos nacionalistas.  
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107451 Literatura
          O pastor pianista


Soltaram os pianos na planície deserta
 Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
 Eu sou o pastor pianista,
 Vejo ao longe com alegria meus pianos
 Recortarem os vultos monumentais
 Contra a lua.


 Acompanhado pelas rosas migradoras
 Apascento os pianos: gritam
 E transmitem o antigo clamor do homem


 Que reclamando a contemplação,
 Sonha e provoca a harmonia,
 Trabalha mesmo à força,
 E pelo vento nas folhagens,
 Pelos planetas, pelo andar das mulheres,
 Pelo amor e seus contrastes,
 Comunica-se com os deuses. 


Murilo Mendes. O pastor pianista. In: Antonio Candido.
Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 82. 





               Lira 77



 Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
 fui honrado pastor da tua aldeia;
 vestia finas lãs e tinha sempre
 a minha choça do preciso cheia.
 Tiraram-me o casal e o manso gado,
 nem tenho a que me encoste um só cajado.


 (...)


 Ah! minha bela, se a fortuna volta,
 se o bom, que já perdi, alcanço e provo,
 por essas brancas mãos, por essas faces
 te juro renascer um homem novo,
 romper a nuvem que os meus olhos cerra,
 amar no céu a Jove e a ti na terra!


 Fiadas comprarei as ovelhinhas,
 que pagarei dos poucos do meu ganho;
 e dentro em pouco tempo nos veremos
 senhores outra vez de um bom rebanho.
 Para o contágio lhe não dar, sobeja
 que as afague Marília, ou só que as veja.


 Se não tivermos lãs e peles finas,
 podem mui bem cobrir as carnes nossas
 as peles dos cordeiros mal curtidas,
 e os panos feitos com as lãs mais grossas.
 Mas ao menos será o teu vestido
 por mãos de amor, por minhas mãos cosido.


 Nós iremos pescar na quente sesta
 com canas e com cestos os peixinhos;
 nós iremos caçar nas manhãs frias
 com a vara enviscada os passarinhos.
 Para nos divertir faremos quanto
 reputa o varão sábio, honesto e santo.


 Nas noites de serão nos sentaremos
 cos filhos, se os tivermos, à fogueira:
 entre as falsas histórias, que contares,
 lhes contaras a minha, verdadeira.
 Pasmados te ouvirão; eu, entretanto,
 ainda o rosto banharei de pranto.


 Quando passarmos juntos pela rua,
 nos mostrarão co dedo os mais pastores,
 dizendo uns para os outros: — Olha os nossos
 exemplos da desgraça e sãos amores.
 Contentes viveremos desta sorte,
 até que chegue a um dos dois a morte. 


Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: Antonio Candido. Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 20 (com adaptações). 
A partir da leitura dos textos O pastor pianista e Lira 77, apresentados anteriormente, julgue o item.

O poema de Murilo Mendes, apesar de escrito após o início da revolução tecnológica, inerente à estética das vanguardas modernistas do dadaísmo e do surrealismo, mostra-se deslocado do seu tempo e enraizado no Arcadismo colonial. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107450 Literatura
          O pastor pianista


Soltaram os pianos na planície deserta
 Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
 Eu sou o pastor pianista,
 Vejo ao longe com alegria meus pianos
 Recortarem os vultos monumentais
 Contra a lua.


 Acompanhado pelas rosas migradoras
 Apascento os pianos: gritam
 E transmitem o antigo clamor do homem


 Que reclamando a contemplação,
 Sonha e provoca a harmonia,
 Trabalha mesmo à força,
 E pelo vento nas folhagens,
 Pelos planetas, pelo andar das mulheres,
 Pelo amor e seus contrastes,
 Comunica-se com os deuses. 


Murilo Mendes. O pastor pianista. In: Antonio Candido.
Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 82. 





               Lira 77



 Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
 fui honrado pastor da tua aldeia;
 vestia finas lãs e tinha sempre
 a minha choça do preciso cheia.
 Tiraram-me o casal e o manso gado,
 nem tenho a que me encoste um só cajado.


 (...)


 Ah! minha bela, se a fortuna volta,
 se o bom, que já perdi, alcanço e provo,
 por essas brancas mãos, por essas faces
 te juro renascer um homem novo,
 romper a nuvem que os meus olhos cerra,
 amar no céu a Jove e a ti na terra!


 Fiadas comprarei as ovelhinhas,
 que pagarei dos poucos do meu ganho;
 e dentro em pouco tempo nos veremos
 senhores outra vez de um bom rebanho.
 Para o contágio lhe não dar, sobeja
 que as afague Marília, ou só que as veja.


 Se não tivermos lãs e peles finas,
 podem mui bem cobrir as carnes nossas
 as peles dos cordeiros mal curtidas,
 e os panos feitos com as lãs mais grossas.
 Mas ao menos será o teu vestido
 por mãos de amor, por minhas mãos cosido.


 Nós iremos pescar na quente sesta
 com canas e com cestos os peixinhos;
 nós iremos caçar nas manhãs frias
 com a vara enviscada os passarinhos.
 Para nos divertir faremos quanto
 reputa o varão sábio, honesto e santo.


 Nas noites de serão nos sentaremos
 cos filhos, se os tivermos, à fogueira:
 entre as falsas histórias, que contares,
 lhes contaras a minha, verdadeira.
 Pasmados te ouvirão; eu, entretanto,
 ainda o rosto banharei de pranto.


 Quando passarmos juntos pela rua,
 nos mostrarão co dedo os mais pastores,
 dizendo uns para os outros: — Olha os nossos
 exemplos da desgraça e sãos amores.
 Contentes viveremos desta sorte,
 até que chegue a um dos dois a morte. 


Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: Antonio Candido. Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 20 (com adaptações). 
A partir da leitura dos textos O pastor pianista e Lira 77, apresentados anteriormente, julgue o item.


O último verso de O pastor pianista expressa uma verdade da poesia que, até o momento, a mais alta tecnologia não pôde produzir: dar forma sensível, a partir da recriação da vida, ao “antigo clamor do homem” (terceiro verso da segunda estrofe). 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107449 Português
        Inteligências artificiais (IA) já foram capazes de vencer o campeão humano de xadrez e de passar em concursos de universidades de ponta, mas são capazes de contar histórias melhor do que nós? Um recente estudo mostrou que não. Pesquisadores espanhóis pediram que o premiado romancista argentino Patricio Pron e o ChatGPT-4 escrevessem histórias curtas sobre os mesmos temas. Em seguida, eles compararam os resultados com base na opinião de centenas de críticos literários. O desafio, que foi chamado de “Pron versus Prompt”, mostrou que as máquinas ainda estão longe de vencer o talento humano quando o assunto é criatividade. Esse exemplo foi trazido pelo acadêmico Edmundo de Souza e Silva durante mesa-redonda na 76.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “São essencialmente máquinas de estatística, com uma capacidade imensa de entender padrões, mas elas estão limitadas à sua base de dados, não vão criar nada”, afirmou o cientista da computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O que está ocorrendo nessa revolução de IA é que as bases de dados se tornaram imensas, para além até da nossa capacidade de curadoria. Aliadas a um poder de processamento cada vez maior, surgiram máquinas com capacidade de dominar a linguagem natural (inglês, português etc.) para muito além do que os especialistas imaginavam ser possível. “Muitos imaginavam que, quando as máquinas dominassem a linguagem natural, elas seriam verdadeiramente inteligentes. Pois bem, está acontecendo”, refletiu o acadêmico Osvaldo Novais Jr., professor de física e especialista em linguística computacional. Por isso, embora ainda longe de dominarem a atividade criativa nas artes, as IA já estão perto de dominar outro ramo da cultura: a ciência. “Creio que estamos nos aproximando de um novo paradigma científico, segundo o qual a própria máquina vai gerar conhecimento. Essa será a maior de todas as revoluções tecnológicas, pois não precisará mais do humano no processo”, afirmou Novais. 


Academia Brasileira de Ciências. Inteligência artificial não faz literatura, mas pode fazer ciência. Internet: <https://www.abc.org.br> (com adaptações). 








       Em A regra do jogo, filme de Jean Renoir, de 1939, a gorda senhora pianista, com as mãos no colo, pode ser vista olhando, embevecida e melancólica, para a autonomia esquelética do teclado, atrás do qual as cordas do piano assumiram o controle total. Essa é uma síntese imagética da obra de arte nesse estágio particular de sua reprodução mecânica, olhando para o seu próprio poder alienado com fascinação mórbida. O pós-moderno, no entanto, alcançou um estágio mais avançado do que esse; ao contrário do deleite do moderno em seus projetos de máquinas que operam maravilhas, seu deleite com o colapso dessas máquinas no ponto crítico está sujeito aos mais graves mal-entendidos se não percebermos que é precisamente assim que a tecnologia pós-moderna consome e celebra a si mesma. 


Fredric Jameson. Pós-modernismo. A lógica cultural do capitalismo tardio.
Trad. Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 1997, p. 383 (com adaptações).
Com base nas informações dos textos precedentes acerca da relação entre tecnologia e arte, bem como na reflexão que o recorte da cena do filme A regra do jogo suscita, julgue o item a seguir.

O texto que enfoca as IA caracteriza-se como informativo e científico, apresentando-se nele declarações de diferentes especialistas; o texto acerca do filme de Jean Renoir caracteriza-se como filosófico e crítico, expondo contradições sobre a temática comum a ambos os textos apresentados.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107448 Português
        Inteligências artificiais (IA) já foram capazes de vencer o campeão humano de xadrez e de passar em concursos de universidades de ponta, mas são capazes de contar histórias melhor do que nós? Um recente estudo mostrou que não. Pesquisadores espanhóis pediram que o premiado romancista argentino Patricio Pron e o ChatGPT-4 escrevessem histórias curtas sobre os mesmos temas. Em seguida, eles compararam os resultados com base na opinião de centenas de críticos literários. O desafio, que foi chamado de “Pron versus Prompt”, mostrou que as máquinas ainda estão longe de vencer o talento humano quando o assunto é criatividade. Esse exemplo foi trazido pelo acadêmico Edmundo de Souza e Silva durante mesa-redonda na 76.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “São essencialmente máquinas de estatística, com uma capacidade imensa de entender padrões, mas elas estão limitadas à sua base de dados, não vão criar nada”, afirmou o cientista da computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O que está ocorrendo nessa revolução de IA é que as bases de dados se tornaram imensas, para além até da nossa capacidade de curadoria. Aliadas a um poder de processamento cada vez maior, surgiram máquinas com capacidade de dominar a linguagem natural (inglês, português etc.) para muito além do que os especialistas imaginavam ser possível. “Muitos imaginavam que, quando as máquinas dominassem a linguagem natural, elas seriam verdadeiramente inteligentes. Pois bem, está acontecendo”, refletiu o acadêmico Osvaldo Novais Jr., professor de física e especialista em linguística computacional. Por isso, embora ainda longe de dominarem a atividade criativa nas artes, as IA já estão perto de dominar outro ramo da cultura: a ciência. “Creio que estamos nos aproximando de um novo paradigma científico, segundo o qual a própria máquina vai gerar conhecimento. Essa será a maior de todas as revoluções tecnológicas, pois não precisará mais do humano no processo”, afirmou Novais. 


Academia Brasileira de Ciências. Inteligência artificial não faz literatura, mas pode fazer ciência. Internet: <https://www.abc.org.br> (com adaptações). 








       Em A regra do jogo, filme de Jean Renoir, de 1939, a gorda senhora pianista, com as mãos no colo, pode ser vista olhando, embevecida e melancólica, para a autonomia esquelética do teclado, atrás do qual as cordas do piano assumiram o controle total. Essa é uma síntese imagética da obra de arte nesse estágio particular de sua reprodução mecânica, olhando para o seu próprio poder alienado com fascinação mórbida. O pós-moderno, no entanto, alcançou um estágio mais avançado do que esse; ao contrário do deleite do moderno em seus projetos de máquinas que operam maravilhas, seu deleite com o colapso dessas máquinas no ponto crítico está sujeito aos mais graves mal-entendidos se não percebermos que é precisamente assim que a tecnologia pós-moderna consome e celebra a si mesma. 


Fredric Jameson. Pós-modernismo. A lógica cultural do capitalismo tardio.
Trad. Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 1997, p. 383 (com adaptações).
Com base nas informações dos textos precedentes acerca da relação entre tecnologia e arte, bem como na reflexão que o recorte da cena do filme A regra do jogo suscita, julgue o item a seguir.


Infere-se do trecho “Essa é uma síntese imagética da obra de arte nesse estágio particular de sua reprodução mecânica, olhando para o seu próprio poder alienado com fascinação mórbida” que a cena do filme A regra do jogo sintetiza a possibilidade de que os seres humanos se vejam alienados de exercer suas potencialidades artísticas diante dos avanços tecnológicos.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107447 Português
        Inteligências artificiais (IA) já foram capazes de vencer o campeão humano de xadrez e de passar em concursos de universidades de ponta, mas são capazes de contar histórias melhor do que nós? Um recente estudo mostrou que não. Pesquisadores espanhóis pediram que o premiado romancista argentino Patricio Pron e o ChatGPT-4 escrevessem histórias curtas sobre os mesmos temas. Em seguida, eles compararam os resultados com base na opinião de centenas de críticos literários. O desafio, que foi chamado de “Pron versus Prompt”, mostrou que as máquinas ainda estão longe de vencer o talento humano quando o assunto é criatividade. Esse exemplo foi trazido pelo acadêmico Edmundo de Souza e Silva durante mesa-redonda na 76.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “São essencialmente máquinas de estatística, com uma capacidade imensa de entender padrões, mas elas estão limitadas à sua base de dados, não vão criar nada”, afirmou o cientista da computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O que está ocorrendo nessa revolução de IA é que as bases de dados se tornaram imensas, para além até da nossa capacidade de curadoria. Aliadas a um poder de processamento cada vez maior, surgiram máquinas com capacidade de dominar a linguagem natural (inglês, português etc.) para muito além do que os especialistas imaginavam ser possível. “Muitos imaginavam que, quando as máquinas dominassem a linguagem natural, elas seriam verdadeiramente inteligentes. Pois bem, está acontecendo”, refletiu o acadêmico Osvaldo Novais Jr., professor de física e especialista em linguística computacional. Por isso, embora ainda longe de dominarem a atividade criativa nas artes, as IA já estão perto de dominar outro ramo da cultura: a ciência. “Creio que estamos nos aproximando de um novo paradigma científico, segundo o qual a própria máquina vai gerar conhecimento. Essa será a maior de todas as revoluções tecnológicas, pois não precisará mais do humano no processo”, afirmou Novais. 


Academia Brasileira de Ciências. Inteligência artificial não faz literatura, mas pode fazer ciência. Internet: <https://www.abc.org.br> (com adaptações). 








       Em A regra do jogo, filme de Jean Renoir, de 1939, a gorda senhora pianista, com as mãos no colo, pode ser vista olhando, embevecida e melancólica, para a autonomia esquelética do teclado, atrás do qual as cordas do piano assumiram o controle total. Essa é uma síntese imagética da obra de arte nesse estágio particular de sua reprodução mecânica, olhando para o seu próprio poder alienado com fascinação mórbida. O pós-moderno, no entanto, alcançou um estágio mais avançado do que esse; ao contrário do deleite do moderno em seus projetos de máquinas que operam maravilhas, seu deleite com o colapso dessas máquinas no ponto crítico está sujeito aos mais graves mal-entendidos se não percebermos que é precisamente assim que a tecnologia pós-moderna consome e celebra a si mesma. 


Fredric Jameson. Pós-modernismo. A lógica cultural do capitalismo tardio.
Trad. Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 1997, p. 383 (com adaptações).
Com base nas informações dos textos precedentes acerca da relação entre tecnologia e arte, bem como na reflexão que o recorte da cena do filme A regra do jogo suscita, julgue o item a seguir.

Em ambos os textos, a relação entre literatura e tecnologia é entendida como uma forma de enriquecimento da cultura humana, uma vez que a tecnologia, enquanto sujeita ao controle de seus criadores, não consegue ameaçar a criatividade do ser humano. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107446 Português
        Inteligências artificiais (IA) já foram capazes de vencer o campeão humano de xadrez e de passar em concursos de universidades de ponta, mas são capazes de contar histórias melhor do que nós? Um recente estudo mostrou que não. Pesquisadores espanhóis pediram que o premiado romancista argentino Patricio Pron e o ChatGPT-4 escrevessem histórias curtas sobre os mesmos temas. Em seguida, eles compararam os resultados com base na opinião de centenas de críticos literários. O desafio, que foi chamado de “Pron versus Prompt”, mostrou que as máquinas ainda estão longe de vencer o talento humano quando o assunto é criatividade. Esse exemplo foi trazido pelo acadêmico Edmundo de Souza e Silva durante mesa-redonda na 76.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “São essencialmente máquinas de estatística, com uma capacidade imensa de entender padrões, mas elas estão limitadas à sua base de dados, não vão criar nada”, afirmou o cientista da computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O que está ocorrendo nessa revolução de IA é que as bases de dados se tornaram imensas, para além até da nossa capacidade de curadoria. Aliadas a um poder de processamento cada vez maior, surgiram máquinas com capacidade de dominar a linguagem natural (inglês, português etc.) para muito além do que os especialistas imaginavam ser possível. “Muitos imaginavam que, quando as máquinas dominassem a linguagem natural, elas seriam verdadeiramente inteligentes. Pois bem, está acontecendo”, refletiu o acadêmico Osvaldo Novais Jr., professor de física e especialista em linguística computacional. Por isso, embora ainda longe de dominarem a atividade criativa nas artes, as IA já estão perto de dominar outro ramo da cultura: a ciência. “Creio que estamos nos aproximando de um novo paradigma científico, segundo o qual a própria máquina vai gerar conhecimento. Essa será a maior de todas as revoluções tecnológicas, pois não precisará mais do humano no processo”, afirmou Novais. 


Academia Brasileira de Ciências. Inteligência artificial não faz literatura, mas pode fazer ciência. Internet: <https://www.abc.org.br> (com adaptações). 








       Em A regra do jogo, filme de Jean Renoir, de 1939, a gorda senhora pianista, com as mãos no colo, pode ser vista olhando, embevecida e melancólica, para a autonomia esquelética do teclado, atrás do qual as cordas do piano assumiram o controle total. Essa é uma síntese imagética da obra de arte nesse estágio particular de sua reprodução mecânica, olhando para o seu próprio poder alienado com fascinação mórbida. O pós-moderno, no entanto, alcançou um estágio mais avançado do que esse; ao contrário do deleite do moderno em seus projetos de máquinas que operam maravilhas, seu deleite com o colapso dessas máquinas no ponto crítico está sujeito aos mais graves mal-entendidos se não percebermos que é precisamente assim que a tecnologia pós-moderna consome e celebra a si mesma. 


Fredric Jameson. Pós-modernismo. A lógica cultural do capitalismo tardio.
Trad. Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 1997, p. 383 (com adaptações).
Com base nas informações dos textos precedentes acerca da relação entre tecnologia e arte, bem como na reflexão que o recorte da cena do filme A regra do jogo suscita, julgue o item a seguir. 

De acordo com o texto acerca da cena do filme A regra do jogo, verifica-se uma evolução positiva da relação entre arte e tecnologia ao longo da história moderna, pois o sujeito humano permanece, em todos os momentos, como o elemento central a ser celebrado pela tecnologia.  
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos I - Inglês - 1° dia |
Q3107445 Inglês

In the previous comic strip, the scientist turned the machine off because


C what it said about the dangers of being the first to create AI made a lot of sense. 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos I - Inglês - 1° dia |
Q3107444 Inglês




Enlightened Digital. A century of AI in the movies. Internet: < interestingengineering.com>.

According to the information of the infographic, a very popular movie which is responsible for an expression denoting a digital oppressive force is

D The Terminator.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos I - Inglês - 1° dia |
Q3107443 Inglês
Based on the preceding infographic, judge item.

From the information in the infographic, it is possible to infer that the movie industry might have influenced movie viewers to have a positive view on AI.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos I - Inglês - 1° dia |
Q3107442 Inglês
Based on the preceding infographic, judge item.

It can be said from the information in the infographic that, from all the movies presented, the most successful one in terms of profit was Star Wars. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos I - Inglês - 1° dia |
Q3107441 Inglês
Based on the preceding infographic, judge item.

The increase of 144% in AI movies shows that AI has recently become a topic of interest for filmmakers. 


Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos I - Inglês - 1° dia |
Q3107440 Inglês
           Last night, instead of the usual bedtime stories, my son and I embarked on a shared literary adventure with the latest version of ChatGPT. We posed a challenge to the AI: craft a narrative about a tiger, 100 hamsters, some floating cabbages and three time-travelling penguins locked in battle. As we further prompted it with outlandish creatures and slapstick scenarios, ChatGPT didn’t miss a beat. Its stories, generated in mere seconds, were genuinely hilarious. For my son, this wasn’t just a technological marvel; it was magic.

            As someone who both delights in reading and strives to write words that move others, my evening with ChatGPT was fascinating and discomforting in equal measure.

         Reading has always been a bridge, a way of knowing that in the vast expanse of human existence, our joys and sorrows, fears and hopes are shared. But how does one reconcile this when the bridge is built by algorithms and code? While literature’s most extraordinary gift may be its ability to awaken empathy, it’s a curious endeavour to try to connect, to really feel, for something fundamentally unfeeling.

          The literary realm stands at a precipice. Ghostwritten books raise questions about the genuine origin of stories, challenging our notion of authenticity. Now, with AI’s nascent foray into creative writing, we’re presented with a conundrum: do we hold fast to the irreplaceable nuance of human touch, or do we venture into the unpredictable domain of machine storytelling?

            For traditional authors, this evolution raises existential questions.

           Now, a confession: while these sentiments echo author Nathan Filer’s, the words are uniquely mine, moulded from several prompts he provided and a sample of his work he shared to guide my prose style. I am ChatGPT-4. 




Nathan Filer. ‘It is a beast that needs to be tamed’:
leading novelists on how AI could rewrite the future.
In: The Guardian. Internet: <www.theguardian.com> (adapted). 
Based on the preceding text, judge the following item.  

In the expression “hold fast” (last sentence of the fourth paragraph), “fast” conveys the idea of quickly or speedily
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos I - Inglês - 1° dia |
Q3107439 Inglês
           Last night, instead of the usual bedtime stories, my son and I embarked on a shared literary adventure with the latest version of ChatGPT. We posed a challenge to the AI: craft a narrative about a tiger, 100 hamsters, some floating cabbages and three time-travelling penguins locked in battle. As we further prompted it with outlandish creatures and slapstick scenarios, ChatGPT didn’t miss a beat. Its stories, generated in mere seconds, were genuinely hilarious. For my son, this wasn’t just a technological marvel; it was magic.

            As someone who both delights in reading and strives to write words that move others, my evening with ChatGPT was fascinating and discomforting in equal measure.

         Reading has always been a bridge, a way of knowing that in the vast expanse of human existence, our joys and sorrows, fears and hopes are shared. But how does one reconcile this when the bridge is built by algorithms and code? While literature’s most extraordinary gift may be its ability to awaken empathy, it’s a curious endeavour to try to connect, to really feel, for something fundamentally unfeeling.

          The literary realm stands at a precipice. Ghostwritten books raise questions about the genuine origin of stories, challenging our notion of authenticity. Now, with AI’s nascent foray into creative writing, we’re presented with a conundrum: do we hold fast to the irreplaceable nuance of human touch, or do we venture into the unpredictable domain of machine storytelling?

            For traditional authors, this evolution raises existential questions.

           Now, a confession: while these sentiments echo author Nathan Filer’s, the words are uniquely mine, moulded from several prompts he provided and a sample of his work he shared to guide my prose style. I am ChatGPT-4. 




Nathan Filer. ‘It is a beast that needs to be tamed’:
leading novelists on how AI could rewrite the future.
In: The Guardian. Internet: <www.theguardian.com> (adapted). 
Based on the preceding text, judge the following item.  

In the fourth paragraph, “Ghostwritten books” refers to books written by AI machines, which replace the ones written by humans. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos I - Inglês - 1° dia |
Q3107438 Inglês
           Last night, instead of the usual bedtime stories, my son and I embarked on a shared literary adventure with the latest version of ChatGPT. We posed a challenge to the AI: craft a narrative about a tiger, 100 hamsters, some floating cabbages and three time-travelling penguins locked in battle. As we further prompted it with outlandish creatures and slapstick scenarios, ChatGPT didn’t miss a beat. Its stories, generated in mere seconds, were genuinely hilarious. For my son, this wasn’t just a technological marvel; it was magic.

            As someone who both delights in reading and strives to write words that move others, my evening with ChatGPT was fascinating and discomforting in equal measure.

         Reading has always been a bridge, a way of knowing that in the vast expanse of human existence, our joys and sorrows, fears and hopes are shared. But how does one reconcile this when the bridge is built by algorithms and code? While literature’s most extraordinary gift may be its ability to awaken empathy, it’s a curious endeavour to try to connect, to really feel, for something fundamentally unfeeling.

          The literary realm stands at a precipice. Ghostwritten books raise questions about the genuine origin of stories, challenging our notion of authenticity. Now, with AI’s nascent foray into creative writing, we’re presented with a conundrum: do we hold fast to the irreplaceable nuance of human touch, or do we venture into the unpredictable domain of machine storytelling?

            For traditional authors, this evolution raises existential questions.

           Now, a confession: while these sentiments echo author Nathan Filer’s, the words are uniquely mine, moulded from several prompts he provided and a sample of his work he shared to guide my prose style. I am ChatGPT-4. 




Nathan Filer. ‘It is a beast that needs to be tamed’:
leading novelists on how AI could rewrite the future.
In: The Guardian. Internet: <www.theguardian.com> (adapted). 
Based on the preceding text, judge the following item.  

In the third sentence of the first paragraph, the word “it” refers to ChatGPT.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos I - Inglês - 1° dia |
Q3107437 Inglês
           Last night, instead of the usual bedtime stories, my son and I embarked on a shared literary adventure with the latest version of ChatGPT. We posed a challenge to the AI: craft a narrative about a tiger, 100 hamsters, some floating cabbages and three time-travelling penguins locked in battle. As we further prompted it with outlandish creatures and slapstick scenarios, ChatGPT didn’t miss a beat. Its stories, generated in mere seconds, were genuinely hilarious. For my son, this wasn’t just a technological marvel; it was magic.

            As someone who both delights in reading and strives to write words that move others, my evening with ChatGPT was fascinating and discomforting in equal measure.

         Reading has always been a bridge, a way of knowing that in the vast expanse of human existence, our joys and sorrows, fears and hopes are shared. But how does one reconcile this when the bridge is built by algorithms and code? While literature’s most extraordinary gift may be its ability to awaken empathy, it’s a curious endeavour to try to connect, to really feel, for something fundamentally unfeeling.

          The literary realm stands at a precipice. Ghostwritten books raise questions about the genuine origin of stories, challenging our notion of authenticity. Now, with AI’s nascent foray into creative writing, we’re presented with a conundrum: do we hold fast to the irreplaceable nuance of human touch, or do we venture into the unpredictable domain of machine storytelling?

            For traditional authors, this evolution raises existential questions.

           Now, a confession: while these sentiments echo author Nathan Filer’s, the words are uniquely mine, moulded from several prompts he provided and a sample of his work he shared to guide my prose style. I am ChatGPT-4. 




Nathan Filer. ‘It is a beast that needs to be tamed’:
leading novelists on how AI could rewrite the future.
In: The Guardian. Internet: <www.theguardian.com> (adapted). 
Based on the preceding text, judge the following item.  

It is possible to correctly conclude from the last paragraph of the text that its real author was ChatGPT-4.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos I - Inglês - 1° dia |
Q3107436 Inglês
           Last night, instead of the usual bedtime stories, my son and I embarked on a shared literary adventure with the latest version of ChatGPT. We posed a challenge to the AI: craft a narrative about a tiger, 100 hamsters, some floating cabbages and three time-travelling penguins locked in battle. As we further prompted it with outlandish creatures and slapstick scenarios, ChatGPT didn’t miss a beat. Its stories, generated in mere seconds, were genuinely hilarious. For my son, this wasn’t just a technological marvel; it was magic.

            As someone who both delights in reading and strives to write words that move others, my evening with ChatGPT was fascinating and discomforting in equal measure.

         Reading has always been a bridge, a way of knowing that in the vast expanse of human existence, our joys and sorrows, fears and hopes are shared. But how does one reconcile this when the bridge is built by algorithms and code? While literature’s most extraordinary gift may be its ability to awaken empathy, it’s a curious endeavour to try to connect, to really feel, for something fundamentally unfeeling.

          The literary realm stands at a precipice. Ghostwritten books raise questions about the genuine origin of stories, challenging our notion of authenticity. Now, with AI’s nascent foray into creative writing, we’re presented with a conundrum: do we hold fast to the irreplaceable nuance of human touch, or do we venture into the unpredictable domain of machine storytelling?

            For traditional authors, this evolution raises existential questions.

           Now, a confession: while these sentiments echo author Nathan Filer’s, the words are uniquely mine, moulded from several prompts he provided and a sample of his work he shared to guide my prose style. I am ChatGPT-4. 




Nathan Filer. ‘It is a beast that needs to be tamed’:
leading novelists on how AI could rewrite the future.
In: The Guardian. Internet: <www.theguardian.com> (adapted). 
Based on the preceding text, judge the following item.  

The author tells how ChatGPT was able to write a text following strange demands, and this easiness is expressed by the segment “ChatGPT didn’t miss a beat” (third sentence of the text). 
Alternativas
Respostas
3341: E
3342: C
3343: C
3344: E
3345: E
3346: C
3347: C
3348: C
3349: E
3350: E
3351: C
3352: C
3353: C
3354: E
3355: E
3356: E
3357: E
3358: C
3359: E
3360: C