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A fotografia a seguir retrata uma mulher kaingang na colheita de trigo, no Rio Grande do Sul, em 1952.

A partir da leitura da imagem e dos seus conhecimentos sobre a política de Estado para a educação dos povos indígenas nessa época, assinale a alternativa correta.
A maior parte da diversidade genética dos povos précolombianos que habitaram os três estados do Sul e o Uruguai está conservada nas atuais populações urbanas, e diminuiu entre os membros de comunidades que hoje vivem em reservas indígenas. Pessoas que não se consideram indígenas apresentam quase cinco vezes mais linhagens de DNA mitocondrial (material genético herdado apenas do lado materno) originárias dos povos ancestrais. A situação descrita pela Biologia é aparentemente paradoxal, mas pode ser explicada por circunstâncias associadas ao processo de colonização empreendido pelos europeus desde o século XVI.
(Adaptado de Rafael Garcia, “Ancestralidade dispersa”, Revista Pesquisa Fapesp, ano 20, n. 281, julho 2019, p. 62).
A situação acima descrita decorre
Um jogo de tabuleiro, representado na imagem abaixo, utiliza dois dados (um branco e outro preto).

A cada jogada, o participante deve jogar os dois dados e somar os valores obtidos. A soma indicará o número de casas que o jogador deve avançar no tabuleiro. Por exemplo, a imagem abaixo indica que o jogador deve avançar 9 casas, pois 6+3 = 9.

Num certo momento do jogo,
̶ se um jogador conseguir que o valor da soma dos dados seja 8, ele ganha a partida;
̶ se a soma for menor que 8, ele continua jogando;
; ̶ se a soma for maior que 8, ele volta para o início.
De quantas formas diferentes a soma dos valores dos dois
dados poderá ser 8, fazendo com que o jogador ganhe a
partida?
Considere as equações de segundo grau
. A soma das
soluções dessas equações é igual a
Uma das possíveis consequências negativas do desmatamento nas florestas é o impacto no deslocamento dos seres vivos que nelas habitam. Considere a figura abaixo. Ela mostra uma área desmatada em uma floresta, com as suas dimensões medidas em metros.

Considere um tucano que voa a uma velocidade média v = 11 m/s. O tempo que o tucano leva para percorrer, a uma velocidade constante, a distância d1 da figura é de
Identifique a afirmação correta sobre a biologia dos peixes.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirmou recentemente que, se o desmatamento da Amazônia atingir 40% da floresta, chegaremos a um ponto irreversível tanto para barrar o aquecimento global quanto para a sobrevivência do ciclo da floresta como é hoje.
(Adaptado de https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/08/08/relatorio-do-ipcc-diz-que-aque cimento-global-pode-reduzir-safras-e-alerta-para-conservacao-deflo restas-tropicais.ghtml.)
A floresta amazônica
Debaixo de cada floresta há uma teia subterrânea complexa de raízes, fungos e bactérias que ajudam a conectar árvores e plantas umas às outras. Essa rede subterrânea ficou conhecida como “wood wide web” (“rede global florestal”). Um estudo produziu o primeiro mapa global da rede de micorrizas, como são chamadas as associações entre fungos e raízes que dominam essa teia subterrânea. Esses fungos e plantas evoluíram juntos e por isso desenvolveram uma relação de interdependência.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-48310974.)
Segundo o texto, a relação biológica entre fungos e plantas nas micorrizas pode ser definida como
Existem mais de cem povos indígenas isolados ao redor do mundo que não têm resistência a doenças comuns como a gripe e o sarampo. Esses povos enfrentam sérios riscos, a menos que suas terras sejam protegidas. Nos casos de contato recente, as campanhas de vacinação são muito importantes para a proteção dessas populações.
(Adaptado de https://brasil.elpais.com/brasil/2019/07/25/opinion/ 1564011503_ 283387.html.)
Identifique a afirmação correta a respeito da imunização.
Nesse processo, não existe um modelo único. Enquanto para algumas comunidades indígenas a escola precisa estar mais direcionada para possibilitar adequadamente o acesso a alguns conhecimentos da sociedade nacional, como, por exemplo, a língua portuguesa, a matemática e a informática – estratégicos para atender às suas necessidades práticas na defesa de seus direitos –, outras preferem uma escola mais direcionada para a revitalização e valorização da cultura e identidade do povo.
(Adaptado de Gersem José dos Santos Luciano, Educação indígena no país e o direito de cidadania plena. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 7, n. 13, p. 346-347, jul./dez. 2013.)
Segundo o texto, as atuais escolas indígenas do país,
Grilagem de terras A expressão “grilagem de terras” surgiu de uma prática antiga para dar uma aparência envelhecida a papéis. Os documentos forjados, que indicavam falsamente a posse das terras, eram colocados em uma caixa com grilos. Em pouco tempo, a ação dos insetos dava ao papel uma aparência envelhecida. A grilagem de terras pode ser entendida como toda ação ilegal que objetiva a transferência de terras públicas para o patrimônio de terceiros. Atualmente, a prática conta com as falhas nos sistemas brasileiros de controle de terras. Uma dessas falhas é a falta de um sistema único de registro de imóveis. Com o cruzamento de diferentes registros, a fraude ganha a aparência legal. (Adaptado de
https://www.oxfam.org.br/sites/default/files/arquivos/relatorio-terrenos_desigual dade-brasil.pdf.)
Segundo o texto,

(Disponível em https://centrodemidias.am.gov.br/storage/lessons_content/ 19F6LIP027P2.pdf.)
Da leitura das duas tirinhas acima, é possível afirmar que um dos problemas que enfrentamos no mundo contemporâneo é a reprodução de ideias
O trecho a seguir foi retirado de uma reportagem sobre atendimento de saúde aos povos indígenas do Xingu, prestado por uma universidade paulista. Leia-o.
Um dos principais papéis da equipe da universidade é levar atenção médica aos índios, procurando interferir minimamente na sua cultura. Eles desenvolveram seus próprios sistemas tradicionais de saúde, constituídos por diferentes atores e práticas, como a pajelança, plantas medicinais, rezas e cantos de cura. Isso está ligado ao modo como compreendem o mundo e, consequentemente, o processo de adoecimento. Por essas razões, o desafio consiste em desenvolver a escuta, para entender o outro e o que é diferente da nossa cultura.
(Disponível em https://www.unifesp.br/reitoria/dci/edicao-atual-entreteses/item/ 1913-ha-50- anos-cuidando-da-saude-dos-povos-indigenas.)
Segundo o texto,
Pai Nosso que estás nos céus Neste dia 19 de abril Nos livre das professoras e professores que pintam seus alunos com canetinhas hidrocor Nos livre das escolas que colocam cocares de papel nas crianças Pai Nosso, que estás nos céus Não deixe as professoras ensinarem para as crianças que o Dia do Índio é uma homenagem aos povos originários Mantenha longe de Nós aqueles que repetem as palavras: Índio, Oca, Tribo, Selvagem, Pureza e Exótico Afaste de Nós os bu-bu-bu feito com a mão na boca Senhor, perdoe aqueles que por desconhecimento nos fazem uma imagem estereotipada Mas livre-os do desconhecimento e do preconceito que os fazem acreditar que ainda somos os indígenas de 1500 Amém!
(Adaptado de https://www.facebook.com/radioyande/posts/1490699877706315/.)
A partir do que se diz nessa “oração”, pode-se concluir que, ao celebrarem o “Dia do Índio”, escolas brasileiras
O trecho a seguir se refere à questão. Ele foi
retirado de um texto de Ailton Krenak publicado em 1992.
Alguns anos atrás, quando vi o quanto a ciência dos brancos estava desenvolvida, com seus aviões, máquinas, computadores, mísseis, fiquei um pouco assustado. Comecei a duvidar que a tradição do meu povo, que a memória ancestral do meu povo, pudesse sobreviver num mundo dominado pela tecnologia. E pensei que nossa cultura, os nossos valores, fossem muito frágeis para subsistir num mundo prático onde os homens organizam seu poder e submetem a natureza, derrubam as montanhas. Onde um homem olha uma montanha e calcula quantos milhões de toneladas de cassiterita, de bauxita, de ouro ela pode ter. Enquanto meu avô, meus primos olham aquela montanha e veem o humor da montanha e veem se ela está triste, feliz ou ameaçadora e fazem cerimônia para ela.
(Adaptado de Ailton Krenak, “Antes o mundo não existia”, em Adauto Novaes (org.), Tempo e
história. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 202-203.)
O trecho a seguir se refere à questão. Ele foi
retirado de um texto de Ailton Krenak publicado em 1992.
Alguns anos atrás, quando vi o quanto a ciência dos brancos estava desenvolvida, com seus aviões, máquinas, computadores, mísseis, fiquei um pouco assustado. Comecei a duvidar que a tradição do meu povo, que a memória ancestral do meu povo, pudesse sobreviver num mundo dominado pela tecnologia. E pensei que nossa cultura, os nossos valores, fossem muito frágeis para subsistir num mundo prático onde os homens organizam seu poder e submetem a natureza, derrubam as montanhas. Onde um homem olha uma montanha e calcula quantos milhões de toneladas de cassiterita, de bauxita, de ouro ela pode ter. Enquanto meu avô, meus primos olham aquela montanha e veem o humor da montanha e veem se ela está triste, feliz ou ameaçadora e fazem cerimônia para ela.
(Adaptado de Ailton Krenak, “Antes o mundo não existia”, em Adauto Novaes (org.), Tempo e
história. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 202-203.)
O autor duvidou da sobrevivência das tradições do seu
povo porque
De acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado em novembro de 2018, o Brasil está de volta ao Mapa da Fome, de onde havíamos saído em 2014.
Esse relatório aponta que a exclusão é a principal causa da fome. Entre os brasileiros mais pobres, em especial mulheres e crianças indígenas ou afrodescendentes das áreas rurais, houve uma mudança no ciclo de produção e acesso à comida. “Enquanto muitos aumentaram o consumo de alimentos saudáveis, como leite e carne, outros precisaram optar por produtos baratos, com alto teor de carboidrato e gordura”, diz o estudo. O resultado é que também cresceu a obesidade no país.
(Adaptado de https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/29/internacional/1553860893_4908 10.html.)
Segundo o relatório mencionado no texto,
“No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras, depois pensei que estava lutando para salvar a Floresta Amazônica. Agora, percebo que estou lutando pela humanidade.”
Essa frase, de autoria de Chico Mendes, resume a história do maior símbolo brasileiro da luta pacífica pela preservação do meio ambiente, assassinado em 1988, a mando de um fazendeiro. Ele foi o organizador da União dos Povos da Floresta – aliança entre indígenas, seringueiros, castanheiros, pequenos pescadores e populações ribeirinhas que se encontravam ameaçados pelo desmatamento da região amazônica. O legado de Chico Mendes ainda é considerado atual e necessário.
(Adaptado de https://exame.abril.com.br/brasil/a-resistencia-dos-seringueiros-conheca-ahistoria-de-chico-mendes/.)
De acordo com o texto,