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Em 13 de agosto de 2024, em São Paulo, faleceu Takashi Morita, aos 100 anos. Japonês, pacifista, sobrevivente da bomba atômica de Hiroshima (06/08/1945). Em 2017, Takashi Morita publicou o livro A Última Mensagem de Hiroshima. Na obra, aborda sua vida no Japão antes e depois da guerra – incluindo o dia da explosão e seus desdobramentos – e o recomeço no Brasil. Escreveu:
“Esse foi apenas o começo do dia. Então se passou mais uma situação estranhíssima: começou a cair do céu uma chuva preta e espessa. Eram pingos mornos e enormes, que chegavam a machucar quando entravam em contato com a nossa pele e caíam da enorme nuvem negra que encobria toda a cidade. [...] Recebendo essa chuva negra, que não era óleo, mas uma chuva radioativa, a minha queimadura na nuca começou a arder ainda mais e ficou inchada”.
Nessa descrição, é possível perceber como o sobrevivente já sentia os efeitos da explosão ocorrida naquele dia. A bomba, que caiu às 08h15min da manhã, era um dos resultados do “projeto Manhattan”, dos Estados Unidos, no qual esteve envolvido Robert Oppenheimer. Os ataques atômicos dos EUA sobre o Japão foram um dos últimos capítulos do conflito iniciado na década anterior e amplificados após o ataque japonês à base de Pearl Harbor em 1941.
Com base nas informações acima, assinale a alternativa correta sobre a Segunda Guerra Mundial.
Considere o texto abaixo.
Dizem que, se você olhar para o mar por muito tempo, cenas do passado renascerão. Dizem que “o mar é história”. E “o mar não tem nada para mostrar além de uma bem escavada sepultura”. Encarando o Atlântico, pensei na garota. Havia inúmeras outras enterradas no fundo do oceano, mas ela era aquela em que eu pusera meus olhos. Se me concentrasse o bastante, poderia ver tudo acontecendo novamente. (…) O capitão, o médico e os abolicionistas, todos discordavam sobre o que ocorrera no convés do Recovery, ainda que todos insistissem em dizer que estavam tentando salvar a vida da garota. A esse respeito, eu sou tão responsável quanto todos os outros. Eu também estou tentando salvar a vida da garota, não da morte, da doença ou de um tirano, mas do esquecimento. Entretanto, não tenho certeza se é possível salvar uma existência a partir de um punhado de palavras: o suposto assassinato de uma garota negra. Sua vida era impossível de ser reconstruída, nem mesmo seu nome sobreviveu. (…) Umas poucas linhas de uma transcrição judicial mofada formam a história inteira da vida de uma garota.
HARTMAN, S. Perder a mãe: uma jornada pela rota atlântica da escravidão. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.
O enfoque principal do trecho do livro “Perder a mãe...”, da pesquisadora Saidiya Hartman, aborda um problema enfrentado para a investigação e a pesquisa da história da escravidão e da diáspora Africana, que diz respeito
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, considerando a história do Brasil Império e, mais especificamente, os anos do chamado Período Regencial.
( ) Os anos da regência foram caracterizados por um processo de pacificação interna do império, com exceção de algumas importantes revoltas provocadas por elites regionais.
( ) O Ato Adicional, aprovado em 1834, dividiu constitucionalmente as competências do governo central e dos governos das províncias, conferindo-lhes maior autonomia. ( ) A guerra dos farrapos, que eclodiu durante a regência, é o exemplo de uma revolta liderada por uma elite regional, ainda que tenha contado com a participação de livres, pobres e escravizados.
( ) O período regencial teve fim com a coroação de D. Pedro II, quando ele atingiu a maioridade civil, aos 21 anos, conforme estabelecido pelas Ordenações Filipinas.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Considere o texto abaixo.
De volta ao sol
O manto tupinambá ganho comprado furtado, quem saberá?
– sabemos, é um ninho preso às paredes de outro continente.
Depois de séculos, apesar do vidro que lhes tira o oxigênio,
o vermelho sangue do guará e o azul oceano da araruna
segredam algo que excede o museu nacional de Copenhague.
Todo algodão e envira, o manto tem a dimensão da mata
– vale pagar o ingresso para ver o vidro, jamais o espírito
que incendeia o egoísmo do alarme? O manto rol de esferas
arde de tanta memória. Seu lugar não é aqui, será, quem sabe?
No limo que molda todos os corpos. Imagine se insuflado no ar
rarefeito o manto se abrisse. Que tese posta à mesa explicaria
os mortos, vivos enfim, em resposta ao rapto das almas?
O manto quer voar para casa. A morte de seus filhos torna
inútil sua permanência. É preciso que ele se perca
para acusar os assassinos. Ante essa inominável memória
algo será reiniciado – a raiz do que já não é árvore, mas
frutifica – o rugido do que não é onça, mas afia as garras –
a umidade do que não é chuva, mas afoga a mão criminosa.
Exilado num continente onde avós, para irem ao cinema,
colam os netos à sombra, o manto reflete sua natureza – ágil
urna em território de neve. Ao redor do vidro, línguas tecem
em silêncio por respeito ou desprezo, não sei – sabemos.
Entre aqueles que fiaram o manto, um canto se alonga
alheio ao seu sequestro. Sobre a terra desolada um pássaro
voa. Num filme etnográfico chama os culpados pelo nome.
Haverá, diante disso, ossos suficientes para serem atirados
contra o vidro? O manto tupinambá é um ninho na escuridão
do mundo – respira num oceano de espelhos a sua ira.
PEREIRA, E. A. De volta ao sol: o manto tupinambá é um ninho na escuridão do mundo. Piauí, ed.157, outubro de 2019.
Disponível em: <https://piaui.folha.uol.com.br/materia/o-manto-tupinamba-e-um-ninho-na-escuridao-domundo/#:~:text=oculta%20os%20cadáveres.,suas%20mãos%20esculpem%20a%20pélvis>. Acesso em: 15 ago. 2024.
O texto acima faz menção à espiritualidade dos povos originários a partir do manto tupinambá que, do século XVII ao século XXI, ficou sob posse dinamarquesa. O manto foi devolvido ao Brasil apenas em 2024.
A partir desse caso e dos conhecimentos sobre a colonização europeia e a espiritualidade dos povos originários naquele período, assinale a alternativa correta.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, considerando a história da Mesopotâmia na Antiguidade.
( ) A região do chamado Crescente Fértil apresentou as características adequadas para o desenvolvimento dos primeiros assentamentos humanos, com o uso da agricultura e a domesticação de animais.
( ) A Mesopotâmia desenvolveu o sistema de escrita hieroglífico.
( ) Os assírios, babilônicos e sumérios destacam-se entre os principais povos que habitaram a Mesopotâmia.
( ) A invenção da cidade, como forma de organização, é atribuída aos povos que habitaram a Mesopotâmia na Antiguidade.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Instrução: Para responder a questão 30, leia os excertos abaixo, retirados respectivamente de A terra dos mil povos, de Kaká Werá Jecupé, e de “A fonte”, parte inicial de O continente, de Erico Verissimo.
Tiaraju – o santo guerreiro
Tiaraju é um nome épico. Alguns historiadores chegam a dizer que graças a ele o Rio Grande do Sul é parte do Brasil. Foi um líder nascido em 1723 e que morreu na batalha no dia 7 de fevereiro de 1756. É considerado herói guarani missioneiro rio-grandense. Chefe dos Sete Povos das Missões Jesuíticas de São Miguel.
A fonte
— Vi o combate. O alferes foi derrubado do cavalo por um golpe de lança. Vi quando ele quis erguer-se e um homem... um general... de cima do cavalo varou-lhe o peito com uma bala.
Alonzo segurou a cabeça do menino com ambas as mãos e aproximou-a de seu rosto como se quisesse ler-lhe os pensamentos no fundo dos olhos.
— Como podias ter visto isso tudo se o combate foi travado tão longe daqui?
Pedro respondeu simplesmente:
— Eu vi.
— Disseste que estavas conversando com o corregedor.
— Estava.
— E que te dizia ele?
— Dizia que seu corpo tinha sido atirado num mato perto dum rio. E que a batalha estava perdida.
— Onde estava ele quando te falou?
— Lá em cima. A alma de Sepé subiu ao céu e virou estrela.
Alonzo largou a cabeça do menino, que fez meia-volta e se encaminhou para a janela, puxando o padre docemente pela manga da sobretúnica. Ergueu o dedo e mostrou o crescente:
— Deus botou também na testa da noite um lunar como o de são Sepé.
— São Sepé? — repetiu o padre, meio estonteado.
Sem dizer palavra e sem fazer o menor gesto, Alonzo viu o menino guardar o punhal entre a camisa e o peito, e sair da cela em silêncio.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esses excertos, considerando, também, a leitura integral da obra A terra dos mil povos.
( ) Como se observa, a visão dos dois autores é oposta sobre Sepé Tiaraju. No segundo caso, é um homem derrotado e morto.
( ) No primeiro excerto, Jecupé traz a primeiro plano um herói do enfrentamento “O Brasil de pindorama versus o Brasil das capitanias”.
( ) No segundo excerto, o menino Pedro Alonzo conta ao padre sua visão e que Sepé “virou estrela”.
( ) Nos dois trechos, de Jecupé e de Verissimo, Sepé tem a força de um herói fundacional.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Leia com atenção o poema abaixo, de Manuel Bandeira.
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Assinale a alternativa correta em relação ao poema.
Leia o poema, a seguir, de Sophia de Mello Andresen.
Com fúria e raiva
Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras
Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada
De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água
E tudo emergiu porque ele disse
Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra
Junho de 1974
Assinale a alternativa que se refere adequadamente ao poema “Com fúria e raiva”, considerando, também, a leitura integral da obra Coral e outros poemas.
Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados da seção “3 poemas com o auxílio do google”, do livro Um útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas.
a mulher vai
a mulher vai ao cinema
a mulher vai aprontar
a mulher vai ovular
a mulher vai sentir prazer
a mulher vai implorar por mais
a mulher vai ficar louca por você
a mulher vai dormir
a mulher pensa
a mulher pensa com o coração
a mulher pensa de outra maneira
a mulher pensa em nada ou em algo muito semelhante
a mulher pensa será em compras talvez
a mulher pensa por metáforas
a mulher pensa sobre sexo
a mulher pensa mais em sexo
a mulher quer
a mulher quer ser amada
a mulher quer um cara rico
a mulher quer conquistar um homem
a mulher quer um homem
a mulher quer sexo
a mulher quer tanto sexo quanto o homem
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esses excertos, considerando, também, a leitura integral da obra Um útero é do tamanho de um punho.
( ) Os três poemas são construídos com frases prontas, a partir de uma mesma base: a mulher vai; a mulher pensa; a mulher quer.
( ) A estrutura repetitiva, com sentenças contraditórias, mostra o quanto a mulher contemporânea é confusa e não sabe agir, nem definir o que quer.
( ) A colagem de frases feitas, divulgadas pelo Google, instrui como a mulher deve agir, pensar e desejar.
( ) A originalidade do conjunto encontra-se na montagem das frases coletadas no Google.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Leia o trecho abaixo, de Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Marquez.
Mal tinham começado quando Amaranta percebeu que Remédios, a Bela, estava quase transparente, com uma palidez intensa.
— Você está se sentindo mal? — perguntou.
Remédios, a Bela, que tinha agarrado o lençol pela outra ponta, fez um sorriso de lástima.
— Ao contrário — disse —, nunca me senti melhor. Acabou de falar e Fernanda sentiu um delicado vento de luz que arrancou os lençóis de suas mãos e os estendeu em toda sua amplitude. Amaranta sentiu um tremor misterioso nas rendas de suas anáguas e tratou de se agarrar no lençol para não cair, no mesmo instante em que Remédios, a Bela, começava a se elevar. Úrsula, já quase cega, foi a única que teve serenidade para identificar a natureza daquele vento irreparável, e deixou os lençóis à mercê da luz, vendo Remédios, a Bela, que dizia adeus com a mão, entre o deslumbrante bater de asas dos lençóis que subiam com ela, que abandonavam com ela o ar dos besouros e das dálias, e passavam com ela através do ar onde as quatro da tarde terminavam, e se perderam com ela para sempre nos altos ares onde não podiam alcançá-la nem os mais altos pássaros da memória.
Os forasteiros, claro, acharam que Remédios, a Bela, havia enfim sucumbido ao seu irrevogável destino de abelha rainha e que sua família tratava de salvar a honra com o engodo da levitação. Fernanda, mordida pela inveja, acabou aceitando o prodígio, e durante muito tempo continuou rogando a Deus que lhe devolvesse os lençóis. A maioria acreditou no milagre, e até acendeu velas e rezou novenas.
Assinale a alternativa correta sobre o fragmento acima, considerando, também, a leitura integral de Cem anos de solidão.
Para responder a questão 25, considere os fragmentos retirados de A terra dos mil povos, de Kaká Werá Jecupé.
I. Nessas andanças conheci mil povos, vivenciei suas riquezas: o pensamento, a sabedoria, os ritos, os mitos e a medicina sagrada nativa. [...] A peregrinação na terra e o encontro espiritual me permitiam vivenciar a essência desses mil povos, a qual pretendo expor aqui, como parte da tarefa que desenvolvo atualmente, que é difundir os ensinamentos ancestrais: a tradição do Sol, a tradição da Lua e a tradição do sonho.
II. Ao contar sua história, um índio, um clã, uma tribo, parte do momento em que sua essência-espírito permeou a terra e relata a passagem dessa essência-espírito pelos reinos vegetal, mineral e animal. Há tribos que começam sua história desde quando o clã era formado por seres do espírito das águas, outras trazem sua memória animal como início da história, e há aquelas que iniciam sua história a partir da árvore que foram.
Assinale a alternativa correta sobre os fragmentos acima, considerando, também, a leitura integral da obra A terra dos mil povos.
Leia o trecho abaixo, retirado da crônica “de volta ao campus”, de José Falero. Considere-o no contexto do livro Mas em que mundo tu vive?.
Quando o galpão finalmente ficou pronto, eu dei graças a Deus. Creia-me, leitor: não existe ambiente mais hostil para um pé-rapado do que um ambiente acadêmico. É impossível ficar à vontade. Nada ao redor traz sensação de conforto, nada ao redor lembra minimamente as vielas e os barracos que estamos acostumados a ver à nossa volta, ninguém ao redor nos desperta a mínima sensação de identificação ou nos inspira empatia, é todo mundo pálido demais, é todo mundo civilizado demais, é todo mundo bem-vestido demais, é todo mundo sem ginga, é todo mundo sem suingue, é todo mundo tão diferente de nós, e em tantos sentidos! Eu dei graças a Deus quando o galpão finalmente ficou pronto e eu soube que não precisaria mais ir comprar refrigerante no meio dos universitários. Fiz uma promessa boba para mim mesmo naquele dia: quando eu voltasse àquele ambiente, seria como estudante de letras. Jurei para mim mesmo, tendo como testemunha o matagal que circunda aqueles prédios: em nenhuma circunstância eu voltaria ali, exceto como estudante de letras. Ou bem eu voltava como estudante de letras, ou bem não voltava jamais.
Considere as afirmações abaixo, sobre o segmento.
I - O narrador indica que voltou à universidade como estudante de Letras depois de pronto o galpão.
II - O narrador dialoga diretamente com o leitor – um procedimento típico desta e de outras crônicas do livro.
III - O ponto de vista periférico caracteriza o olhar lançado pelo narrador sobre os acadêmicos que circulam no campus da universidade.
Quais estão corretas?
Instrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado do capítulo 40, de Niketche, de Paulina Chiziane.
— Diz-me, Tony para quê enganar mulheres e deixá-las com filhos nos braços? O querias tu com elas?
— Nada de sério, confesso. Orgulho, simples orgulho. Ter uma mulher aqui, um filho acolá, dá vaidade a qualquer macho. Não sou o único. Muitos homens fazem isso.
Ele mergulha as mãos no meu peito e me destrói o coração como quem arranca uma planta do chão. Sinto uma dor imensa, ele mata-me, eu morro, quantas vezes me matam por dia, neste lar, eu, que sou a primeira esposa?
— Não me culpes, Rami. Não fui eu quem inventou o mundo e as suas tradições. Muito antes de eu nascer os homens já eram assim.
Como ele tem razão, meu Deus! Esta situação nasce do ventre do passado e desde sempre que as mulheres são peixe na banca do mercado: um quilo deste, dois quilos daquele, fico com este, largo aquele, gosto deste, agora pego, agora pago, agora uso, agora asso, agora como.
— A ideia de juntar essas mulheres foi tua, Rami. Surpreendeste-me. Superaste-me. Conduziste todo esse rebanho com uma mestria incrível. Eu só iria usar e largar sem pensar sequer nas consequências. De vendedeiras de rua conseguiste transformá-las em empresárias.
— Meu Tony cansaste-te de mim e amaste a elas. Cansaste-te delas e agora voltas para mim. Daqui a pouco te cansas de mim outra vez. Não acredito em ti.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esse excerto, considerando, também, a leitura integral da obra Niketche.
( ) Tony, depois do doloroso aprendizado, mostra-se arrependido e assume a responsabilidade por tudo que ocorreu.
( ) Rami, quando diz que as mulheres são peixes, percebe que elas são como mercadorias a serem compradas, eventualmente largadas e usadas ao bel-prazer do cliente.
( ) Rami, de fato, organizou um sistema poligâmico com ela e as demais amantes. ( ) Rami não acredita nas declarações de Tony, movidas pela perda de poder sobre as mulheres.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre algumas canções de Lupicínio Rodrigues.
( ) “Vingança” expressa a dor e o ressentimento decorrentes do término de uma relação amorosa, em que o eu lírico sugere ter sido traído pela mulher amada e, em um tom de desabafo e de amargura, revela o desejo de vingança.
( ) “Se acaso você chegasse” apresenta uma situação de traição, cantada em primeira pessoa, em que o eu lírico se dirige à pessoa traída, exigindo que não se aproxime mais dele e da mulher causadora da discórdia entre os ex-amigos. ( ) “Nervos de aço” apresenta o eu lírico que se dirige a um “meu senhor”, revelando-lhe que tem um amor, mas que a mulher amada já pertence a outro homem e, conformado com essa situação, ele abençoa o enlace do casal.
( ) “Castigo” apresenta referência às plantas que permanecem eretas até o fim e indica a tentativa da mulher, que outrora preteriu o eu lírico, de manter a dignidade, mesmo diante do declínio inevitável.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados, respectivamente, da canção “Identidade”, de Jorge Aragão, e da obra O avesso da pele, de Jeferson Tenório, considerando, também, a leitura integral desse livro.
Elevador é quase um templo
Exemplo pra minar teu sono
Sai desse compromisso
Não vai no de serviço
Se o social tem dono, não vai
Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história
Se preto de alma branca pra você
É o exemplo da dignidade
Não nos ajuda, só nos faz sofrer
Nem resgata nossa identidade
Vocês estavam juntos desafiando a sociedade hipócrita. Quando você entrava sozinho numa loja e recebia um tratamento frio e desconfiado por ser negro, se dava conta de que, quando Juliana estrava e te beijava, os vendedores te tratavam melhor. Uma mulher branca com um negro, ele deve ser um bom homem. E por algum tempo você começou a gostar disso também. A presença de Juliana te dava uma espécie de salvo-conduto em certos ambientes. Porque, quando você estava com ela, você não era qualquer negro diante dos outros. Você era especial.
A partir da leitura dos excertos, considere as seguintes afirmações.
I - Na canção, o preconceito racial é percebido na proibição do uso do elevador social por pessoas negras, que devem usar o de serviço, e a dignidade preta é alcançada ao se aproximar dos valores dos brancos, uma visão crítica que distancia pessoas negras de sua identidade.
II - No fragmento da obra, o estigma sofrido pela população preta, representada pelo pai do narrador, é suavizado quando ele é reconhecido por estar acompanhado de uma pessoa branca, fato que, em determinadas situações, conferia-lhe segurança e algum tipo de privilégio.
III - No fragmento da obra, Pedro, em um fluxo de consciência, revela ao leitor como se sentiu constrangido em uma situação específica de racismo, e o texto grafado em itálico representa a fala dos vendedores da loja.
Quais estão corretas?