As narrativas das viagens de Marco Polo (1254- 1324) pela Á...

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Ano: 2007 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2007 - UFRN - Vestibular - Segundo Dia |
Q1374366 História
As narrativas das viagens de Marco Polo (1254- 1324) pela Ásia se tornaram populares na Europa, no final da Idade Média. Esse navegador descreveu a paisagem observada em uma de suas viagens da seguinte forma:
“[Aladino] fez construir, num vale, entre duas montanhas, o mais belo jardim que já se viu. Havia neste vale os melhores frutos da terra. No meio do parque foram edificadas as mais suntuosas moradias e palácios que os homens já viram; eram dourados e pintados com maravilhosas cores. No centro do jardim havia uma fonte, com muitas bicas, de onde jorravam o vinho, o leite, o mel e ainda a água. Havia nesse jardim as donzelas mais belas do mundo; estas sabiam tocar todos os instrumentos e cantavam como os anjos.”
POLO, Marco. O livro das maravilhas. Porto Alegre: LP&M, 2006. p. 74.
Descrições feitas por Marco Polo, tais como a que o fragmento textual acima apresenta, influenciaram
Alternativas

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Resposta: Alternativa B

Tema central: relatos de viajantes medievais (como Marco Polo) e seu efeito sobre a mentalidade europeia que antecedeu a Expansão Ultramarina. É preciso relacionar conteúdo das descrições (terras exóticas, riquezas, paraísos) com quem foi estimulado por essas imagens: os navegadores dos séculos XV e XVI.

Resumo teórico: No final da Idade Média, livros de viagens difundiam imagens de regiões ricas e maravilhosas do Oriente. Essas narrativas alimentaram curiosidade, ambição comercial e a busca por rotas marítimas diretas às fontes de especiarias e riquezas — fatores centrais da Era dos Descobrimentos. Obras de referência: Marco Polo, O Livro das Maravilhas; estudos sobre a Expansão Ultramarina (ex.: J. H. Parry, The Age of Reconnaissance).

Por que a alternativa B está correta: O trecho apresenta um jardim maravilhoso, fontes de vinho e mel, riquezas e exotismo — imagens que incentivaram europeus a procurar novas terras e rotas. Nos séculos XV–XVI, navegadores (Colombo, Vasco da Gama, Cabral, etc.) partiam tanto por motivos econômicos quanto pelo ideal de encontrar terras promissoras — a ideia de “paraíso” e lugares fabulosos foi um estímulo cultural importante.

Análise das alternativas incorretas:

  • A (pensadores séc. XVI/XVII e método científico): o método científico surge na Renascença/Idade Moderna por debates filosóficos e experimentação (Bacon, Galileu, Descartes), e não por descrições de jardins exóticos. Relatos de viagens influenciaram geografia e comércio, não a fundamentação do método científico.
  • C (Maquiavel): Maquiavel escreveu sobre poder político e técnicas de governo com base na realidade italiana; suas fontes foram práticas políticas e históricas, não relatos de viagens orientais.
  • D (Hobbes/Leviatã): Hobbes é do século XVII (e não XVI) e tratou do contrato social e do poder soberano; suas teorias não derivam de narrativas de viagens como as de Marco Polo.

Estratégia para questões assim: identifique o sujeito afetado pela influência (quem agiu depois das narrativas) e o período cronológico coerente. Cruce datas: Marco Polo = final da Idade Média → impacto mais direto sobre navegadores pré-Expansão (séc. XV–XVI), não sobre pensadores da Ciência Moderna ou teóricos políticos posteriores.

Fontes sugeridas: Marco Polo, O Livro das Maravilhas; J. H. Parry, The Age of Reconnaissance (historiografia sobre a Expansão Ultramarina).

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A alternativa correta é a B.

A Influência das Narrativas de Marco Polo nas Grandes Navegações

As descrições vívidas e muitas vezes fantásticas de Marco Polo sobre as riquezas e maravilhas do Oriente, como o "jardim" descrito no fragmento, exerceram um grande fascínio sobre a Europa medieval e renascentista. Essas narrativas aguçaram a curiosidade e o desejo por novas terras e riquezas, que se misturavam à ideia de encontrar lugares paradisíacos.

No contexto dos séculos XV e XVI, quando as Grandes Navegações estavam em pleno vapor, as histórias de Marco Polo funcionaram como um forte estímulo para os navegadores europeus. Eles buscavam não apenas novas rotas comerciais para as especiarias e outros produtos orientais, mas também eram impulsionados pela esperança de descobrir lugares exóticos e abundantes, alimentando a imaginação de um "paraíso terrestre" ou de reinos ricos em ouro e pedras preciosas. As lendas e os relatos de Polo contribuíram para moldar o imaginário da época e motivar as arriscadas expedições marítimas.

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