A peculiaridade da pecuária sertaneja no Brasil do século X...

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Ano: 2013 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2013 - UECE - Vestibular - Geografia e História |
Q1280186 Geografia
A peculiaridade da pecuária sertaneja no Brasil do século XVIII esteve ligada principalmente às relações de trabalho nela estabelecidas. Acerca dessas relações, é correto afirmar-se que
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa B

Tema central: as formas de organização do trabalho na pecuária sertaneja do século XVIII e suas diferenças em relação ao sistema de plantation (açúcar). É importante distinguir escala, mobilidade e capital exigidos pelas atividades para entender que tipo de mão de obra predominou.

Resumo teórico: A pecuária no sertão era uma atividade extensiva, de baixa densidade populacional, exigindo trabalhadores móveis, com práticas familiares e contratação de vaqueiros livres, mestiços e negros libertos. Havia uso de escravos, mas em escala bem menor que nas lavouras de açúcar, pois a dispersão do gado facilitava fugas e tornava o trabalho escravo menos eficiente. (Ver: Fausto, B. História do Brasil; Furtado, C. Formação Econômica do Brasil.)

Por que a alternativa B é correta: ela descreve com precisão o quadro social da pecuária sertaneja: predominância de trabalhadores livres — brancos pobres, mestiços, negros alforriados — e presença reduzida de escravos africanos. A explicação se baseia na natureza extensiva da atividade, na necessidade de vaqueiros autônomos e no baixo investimento em mão de obra escrava comparado aos engenhos.

Análise das incorretas:

A — incorreta: afirma trabalho escravo em larga escala como nos engenhos de açúcar. Isso não condiz com a prática sertaneja, que era extensiva e menos adequada ao controle escravo massivo.

C — incorreta: admite maioria escrava, ainda que "mais brando". Mesmo que o trabalho pudesse ser menos rígido, não era majoritariamente escravo — a composição social era mais diversa e livre.

D — incorreta: propõe uma divisão ~50/50 entre livres e escravos. Não há evidência histórica de tal equilíbrio; a pecuária demandava menos mão de obra fixa e dependia mais de livres.

Dica de interpretação: ao ler enunciados sobre trabalho no Brasil colonial, compare sempre com o modelo plantation (açúcar) — palavras-chave como extensivo, mobilidade, vaqueiro apontam para predominância do trabalho livre; termos como latifúndio, monocultura, grande capital indicam provável uso intensivo de escravos.

Fontes sugeridas: FAUSTO, Boris. História do Brasil; FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. Para aprofundar, consulte textos sobre a economia colonial e estudos regionais da pecuária nordestina.

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GABARITO B

A pecuária brasileira se desenvolveu desde o século XVI, no Nordeste, com a criação de gado nas grandes fazendas latifundiárias, para a atividade agropecuária, mais como uma complementação da atividade agrícola e também como forma de trabalho, por exemplo, ao usarem os animais como tração.

 Essa atividade foi muito importante para a conquista do interior do Nordeste e da região Centro-Oeste. Só no século XVIII, essa atividade passou a ter mais destaque, ao se expandir para o Sul, onde haviam grandes pastagens. Diferentemente do Nordeste, a mão de obra não era predominantemente escrava, mas sim de escravos libertos e homens livres e pobres, mas é errado dizer que já não existia trabalho escravo.

Fonte: https://brainly.com.br/tarefa/13393965

na pecuária brasileira, o trabalho era considerado mais brando em comparação com a lavoura, especialmente a cana-de-açúcar. Os trabalhadores na pecuária, muitas vezes, lidavam com o manejo de gado em áreas abertas, o que exigia menos esforço físico intenso do que a colheita de cana, que envolvia trabalho pesado e extenuante. Além disso, os escravizados na pecuária geralmente tinham mais liberdade de movimento e, em alguns casos, podiam ter um estilo de vida mais próximo do que os trabalhadores livres, como pastores.

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