O diabo parece ter sido estranho tanto para os tupis
do Brasil quanto aos nauas, maias, incas e demais povos
americanos. O cosmos maia era neutro, as forças e os seres sagrados “não eram nem bons, nem ruins, mas apenas
caprichosos”. [...] A cosmologia das populações andinas não
contava com a noção de mal personificada num ser satânico
[...].
(Laura de Mello e Souza. Inferno atlântico.
Demonologia e colonização: Séculos XVI-XVIII, 1993.)