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Ano: 2024 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2024 - UNICAMP - Vestibular |
Q3107209 História
Em meados de fevereiro de 1765, Juana Antonia Gomiciaga, por intermédio do “procurador de pobres”, Diego Toribio de la Cueva, se apresentou ao Cabildo de Santiago. Ela confiava que o foro de justiça local pudesse dar solução ao seu pedido principal: obter o reconhecimento de sua liberdade, que, de acordo com sua versão, havia sido concedida verbalmente por sua senhora, Francisca Josefa Gomiciaga, em fevereiro de 1751. Nas palavras do procurador, a liberdade havia sido concedida devido à “piedade e compaixão”. Contudo, essa alforria verbal, ao longo do tempo, foi desconsiderada pelas senhoras de Juana, o que motivou a escrava Juana Antonia a recorrer à arena judicial.
(Traduzido e adaptado de GONZALEZ, A. F. G. Los matices de la resistencia: Trayectorias vitales de mujeres esclavizadas ante la justicia eclesiástica de Santiago. Chile, siglos XVII y XVIII. Autoctonía (Santiago), 8(1), p. 88-127, janeiro de 2024.)

Tendo em vista seus conhecimentos sobre América espanhola e considerando as informações, presentes no excerto, sobre o caso de Juana Antônia Gomiciaga, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central da questão: Resistência dos escravizados na América Espanhola, especialmente pelas vias jurídicas.

A narrativa foca no caso de Juana Antonia Gomiciaga, que, por meio do “procurador de pobres”, buscou o reconhecimento legal de sua liberdade. O enredo exemplifica uma das estratégias de resistência ao regime escravista: o uso do sistema judicial.

Justificativa da alternativa correta – Letra D:

A alternativa D afirma que os estudos sobre escravidão têm mostrado que muitos escravizados articularam sua luta pela liberdade na Justiça. Isso corresponde plenamente ao contexto e à pesquisa histórica recente sobre a escravidão na América Latina. Escravizados não só resistiram passivamente, mas usaram o Cabildo, tribunais e procuradores para reivindicar direitos, especialmente em casos de promessas de alforria, maus-tratos ou ilegalidades na condição da escravidão, como demonstra o caso citado no enunciado.

Obras como “Escravidão e formas de resistência” (Manolo Florentino) reforçam que tais ações eram comuns e faziam parte de uma resistência cotidiana, muito além das fugas e revoltas armadas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Afirma que as ações judiciais levaram ao fim da escravidão no século XVIII. Erro: o sistema escravista persistiu até o século XIX; as ações judiciais, embora importantes, não extinguiram a escravidão nesse período.

B) Reduz a resistência africana à passividade. Incorreto: registros demonstram ampla diversidade de resistência, com confrontos, fugas, negociações e lutas jurídicas envolvendo tanto indígenas quanto africanos.

C) Afirma inflexibilidade total do Império. Incompleto: Apesar das dificuldades, muitos escravizados conseguiram decisões favoráveis, especialmente quando havia ilegitimidade em sua manutenção ou descumprimento de promessas de liberdade.

Estratégias para provas: Esteja atento a termos absolutos (como “fim do sistema” ou “predominava postura passiva”), pois costumam ser escolhas erradas. Busque identificar nuances e múltiplas formas de resistência, como aparecem nos estudos históricos recentes.

Resumo: A alternativa D é a correta porque reconhece a pluralidade de estratégias de resistência, incluindo a luta judicial pela liberdade, evidenciadas nas experiências reais e apoiadas por pesquisas contemporâneas.

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Em meados de fevereiro de 1765, Juana Antonia Gomiciaga, por intermédio do “procurador de pobres”, Diego Toribio de la Cueva, se apresentou ao Cabildo de Santiago. Ela confiava que o foro de justiça local pudesse dar solução ao seu pedido principal: obter o reconhecimento de sua liberdade, que, de acordo com sua versão, havia sido concedida verbalmente por sua senhora, Francisca Josefa Gomiciaga, em fevereiro de 1751. Nas palavras do procurador, a liberdade havia sido concedida devido à “piedade e compaixão”. Contudo, essa alforria verbal, ao longo do tempo, foi desconsiderada pelas senhoras de Juana, o que motivou a escrava Juana Antonia a recorrer à arena judicial.

Juana Antonia articulava na justiça por intermédio do procurador e ainda chegou a recorrer após seu pedido ser desconsiderado

kkkk essas questões da unicamp são pura interpretação

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