Não é mais o templo que distingue a cidade medieval da ...

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Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2015 - FAMERP - Conhecimentos Gerais |
Q1339050 História
    Não é mais o templo que distingue a cidade medieval da cidade antiga, porque muitas vezes ou o templo foi reutilizado como igreja, ou então a igreja cristã foi construída sobre o local do templo. Com a igreja, um elemento fundamentalmente novo sobreveio. Os sinos aparecem e se instalam no século VII no Ocidente. Eles serão ponto de referência na cidade; em particular na Itália, onde o sino muitas vezes é instalado não no corpo do monumento, mas numa torre especial: o campanário.
(Jacques Le Goff. Por amor às cidades, 1998. Adaptado.)

O historiador descreve o surgimento da cidade medieval, assinalando, como um dos seus aspectos fundamentais,
Alternativas

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Gabarito: C

Tema central: a transformação das cidades medievais pela presença visível da Igreja. O trecho enfatiza elementos urbanos novos — especialmente a igreja e os sinos — que tornaram o poder religioso um referencial constante na vida urbana.

Resumo teórico: A cidade medieval surge não apenas por fatores econômicos, mas por uma recomposição do espaço e dos símbolos públicos. A igreja urbana e seus instrumentos (sinos, campanários) funcionavam como marco temporal, social e simbólico, mostrando a onipresença do poder religioso no cotidiano. Autores como Jacques Le Goff e Marc Bloch ressaltam o papel integrador e regulador das instituições e rituais religiosos na formação das cidades medievais (Le Goff, Por amor às cidades; Bloch, Feudal Society).

Justificativa da alternativa correta (C): O texto chama atenção para a reutilização do templo como igreja e para a instalação dos sinos e campanários — elementos que tornam o poder religioso visível e audível no espaço urbano. Isso evidencia que um aspecto fundamental da cidade medieval é a presença diária e controladora da Igreja sobre ritmos e práticas sociais, logo a alternativa C é a correta.

Análise das alternativas incorretas:

A — Florescimento econômico em rotas comerciais: é um traço real das cidades medievais, mas o texto focaliza símbolos religiosos (igreja, sinos), não comércio. Portanto, não responde ao enunciado.

B — Autonomia política por lutas contra senhores e Igreja: a afirmação mistura dois pontos — autonomia comunal é histórica — porém o texto não trata de lutas políticas ou conquistas de autonomia; trata da presença religiosa como elemento definidor.

D — Reorganização para manter estrutura militar antiga: incorreto. A cidade medieval se redesenha segundo novos centros (igreja, mercado, prefeitura), não para preservar a estrutura militar da antiguidade.

E — Deslocamento da população para mosteiros: também falso. Monasticismo teve importância, mas a urbanização medieval caracterizou concentração e vida laica nas cidades; o trecho enfatiza edifício religioso público, não êxodo para mosteiros.

Estratégias de prova:

- Busque palavras-chave no enunciado (aqui: sinos, igreja, campanário) e relacione-as às alternativas.

- Elimine opções que tragam fatos gerais ou verdadeiros historicamente mas não cobertos pelo texto.

- Atenção a alternativas que misturam ideias corretas com contexto errado (pegadinha comum).

Referências rápidas: Jacques Le Goff, Por amor às cidades; Marc Bloch, Feudal Society.

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Comentários

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RESOLUÇÃO (Cursos Objetivo):

Alternativa escolhida por eliminação, pois ultrapassa as possibilidades de análise oferecidas pelo texto de Le Goff. Este enfatiza um aspecto pontual – ainda que marcante – da participação da Igreja na formação das cidades medievais: a presença do templo cristão, e sobretudo dos sinos.

A importância destes estava relacionada, além da marcação do tempo, com a comemoração de eventos ou com apelos urgentes, como em casos de guerra, reuniões ou acidentes.

Ora, a alternativa escolhida alude ao papel preponderante da Igreja como ordenadora religiosa, cultural, moral, social e até política do período – ilações que o texto não permite extrair.

GABARITO:

(C) a onipresença de um poder religioso visível e controlador da existência cotidiana da população.

Fonte: https://www.indagacao.com.br/2020/10/famerp-2016-o-historiador-descreve-o-surgimento-da-cidade-medieval-assinalando-como-um-dos-seus-aspectos-fundamentais.html?m=1

Eles serão ponto de referência na cidade;

Aqui está a resposta .

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