NSTRUÇÃO: Para responder à questão 36, analise as afi...

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Q341888 Português
NSTRUÇÃO: Para responder à questão 36, analise as afirmativas a seguir, referentes a O Alienista, de Machado de Assis, e preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).

( ) A novela O Alienista, de Machado de Assis, é uma sátira à arbitrariedade do conceito de loucura.

( ) As pesquisas de Dr. Simão Bacamarte, protago- nista de O Alienista, são ridicularizadas pelo narrador devido ao seu cientificismo.

( ) O Alienista demonstra como a loucura não pode ser relativizada, pois a definição de demência é um assunto consensual.

( ) Mesmo detendo o poder absoluto dos critérios da razão e da loucura, Simão Bacamarte também é alvo de suas próprias investigações quanto a sua demência.

( ) O Alienista estabelece um tratado científico detalhado que avança nos estudos sobre a sanidade metal.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses ,de cima pra baixo,é:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é literário-textual: a leitura global de O Alienista como narrativa satírica e irônica, especialmente quanto à arbitrariedade dos critérios de loucura, ao cientificismo de Simão Bacamarte, à relativização entre razão e demência e à falsa ideia de tratado científico. Esse eixo interpretativo leva à sequência V – V – F – V – F.

Tema central: sátira da loucura e cientificismo
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque rompe três pontos decisivos da obra. A 2ª assertiva não pode ser falsa, já que o narrador, por meio de ironia, ridiculariza o cientificismo de Bacamarte. A 3ª não pode ser verdadeira, porque a novela relativiza os critérios de loucura, em vez de apresentar consenso sobre a demência. A 4ª não pode ser falsa, pois Bacamarte também se torna objeto de sua própria investigação.
B
Certa
A alternativa B é a única que acompanha o eixo interpretativo central da novela. A 1ª assertiva é verdadeira porque a obra satiriza a arbitrariedade dos critérios de loucura. A 2ª também é verdadeira, pois o cientificismo de Bacamarte é alvo de ironia narrativa e, por isso, suas pesquisas são ridicularizadas. A 3ª é falsa, já que a novela não trata a demência como assunto consensual; ao contrário, mostra a instabilidade desses critérios. A 4ª é verdadeira porque Bacamarte acaba submetendo a si mesmo sua própria lógica investigativa. A 5ª é falsa porque O Alienista não é tratado científico real, mas narrativa ficcional satírica que simula esse discurso para criticá-lo.
C
Errada
Está errada porque nega a 1ª assertiva e afirma a 5ª. A 1ª é verdadeira: a obra é satírica da arbitrariedade da loucura. A 5ª é falsa: a novela não constitui tratado científico detalhado nem produz avanço efetivo dos estudos sobre sanidade mental; trata-se de ficção satírica que simula o discurso científico para criticá-lo.
D
Errada
Está errada porque inverte o sentido das 3ª e 4ª assertivas. A 3ª não pode ser verdadeira, pois o núcleo da obra é justamente a não consensualidade da demência e a instabilidade dos critérios de sanidade. A 4ª não pode ser falsa, porque o desfecho inclui a autoinclusão de Bacamarte no campo de sua própria lógica classificatória.
E
Errada
Está errada porque só acerta a 4ª assertiva. A 1ª é verdadeira, já que a obra é satírica. A 2ª é verdadeira, porque o cientificismo de Bacamarte é ironizado e ridicularizado. A 3ª é falsa, pois não há consenso sobre a definição de demência na narrativa. A 5ª também é falsa, porque O Alienista não é tratado científico real, mas narrativa ficcional satírica.
Pegadinha da questão
A banca explora a aparência de seriedade científica da narrativa para induzir uma leitura literal: quem toma o vocabulário pseudo-científico como endosso do narrador tende a errar a 2ª, a 3ª e a 5ª assertivas.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre O Alienista, verifique se a afirmação respeita o projeto satírico da obra ou se lê literalmente o discurso científico encenado.
  • Quando a alternativa falar em consenso, objetividade ou definição estável da loucura, confronte isso com a relativização dos critérios ao longo da narrativa.
  • Distinga personagem, narrador e efeito irônico: a pretensão científica de Bacamarte não equivale à posição validada pela obra.

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