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Ano: 2016 Banca: IFF Órgão: IFF Prova: IF-TO - 2016 - IFF - Processo Seletivo e Vestibular - TO |
Q1338313 História
“Gente que eu chamo (...), de ‘brasílicos’, não de luso-brasileiros ou de ‘brasileiros’ (...). Essa gente ‘brasílica’ já possuía uma identidade diferente da dos reinóis, dos portugueses de Portugal – como os moradores de Goa, de Macau e os outros luso-asiáticos espalhados na imensidão do Estado da Índia -, mas não tinha ainda a ideia de seu pertencimento a uma comunidade única encravada na América Portuguesa. Isso é a economia do ouro que vai engendrar, num segundo tempo, porque o ouro une o mercado brasileiro.” Disponível em: MORAES, José Geraldo Vinci de; REGO, José Marcio. Luiz Felipe de Alencastro. In: Conversas com historiadores brasileiros. São Paulo: ed. 34, 2002, p.254.
Sobre os períodos colonial e imperial brasileiros, identifique a afirmação incorreta:
Alternativas

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Resposta: Alternativa E — é a afirmação incorreta.

Tema central: ciclos econômicos coloniais e imperiais (açúcar, ouro, café) e o papel da escravidão e das forças externas no seu prolongamento ou fim.

Síntese teórica: do século XVI ao XIX o Brasil passou por três grandes ciclos econômicos que dependiam intensamente do trabalho escravo: açúcar (principalmente Nordeste, séculos XVI–XVII), ouro (século XVIII, interior e Minas) e café (século XIX, sudeste). A escravidão foi núcleo da economia atlântica, mas sua manutenção até 1888 decorre de fatores internos (interesses econômicos, políticos e jurídicos) e só foi parcialmente atingida por pressões externas contra o tráfico.

Por que a alternativa E está errada:

A afirmação afirma que a escravidão “com o apoio da marinha inglesa pôde existir até 1888”. Isso é historicamente falso. A marinha britânica, desde a Lei do Abolicionismo do comércio de escravos (UK, 1807) e com a atuação do West Africa Squadron, pressionou e combateu o tráfico. O Brasil mesmo sofreu pressão diplomática/britânica, culminando em leis brasileiras como a Lei Eusébio de Queirós (1850) que proibiu o tráfico transatlântico. A permanência da escravidão até 1888 deve-se a resistências internas e à estrutura socioeconômica, não a um "apoio" britânico. Fontes: lei inglesa 1807, atuação britânica anti-tráfico, Lei Eusébio de Queirós (1850) e Lei Áurea (1888).

Análise das demais alternativas:

A — correta: o modelo de feitorias e armadores foi usado nas ilhas atlânticas; na América sofreu escala maior e uso intensivo de trabalho escravo (ver Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda).
B — correta: a identidade nacional "brasileiro" consolidou-se de modo mais sólido no século XIX; antes havia identidades locais e luso-coloniais (observação alinhada ao trecho citado de Alencastro).
C — correta: as feitorias e engenhos confirmaram a presença portuguesa, mas a grande ocupação do interior e povoamento urbano acelerou com o ciclo do ouro (século XVIII).
D — correta em essência: embora os produtos variem, o comércio negreiro foi central à economia atlântica; o período 1550–1850 corresponde bem ao protagonismo do escravo no comércio colonial/império (com recortes regionais).

Dica de resolução: busque palavras-chave nas alternativas (por ex. “apoio da marinha inglesa”) e confronte com eventos e leis conhecidas (1807, 1850, 1888). Pergunte-se: isso foi favorecimento ou pressão? Isso evita cair em pegadinhas que invertem a relação causal.

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Comentários

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O tipo de colonização baseado em feitorias já havia sido experimentado antes nas ilhas do Atlântico, diferindo-se na escala e na mão de obra escrava. errada também. trecho da pesquisa  em Cabo Verde, na Madeira, nos Açores e em São Tomé. A colonização das ilhas proporcionou aos portugueses a realização de uma experiência-modelo visando a adaptação prévia aos trópicos e ao escravismo de técnicas portuguesas e luso-africanas que seriam, mais tarde, desenvolvidas na América portuguesa.

Os três ciclos (açúcar, ouro e café) podem ser resumidos em um só: escravidão, que com o apoio da marinha inglesa pôde existir até 1888.incorreta também duas respostas;.

LETRA E.

Essa questão pretende nos remeter que a Inglaterra foi a grande bem feitora dos escravizados e não é bem assim. O fim da escravidão no mundo era conveniente para a Inglaterra Industrializada, ora, o mercado consumidor global, se faz através do trabalho remunerado, ou seja, a população negra escravizada no Brasil que foi em diversos períodos da história, majoritária em relação demográfica, não poderia consumir suas manufaturas, pois não era uma mão de obra remunerada, por isso o interesse inglês com a abolição da escravidão.

Lei Bill Aberdeen deu autonomia para que esquadras inglesas interceptassem navios negreiros

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