“Eu molho, molho, mas não adianta”, reclamou o agricultor a...

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Ano: 2011 Banca: UEFS Órgão: UEFS Prova: UEFS - 2011 - UEFS - Vestibular - FÍSICA, QUÍMICA e BIOLOGIA |
Q1375485 Biologia
O Brasil já dá sinais claros de que a desertificação vem se acentuando a passos largos [...] Embora haja poucos dados atualizados sobre as regiões já afetadas pela desertificação no país, sabe-se que redução drástica da produção agrícola e de renda, migração e perda da biodiversidade são as principais consequências de um processo que ameaça 31,6 milhões de brasileiros. — quase um sexto da população do país. ( FRAGA, 2011, p. 23) 
“Eu molho, molho, mas não adianta”, reclamou o agricultor apontando para uma área de terra seca e sem vida, em conversa com o pesquisador em trabalho de campo.

Em princípio associada a condições climáticas da região, “a terra seca e sem vida”, apontada pelo agricultor, pode ser corretamente associada a
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa B

Por que B? A fala do agricultor — “Eu molho, molho, mas não adianta” — indica que a irrigação está sendo feita, porém a terra permanece “seca e sem vida”. Esse quadro é típico de salinização: em regiões muito secas, a água de irrigação evapora ou sobe por capilaridade, deixando sais solúveis acumulados na superfície. Esses sais dificultam a absorção de água pelas raízes (efeito osmótico) e tóxicos em altas concentrações, levando à perda de produtividade e aparência de solo “seco” mesmo quando irrigado.

Resumo teórico rápido

- Salinização: acúmulo de sais solúveis no solo, comum em climas áridos/semiáridos com irrigação inadequada. Consequências: redução da germinação, queima foliar, menor crescimento e perda de produtividade.

- Mecanismo: entrada de água com sais → elevação da água por capilaridade → evaporação na superfície → deposição de sais. Referência útil: FAO sobre solos salinos e EMBRAPA em trabalhos sobre salinização e manejo.

- Marco nacional: combate à desertificação é tratado no Plano Nacional de Combate à Desertificação (PNCD) — Decreto nº 4.339/2002 — que aborda causas antrópicas e manejo sustentável.

Análise das demais alternativas

A (errada) — fala em "incapacidade de reter nutrientes orgânicos" e déficit alimentar das culturas. Isso descreve perda de fertilidade orgânica (erosão, manejo inadequado), não o quadro em que irrigação é feita e o solo permanece salgado/seco.

C (errada) — associa agricultura familiar a esgotamento do adubo orgânico e impossibilidade de formar húmus. Generaliza e confunde causa/efeito; agricultura familiar não causa necessariamente exaustão de húmus nem explica o sintoma de irrigação sem efeito.

D (errada) — “prática agrícola planejada com grande espaçamento de tempo” entende-se como pousio; isso costuma favorecer recuperação do solo, não sua degradação imediata no sentido descrito.

E (errada) — plantio para reflorestamento costuma recuperar áreas degradadas; a ideia de que pequenas mudas “esgotam os mananciais” é imprecisa e não corresponde ao quadro de solo salinizado por irrigação.

Dica para provas: foque em palavras-chave do enunciado. Aqui, “molho, molho” + “não adianta” = irrigação sem resultado → pensar em salinização/alisamento de sais. Use a eliminação: descarte alternativas que não explicam a presença de irrigação.

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