A conciliação dos anos 1850 mostrou ser uma estratégia ...
(Francisco M. P. Teixeira. História concisa do Brasil, 1993. Adaptado.)
Os “setores hegemônicos das elites” mencionados pelo historiador eram
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Alternativa correta: C
Tema central: a questão trata da conciliação política nos anos 1850 do Segundo Reinado — processo em que as elites dominantes equilibraram divergências para estabilizar a monarquia sem mudanças sociais profundas. Para responder, é preciso identificar quais grupos detinham realmente o poder econômico e político nesse período.
Resumo teórico: nos anos 1850 a economia brasileira era marcada pela expansão do café, especialmente no Vale do Paraíba (RJ) e no sul de Minas. Esses cafeicultores escravistas formaram a base econômica e política do Estado: controlavam câmaras municipais, eleições provinciais e tinham forte representação na elite parlamentar. A "conciliação" refere-se à aliança entre elite agrária (principalmente cafeeira) e os quadros políticos monárquicos para garantir governabilidade (ver: Francisco M. P. Teixeira; Boris Fausto).
Justificativa da alternativa C: os cafeicultores do Vale do Paraíba e do sul de Minas eram o grupo hegemônico na política nacional dos anos 1850. Seu peso econômico (exportações de café) e social (propriedade escravista, clientelismo local) lhes deu capacidade de moldar acordos políticos e manter a ordem sem mudanças estruturais.
Por que as demais alternativas estão incorretas:
A: As camadas médias urbanas eram ainda numericamente e politicamente limitadas e não formavam a elite hegemônica — o poder seguia nas mãos da oligarquia agrária.
B: Os burgueses industriais do interior paulista só ganharam relevância política mais tarde (final do século XIX/república); na década de 1850 a industrialização era incipiente.
D: Os criadores de gado do pampa tinham influência regional, mas não dominavam a política nacional nem a economia de exportação que sustentava a monarquia.
E: Os senhores de engenho do litoral nordestino foram poderosos no período colonial e início do Império, mas perderam peso relativo frente à ascensão da cafeicultura no Sudeste.
Dica de interpretação para provas: associe sempre o grupo social à base econômica predominante do período indicado. Pergunte: "Quem gerava as riquezas exportáveis e controlava cargos e eleições?" Esse critério elimina distrações regionais ou anacrônicas.
Fontes sugeridas: Francisco M. P. Teixeira, História concisa do Brasil; Boris Fausto, História do Brasil.
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Após 1850, com a dificuldade para obtenção de mão-de-obra escrava, a produção do Vale do Paraíba entrou em declínio.
A entrada de novos imigrantes e o eminente fim da escravidão levam o governo a aprovar a Lei de Terras (1850) Tratava-se de uma tentativa de regularização da propriedade fundiária no Brasil, instituindo limites entre terras públicas e privadas ao estabelecer que as terras devolutas, ou seja, desocupadas, pertenciam ao Estado, e não poderiam ser adquiridas de nenhuma outra forma senão por meio de compra. Dessa maneira, todas as posses adquiridas após a independência (1822), assim como as sesmarias concedidas ainda na época da colônia deveriam ser cadastradas nos Registros Paroquiais de Terras para então serem demarcadas.
NO BRASIL, AO SE TRATAR DO CICLO DO CAFÉ, TEMOS DOIS GRANDES MOMENTOS, O PRIMEIRO NO VALE DO PARAÍBA, PENGANDO PARTE DO SUL FLUMINENSE E A REGIÃO DO VALE DO PARAÍBA PAULISTA AO LESTE DA CAPITAL, COM O PREDOMÍNIO DE MÃO DE OBRA ESCRAVA, E O SEGUNDO GRANDE CICLO NO OESTE PAULISTA, APÓS A ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO, COM MÃO DE OBRA ESTRANGEIRA COMPOSTA PRINCIPALMENTE POR ITALIANOS. NO PERÍODO ENTRE 1850 E 1930, O CAFÉ ERA RESPONSÁVEL POR MAIS DA METADE DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS.
Os cafeicultores do Vale do Paraíba e do sul de Minas!!
Gabarito C
Os cafeicultores do Vale do Paraíba e do sul de Minas Gerais foram responsáveis pela produção de café na região durante o Ciclo do Café.
A cafeicultura na região foi marcada pelo uso de mão-de-obra escrava e pela expansão da produção do grão.
CFOPMBA
The trooper again
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