A partir de 1850, a tradicional dependência política e econô...

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Ano: 2010 Banca: Universidade Presbiteriana Mackenzie Órgão: MACKENZIE Prova: Universidade Presbiteriana Mackenzie - 2010 - MACKENZIE - Vestibular |
Q1336314 História
A partir de 1850, a tradicional dependência política e econômica do Brasil com relação à Inglaterra, já não era total, o que levou Dom Pedro II a afirmar que “é política consolidada do Brasil evitar aceitar estipulações de tratados com países estrangeiros mais fortes e que não sejam limítrofes.” Na prática, a maior autonomia nacional perante o capital inglês possibilitou adotarmos uma certa autonomia perante o imperialismo inglês. Tal “política consolidada” foi resultado
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa C

Tema central: autonomia econômica e política do Brasil no Segundo Reinado (c.1850). A questão exige entender como a diminuição da dependência exclusiva da Inglaterra ampliou a margem de manobra do Império frente ao imperialismo britânico.

Resumo teórico: Na primeira metade do século XIX o Brasil era fortemente dependente do mercado e do capital britânicos. A partir das décadas de 1840–1850 surgem fatores que diversificaram parceiros comerciais e financeiros (crescimento das relações com os EUA, expansão das exportações de café, iniciativas empresariais e medidas alfandegárias), reduzindo a posição hegemônica inglesa e dando mais liberdade diplomática ao governo de D. Pedro II.

Justificativa da alternativa C (correta): A alternativa indica que, entre outros fatores, o avanço dos Estados Unidos como comprador dos produtos brasileiros contribuiu para reduzir a dependência exclusiva da Inglaterra. Isso está correto porque, com a industrialização e a expansão do mercado norte-americano, os EUA tornaram‑se interlocutor comercial cada vez mais relevante, possibilitando ao Brasil negociar com maior autonomia e não estar vinculado unicamente às exigências inglesas. Essa diversificação de mercados e parceiros é justamente o que permitiu a “política consolidada” mencionada no enunciado.

Análise das alternativas incorretas:

A: O Barão de Mauá foi importante (investimentos em indústria e bancos), mas não houve apoio governamental irrestrito nem sua ação, isoladamente, quebrou a vocação agrária do país. Sua influência foi limitada e enfrentou barreiras estruturais.

B: A Tarifa Alves Branco (1844) foi medida protecionista relevante, mas a alternativa exagera ao afirmar que perdurou sem alterações até o fim do Segundo Reinado e que, sozinha, aumentou decisivamente a oferta manufaturada nacional. O processo industrial foi lento e fragmentado.

D: O aumento das exportações de café gerou crescimento e entrada de divisas, mas também ampliou vínculos com capitais estrangeiros e empréstimos; não eliminou a dependência de crédito externo nem tornou desnecessários empréstimos a bancos estrangeiros — portanto a explicação é conflituosa com a realidade econômica.

E: As questões do fim do tráfico negreiro envolveram pressões e acordos (ex.: ações britânicas e leis brasileiras como a de Eusébio de Queirós, 1850), mas não foram resolvidas por entendimentos que não geraram desgastes. Houve conflitos diplomáticos e pressão britânica, logo a alternativa simplifica e idealiza demais a situação.

Dica de prova: procure termos absolutos ("apoio irrestrito", "perdurou até o final") e expressões vagas; fique atento a "dentre outros fatores" — indica que a alternativa aponta uma causa plausível entre várias.

Fontes recomendadas: Boris Fausto, História do Brasil; Caio Prado Júnior, Formação do Brasil Contemporâneo; E. Bradford Burns, A History of Brazil.

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