A evolução propriamente dita não é mais uma teoria para o p...
A evolução propriamente dita não é mais uma teoria para o pesquisador moderno. É um fato, tanto quanto a Terra girar em torno do Sol, e não o inverso. As mudanças documentadas no registro fóssil, em extratos geológicos precisamente datados, são o fato que designamos como evolução.
MAYR, Ernst. Biologia, ciência única. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 116.
Os pesquisadores evolutivos utilizam, além da presença dos registros fósseis, outros elementos como indicadores de uma evolução biológica ao longo da história da vida no Planeta Terra.
Entre esses elementos, pode-se citar
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Resposta correta: Alternativa D
Tema central: evidências da evolução biológica. A questão pede indicar um elemento usado pelos pesquisadores para demonstrar parentesco e mudanças ao longo do tempo entre espécies — ou seja, evidências de evolução histórica, não mudanças individuais ou tecnológicas.
Resumo teórico (didático e progressivo): Evolução, no sentido biológico, é a mudança nas características hereditárias de populações através das gerações. Fontes de evidência incluem registro fóssil, biogeografia, anatomia comparada (homologias), embriologia e comparações bioquímicas/moleculares (DNA, proteínas) que revelam graus de parentesco e tempos de divergência (Mayr, 2005; Futuyma, Evolution).
Justificativa da alternativa D: A comparação bioquímica entre espécies (sequências de DNA/proteínas) mostra similaridades e diferenças proporcionais ao grau de parentesco. Essas semelhanças moléculas são herdadas e acumulam mutações ao longo de muitas gerações, permitindo reconstruir árvores filogenéticas e inferir eventos evolutivos — portanto, são evidências diretas e utilizadas atualmente (molecular phylogenetics).
Análise das incorretas:
A — avanço científico/tecnológico é um fenômeno cultural e histórico, não uma evidência biológica da evolução das espécies.
B — crescimento de pelagem num indivíduo em um ano é uma variação fenotípica sazonal/ontogenética, não mudança hereditária de população ao longo de gerações.
C — cicatrização é um processo fisiológico e de regeneração tecidual, não reflete alteração hereditária entre gerações.
E — mutações em células somáticas não são transmitidas aos descendentes (exceto em casos raros); a evolução depende de mutações em células germinativas que podem ser herdadas.
Dica de interpretação de enunciados (estratégia): procure palavras-chave que indiquem escala temporal — “ao longo da história da vida”, “espécies”, “graus de parentesco” sugerem evidências hereditárias e comparativas (fósseis, molecular). Exclua alternativas que descrevem fenômenos individuais, tecnológicos ou não hereditários.
Fontes: E. Mayr, Biologia, ciência única (2005); R. C. Lewontin e R. L. Porter, princípios de genética evolutiva e textos de evolução molecular.
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