Adam Smith é considerado o pai da economia moderna, demonst...
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Resposta correta: Alternativa C
Tema central: trata-se das ideias de Adam Smith sobre economia política — especialmente a defesa da iniciativa privada, da competição e de um papel estatal restrito. Esse conhecimento é recorrente em provas de História Geral e de Economia para concursos.
Resumo teórico progressivo: Adam Smith (The Wealth of Nations, 1776) é referência do liberalismo econômico. Ele criticou o mercantilismo e mostrou como a busca pelo interesse próprio, por meio da concorrência, pode promover riqueza e eficiência. Smith introduziu a metáfora da "mão invisível" para explicar efeitos benéficos não intencionais das ações individuais, mas não alegou ausência total de Estado: defendia funções públicas essenciais — defesa, justiça, obras públicas e educação básica (Smith, 1776; The Theory of Moral Sentiments, 1759).
Justificativa da alternativa C: A alternativa C resume corretamente a posição central de Smith: ele atraiu a burguesia ao defender a liberdade da iniciativa privada e a redução da intervenção estatal. A expressão "pouca ou nenhuma interferência" capta o espírito liberal smithiano, embora seja importante lembrar a nuance: Smith aceitava Estado limitado para funções públicas necessárias.
Análise das alternativas incorretas:
A — Incorreta. Smith foi crítico do mercantilismo (política de monopólios, tarifas e acumulação de metais preciosos) e não o defendeu; sua obra propõe liberdade comercial e crítica às restrições estatais ao comércio.
B — Incorreta. A “mão invisível” explica como o interesse individual pode gerar benefícios sociais sem planejamento estatal; não é argumento a favor de maior intervenção governamental supervisionando o mercado.
D — Incorreta. A famosa expressão francesa “Laissez faire, laissez passer…” não é de autoria de Smith; é associada aos fisiocratas e ao liberalismo francês. Smith não a cunhou, embora compartilhasse ideias de não-intervenção.
E — Incorreta. Smith defendia que a oferta e a procura são mecanismos de mercado, não “criações do governo inglês”. Além disso, embora sustentasse funções públicas essenciais do Estado (segurança, justiça, obras públicas), a justificativa oferecida pela alternativa é equivocada.
Dica de prova: busque palavras-chave nas alternativas — "mercantilismo", "mão invisível", "laissez-faire", "funções do Estado". Compare com o núcleo das teses de Smith e lembre-se das nuances: liberalismo com Estado limitado, não abandono total do poder público.
Fontes: Adam Smith, The Wealth of Nations (1776); The Theory of Moral Sentiments (1759); Stanford Encyclopedia of Philosophy; Encyclopaedia Britannica.
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Comentários
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A frase: “Laissez faire, laissez passer, lê monde va de lui même” (Deixe fazer, deixe passar, o mundo vai por si mesmo) não é de Adam Smith e sim de Vincent de Gournay ( 1712 – 1759). Ela foi de expressiva importância para que fosse lançado um dos pontos fundantes do pensamento liberal.
A) Ele não defendia o mercantilismo. Na verdade, criticava essa prática.
B) A “mão invisível” não depende de supervisão constante do governo. A lógica é justamente que o mercado tende a se autorregular.
C) CORRETA.
D) A frase “Laissez-faire” não é dele. Ela está ligada aos fisiocratas franceses.
E) A Lei da Oferta e da Procura não foi “criada pelo governo inglês”.
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