Inundada e adubada a cada ano pela cheia do Nilo,
contanto que não fosse nem demasiado violenta nem insuficiente, a terra do Egito gozou, desde suas origens, de uma
espantosa fertilidade. A vocação do país é portanto essencialmente agrícola, a tal ponto que o ciclo da vegetação ditou
um calendário de três estações: a Inundação, a Germinação,
a Colheita, cada uma comportando quatro meses de 30 dias.
(Bernadette Menu. Ramsés II: soberano dos soberanos, 2002.)
O excerto descreve as condições materiais de sobrevivência
social no Egito da Antiguidade, que