A análise do texto permite afirmar que a existência de rotas...
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Alternativa correta: D
Tema central: trata-se da dinâmica do comércio de especiarias entre Oriente e Ocidente nos séculos XV–XVII e de como o controle muçulmano das rotas terrestres e de transbordo (levantino, red sea, Rotas do Mediterrâneo) motivou a busca europeia por rotas alternativas marítimas. Conhecimentos necessários: Era dos Descobrimentos, monopólios mercantis medievais (Veneza/Gênova), expansão otomana e papel de Portugal/Espanha.
Resumo teórico breve: Após 1453 (queda de Constantinopla) e com a consolidação otomana no Levante e no Mar Vermelho, o comércio de especiarias sofreu elevação de custos e insegurança. Cidades italianas e mercadores muçulmanos intermediavam a circulação das mercadorias. Isso levou potências ibéricas a procurar rota marítima para a Índia (Vasco da Gama, contorno da África) — processo estudado por historiadores como J.H. Parry (The Age of Reconnaissance) e Fernand Braudel (Civilization and Capitalism).
Justificativa da alternativa D: A alternativa D afirma que o controle de pontos comerciais estratégicos pelos muçulmanos favoreceu a busca de rotas alternativas. Essa leitura é direta do contexto histórico: o domínio dos entroncamentos comerciais e as taxas/intermediação estimularam europeus a buscar vias marítimas que quebrassem essa hegemonia, levando à rota do Cabo e ao aumento da supremacia naval europeia — exatamente o argumento do texto de apoio.
Análise das alternativas incorretas:
A: incorreta — afirma imitação cultural e inexistência de vida urbana entre árabes; falso historicamente: o mundo islâmico apresentou grandes centros urbanos (Bagdá, Cairo, Damasco) e tradição comercial própria.
B: incorreta — diz que caráter agropastoril impedia comércio; contradiz evidências: sociedades muçulmanas tiveram intensa atividade mercantil e redes comerciais intercontinentais.
C: incorreta — mistura conceitos anacrônicos (renascimento, ateísmo) e responsabiliza pelo declínio islâmico; não corresponde à realidade: o declínio relativo teve causas políticas, militares e econômicas, não “ateísmo renascentista”.
E: incorreta — exagera ao dizer que o comércio de especiarias tornou o Ocidente dependente a ponto de provocar um “movimento cruzadístico” com essa finalidade; as Cruzadas são fenômeno anterior e motivado por fatores religiosos e políticos, não diretamente pela dependência de especiarias.
Dica de prova: foque em palavras-chave como “controle de pontos comerciais”, “rotas alternativas” e “muçulmanos”; descarte opções que tragam anacronismos ou generalizações culturais. Em questões de história econômica, relacione ações políticas (conquistas, bloqueios) a respostas comerciais (busca de rotas).
Fontes úteis: J.H. Parry, The Age of Reconnaissance; Fernand Braudel, Civilization and Capitalism.
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Comentários
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Após a morte de Maomé, ocorreu a expansão pelos continentes centrais (visualizando por um mapa tradicional).
Os muçulmanos dominaram locais estratégicos, como Constantinopla e parte do mar mediterrâneo.
Durante as grandes navegações, gerenciada por nações europeias, a busca pelas especiarias eram elevadas. As rotas comerciais elaboradas pelos países eram dominadas pelos muçulmanos, logo, deixando-os sob hegemonia no fluxo comercial.
Pense comigo, os países da Europa tinham dois principais caminhos para as Índias, ou pelo mediterrâneo ou por Constantinopla. Os muçulmanos dominaram os dois, logo, elevaram as taxas de impostos para passar por ali, assim, lideraram o mercado.
Por isso a ideia de dar a volta na África.
GAB D
Cruzadas no século XVII? Cuidado!
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