Considerando o texto precedente e acontecimentos atuais no c...

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Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107509 Educação Artística
     Em 1921, a peça teatral R.U.R., escrita por Karel Čapek, era apresentada pela primeira vez. O enredo trazia a história de robôs que trabalhavam para humanos, mas que acabaram se rebelando e exterminando a nossa espécie — um clichê visto até hoje em algumas produções. O fato curioso é que, até então, a palavra “robô” nunca havia sido utilizada. Ela surgiu pela primeira vez no título, R.U.R., que significa robôs universais de Rossum, como uma variação da palavra tcheca “robota”, que significa trabalho forçado.

     Para comemorar os 100 anos da invenção do termo, o grupo THEaiTRE — nome em referência à palavra theatre e à abreviação AI (artificial intelligence), ambas do inglês — resolveu criar e exibir uma peça roteirizada por um robô. IA: quando um robô escreve uma peça conta a história de um robô que sai pelo mundo com o objetivo de aprender sobre a sociedade, as emoções humanas e a morte. 

Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Considerando o texto precedente e acontecimentos atuais no campo das artes cênicas, julgue o item subsequente. 

A informação de que o roteiro da peça IA: quando um robô escreve uma peça foi escrito por IA é mais uma curiosidade que uma provocação cênica para o público, na medida em que saber dessa informação não altera em nada a interação com a obra.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E) errado

Tema central: O impacto da Inteligência Artificial (IA) na Arte e na experiência do espectador.

A questão aborda como a autoria por IA em uma peça teatral não é apenas um dado curioso, mas altera significativamente a relação do público com a obra.

Fundamentação teórica:

  • Interação com a obra: Quando o público sabe que a peça foi escrita por IA, sua percepção e interpretação mudam. Isso provoca questionamentos sobre autoria, criatividade e limites humanos x tecnológicos.
  • Provocação Cênica: Essa informação funciona como provocação artística, levando o espectador a uma experiência reflexiva, não apenas contemplativa.
  • Originalidade e contexto: O emprego da IA na criação propõe novas discussões sobre o valor artístico, autenticidade e o papel da tecnologia na cultura.

Justificativa da alternativa correta:

A alternativa “E) errado” é a correta porque saber que a obra foi produzida por IA modifica a forma de apreciar, interpretar e dialogar com a peça. Essa metainformação agrega sentido crítico, estimulando debates sobre a presença cada vez maior das máquinas nas atividades humanas e o futuro da criatividade na arte.

Conceitos-chave trabalhados em autores como Nicolas Bourriaud (“Estética Relação”) e nas Diretrizes Curriculares de Arte defendem que a experiência artística é transformada conforme contexto, autoria e tecnologia envolvidos.

Análise crítica da alternativa incorreta (“Certo”):

Ao afirmar que a informação “não altera em nada” a interação, ignora:

  • O aspecto provocador dessa autoria, que convida o público a repensar valores e significados da arte;
  • A realidade contemporânea, onde a tecnologia é elemento ativo e discursivo;
  • A importância do contexto para a leitura artística.

Dica para provas: Atenção a generalizações como “não altera em nada”: em questões de Arte, qualquer informação de autoria, contexto ou procedimento quase sempre influencia na experiência, recepção ou sentido da obra.

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