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Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107505 Educação Artística
     Em 1921, a peça teatral R.U.R., escrita por Karel Čapek, era apresentada pela primeira vez. O enredo trazia a história de robôs que trabalhavam para humanos, mas que acabaram se rebelando e exterminando a nossa espécie — um clichê visto até hoje em algumas produções. O fato curioso é que, até então, a palavra “robô” nunca havia sido utilizada. Ela surgiu pela primeira vez no título, R.U.R., que significa robôs universais de Rossum, como uma variação da palavra tcheca “robota”, que significa trabalho forçado.

     Para comemorar os 100 anos da invenção do termo, o grupo THEaiTRE — nome em referência à palavra theatre e à abreviação AI (artificial intelligence), ambas do inglês — resolveu criar e exibir uma peça roteirizada por um robô. IA: quando um robô escreve uma peça conta a história de um robô que sai pelo mundo com o objetivo de aprender sobre a sociedade, as emoções humanas e a morte. 

Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Considerando o texto precedente e acontecimentos atuais no campo das artes cênicas, julgue o item subsequente. 

A ideia apresentada no texto de que um enredo como o da peça R.U.R. é clichê justifica-se pelo fato de que, no teatro, a IA é sempre entendida como um inimigo do ser humano e representada em cena de forma irônica. 
Alternativas

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Análise do Tema Central:

O núcleo da questão está na representação da inteligência artificial (IA) nas artes cênicas, especialmente no teatro. O enunciado provocou uma reflexão sobre os clichês associados aos robôs e sobre como eles aparecem em enredos teatrais, desafiando o aluno a verificar se a imagem da IA como “inimiga” do ser humano e sua representação irônica são realmente recorrentes ou invariáveis no teatro.

Justificativa da Alternativa Correta:

A alternativa correta é E (errado).

Por quê? O erro está na generalização: afirmar que a IA sempre é vista como inimiga e sempre é representada de forma irônica ignora a pluralidade de perspectivas presentes no teatro contemporâneo. De fato, “R.U.R.” criou um modelo de enredo, porém, produções mais recentes ampliaram esse leque de representações. Hoje, peças usam a IA tanto sob uma ótica de antagonismo quanto como ferramenta para explorar emoções, ética, transformações sociais e outros temas, construindo, inclusive, relações empáticas e colaborativas com humanos. No exemplo citado no texto, a peça “IA: quando um robô escreve uma peça” apresenta a IA em busca de sentido e aprendizado—não como simples adversária.

Elementos-Chave para Acertar a Questão:

  • Leitura atenta de expressões absolutas: termos como “sempre”, “nunca” ou “todos” raramente refletem a complexidade das artes.
  • Analise exemplos atuais: o uso contemporâneo da IA no teatro não se restringe a papéis negativos.
  • Leia além do clichê: mesmo que um modelo seja fundacional (“R.U.R.”), não é excludente de outras formas de representação.

Análise de estratégias e alternativas incorretas:

Responder “certo” seria desconsiderar as variações modernas dos enredos e a evolução dos temas mediados pela IA no teatro, como alertam manuais especializados em artes, por exemplo, “Introdução ao Estudo do Teatro” de Lisbeth de Almeida. Questões desse tipo exploram armadilhas de generalização extrema e demandam leitura precisa dos enunciados.

Dica para provas: Sempre questione alternativas radicais e pense em exemplos divergentes apresentados em sua preparação ou em leituras recentes. Essa postura ajuda a evitar pegadinhas e fortalece seu repertório crítico.

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