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Ano: 2016 Banca: PUC - RJ Órgão: PUC - RJ Prova: PUC - RJ - 2016 - PUC - RJ - Vestibular - 1º Dia Grupo 2 |
Q736259 Biologia
Sterna paradisaea, também conhecida como andorinha do ártico, é uma ave migratória que percorre aproximadamente 40.000 km a cada ano. A maior parte da energia requerida para uma ave realizar uma rota migratória de longa distância é armazenada sob a forma de:
Alternativas

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Resposta: Alternativa B — Gordura

Tema central: armazenamento de energia para migrações longas. É preciso entender formas bioquímicas de reserva (lipídios, glicogênio, proteínas) e suas vantagens para viagens que exigem grande autonomia energética.

Resumo teórico. As aves migratórias acumulam principalmente triacilgliceróis (gordura) em tecido adiposo. Lipídios têm alta densidade energética (~9 kcal/g), cerca do dobro dos carboidratos e proteínas (~4 kcal/g), e são relativamente anidro (ocupam menos massa/volume por unidade de energia). Por isso permitem que um animal carregue mais energia sem aumentar muito a massa. Além disso, viajam longas distâncias queimando ácidos graxos oxidados nas mitocôndrias para produzir ATP durante o voo (ver sínteses em Guglielmo, 2010; princípios gerais em Campbell & Reece).

Por que B está correta. “Gordura” reúne os requisitos de alta energia por unidade de massa e baixo teor de água — ideal para a andorinha-do-ártico que percorre ~40.000 km/ano. A fisiologia de aves migratórias mostra acúmulo prévio de gordura por hiperfagia e aumento de reservas lipídicas antes da migração.

Análise das demais alternativas

A — Glicogênio: glicogênio é a forma de reserva de carboidrato, mas é armazenado em quantidades limitadas e retém muita água, tornando-o pouco eficiente para longas migrações.

D — Carboidratos: termo genérico. Mesmo que úteis, carboidratos são menos densos energeticamente e rapidamente esgotáveis; não são a principal reserva para viagens prolongadas.

C — Proteína: proteínas são estruturas e enzimas; seu catabolismo gera energia, mas é desvantajoso porque danifica tecidos e é menos eficiente que lipídios. Usada apenas em extremo jejum.

E — ATP: ATP é moeda energética imediata e em pequena quantidade; não é forma de armazenamento de longo prazo.

Dica de prova: ao ver “longas distâncias” e “armazenada”, pense em densidade energética e massa carregada — resposta provável: gordura. Leia cada alternativa buscando diferenças de função (reserva vs. combustível imediato vs. componente estrutural).

Fontes sugeridas: Guglielmo, C. G. (2010). Mechanisms of fat metabolism in migratory birds; Campbell & Reece, Biologia (capítulos sobre metabolismo e reserva energética).

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Comentários

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Muitos podem se confundir e marcar a letra A ou D, porque o glicogênio que é um carboidrato e os demais carboidratos, como por exemplo a glicose, são a primeira fonte de energia utilizada pelo animal...

Porém... A maior fonte de energia estocada são os lipídios (gorduras), portanto, letra B.

questão maldosa. vamos lá!

a glicose é a fonte primária de energia tanto nos animais quanto nos vegetais;

o amido é a reserva dos vegetais;

o glicogênio é a fonte reserva USUAL dos animais, porém a reserva mais energética são os lipídios;

logo pense assim - a gordura é superior ao glicogênio, porém demora mais pra ser quebrada visto que não é solúvel em água...taí o motivo de usarmos o glicogênio!!!

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