Conforme Silvio Gallo, “ao longo da história humana, legisladores morais de todos os tipos aviltaram a
liberdade humana em nome de um poder absoluto e da exploração. Sua ação sempre foi facilitada pela
angústia existencial que sentimos frente ao nada de nosso ser e, para fugir a tal angústia, aderimos – de “má
fé” – a qualquer identidade externa que nos seja oferecida pelos moralistas de plantão. Em nosso íntimo,
porém, sabemos que essa tranquilidade que conseguimos com a identificação social é falsa, e é a coragem
de abandoná-la que fundamenta as revoltas políticas que visam resgatar a dignidade humana e a sua
autonomia [...]”. Gallo cita o filósofo francês Jean Paul Sartre, observando que, para ele, “o ser humano é
livre, e a liberdade consiste no ato da escolha”.
Fonte: GALLO, Silvio. Filosofia: experiência do pensamento . São Paulo: Scipione, 2013, p. 131.
O século XVIII é caracterizado como o “século da moral”, como tempo marcado profundamente pelo
Iluminismo, “um projeto pedagógico-político de construção da autonomia da razão e emancipação de
homens e mulheres, fornecendo-lhes meios intelectuais para uma ação consciente”, conforme Gallo. Nesse
tempo, desenvolve-se o grande projeto ético de Immanuel Kant, com a sua destacada obra “Fundamentação
da metafísica dos costumes” (1785), aprofundado em “Crítica da Razão Prática” (1788).
Na atualidade, não há como pensar em moral e ética sem recorrer às obras de Kant. Em relação a esse
filósofo, assinale a alternativa CORRETA.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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