Entre as várias rebeliões ocorridas no período regencial, de...
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Gabarito comentado
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Resposta correta: A
Tema central: trata-se da Guerra dos Farrapos (1835–1845), conflito regional no Rio Grande do Sul durante o Período Regencial e início do Segundo Reinado. É preciso conhecer cronologia, líderes (Bento Gonçalves, David Canabarro), a proclamação da República Rio-Grandense e a forma como o conflito foi encerrado — mediante anistia e acordos com o governo imperial.
Resumo teórico: a Guerra dos Farrapos começou em 1835 por motivações políticas (oposição ao governo regencial e elite estancieira) e econômicas (insatisfação com a política alfandegária que favorecia importações argentinas). Em 1836 proclamou-se a República Rio-Grandense; o conflito prolongou-se até 1845 quando se firmou a Paz de Ponche Verde, com anistia aos revoltosos e medidas que aliviavam pressões econômicas sobre a província.
Justificativa da alternativa A: A alternativa corresponde aos fatos essenciais: o conflito teve duração até a metade da década seguinte (terminou em 1845) e a solução incluiu anistia aos líderes farrapos. Além disso, o governo imperial adotou medidas protecionistas que visavam beneficiar os estancieiros gaúchos frente à concorrência de bovinos argentinos — posição que atenuou uma das causas econômicas da rebelião. Fontes úteis: Boris Fausto, História do Brasil; works sobre a Guerra dos Farrapos e a Paz de Ponche Verde (1845).
Análise das alternativas incorretas:
B — Incorreta: exagera ao transformar um conflito regional em causa única da “rivalidade atual” entre Brasil e Argentina. As relações bilaterais têm longa e complexa história; a questão reduz demais causas e cria teleologia anacrônica.
C — Incorreta: a rebelião não resultou na adoção de um regime federalista nacional. Embora os farrapos defendessem maior autonomia local, o Brasil manteve sistema unitário; acordos locais não significaram federalização da ordem política.
D — Incorreta: é falso que a guerra revele “impossibilidade” de relações políticas/diplomáticas. Ao contrário, a solução do conflito envolveu negociações e acordos entre atores provinciais e o governo imperial — sinal de que relações políticas eram possíveis e ocorrentes.
E — Incorreta: a antecipação da maioridade de D. Pedro II ocorreu em 1840 (Movimento da Maioridade) e não foi consequência direta da Guerra dos Farrapos; além disso, a guerra não “impediu a continuação do período regencial” no sentido afirmado pela alternativa.
Dica de prova: atente para sinais cronológicos (“metade da década seguinte”), palavras-chave (“anistia”, “autonomia”, “federalista”) e confunda autonomia local com mudança constitucional do regime. Cronologia e consequências concretas (anistia; Paz de Ponche Verde; medidas econômicas) ajudam a eliminar alternativas que generalizam ou anacronizam os fatos.
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Em 1845, após a ascensão de Pedro II ao trono brasileiro, um acordo de paz foi negociado entre o barão de Caxias e os revoltosos (o Tratado de Poncho Verde), no qual o governo se comprometeu a conceder anistia a todos os participantes, elevar impostos sobre o charque vindo de outras regiões e aliviar a produção nacional. Os escravos que lutaram no conflito foram alforriados, enquanto os oficiais farroupilhas foram incorporados no Exército brasileiro.
Em 1845, após a ascensão de Pedro II ao trono brasileiro, um acordo de paz foi negociado entre o barão de Caxias e os revoltosos (o Tratado de Poncho Verde), no qual o governo se comprometeu a conceder anistia a todos os participantes, elevar impostos sobre o charque vindo de outras regiões e aliviar a produção nacional. Os escravos que lutaram no conflito foram alforriados, enquanto os oficiais farroupilhas foram incorporados no Exército brasileiro. (só pra salvar)
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