Questões de Vestibular UNESP 2025 para Vestibular - Conhecimentos Gerais - Primeiro Semestre

Foram encontradas 90 questões

Q3857459 Português
Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.






(Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

2ruço: pelo castanho-claro.

3selim: sela para montaria.

4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

Depreende-se do início do romance ilustrado que a viagem de Nhô Quim à Corte se deve
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Q3857460 Português
Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.






(Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

2ruço: pelo castanho-claro.

3selim: sela para montaria.

4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

Com finalidade humorística, o narrador explora abertamente a contraposição do sentido figurado e do sentido literal de uma expressão no trecho:
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Q3857461 História
Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.






(Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

2ruço: pelo castanho-claro.

3selim: sela para montaria.

4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

Considerando o contexto histórico-social de produção do romance ilustrado, depreende-se que Nhô Quim viajou para a seguinte cidade:
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Q3857462 Literatura
Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.






(Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

2ruço: pelo castanho-claro.

3selim: sela para montaria.

4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

O estilo cômico e satírico observado em As aventuras de Nhô Quim caracteriza também a seguinte obra do Romantismo brasileiro:
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Q3857463 Português
Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.






(Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

2ruço: pelo castanho-claro.

3selim: sela para montaria.

4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

Encostando-se à vidraça do Grande Mágico, Nhô Quim sentiu uma coisa!...”

Em relação à oração que a sucede, a oração sublinhada expressa ideia de
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Q3857464 Português

Examine a tirinha da cartunista Laerte, publicada em sua conta @laerteminotaura no Instagram em 29.12.2022.

Imagem associada para resolução da questão

Na construção do sentido de sua tirinha, Laerte explora basicamente


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Q3857465 Literatura
Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


Não creias, Lídia, que nenhum estio1
Por nós perdido possa regressar
                    Oferecendo a flor
                    Que adiamos colher.


Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
                    Não existe piedade
                    Para aquele que hesita.


Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
                    Longo indelével rasto2
                    Que o não-vivido deixa.


Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                    Vai sempre mais à frente
                    Do que o teu próprio passo.


(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


1 estio: verão.
2 rasto: rastro.
3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.

Logo na estrofe inicial do poema, o eu lírico ressalta o caráter


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Q3857466 Português
Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


Não creias, Lídia, que nenhum estio1
Por nós perdido possa regressar
                    Oferecendo a flor
                    Que adiamos colher.


Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
                    Não existe piedade
                    Para aquele que hesita.


Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
                    Longo indelével rasto2
                    Que o não-vivido deixa.


Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                    Vai sempre mais à frente
                    Do que o teu próprio passo.


(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


1 estio: verão.
2 rasto: rastro.
3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
“O tempo apaga tudo menos esse                     Longo indelével rasto                     Que o não-vivido deixa.” (3a estrofe)

Depreende-se desses versos que
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Q3857467 Português
Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


Não creias, Lídia, que nenhum estio1
Por nós perdido possa regressar
                    Oferecendo a flor
                    Que adiamos colher.


Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
                    Não existe piedade
                    Para aquele que hesita.


Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
                    Longo indelével rasto2
                    Que o não-vivido deixa.


Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                    Vai sempre mais à frente
                    Do que o teu próprio passo.


(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


1 estio: verão.
2 rasto: rastro.
3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
Conforme sugerido pelo próprio título da seção, trata-se de um poema escrito à maneira de Ricardo Reis, o heterônimo neoclássico do poeta Fernando Pessoa (1888-1935). A exemplo do que ocorre com frequência na poética de Ricardo Reis, o eu lírico configura aqui o seguinte tópico clássico:
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Q3857468 Literatura
Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


Não creias, Lídia, que nenhum estio1
Por nós perdido possa regressar
                    Oferecendo a flor
                    Que adiamos colher.


Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
                    Não existe piedade
                    Para aquele que hesita.


Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
                    Longo indelével rasto2
                    Que o não-vivido deixa.


Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                    Vai sempre mais à frente
                    Do que o teu próprio passo.


(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


1 estio: verão.
2 rasto: rastro.
3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
Depreende-se das reflexões do eu lírico uma visão de mundo influenciada, sobretudo, pela
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Q3857469 Português
Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


Não creias, Lídia, que nenhum estio1
Por nós perdido possa regressar
                    Oferecendo a flor
                    Que adiamos colher.


Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
                    Não existe piedade
                    Para aquele que hesita.


Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
                    Longo indelével rasto2
                    Que o não-vivido deixa.


Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                    Vai sempre mais à frente
                    Do que o teu próprio passo.


(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


1 estio: verão.
2 rasto: rastro.
3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
Com a intenção de obter maior expressividade, o eu lírico lança mão de uma construção pleonástica no seguinte verso:
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Q3857470 Português
Examine o post publicado pela comunidade “The Language Nerds” em sua conta no Facebook em 01.09.2019.
Imagem associada para resolução da questão
Estereótipo é uma generalização simplificada e preconcebi da, que reduz a complexidade de indivíduos a características padronizadas, com base em ideias repetidas sobre determinado grupo. O post explora o estereótipo de que
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Q3857471 Português
Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



De acordo com Jorge Coli, a obra de Courbet, em contradição com o modo de ser do artista, caracteriza-se



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Q3857472 Português
Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



Caracteriza-se por uma menor impessoalidade o seguinte trecho do ensaio:


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Q3857473 Português
Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



Para Jorge Coli, “artista marginal” seria sinônimo de
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Q3857474 Artes Visuais
Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



Considerando as informações contidas no ensaio, constitui uma obra de Gustave Courbet aquela que está representada em:
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Q3857475 Português
Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



“O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.” (2o parágrafo)

Os termos sublinhados referem-se, respectivamente, a
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Q3857476 Literatura

Para responder à questão, examine o desenho de Dedé Laurentino, concebido a partir do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).



(Dedé Laurentino. Você está aqui, 2023. Adaptado.)

Poucos poemas causaram tanta polêmica na história da literatura brasileira quanto “No meio do caminho”, publicado originalmente em 1928 na Revista de Antropofagia. São características desse poema de Drummond, que o afastam da estética parnasiana, ainda em voga no Brasil no início do século XX:
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Q3857477 Literatura

Para responder à questão, examine o desenho de Dedé Laurentino, concebido a partir do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).



(Dedé Laurentino. Você está aqui, 2023. Adaptado.)

Em 1968, o próprio Drummond reuniu, no livro intitulado Uma pedra no meio do caminho: biografia de um poema, centenas de comentários — tanto de enaltecimento quanto de repúdio — sobre o seu poema. Na apresentação desse livro, o crítico literário Arnaldo Saraiva anotou: Trata-se de um poema de apenas dez versos. Mas alguns dos versos são exatamente iguais: versos 1, 4 e 10; versos 2 e 9; versos 3 e 8, o que praticamente reduz a seis o número de versos “válidos”. Se bem atentarmos, porém, verificaremos que os versos 2, 3, 7, 8 e 9 não são mais do que a repetição em ordem inversa do verso 1, ou a repetição de “metade” desse mesmo verso (o que, aliás, também ocorre no verso 7 em relação ao verso 5), pelo que o valor lógico do poema caberia todo em apenas três versos. (Arnaldo Saraiva apud Carlos Drummond de Andrade. Uma pedra no meio do caminho: biografia de um poema, 2010. Adaptado.)

A se considerar apenas seu “valor lógico”, o poema assumiria a seguinte configuração:
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Q3857478 Português
Examine a tirinha do cartunista americano Bill Watterson (1958-). 
Imagem associada para resolução da questão
(Bill Watterson. Calvin e Haroldo: e foi assim que tudo começou, 2007.)

Para obter seu efeito de humor, a tirinha explora o fenômeno linguístico denominado
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Respostas
1: E
2: A
3: C
4: B
5: D
6: E
7: C
8: E
9: C
10: D
11: A
12: D
13: B
14: E
15: C
16: E
17: D
18: A
19: D
20: B