Questões de Vestibular
Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Leia o seguinte texto:
Era o que ele estudava. “A estrutura, quer dizer, a estrutura” – ele repetia e abria as mãos branquíssimas ao esboçar o gesto redondo. Eu ficava olhando seu gesto impreciso porque uma bolha de sabão é mesmo imprecisa, nem sólida nem líquida, nem realidade nem sonho. Película e oco. “A estrutura da bolha de sabão, compreende?” Não compreendia. Não tinha importância. Importante era o quintal da minha meninice com seus verdes canudos de mamoeiro, quando cortava os mais tenros que sopravam as bolas maiores, mais perfeitas.
Lygia Fagundes Telles, A estrutura da bolha de sabão, 1973.
I. O excerto recorre, logo em suas primeiras linhas, a um procedimento de coesão textual em que pronomes pessoais são utilizados antes da apresentação de seus referentes, gerando expectativa na leitura.
II. Os principais fatores que permitem a existência da bolha são a força de tensão superficial do líquido e a presença do sabão, que reage com as impurezas da água, formando a sua película visível.
III. A ótica geométrica pode explicar o aparecimento de cores na bolha de sabão, já que esse fenômeno não é consequência da natureza ondulatória da luz.
Está correto apenas o que se afirma em
I. O autor faz um jogo entre cognatos para enfatizar a avançada idade das mulheres do povoado.
II. Com comem as próprias bocas, o autor construiu uma metáfora visual das mulheres.
III. O verbo trazer (trazem) foi empregado no texto na acepção de carregar, transportar algo para algum lugar.
Está correto o que se diz apenas em
I. O emprego desse termo revela a perspectiva espacial do narrador em relação à narrativa.
II. A presença desse termo nos assegura que o narrador não é personagem.
III. Como o ali, da linha 72, o ali desse enunciado retoma um referente que o leitor vai construindo mentalmente, aproveitando as pistas do texto.
Está correto o que se diz
( ) Os vocábulos condenados e perdoados constituem uma antítese que sinaliza a grande misericórdia divina.
( ) Em barbas venerandas, o narrador, ao empregar a parte pelo todo (ou a barba pela pessoa que porta a barba), enfatiza a autoridade e a força moral do frade.
( ) O excerto em estudo é todo escrito em linguagem figurada, o que o torna carregado de subjetividade.
( ) A expressão sermão de fogo constitui uma metáfora hiperbólica que sugere a exaltação furiosa do frade, mas também sinaliza a condenação dos pecadores ao inferno.
Está correta, de cima para baixo, a sequência:
I. Refere-se aos animais citados no parágrafo seguinte.
II. É uma metáfora para os rapazes que permaneciam no povoado.
III. Adquire mais peso no texto por aparecer isolada, formando sozinha um parágrafo.
Está correto o que se diz apenas em
I. Dá mais veracidade aos fatos.
II. Torna a narrativa mais convincente.
III. Imprime mais literariedade à narrativa.
Está correto o que se diz apenas em
( )O emprego do travessão nas linhas 16, 47, 49, 61, 62, 103 e 104.
( ) A referência a detalhes de episódios muito específicos.
( ) As expressões com licença da palavra, (o negro) se desfazia em merda e suor (linhas 33 a 35); o adjetivo atoleimado (linha 74).
( ) O juízo de valor expresso pelo substantivo Bichos, na linha 76.
( ) O estilo deste excerto: o mundo se fez silêncio, espaço e tempo infinitos, com aquelas velhas casas de olhos vazados, onde ruminavam cabras e carneiros, o telheiro do mercado arriado. (linhas 77 a 80).
Está correta, de cima para baixo, a sequência:
( ) Anta e cutia funcionam como aposto, uma vez que enumeram ou especificam os bichos tristes.
( ) Os núcleos dos complementos do verbo amar são bichos, córrego e nuvem.
( ) Os dois sinais de ponto e vírgula empregados depois de cutia e córrego poderiam ser substituídos por vírgulas, sem prejuízo da clareza do enunciado.
( ) Em Eu lhe ensinaria a palavra cica, e também a amar os bichos, há uma quebra do paralelismo sintático que não empobrece a crônica.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Conta-se que, a pedido de Fernando Sabino, Rubem Braga fez a seguinte descrição de si mesmo: "Sempre escrevi para ser publicado no dia seguinte. Como o marido que tem que dormir com a esposa: pode estar achando gostoso, mas é uma obrigação. Sou uma máquina de escrever com algum uso, mas em bom estado de funcionamento".
Com base na informação anterior, analise as seguintes afirmações.
I. O que Rubem Braga diz em Sempre escrevi para ser publicado no dia seguinte está em consonância com o imediatismo e a transitoriedade do gênero crônica.
II. Rubem Braga constrói duas imagens — a do marido e a da máquina de escrever — para definir o escritor que vive de escrever crônicas. Por essas imagens, entende-se que o cronista se obriga a escrever em dias pré- determinados.
III. As imagens salientadas no item II também traduzem a insatisfação comum a todo cronista com o automatismo que domina seu trabalho e acaba prejudicando sua inspiração e seu estilo.
É correto o que se afirma
I. Com pensar o pensado deve-se entender escrever sem inovações, usando clichês e frases feitas.
II. O verbo desaprender, em desaprender / de pensar o pensado, deve ser entendido como "esquecer", "deixar de fazer".
III. Com reinventar o certo pelo errado, o eu poético sugere que só se cria o novo quando se tem coragem de infringir as normas linguísticas consagradas.
Está correto o que se diz





