Questões de Vestibular Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Ano: 2011 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2011 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1381579 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


Ser ou não ser

    Na atualidade, a imagem da juventude está marcada ao mesmo tempo pela ambiguidade e pela incerteza. Digo ambiguidade, pois se, de um lado, a juventude é sempre exaltada na contemporaneidade, cantada que é em prosa e verso pelas potencialidades existenciais que condensaria, por outro a condição jovem caracteriza-se por sua posição de suspensão no espaço social, que se materializa pela ausência de seu reconhecimento social e simbólico.
    Seria em decorrência disso que a incerteza é o que se delineia efetivamente como o futuro real para os jovens, em todos os quadrantes do mundo. É preciso destacar, antes de tudo, que a possibilidade de experimentação foi o que passou a caracterizar a condição da adolescência no Ocidente, desde o final do século 18, quando as idades da vida foram construídas em conjunção com a família nuclear burguesa, em decorrência da emergência histórica da biopolítica.
    Nesse contexto, a adolescência foi delimitada como o tempo de passagem entre a infância e a idade adulta, na qual o jovem podia empreender experiências nos registros do amor e das escolhas profissionais, até que pudesse se inserir no mercado de trabalho e se casar para reproduzir efetivamente as linhas de força da família nuclear burguesa. Desde os anos 1980, no entanto, essa figuração da adolescência entrou em franco processo de desconstrução, por diversas razões.
    Antes de mais nada, pela revolução feminista dos anos 1960 e 70, com a qual as mulheres foram em busca de outras formas sociais de existência, além da condição materna. Em seguida, porque o deslocamento das mulheres da posição exclusivamente materna foi o primeiro combate decisivo contra o patriarcado, que forjou nossa tradição desde a Antiguidade. Finalmente, a construção do modelo neoliberal da economia internacional, em conjunção com seu processo de globalização, teve o poder de incidir preferencialmente em dois segmentos da população, no que tange ao mercado de trabalho. De fato, foram os jovens e os trabalhadores da faixa etária dos 50 anos os segmentos sociais mais afetados pela voragem neoliberal. Com isso, se os primeiros passaram a se inserir mais tardiamente no dito mercado, os segundos passaram a ser descartados para ser substituídos por trabalhadores jovens e mais baratos, pela precariedade que foi então estabelecida no mercado de trabalho.
    Foi em consequência desse processo que o tempo de duração da adolescência se alongou bastante, ficando então os jovens fora do espaço social formal e lançados perigosamente numa terra de ninguém. Assim, graças à ausência de inserção no mercado de trabalho, a juventude foi destituída de reconhecimento social e simbólico, prolongando-se efetivamente, não tendo mais qualquer limite tangível para seu término. Despossuídos que foram de qualquer reconhecimento social e simbólico, aos jovens restaram apenas o corpo e a força física. É por essa trilha que podemos interpretar devidamente a emergência e a multiplicação das formas de violência entre os jovens na contemporaneidade.
    Esse processo ocorre não apenas no Brasil e na América Latina, mas também em escala internacional. Pode-se depreender aqui a constituição de uma cultura agonística* na juventude de hoje. Assim, a violência juvenil transformou-se em delinquência, inserindo-se efetivamente no registro da criminalidade. No Brasil, os jovens de classe média e das elites passaram a atacar gratuitamente certos segmentos sociais com violência. De mulheres pobres confundidas com prostitutas até homossexuais, passando pelos mendigos, a violência disseminou-se nas grandes metrópoles do país.
    Ao fazerem isso, no entanto, seus gestos delinquentes inscrevem-se numa lógica social precisa e rigorosa. Com efeito, tais segmentos sociais representam no imaginário desses jovens a decadência na hierarquia social, sendo, pois, os signos do que eles poderão ser efetivamente no futuro, na ausência do reconhecimento social e simbólico que os marca. A cultura da força empreende-se regularmente em academias de ginástica, onde os jovens cultuam os músculos, não apenas para se preparar para os combates cotidianos da vida real, mas para forjar também um simulacro de força na ausência efetiva de potência, isto é, na ausência de reconhecimento social e simbólico, lançados que estão aqueles no desamparo.
    É nesse registro que se deve inscrever a disseminação do bullying na contemporaneidade. É preciso dizer, no que concerne a isso, que a provocação e a violência entre os jovens e crianças é uma prática social antiga. O que é novo, contudo, é a ausência de uma autoridade que possa funcionar como mediação no combate entre estes e aqueles, o que incrementou bastante a disseminação dessa prática de violência.
    Não obstante tudo isso, a juventude é ainda glorificada como a representação do que seria o melhor dos mundos possíveis. A juventude seria então a condensação simbólica de todas as potencialidades existenciais. Contudo, se fazemos isso é porque não apenas queremos cultivar a aparência juvenil, por meio de cirurgias plásticas e da medicina estética, mas também porque o código de experimentação que caracterizou a adolescência de outrora se disseminou para a idade adulta e para a terceira idade. Constituiu-se assim uma efetiva adolescência sem fim na tradição ocidental, onde se busca pelo desejo a possibilidade de novos laços amorosos e novas modalidades de realização existencial. (Joel Birman, revista Cult n. 157, maio 2011).


*agonística: relativo a luta, conflito, combate.  
Assinale a opção que apresenta o significado da palavra “figuração”, conforme ela é empregada no texto:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2011 - UCPEL - Vestibular |
Q1359456 Português

Leia o texto a seguir.


                            

Na linha 40, a palavra “laurel” só não pode ser entendida como
Alternativas
Q1355532 Português

BITTENCOURT, Renato Nunes. O advento do homem-massa. Disponível em: < http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/52/o-adventodo-homem-massa-na-decadente-conjuntura-da-degradacao-cultural187560-1.asp>. Acesso em: nov. 2010. Adaptado.



A alternativa cujos vocábulos equivalem-se semanticamente, no contexto, é a
Alternativas
Q1350038 Português
A questão refere-se às charges 1 e 2.
Charge 1
(http://www.nanihumor.com/2011/05/quebra-pau-no-códigoflorestal.html. Acesso em 12/9/2011, às 17h)

Charge 2
(http://www.nanihumor.com/2011_05_01_archive.html. Acesso em 12/9/2011, às 17h)

Assinale a alternativa correta quanto às charges 1 e 2
O emprego da expressão “porrete”, na charge 1, anula a possível eficiência da regulamentação de florestas e de terras brasileiras.
Alternativas
Q1350037 Português
A questão refere-se às charges 1 e 2.
Charge 1
(http://www.nanihumor.com/2011/05/quebra-pau-no-códigoflorestal.html. Acesso em 12/9/2011, às 17h)

Charge 2
(http://www.nanihumor.com/2011_05_01_archive.html. Acesso em 12/9/2011, às 17h)

Assinale a alternativa correta quanto às charges 1 e 2
A expressão “base aliada naquela base”, na charge 1, permite inferir que os defensores do Código Florestal não estão inteiramente de acordo entre si.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: Universidade Presbiteriana Mackenzie Órgão: MACKENZIE Prova: Universidade Presbiteriana Mackenzie - 2011 - MACKENZIE - vestibular |
Q1338530 Português

Texto para a questão


Adaptado de Roberto Soares Garcia, Folha de S.Paulo, 27/02/2011 
Assinale a alternativa correta
Alternativas
Ano: 2011 Banca: NUCEPE Órgão: UESPI Prova: NUCEPE - 2011 - UESPI - Veterinário - Prova 1 |
Q1272382 Português
Considere o trecho a seguir, para responder a questão.
“Pessoas que já vivenciaram um terremoto costumam ter lembranças claras dessa experiência: o solo vibra, treme, fica abaulado e se desloca; o ar se enche de estrondos; abrem-se rachaduras; e vidros se estilhaçam; armários se abrem; livros, pratos e bugigangas caem das prateleiras” (l. 01 - 04).
Quanto ao sentido, textualmente, a palavra “bugigangas” equivale a:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2011 - UESPI - Vestibular - Prova 01 |
Q1271795 Português
TEXTO 2  
A literatura nos ajuda a construir nossa identidade
(1) Ainda que nasça e morra só, o indivíduo tem a sua existência marcada pela coletividade de que faz parte e que funciona segundo “leis” e “regras” preestabelecidas. Um dos primeiros desafios a serem enfrentados pelo ser humano é compreender que leis e regras são essas, decidir quais delas deve seguir e quais precisam ser questionadas de modo a permitir que sua jornada individual tenha identidade própria.
(2) Nos textos literários, de certo modo, entramos em contato com a nossa história, o que nos dá a chance de compreender melhor nosso tempo, nossa trajetória. O interessante, porém, é que essa “história” coletiva é recriada por meio das histórias individuais, das inúmeras personagens presentes nos textos que lemos, ou pelos poemas que nos tocam de alguma maneira. Como leitores, interagimos com o que lemos. Somos tocados pelas experiências de leituras que, muitas vezes, evocam nossas vivências pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa identidade e também a construí-la.
(3) Como toda manifestação artística, a literatura acompanha a trajetória humana e, por meio de palavras, constrói mundos familiares – em que pessoas semelhantes a nós vivem problemas idênticos – e mundos fantásticos, povoados por seres imaginários, cuja existência é garantida somente por meio das palavras que lhes dão vida. Também exprime, pela criação poética, reflexões e emoções que parecem ser tão nossas quanto de quem as registrou.
(4) Por meio da convivência com poemas e histórias que traçam tantos e diversos destinos, a literatura acaba por nos oferecer possibilidades de resposta a indagações comuns a todos os seres humanos.
(5) Além disso, em diferentes momentos da história humana, a literatura teve um papel fundamental: o de denunciar a realidade, sobretudo quando setores da sociedade tentam ocultá-la. Foi o que ocorreu, por exemplo, durante o período do regime militar no Brasil. Naquele momento, inúmeros escritores arriscaram a própria vida para denunciar, em suas obras, a violência que tornava a existência uma aventura arriscada. A leitura dessas obras, mesmo que vivamos em uma sociedade democrática e livre, nos ensina a valorizar nossos direitos individuais, nos ajuda a desenvolver uma melhor consciência política e social. Em resumo, a literatura permite também que olhemos para a nossa história e, conhecendo algumas de suas passagens, busquemos construir um futuro melhor.
(Maria Luiza M. Abaurre; Marcela Pontara. Literatura Brasileira – tempos leitores e leituras. Ensino Médio. São Paulo: Moderna, 2005, pp., 10-11. Adaptado.)

Considerando a coesão e a coerência promovidas pela seleção das palavras, podemos perceber, no desenvolvimento do texto 2, ocorrências:

1) de palavras que se repetem, como ‘literatura’, ‘história’.

2) de palavras que estão em afinidade de sentido, como ‘literatura’, ‘escritores’, ‘obras’.

3) de palavras que são substituídas por um seu sinônimo, como ‘poemas’ por ‘criações poéticas’; (mundos) ‘fantásticos’ por (seres) ‘imaginários’.

4) de palavras que são substituídas por outras de sentido mais geral, como ‘histórias’ e ‘poemas’ por ‘textos literários’.

5) de palavras antônimas, como ‘nascer’ e ‘morrer’; ‘indivíduo’ e ‘coletividade’.

Estão corretas:

Alternativas
Ano: 2011 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2011 - UESPI - Vestibular - Prova 01 |
Q1271784 Português
Alfabetização, língua escrita e norma culta
    (1) Vivemos numa sociedade tradicionalmente pouco letrada. Nesse sentido, bastaria lembrar que temos ainda por volta de 15% de analfabetos na população adulta e que, entre os alfabetizados, calcula-se que apenas 25% podem ser considerados alfabetizados funcionais, isto é, só esta pequena parcela é capaz de ler e compreender textos medianamente complexos. Como consequência e apesar da expansão da alfabetização no último século, é ainda apenas uma minoria que efetivamente domina a expressão escrita.
    (2) Não há dúvida de que, se queremos alcançar níveis avançados de desenvolvimento, temos de romper essa limitação decorrente de nossa história econômica, social e cultural – que, por séculos, mantém concentrados a riqueza material e o acesso aos bens da cultura escrita nas mãos de poucos.
    (3) Para isso, é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação e, em consequência, encontrar formas de enfrentá-la adequada e eficazmente. Andaremos, porém, mal se nem sequer conseguirmos distinguir, com um mínimo de precisão, norma culta de expressão escrita.
    (4) O uso inflacionado da expressão norma culta pode ter facilitado a vida e o discurso de algumas pessoas, mas pouco ou nada tem contribuído para fazermos avançar nossa cultura linguística. Continuamos uma sociedade perdida em confusão em matéria de língua: temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística, para delimitar nossa(s) norma(s) culta(s) efetiva(s) e, por consequência, para dar referências consistentes e seguras aos falantes em geral e ao ensino de português em particular.
    (5) Parece, então, evidente que é preciso começar a desatar estes nós, buscando desenvolver uma gestão mais adequada das nossas questões linguísticas por meio, inclusive, de um debate público franco e desapaixonado.
    (6) Essas questões linguísticas não são, claro, de pequena monta. Há toda uma história a ser revista, há todo um imaginário a ser questionado, há toda uma gama de valores e discursos a ser criticada, há todo o desafio de construir uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro, que ainda embaraça nossos caminhos. (...)
    (7) Entendemos que o debate ganhará substância se começarmos por dar precisão à expressão norma culta. Continuar a confundi-la com gramática em qualquer um de seus dois sentidos (conceitos ou preceitos), com norma-padrão ou com expressão escrita apenas continuará escamoteando os problemas que estão aí a nos desafiar, quer na compreensão da nossa realidade linguística, quer na proposição de caminhos para o ensino do português.
(Carlos Alberto Faraco. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 29-31. Adaptado). 
As palavras que ocorrem em um texto são pistas valiosas dos sentidos que o autor pretendeu para seu texto. Analise as palavras sublinhadas nos segmentos abaixo e as explicações que são dadas entre parênteses. 1) “é indispensável diagnosticar as muitas causas dessa situação”, (quer dizer reconhecer, discriminar as causas...) 2) “temos dificuldades para reconhecer nossa cara linguística” (quer dizer nossa identidade, nossa identificação linguística). 3) “O uso inflacionado da expressão norma culta” (quer dizer, o uso moderado, comedido, abrandado da expressão). 4) “uma cultura linguística positiva que faça frente à danosa cultura do erro” (quer dizer, maléfica, perniciosa, prejudicial cultura do erro). 5) “confundi-la com gramática (...) apenas continuará escamoteando os problemas” (quer dizer, amenizando, atenuando, minimizando os problemas).
Estão corretas:
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Ano: 2011 Banca: COPESE - IF-TM Órgão: IF-TM Prova: COPESE - IF-TM - 2011 - IF-TM - Vestibular - Prova 01 |
Q1270867 Português
Leia o fragmento do livro Morte e Vida Severina, e responda o que se pede.

E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica, vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida; mesmo quando é assim pequena a explosão, como a ocorrida; mesmo quando é uma explosão como a de há pouco, franzina; mesmo quando é a explosão de uma vida severina.

Tendo o contexto em que ocorre o Auto pernambucano, de João Cabral de Melo Neto, o significado da palavra severina utilizada no último verso é:
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Ano: 2011 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2011 - UFGD - Vestibular - Prova 1 |
Q1265639 Português
Leia o texto “O espetáculo nunca para”, de Vilma Gryzinski, para responder à questão.

         Até depois de morto Michael Jackson continua a provocar a escândalos
   
    Todo mundo em Hollywood e adjacências sabe: quem tem dinheiro consegue qualquer coisa de médicos desvirtuados. Michael Jackson conseguiu até uma mãe para dois de seus filhos, Prince e Paris (a linhagem materna do menor continua misteriosa). Debbie Rowe era enfermeira do dermatologista Arnold Kelin, que tratava do vitiligo e do branqueamento do cantor, quando foi promovida a barriga de aluguel. Um julgamento momentoso agora tenta determinar quem foi o responsável pela morte precoce de Jackson, em junho de 2009. O acusado de homicídio culposo é o cardiologista Conrad Murray, contratado como médico particular para dopar o cantor com o anestésico propofol, de uso exclusivo em procedimentos hospitalares, mas informalmente receitado aos ricos e insones como último recurso. Murray alega que, sem seu conhecimento, o cantor continuava a receber do velho Klein doses viciantes de Demerol. Não conseguia dormir nem com anestesia na veia por causa desse acachapante analgésico similar à morfina. É possível que esteja com a razão – assim como é possível que sua própria e inaceitável conduta médica tenha condenado o cantor. Um segurança já testemunhou que Murray mandou tirar frascos de medicamento do quarto de Michael Jackson antes mesmo de ligar para a emergência. Naqueles momentos dramáticos, Prince e Paris chegaram a entrar no quarto – chorando, a menina gritou: ―Papai‖. Ele já estava com a morte estampada no rosto, exatamente como na chocante foto, reminiscente de quadros de grandes mestres mostrando o Cristo morto, divulgada pela promotoria para enfatizar a acusação contra Murray. Todo mundo em Hollywood e adjacências sabe que julgamento envolvendo celebridades pode significar fama e dinheiro para muita gente, inclusive promotores exibicionistas.

(GRYZINSKI, Vilma. In. Veja, Ed. 2237, p. 49, 5 de outubro de 2011. A imagem foi retirada)
Assinale a alternativa em que o termo destacado no trecho transcrito corresponde, quanto à significação, à explicação apresentada entre parênteses. 
Alternativas
Q1262711 Português

Leia como o dicionário Aurélio explica o significado e o uso dos seguintes verbos.


Atender. V. t. i. 1. Dar, prestar atenção: Não atendeu à observação que lhe fizeram. 2. Tomar em consideração; levar em conta; ter em vista; considerar: Não atende a súplicas. 3. Atentar, observar, notar: Atendia, de longe, aos acontecimentos. T. d. 4. Acolher, receber com atenção ou cortesia: Sempre atende aqueles que o procuram. Dar ou prestar atenção a. Tomar em consideração; considerar: Atende antes de tudo as suas conveniências.

Desfrutar. V. t. d. 1. V. usufruir (2): Agora desfruta benefícios prestados; 2. Deliciar-se com; apreciar: Sádico, desfrutou as cenas brutais do filme. 3. Viver à custa de. 4. Zombar de; troçar, chacotear. T. i. 5. Fruir (3): Desfruta de bom conceito no meio científico.

Precisar. V. t. d. 1. Indicar com exatidão; particularizar, distinguir, especializar: Não sabe precisar a época de sua viagem. 2. Ter precisão ou necessidade de; necessitar: (...) precisa espairecer. 3. Citar ou mencionar especialmente: a testemunha precisou o criminoso. T. i. 4. Ter necessidade; carecer, necessitar: Precisa de dinheiro. Int. 5. Ser pobre, necessitado.Trabalha porque precisa.

Proceder. V. t. i. 1. Ter origem; originar-se, derivar(-se): O amor não procede do hábito. (...) 2. Provir por geração; descender: Segundo o cristianismo, todos os homens são irmãos porque procedem de Adão e Eva. 3. Instaurar processo: O governo procederá contra os agiotas. 4. Levar a efeito; executar, realizar: As juntas apuradoras procederam à contagem dos votos. (...)

Revidar. V. t. d. 1. Responder ou compensar (uma ofensa física ou moral) com outra maior: O rapaz revidou os socos do agressor. 2. Responder, replicar, contestando: O deputado revidou o discurso que o incriminava. T. d. e i. e Int. 3. Vingar uma ofensa com outra maior: Revidou a alusão pérfida com as mais violentas injúrias.

Visar. V. t. d. 1. Dirigir a vista fixamente para; mirar: visar um alvo. 2. Apontar arma de fogo contra: Visou o ladrão, imobilizando-o. 3. Pôr o sinal de visto em: visar um cheque. 4. Ter por fim ou objetivo; ter em vista: Ao escrever esta novela, visava um fim moral. T. i. 4. Ter por fim ou objetivo; ter em vista: Estas medidas visavam ao bem público

Agora, considere os seguintes períodos:


1. O caçador, depois de visar ao lobo na floresta, parou para revidar ao chamado dos companheiros de caça.

2. Depois de precisar os detalhes do contrato, o vendedor pediu aos interessados que aguardassem, pois teria de atender o chamado do escritório.

3. Para revidar as investidas dos clientes, o gerente adiou o início da liquidação e procedeu a investigação do percentual de aumento de preços praticado pela loja, o que permitiu que os funcionários desfrutassem de algumas horas extras de descanso.

4. Os representantes do povo demoram a atender a demandas dos cidadãos, mas sabem desfrutar as benesses do poder.


Assumindo que as explicações sobre os verbos disponibilizadas acima constituem a única possibilidade de uso segundo a norma culta da língua portuguesa, que períodos estariam adequados a essa norma?

Alternativas
Q1262709 Português

(BENETT, Gazetadopovo.com.br, acesso em 09/08/2011.)


Para entender a charge de Benett, são necessários alguns conhecimentos extras. O texto abaixo ajuda-nos nessa direção.


      O Flautista de Hamelin é um conto folclórico reescrito pela primeira vez pelos Irmãos Grimm e que narra um desastre incomum acontecido na cidade de Hamelin, na Alemanha, em 26 de junho de 1284.

      Em 1284, a cidade de Hamelin estava sofrendo com uma infestação de ratos. Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um "caçador de ratos", dizendo ter a solução para o problema. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos – uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou uma flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no rio Weser.

      Apesar de obter sucesso, o povo da cidade abjurou a promessa feita, recusando-se a pagar o "caçador de ratos", afirmando que ele não havia apresentado as cabeças. O homem deixou a cidade, mas retornou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente sua flauta, atraindo dessa vez as crianças de Hamelin. Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, onde foram enfeitiçados e trancados em uma caverna. Na cidade, só ficaram opulentos habitantes, repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza. 

      E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Flautista_de_Hamelin, acesso em 10/08/2011.)

Tomando por base o conto, indique a(s) ocorrência(s) em que a expressão entre parênteses substitui a expressão grifada, sem prejuízo do sentido.


1. ... um homem que reivindica ser um ‘caçador de ratos’ ...(assume)

2. Apesar de obter sucesso ... (lograr êxito)

3. ... o povo da cidade abjurou a promessa feita ... (descumpriu)

4. ... só ficaram opulentos habitantes ... (oprimidos)


Assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q1262705 Português

(SOUZA, Laura de Mello. Colombo, a América e o Conhecimento. Ciência Hoje, julho 2011, p. 83.)  

Que alternativa reescreve a sentença “Encontrar tais monstros era fundamental, com a tradição rezando que sua presença augurava riquezas”, mantendo as principais relações de sentido?
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261007 Português
Texto 3
Doar livros vira pena alternativa

Em Presidente Venceslau, no oeste do Estado de São Paulo, uma nova modalidade de pena alternativa vem chamando a atenção da opinião pública. Agora, todo aquele que se envolver em crimes leves no município pode optar pela doação de livros infantis, beneficiando 4 mil alunos das 16 escolas da cidade. A pena, idealizada pelo juiz Silas Silva Santos, titular da 1ª Vara Judicial do Fórum de Presidente Venceslau, substitui outras medidas, como a prestação de serviços comunitários e a doação de cestas básicas. Santos explica que a adesão a esse tipo de pena desperta grande interesse nos envolvidos, pois não acarreta registro de antecedentes criminais. No entanto, essa pena alternativa só é aplicável a pessoas acusadas de crimes leves, como desacato e calúnia, por exemplo, e condenadas a até 2 anos de prisão. O objetivo, afirma Santos, é formar bibliotecas municipais.
Fonte: Revista Língua Portuguesa, nº 60, outubro/2010.

No entanto, essa pena alternativa só é aplicável a pessoas acusadas de crimes leves, como desacato e calúnia, por exemplo, e condenadas a até 2 anos de prisão”.


Esse enunciado não terá prejuízo de sentido, no texto, se substituir o “no entanto” em negrito por:

Alternativas
Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261003 Português
Conselho para os Alunos
Este livro é composto pelo alfabeto manual da LIBRAS e alguns sinais, ou seja, são apenas os sinais mais usados no dia a dia com os quais você poderá conversar e aprender com mais fluência. Sua utilidade é de grande importância pois trata-se de mais um recurso para o aprendizado desta língua, permitindo uma boa comunicação entre ouvintes e surdos. Esta é a língua natural do surdo, portanto, devemos respeitá-la em seus aspectos funcionais e culturais. Seja você também um amigo e integrante da comunidade surda, aceitando e aprendendo a Língua Brasileira de Sinais. Fonte: Texto retirado do Livro Aprenda Libras com Eficiência e Rapidez. Éden Veloso e Valdeci Maria, Curitiba: Editora Mãos Sinais, 2009, p.52.
Analise as afirmativas. I. O texto infere o sentido de que surdez e mudez são sinônimos. II. LIBRAS é uma palavra resultante de um processo de formação de palavras. III. LIBRAS é uma sigla que indica a língua natural do surdo. IV. O texto é uma propaganda e possui sequências descritivas e expositivas que elucidam aspectos referentes à língua natural dos surdos.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: UNEMAT Órgão: UNEMAT Prova: UNEMAT - 2011 - UNEMAT - Vestibular - Prova 02 |
Q1261002 Português

Texto 1

(A)“As filmagens de Tropa de Elite 2 mostram a força da verossimilhança na roteirização de uma troca de tiros”.

(B)“Cena de tiroteio”

(C)”Helicópteros sobrevoam o morro Dona Marta, em Botafogo, zona sul do Rio. Policiais militares, com fuzis calibre 762, trocam tiros com traficantes na rua de acesso à favela. Os moradores se escondem, assustados. Corta.

A cena que marcou o início das filmagens de Tropa de Elite 2, em fevereiro, pôs os habitantes da região em pânico, crédulos de que se tratava de operação policial genuína. De quebra, mostrou a força da verossimilhança exigida na criação das sequências de tiroteio no cinema”.

(Texto de Marcelo Lyra, retirado da revista Língua Portuguesa, nº 54, abril.2010, p. 36). 

Sobre a palavra Corta usada no texto, é incorreto afirmar.  
Alternativas
Q674884 Português

O segundo parágrafo do texto revela mais claramente a compreensão do menino acerca daquela sociedade de papéis bem definidos, a partir da situação econômica de cada um.

O par de vocábulos, presentes no texto, que remete à divisão entre grupos sociais, tal como caracterizada pelo narrador, é:

Alternativas
Ano: 2011 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2011 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame - Espanhol |
Q674881 Português

O texto de Mário Quintana se baseia em duas oposições: “gente bem” versus “criadas” e “este mundo” versus “o outro mundo”.

“O outro mundo” é representado, no texto, por alguns elementos evocados pelo narrador.

A expressão que melhor identifica tais elementos é:

Alternativas
Ano: 2011 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2011 - FATEC - Vestibular - Prova 01 |
Q616803 Português
      O parnasianismo, entre nós, foi especialmente uma reação de cultura. É mesmo isso que o torna simpático... As academias de arte, algumas delas, até ridículas superfetações1 em nosso meio, como a de Belas Artes da Missão Lebreton, mesmo criadas muito anteriormente, só nesse período começam a produzir verdadeiros frutos nativos, na pintura, na música. Se dava então um progresso cultural verdadeiramente fatal, escolas que tradicionalizavam seu tipo, maior difusão de leitura, maior difusão da imprensa. Essa difusão de cultura atingiu também a poesia. Excetuado um Gonçalves Dias, a nossa poesia romântica é fundamentalmente um lirismo inculto. Todo o nosso romantismo se caracteriza bem brasileiramente por essa poesia analfabeta, canto de passarinho, ou melhor, canto de cantador; em sensível oposição à poética culteranista anterior. Mesmo da escola mineira, que, se não se poderá dizer culteranista, era bastante cultivada, principalmente com Cláudio Manuel e Dirceu. É possível reconhecer que os nossos românticos liam muito os poetas e poetastros estrangeiros do tempo. Isso lhes deu apenas uma chuvarada de citações para epígrafe de seus poemas; por dentro, estes poemas perseveraram edenicamente analfabetos.

    A necessidade nova de cultura, se em grande parte produziu apenas, em nossos parnasianos, maior leitura e consequente enriquecimento de temática em sua poesia, teve uma consequência que me parece fundamental. Levou poetas e prosadores em geral a um.... culteranismo novo, o bem falar conforme às regras das gramáticas lusas. Com isso foi abandonada aquela franca tendência pra escrever apenas pondo em estilo gráfico a linguagem falada, com que os românticos estavam caminhando vertiginosamente para a fixação estilística de uma língua nacional. Os parnasianos, e foi talvez o seu maior crime, deformaram a língua nascente, “em prol do estilo". [...]

      Essa foi a grande transformação. Uma necessidade de maior extensão de cultivo intelectual para o poeta, atingiu também a poesia. Da língua boa passou-se para a língua certa.

(ANDRADE, Mário de. Parnasianismo. In: ______ O empalhador de passarinhos. 3.ed. São Paulo: Martins; Brasília: INL, 1972, p. 11-2)

superfetações1 : A palavra significa, literalmente, fecundação de um segundo óvulo, no curso de uma gestação. Mário de Andrade a emprega em sentido figurado.
Assinale a alternativa contendo afirmação correta acerca do emprego de palavras no primeiro parágrafo do texto.
Alternativas
Respostas
761: E
762: C
763: D
764: C
765: C
766: E
767: C
768: E
769: A
770: D
771: E
772: B
773: E
774: E
775: E
776: B
777: B
778: A
779: D
780: C