Questões de Vestibular
Sobre regência em português
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Para responder às questões, considere o texto abaixo.

MIDANI, André. Do vinil ao download. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 2015. Adaptado.
Para responder às questões, considere o texto abaixo.

MIDANI, André. Do vinil ao download. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 2015. Adaptado.
TEXTO II:

Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho. Acessado em mar.2017)
TEXTO:


AMADO, Jorge. Tenda dos milagres. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 175-176.
I. “não lhe basta o que já sabe? (l. 1-2) – Caso de colocação pronominal.
II. “Pedro Archanjo ria da pressa” (l. 3) – Conectivo que marca uma regência.
III. “Longa e árida seria a relação” (l. 10) – Função de predicativo do sujeito.
IV. “por ocasião do assalto à oficina” ( l. 29-30) – Objeto indireto.
V. “gostava de tê-los à mão” (l. 34) – Adjunto adverbial.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
TEXTO 4
A PARTE BOA ERA LU.
TENTOU ESCOLA.
DOIS DIAS.
NO TERCEIRO,
SE JOGOU NO CHÃO.
NEM ARRASTADO.
JÁ NÃO FALAVA,
DESCONFIARAM:
ELE ESTAVA COM
ALGUM PROBLEMA.
SÓ PODIA SER A MÃE.
FUGIU DALI.
ISSO DÁ PROBLEMA,
MÃE FUGIR.
TODO MUNDO ACHA.
PROBLEMA CERTO.
CLARO QUE É.
MAS TINHA MAIS.
LU PODIA NÃO FALAR,
MAS COMPUTAVA.
E A MÃE LEVOU O NOTE.
ESTÁ CERTO.
RUIM, MÃE IR.
MAS LU POUCO A VIA.
ERA CHEGADA
A UMA BALADA.
ALI, NO MEIO DO NADA.
QUEM CUIDAVA DELE
ERA O PAI.
SEMPRE FOI.
SEM A MÃE, FOI RUIM.
SEM O NOTE, FOI PIOR.
DAÍ QUEREREM
UMA BABÁ.
PRESENÇA FEMININA.
PODIA AJUDAR.
E CHAMARAM CARLA.
VIGNA, Elvira. Vitória Valentina.1ª. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2016.
I. Pela leitura do excerto infere-se que é unânime pensar que a presença da mãe é fundamental para o desenvolvimento e o equilíbrio da criança, assim Carla foi chamada para minimizar a ausência da figura materna. II. Da leitura do texto, infere-se que Lu não era apenas mimado, mas também tímido e reservado, pois usava o note para fazer seus registros. III. Em: “MAS LU POUCO A VIA” se o pronome destacado for substituído por LHE, ocorre transgressão quanto à regência do verbo VER. IV. Infere-se da leitura da obra que a personagem Carla simboliza a liberdade porque, ao invés de casar com Stan (um homem rico), prefere ficar sozinha, livre e cuidar da própria vida. V. Em: “TODO MUNDO ACHA” ao se acrescentar o vocábulo O antes da palavra MUNDO, ocorre mudança de significado na expressão.
Assinale a alternativa correta.

ADONIAS FILHO. Um corpo sem nome. ____. O largo da Palma. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. p. 73 e p. 80.
A análise de fragmento retirado do texto de Adonias Filho está correta em
I. No período “O Largo da Palma, tão quieto e assim vazio de gente, talvez seja agora o mais tranquilo recanto de Salvador da Bahia.” (l. 1-4), existem duas orações.
II. Em “talvez bêbada ou uma epiléptica, quase a alcançar a escadaria do pátio da igreja.” (l. 11-13), o “a” em negrito, nas duas ocorrências, pertence à mesma classe gramatical.
III. O trecho “As árvores, as lâmpadas fracas nos postes de cimento e o vento manso.” (l. 8-10) constitui uma frase nominal, utilizada para descrição de cenário.
IV. O “o”, em “Vendo-o agora, nesta penumbra” (l. 31), é um pronome e se refere a “Largo da Palma”. (l. 23-24).
V. O verbo destacado em “penso na mulher que morreu em meus braços.” (l. 33-34) está usado como transitivo direto.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
I. Dígrafo é o encontro de duas letras para representar um só fonema. Nos vocábulos “Amanhã” (linha 3), “romper” (linha 3) e “passeios” (linha 8) ocorre dígrafo. II. No romance Lucíola, a protagonista, ainda que resgatada pelo amor de Paulo, continua a prostituir-se, levando, também, a irmã, Ana, à prostituição. III. Da leitura da estrutura “ Apesar da revelação da véspera” (linha 10), infere-se o momento em que Lúcia conta a Paulo sobre a troca do verdadeiro nome dela com o da amiga que morreu tísica, e que isso fez para aliviar o desgosto do pai, ao sabê-la prostituta. IV.Em “fizemos um dos mais belos passeios de que se pode gozar” (linhas 8 e 9) a preposição destacada não pode ser retirada, devido à regência, uma vez que é exigida pela palavra que a antecede. V. Nas estruturas “Quando me chamas assim” (linha 17) e “beijo que me envolve toda (linha 18), em relação à colocação pronominal, ocorre próclise, de acordo com a língua padrão culta, devido às partículas atrativas conjunção subordinada temporal e pronome relativo, sequencialmente.
Assinale a alternativa correta.
I. Da estrutura “onde vou viver a minha nova existência” (linha 4), infere-se a decisão de Lúcia deixar no passado a vida de cortesã e iniciar uma nova vida com simplicidade e recato. II. As palavras desejar e carecer em “ Desejo...careço de entrar apoiada” (linhas 3 e 4) apresentam a mesma regência, pois ambas exigem como complemento as funções sintáticas objeto indireto e complemento nominal, sequencialmente. III. Em “Venha-me buscar” (linha 3) e “chama-me Maria” (linha 13) não há uniformidade de tratamento, quanto ao emprego do modo imperativo, uma vez que na primeira oração empregou-se a 3ª pessoa singular, e na segunda oração ocorreu o emprego da 2ª pessoa singular. IV. O uso do sinal gráfico da crase é facultativo em “dava à sua beleza” (linha 7), assim como em “Partimos a pé” (linha 8) V. No romance Lucíola, o personagem-narrador, Paulo, deixa fluir o seu “eu”, quando expõe seus sentimentos em relação ao que sentiu, viu e idealizou junto à mulher amada, evidenciando-se o subjetivismo – característica da Estética Romântica.
Assinale a alternativa correta.
Texto 1
POÉTICA

BANDEIRA, Manuel, Melhores poemas, 17° ed. – São Paulo: Global, 2015, p.64
( ) A leitura da estrofe sete leva o leitor a inferir que o poeta dá preferência ao lirismo mais autêntico, dos loucos, dos bêbedos e dos clowns, não preso a valores sociais, em detrimento de um lirismo tradicional. ( ) Nos versos “Quero antes o lirismo dos loucos” (20) e “O lirismo difícil e pungente dos bêbedos” (22) se os vocábulos destacados forem substituídos por pelos, não há prejuízo quanto ao sentido original do texto e quanto à regência. ( ) Nos versos “Será contabilidade tabela de cossenos secretário do amante exemplar com” (17) e “cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de” (18) os vocábulos assinalados, embora possuam classificação gramatical diferente, não se flexionam para indicar o gênero masculino ou feminino, sendo que a indicação de gênero ocorre por meio de modificadores. ( ) O sinal gráfico ( [ ) nos versos 4, 6, 18 e 19, usado para intercalar as estruturas poéticas – versos, assume uma outra função, a de reforçar o descomprometimento com as regras gramaticais, conferindo à nova forma de escrever também um novo valor poético e literário. ( ) No verso “Quero antes o lirismo dos loucos” (20) o verbo, quanto à transitividade, é bitransitivo, pois tem como complementos verbais objeto direto – lirismo, e objeto indireto dos loucos.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Quando você significa eu
Outro dia, deitado no divã em uma seção de análise, descrevi meus sentimentos. “Quando sobe a raiva, você perde a capacidade de ser generoso.” Antes de terminar a frase, eu me dei conta de que tinha usado “você”, apesar de estar descrevendo um comportamento meu. Instintivamente repeti a frase. “Quando sobe a raiva, eu perco a capacidade de ser generoso.”
Não me senti bem. Não era o que eu queria expressar. O que seria esse estranho “você” que havia usado falando de mim, e seguramente não me referindo a ele, meu analista, que era o único na sala? Como você sabe, o “você” normal é usado como nessa frase, para se referir ao interlocutor. Descobri que esse estranho “você” é o chamado “você” genérico e pode significar muitas coisas, entre elas “eu e toda a humanidade”. O que eu queria dizer era o seguinte: “Quando sobe a raiva, eu e toda a humanidade perdemos a capacidade de sermos generosos.” Ao usar o “você” genérico estava tentando me eximir um pouco da culpa.
Imagine qual não foi minha surpresa ao me deparar com um estudo que investiga exatamente em que condições as pessoas usam esse “você” genérico. O prazer é grande quando você (o prazer é meu, mas estou usando o “você “genérico para expressar minha esperança que você também tenha esse prazer) lê sobre algo que já observou.
Fernando Reinach, O Estado de S. Paulo, 08/04/2017.
Considere a correção proposta para o sublinhado nos seguintes trechos do texto:
I “em uma seção de análise”: em uma sessão de análise.
II “eu e toda a humanidade”: eu e toda humanidade.
III “para expressar minha esperança que você também tenha esse prazer”: para expressar minha esperança de que você também tenha esse prazer.
Está de acordo com a norma culta o que se propõe em
Leia o trecho do conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis (1839-1908), para responder à questão.
A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha de flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.
O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado.
Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos, pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando.
Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “gratificar-se-á generosamente” – ou “receberá uma boa gratificação”. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o acoitasse.
Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem.
(Contos: uma antologia, 1998.)
“Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse.” (4° parágrafo)
Na oração em que está inserido, o termo destacado é um verbo que pede
I - Se não entende (l. 03) fosse substituído por desconfia, seria necessário substituir o que (l. 02) por que. II - Se está (l. 04) fosse substituído por ele não localiza, nenhuma outra alteração seria necessária à frase. III- Se se agarra (l. 16) fosse substituído por ele se protege, seria necessário substituir à qual (l. 16) por com a qual.
Sem considerar alterações de sentido, quais afirmações mantêm a correção da frase?


ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar,
1964. p. 70.


GUIMARAENS, Alphonsus. Hão de chorar por ela os cinamomos.
Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/literatura/cinco-poemasalphonsus-guimaraens.htm>;. Acesso em: 22 set. 2016.

Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150428_parainglesver_adamsmith2_ss. Acesso em 25 ago. 2016.
Com base no texto 02, da Língua Portuguesa I, responda à questão.

Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150428_parainglesver_adamsmith2_ss. Acesso em 25 ago. 2016.
Com base no texto 02, da Língua Portuguesa I, responda à questão.

MEIRELES, Cecília. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983, p. 8.


