Questões de Vestibular Sobre português
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“Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia- se na presença dos brancos e julgava-se cabra.” (RAMOS, G. Vidas secas. 22.ed. São Paulo: Martins, 1969. p. 58)
Na passagem do célebre romance de Graciliano Ramos, no capítulo intitulado “Fabiano”, o narrador se esforça para tentar traçar o perfil amesquinhado do personagem, voltado para dentro de si, num universo de poucas opções. Sendo assim, o romance cumpre uma proposta de:

No texto, os pensamentos da personagem


I. Mas esse astro que fulgente
Das águias brilhara à frente,
Do Capitólio baixou. (Soares de Passos)
II. Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o. (Mário Quintana)
III. No berço, pendente dos ramos floridos,
Em que eu pequenino feliz dormitava:
Quem é que esse berço com todo o cuidado
Cantando cantigas alegre embalava? (Casimiro de Abreu)
Segundo Celso Cunha & Lindley Cintra, o anacoluto é a mudança de construção sintática no meio do enunciado, geralmente depois de uma pausa sensível, o que faz uma expressão ficar desligada e solta no período. Com base nesses dados, o nome do menino faz uma alusão a uma figura de sintaxe que está exemplificada apenas em

Não trabalho na sexta, que é dia de azar
Sábado é fim de semana
Tenho que descansar.
Sobre a ocorrência da palavra que, é correto afirmar que ela


I. O trabalho enobrece e dignifica o homem. (dito popular)
II. Pra mim vai ser domingo todo dia, / pois é essa alegria de todo trabalhador. (Golden Boys)
III. Deus ajuda quem cedo madruga. (dito popular)
IV. Todo mundo gosta de acarajé / O trabalho que dá pra fazer que é / Todo mundo gosta de acarajé / Todo mundo gosta de abará / Ninguém quer saber o trabalho que dá. (Dorival Caymmi)
é correto afirmar que a relação do homem com o trabalho, conforme apresentada na música de Alvarenga e Ranchinho, é incompatível apenas com o sentido expresso por

DIABO — Essa dama, é ela vossa?
FRADE — Por minha a tenho eu e sempre a tive de meu.
DIABO — Fizeste bem, que é fermosa! E não vos punham lá grosa nesse convento santo?
FRADE — E eles fazem outro tanto!
DIABO — Que cousa tão preciosa!
No trecho da peça de Gil Vicente, fica evidente uma

Os espaços da frase devem ser preenchidos, respectivamente, com

No texto, há um erro que se corrige com a substituição de













A tira dialoga com um poema de Carlos Drummond de Andrade, no qual a imagem do anjo torto está relacionada


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E agora, entre roseiras que rebentam, e vinhas que se vindimam, já cinco anos passaram sobre Tormes e a serra. O meu príncipe já não é o último Jacinto, Jacinto ponto final – porque naquele solar que decaíra, correm agora, com soberba vida, uma gorda e vermelha Teresinha, minha afilhada, e um Jacintinho, senhor muito da minha amizade. E, pai de família, principiara a fazer-se monótono, pela perfeição da beleza moral, aquele homem tão pitoresco pela inquietação filosófica, e pelos variados tormentos da fantasia insaciada. Quando ele agora, bom sabedor das coisas da lavoura, percorria comigo a quinta, em sólidas palestras agrícolas, prudentes e sem quimeras – eu quase lamentava esse outro Jacinto que colhia uma teoria em cada ramo de árvore, e riscando o ar com a bengala, planeava queijeiras de cristal e porcelana, para fabricar queijinhos que custariam mil réis cada um!
Pelas considerações de Zé Fernandes apresentadas no trecho, é correto afirmar que Jacinto


Eia comboios, eia pontes, eia hotéis à hora do jantar
Eia aparelhos de todas as espécies, férreos, brutos, mínimos,
Instrumentos de precisão, aparelhos de triturar, de cavar.
Engenhos, brocas, máquinas rotativas!
Eia! eia! eia!
A leitura dos versos, comparativamente ao texto de Eça de Queirós, permite afirmar que