Questões de Vestibular Sobre português

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Ano: 2018 Banca: INEP Órgão: UFS Prova: INEP - 2018 - UFS - Vestibular - Letras Libras |
Q1352858 Português

TEXTO II



(FONTE:<http://gilmaronline.blogspot.com/2018/03/charge-fake-news.htmll> Acesso em 21 Jul. 2018, às 10h20min)

Em terra de cego, quem tem um olho é rei.” A expressão popular está associada ao significado da importância do conhecimento, sendo representada na charge em relação ao contexto das redes sociais. O personagem em destaque revela um diferencial em relação às pessoas que confiam cegamente em todas as notícias. Percebemos isto, visualmente e em seu discurso falado, quando notamos que ele:
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Ano: 2018 Banca: INEP Órgão: UFS Prova: INEP - 2018 - UFS - Vestibular - Letras Libras |
Q1352857 Português

TEXTO II



(FONTE:<http://gilmaronline.blogspot.com/2018/03/charge-fake-news.htmll> Acesso em 21 Jul. 2018, às 10h20min)

Na charge, as notícias em redes sociais são associadas ironicamente à qual imagem?
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Ano: 2018 Banca: INEP Órgão: UFS Prova: INEP - 2018 - UFS - Vestibular - Letras Libras |
Q1352856 Português
Teatro em LIBRAS: a arte como ponte entre os mundos surdo e ouvinte
Por Nana Soares, em 08/12/2017

Para falar de política com adolescentes de 7°, 8° e 9° anos, a professora (Maria Aparecida Pereira de Castro Augusto), em diálogo com seus pares, deu início a rodas de conversa com os estudantes sobre o que estava acontecendo no país, mobilizando diferentes veículos de mídia como fontes de informação. Em seguida, trabalhou-se a diferença de discursos destes veículos, e a relação e poder da mídia na sociedade, utilizando a leitura do clássico de George Orwell, “A revolução dos bichos”. Com os estudantes bastante mobilizados e interessados no texto, surgiu a ideia de montar uma peça, aberta à comunidade, encenada e produzida pelos estudantes surdos.

Para a construção do texto em LIBRAS são muitos os processos – adaptação do texto verbal em gestos e, posteriormente, contextualização das emoções, entrelinhas, sugestões e figuras de linguagem presentes no universo falado. Envolvendo estudantes, professores, familiares e parceiros da comunidade no processo, a peça se tornou importante ferramenta para fomentar a inclusão e a sociabilização dos alunos surdos, desenvolvendo suas habilidades artísticas, de comunicação e de compreensão do mundo, que muitas vezes está distante. “Ficou perceptível como o teatro fez deles um grupo mais coeso e com vontade de crescer intelectualmente e ampliar seu repertório cultural”, descreve a professora (...) “E o teatro é universal. Para meus alunos, é um empoderamento saber que, quando estão no palco, todos podem entendê-los”, conclui.

(FONTE: <http://portal.aprendiz.uol.com.br/2017/12/08/teatro-em-libras-arte-como-ponte-entre-os-mundossurdo-e-ouvinte/> Acesso em 16 Jul. 2018, às 09h12min)
Identifique a informação do texto que NÃO se relaciona com o resultado do empoderamento trazido pelo Teatro em LIBRAS para os alunos surdos:
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Ano: 2018 Banca: INEP Órgão: UFS Prova: INEP - 2018 - UFS - Vestibular - Letras Libras |
Q1352855 Português
Teatro em LIBRAS: a arte como ponte entre os mundos surdo e ouvinte
Por Nana Soares, em 08/12/2017

Para falar de política com adolescentes de 7°, 8° e 9° anos, a professora (Maria Aparecida Pereira de Castro Augusto), em diálogo com seus pares, deu início a rodas de conversa com os estudantes sobre o que estava acontecendo no país, mobilizando diferentes veículos de mídia como fontes de informação. Em seguida, trabalhou-se a diferença de discursos destes veículos, e a relação e poder da mídia na sociedade, utilizando a leitura do clássico de George Orwell, “A revolução dos bichos”. Com os estudantes bastante mobilizados e interessados no texto, surgiu a ideia de montar uma peça, aberta à comunidade, encenada e produzida pelos estudantes surdos.

Para a construção do texto em LIBRAS são muitos os processos – adaptação do texto verbal em gestos e, posteriormente, contextualização das emoções, entrelinhas, sugestões e figuras de linguagem presentes no universo falado. Envolvendo estudantes, professores, familiares e parceiros da comunidade no processo, a peça se tornou importante ferramenta para fomentar a inclusão e a sociabilização dos alunos surdos, desenvolvendo suas habilidades artísticas, de comunicação e de compreensão do mundo, que muitas vezes está distante. “Ficou perceptível como o teatro fez deles um grupo mais coeso e com vontade de crescer intelectualmente e ampliar seu repertório cultural”, descreve a professora (...) “E o teatro é universal. Para meus alunos, é um empoderamento saber que, quando estão no palco, todos podem entendê-los”, conclui.

(FONTE: <http://portal.aprendiz.uol.com.br/2017/12/08/teatro-em-libras-arte-como-ponte-entre-os-mundossurdo-e-ouvinte/> Acesso em 16 Jul. 2018, às 09h12min)
...em diálogo com seus pares, deu início a rodas de conversa...” Identifique qual expressão no texto corresponde ao termo em destaque:
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Ano: 2018 Banca: INEP Órgão: UFS Prova: INEP - 2018 - UFS - Vestibular - Letras Libras |
Q1352854 Português
Teatro em LIBRAS: a arte como ponte entre os mundos surdo e ouvinte
Por Nana Soares, em 08/12/2017

Para falar de política com adolescentes de 7°, 8° e 9° anos, a professora (Maria Aparecida Pereira de Castro Augusto), em diálogo com seus pares, deu início a rodas de conversa com os estudantes sobre o que estava acontecendo no país, mobilizando diferentes veículos de mídia como fontes de informação. Em seguida, trabalhou-se a diferença de discursos destes veículos, e a relação e poder da mídia na sociedade, utilizando a leitura do clássico de George Orwell, “A revolução dos bichos”. Com os estudantes bastante mobilizados e interessados no texto, surgiu a ideia de montar uma peça, aberta à comunidade, encenada e produzida pelos estudantes surdos.

Para a construção do texto em LIBRAS são muitos os processos – adaptação do texto verbal em gestos e, posteriormente, contextualização das emoções, entrelinhas, sugestões e figuras de linguagem presentes no universo falado. Envolvendo estudantes, professores, familiares e parceiros da comunidade no processo, a peça se tornou importante ferramenta para fomentar a inclusão e a sociabilização dos alunos surdos, desenvolvendo suas habilidades artísticas, de comunicação e de compreensão do mundo, que muitas vezes está distante. “Ficou perceptível como o teatro fez deles um grupo mais coeso e com vontade de crescer intelectualmente e ampliar seu repertório cultural”, descreve a professora (...) “E o teatro é universal. Para meus alunos, é um empoderamento saber que, quando estão no palco, todos podem entendê-los”, conclui.

(FONTE: <http://portal.aprendiz.uol.com.br/2017/12/08/teatro-em-libras-arte-como-ponte-entre-os-mundossurdo-e-ouvinte/> Acesso em 16 Jul. 2018, às 09h12min)

Assinale a opção certa, segundo informações do texto:


I – O Teatro em LIBRAS auxiliou no diálogo com os adolescentes.

II – O Teatro em LIBRAS auxiliou no diálogo com os pares da professora.

III – O Teatro em LIBRAS sociabilizou alunos surdos.

IV – O Teatro em LIBRAS deu início a rodas de conversa.

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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2018 - FAMEMA - Vestibular 2019 - Prova II |
Q1344586 Português

Leia o poema “Namorados” de Manuel Bandeira (1886-1968).


O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:

– Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com

                                                                           [a sua cara.


A moça olhou de lado e esperou.

– Você não sabe quando a gente é criança e de repente

                                                     [vê uma lagarta listada?

A moça se lembrava:

– A gente fica olhando...


A meninice brincou de novo nos olhos dela.


O rapaz prosseguiu com muita doçura:


– Antônia, você parece uma lagarta listada.


A moça arregalou os olhos, fez exclamações.


O rapaz concluiu:

– Antônia, você é engraçada! Você parece louca.

(Estrela da vida inteira, 2009.)




Verifica-se a ocorrência de personificação no seguinte verso:

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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2018 - FAMEMA - Vestibular 2019 - Prova II |
Q1344585 Português

Leia a fábula “A tartaruga e a águia” do escritor grego Esopo (620 a.C.?-564 a.C.?).


    Uma tartaruga pediu a uma águia que a ensinasse a voar. A ave tentou dissuadi-la:

   – Voar é completamente contrário à sua natureza.

    Mas a tartaruga suplicou e insistiu ainda mais. Então a águia pegou a tartaruga com suas garras, levou-a até bem alto no céu e depois a soltou. A tartaruga caiu nos rochedos e se espatifou.

                                                                                   (Fábulas, 2013.)


Depreende-se leitura da fábula a seguinte moral:

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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2018 - FAMEMA - Vestibular 2019 - Prova II |
Q1344582 Português

Leia o trecho de uma entrevista com o cineasta francês Jean Renoir (1894-1979), filho do conhecido pintor Pierre-Auguste Renoir, datada de novembro de 1958.

Cheguei mesmo a me perguntar se toda obra humana não é provisória – mesmo um quadro, mesmo uma estátua, mesmo uma obra arquitetônica, mesmo o Partenon. Seja qual for a solidez do Partenon, o que resta dele é muito pouco e não temos nenhuma ideia do que era quando acabara de ser construído. Mesmo o que resta vai desaparecer. Talvez se consiga, a custa de tanto colocar cimento nas colunas, mantê-lo por cem anos, duzentos anos, digamos quinhentos anos, digamos mil anos. Mas, enfim, chegará um dia em que o Partenon não existirá mais. Pergunto-me se não seria mais honesto abordar a obra de arte sabendo que ela é provisória e irá desaparecer, e que, na verdade, relativizando, não há diferença entre uma obra arquitetônica feita em mármore maciço e um artigo de jornal, impresso em papel e jogado fora no dia seguinte.


                                                   (Jean Renoir apud Jorge Coli. O que é arte, 2013. Adaptado.)



Neste trecho da entrevista, Jean Renoir reflete sobre 

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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2018 - FAMEMA - Vestibular 2019 - Prova II |
Q1344581 Português

          Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes, contraditórias, além de frequentemente se pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única.

         Entretanto, se pedirmos a qualquer pessoa que possua um mínimo contato com a cultura para nos citar alguns exemplos de obras de arte ou de artistas, ficaremos certamente satisfeitos. Todos sabemos que a Mona Lisa, que a Nona sinfonia de Beethoven, que a Divina comédia, que Guernica de Picasso ou o Davi de Michelangelo são, indiscutivelmente, obras de arte. Assim, mesmo sem possuirmos uma definição clara e lógica do conceito, somos capazes de identificar algumas produções da cultura em que vivemos como sendo “arte”. Além disso, a nossa atitude diante da ideia “arte” é de admiração: sabemos que Leonardo ou Dante são gênios e, de antemão, diante deles, predispomo-nos a tirar o chapéu.                      Podemos, então, ficar tranquilos: se não conseguimos saber o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar diante delas. Infelizmente, esta tranquilidade não dura se quisermos escapar ao superficial e escavar um pouco mais o problema. O Davi de Michelangelo é arte, e não se discute. Entretanto, eu abro um livro consagrado a um artista célebre do século XX, Marcel Duchamp, e vejo entre suas obras, conservado em museu, um aparelho sanitário de louça, absolutamente idêntico aos que existem em todos os mictórios masculinos do mundo inteiro. Ora, esse objeto não corresponde exatamente à ideia que eu faço da arte.

          Assim, a questão que há pouco propusemos – como saber o que é ou não é obra de arte – de novo se impõe. Já vimos que responder com uma definição que parte da “natureza” da arte é tarefa vã. Mas, se não podemos encontrar critérios a partir do interior mesmo da noção de obra de arte, talvez possamos descobri-los fora dela.

        Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura possui instrumentos específicos. Um deles, essencial, é o discurso sobre o objeto artístico, ao qual reconhecemos competência e autoridade. Esse discurso é o que proferem o crítico, o historiador da arte, o perito, o conservador de museu. São eles que conferem o estatuto de arte a um objeto. Nossa cultura também prevê locais específicos onde a arte pode manifestar-se, quer dizer, locais que também dão estatuto de arte a um objeto. Num museu, numa galeria, sei de antemão que encontrarei obras de arte; num cinema “de arte”, filmes que escapam à “banalidade” dos circuitos normais; numa sala de concerto, música “erudita” etc. Esses locais garantem-me assim o rótulo “arte” às coisas que apresentam, enobrecendo-as.

           Desse modo, para gáudio1 meu, posso despreocupar- -me, pois nossa cultura prevê instrumentos que determinarão, por mim, o que é ou não arte. Para evitar ilusões, devo prevenir que a situação não é assim tão rósea. Mas, por ora, o importante é termos em mente que o estatuto da arte não parte de uma definição abstrata do conceito, mas de atribuições feitas por instrumentos de nossa cultura, dignificando os objetos sobre os quais ela recai.


                                                                                                                      (O que é arte, 2013.Adaptado.)

Em “Para evitar ilusões, devo prevenir que a situação não é assim tão rósea.” (6o parágrafo), o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido para o texto, por:
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2018 - FAMEMA - Vestibular 2019 - Prova II |
Q1344580 Português

          Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes, contraditórias, além de frequentemente se pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única.

         Entretanto, se pedirmos a qualquer pessoa que possua um mínimo contato com a cultura para nos citar alguns exemplos de obras de arte ou de artistas, ficaremos certamente satisfeitos. Todos sabemos que a Mona Lisa, que a Nona sinfonia de Beethoven, que a Divina comédia, que Guernica de Picasso ou o Davi de Michelangelo são, indiscutivelmente, obras de arte. Assim, mesmo sem possuirmos uma definição clara e lógica do conceito, somos capazes de identificar algumas produções da cultura em que vivemos como sendo “arte”. Além disso, a nossa atitude diante da ideia “arte” é de admiração: sabemos que Leonardo ou Dante são gênios e, de antemão, diante deles, predispomo-nos a tirar o chapéu.                      Podemos, então, ficar tranquilos: se não conseguimos saber o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar diante delas. Infelizmente, esta tranquilidade não dura se quisermos escapar ao superficial e escavar um pouco mais o problema. O Davi de Michelangelo é arte, e não se discute. Entretanto, eu abro um livro consagrado a um artista célebre do século XX, Marcel Duchamp, e vejo entre suas obras, conservado em museu, um aparelho sanitário de louça, absolutamente idêntico aos que existem em todos os mictórios masculinos do mundo inteiro. Ora, esse objeto não corresponde exatamente à ideia que eu faço da arte.

          Assim, a questão que há pouco propusemos – como saber o que é ou não é obra de arte – de novo se impõe. Já vimos que responder com uma definição que parte da “natureza” da arte é tarefa vã. Mas, se não podemos encontrar critérios a partir do interior mesmo da noção de obra de arte, talvez possamos descobri-los fora dela.

        Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura possui instrumentos específicos. Um deles, essencial, é o discurso sobre o objeto artístico, ao qual reconhecemos competência e autoridade. Esse discurso é o que proferem o crítico, o historiador da arte, o perito, o conservador de museu. São eles que conferem o estatuto de arte a um objeto. Nossa cultura também prevê locais específicos onde a arte pode manifestar-se, quer dizer, locais que também dão estatuto de arte a um objeto. Num museu, numa galeria, sei de antemão que encontrarei obras de arte; num cinema “de arte”, filmes que escapam à “banalidade” dos circuitos normais; numa sala de concerto, música “erudita” etc. Esses locais garantem-me assim o rótulo “arte” às coisas que apresentam, enobrecendo-as.

           Desse modo, para gáudio1 meu, posso despreocupar- -me, pois nossa cultura prevê instrumentos que determinarão, por mim, o que é ou não arte. Para evitar ilusões, devo prevenir que a situação não é assim tão rósea. Mas, por ora, o importante é termos em mente que o estatuto da arte não parte de uma definição abstrata do conceito, mas de atribuições feitas por instrumentos de nossa cultura, dignificando os objetos sobre os quais ela recai.


                                                                                                                      (O que é arte, 2013.Adaptado.)

Em “Nossa cultura também prevê locais específicos onde a arte pode manifestar-se, quer dizer, locais que também dão estatuto de arte a um objeto.” (5o parágrafo), o termo sublinhado refere-se a
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2018 - FAMEMA - Vestibular 2019 - Prova II |
Q1344579 Português

          Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes, contraditórias, além de frequentemente se pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única.

         Entretanto, se pedirmos a qualquer pessoa que possua um mínimo contato com a cultura para nos citar alguns exemplos de obras de arte ou de artistas, ficaremos certamente satisfeitos. Todos sabemos que a Mona Lisa, que a Nona sinfonia de Beethoven, que a Divina comédia, que Guernica de Picasso ou o Davi de Michelangelo são, indiscutivelmente, obras de arte. Assim, mesmo sem possuirmos uma definição clara e lógica do conceito, somos capazes de identificar algumas produções da cultura em que vivemos como sendo “arte”. Além disso, a nossa atitude diante da ideia “arte” é de admiração: sabemos que Leonardo ou Dante são gênios e, de antemão, diante deles, predispomo-nos a tirar o chapéu.                      Podemos, então, ficar tranquilos: se não conseguimos saber o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar diante delas. Infelizmente, esta tranquilidade não dura se quisermos escapar ao superficial e escavar um pouco mais o problema. O Davi de Michelangelo é arte, e não se discute. Entretanto, eu abro um livro consagrado a um artista célebre do século XX, Marcel Duchamp, e vejo entre suas obras, conservado em museu, um aparelho sanitário de louça, absolutamente idêntico aos que existem em todos os mictórios masculinos do mundo inteiro. Ora, esse objeto não corresponde exatamente à ideia que eu faço da arte.

          Assim, a questão que há pouco propusemos – como saber o que é ou não é obra de arte – de novo se impõe. Já vimos que responder com uma definição que parte da “natureza” da arte é tarefa vã. Mas, se não podemos encontrar critérios a partir do interior mesmo da noção de obra de arte, talvez possamos descobri-los fora dela.

        Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura possui instrumentos específicos. Um deles, essencial, é o discurso sobre o objeto artístico, ao qual reconhecemos competência e autoridade. Esse discurso é o que proferem o crítico, o historiador da arte, o perito, o conservador de museu. São eles que conferem o estatuto de arte a um objeto. Nossa cultura também prevê locais específicos onde a arte pode manifestar-se, quer dizer, locais que também dão estatuto de arte a um objeto. Num museu, numa galeria, sei de antemão que encontrarei obras de arte; num cinema “de arte”, filmes que escapam à “banalidade” dos circuitos normais; numa sala de concerto, música “erudita” etc. Esses locais garantem-me assim o rótulo “arte” às coisas que apresentam, enobrecendo-as.

           Desse modo, para gáudio1 meu, posso despreocupar- -me, pois nossa cultura prevê instrumentos que determinarão, por mim, o que é ou não arte. Para evitar ilusões, devo prevenir que a situação não é assim tão rósea. Mas, por ora, o importante é termos em mente que o estatuto da arte não parte de uma definição abstrata do conceito, mas de atribuições feitas por instrumentos de nossa cultura, dignificando os objetos sobre os quais ela recai.


                                                                                                                      (O que é arte, 2013.Adaptado.)

Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura possui instrumentos específicos.” (5o parágrafo)

Em relação ao trecho que o sucede, o trecho sublinhado tem sentido de

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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2018 - FAMEMA - Vestibular 2019 - Prova II |
Q1344578 Português

          Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes, contraditórias, além de frequentemente se pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única.

         Entretanto, se pedirmos a qualquer pessoa que possua um mínimo contato com a cultura para nos citar alguns exemplos de obras de arte ou de artistas, ficaremos certamente satisfeitos. Todos sabemos que a Mona Lisa, que a Nona sinfonia de Beethoven, que a Divina comédia, que Guernica de Picasso ou o Davi de Michelangelo são, indiscutivelmente, obras de arte. Assim, mesmo sem possuirmos uma definição clara e lógica do conceito, somos capazes de identificar algumas produções da cultura em que vivemos como sendo “arte”. Além disso, a nossa atitude diante da ideia “arte” é de admiração: sabemos que Leonardo ou Dante são gênios e, de antemão, diante deles, predispomo-nos a tirar o chapéu.                      Podemos, então, ficar tranquilos: se não conseguimos saber o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar diante delas. Infelizmente, esta tranquilidade não dura se quisermos escapar ao superficial e escavar um pouco mais o problema. O Davi de Michelangelo é arte, e não se discute. Entretanto, eu abro um livro consagrado a um artista célebre do século XX, Marcel Duchamp, e vejo entre suas obras, conservado em museu, um aparelho sanitário de louça, absolutamente idêntico aos que existem em todos os mictórios masculinos do mundo inteiro. Ora, esse objeto não corresponde exatamente à ideia que eu faço da arte.

          Assim, a questão que há pouco propusemos – como saber o que é ou não é obra de arte – de novo se impõe. Já vimos que responder com uma definição que parte da “natureza” da arte é tarefa vã. Mas, se não podemos encontrar critérios a partir do interior mesmo da noção de obra de arte, talvez possamos descobri-los fora dela.

        Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura possui instrumentos específicos. Um deles, essencial, é o discurso sobre o objeto artístico, ao qual reconhecemos competência e autoridade. Esse discurso é o que proferem o crítico, o historiador da arte, o perito, o conservador de museu. São eles que conferem o estatuto de arte a um objeto. Nossa cultura também prevê locais específicos onde a arte pode manifestar-se, quer dizer, locais que também dão estatuto de arte a um objeto. Num museu, numa galeria, sei de antemão que encontrarei obras de arte; num cinema “de arte”, filmes que escapam à “banalidade” dos circuitos normais; numa sala de concerto, música “erudita” etc. Esses locais garantem-me assim o rótulo “arte” às coisas que apresentam, enobrecendo-as.

           Desse modo, para gáudio1 meu, posso despreocupar- -me, pois nossa cultura prevê instrumentos que determinarão, por mim, o que é ou não arte. Para evitar ilusões, devo prevenir que a situação não é assim tão rósea. Mas, por ora, o importante é termos em mente que o estatuto da arte não parte de uma definição abstrata do conceito, mas de atribuições feitas por instrumentos de nossa cultura, dignificando os objetos sobre os quais ela recai.


                                                                                                                      (O que é arte, 2013.Adaptado.)

A discussão proposta pelo texto dialoga intimamente com o seguinte enunciado:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2018 - FAMEMA - Vestibular 2019 - Prova II |
Q1344577 Português

Imagem associada para resolução da questão

Do questionamento da personagem Mafalda, depreende-se uma crítica

Alternativas
Q1344098 Português

INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


Disponív l m: <http://www.r vista ducacao.com.br/um-pr mio-para-todos-qu -alfab tizam/>. c sso m: 16 mar. 2018.

Assinale a alternativa em que a afirmação NÃO condiz com o texto.
Alternativas
Q1344097 Português

INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


Disponív l m: <http://www.r vista ducacao.com.br/um-pr mio-para-todos-qu -alfab tizam/>. c sso m: 16 mar. 2018.

Observe as seguintes afirmações.

I - “Emérita”, “árido”, “últimas”, “sinônimo”, “métodos”, “fônicos”, “analíticos” “sintéticos” são palavras acentuadas graficamente pela mesma regra.
II - Se a palavra “tema” (l. 05) fosse substituída por “matéria”, o “ao” (l. 04) deveria ser substituído por “à”.
III -A expressão “acerca de ” (l. 14) pode ser substituída por “sobre ” sem nenhuma perda do sentido original do período.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q1344096 Português

INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


Disponív l m: <http://www.r vista ducacao.com.br/um-pr mio-para-todos-qu -alfab tizam/>. c sso m: 16 mar. 2018.

palavra “pendenga” (l. 13) faz alusão à qual outra palavra ou expressão do texto?
Alternativas
Q1344095 Português

INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


Disponív l m: <http://www.r vista ducacao.com.br/um-pr mio-para-todos-qu -alfab tizam/>. c sso m: 16 mar. 2018.

Os adjtivos “profícua” (l. 03) “árido” (l. 05) encontram, respectivamente, sinônimos mais adequados em qual das alternativas abaixo?
Alternativas
Q1344094 Português

INSTRUÇÃO: Para responder às questões de 31 a 36, considere o texto abaixo. 




NOGUEIRA, Salvador. Os legados do gênio Stephen Hawking, na ciência e na vida. Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/os-legados-do-genio-na-ciencia-e-na-vida/>.

Acesso em: 22 mar. 2018. (adaptado)

Considere as seguintes afirmações acerca do emprego de tempos verbais no texto.

I - Os v rbos “s ria” (l. 01) “ ntrou” (l. 05) estão conjugados no modo indicativo.
II - Todos os verbos do quarto parágrafo estão conjugados no pretérito imperfeito do indicativo, porque fazem referência a rotinas e hábitos do passado.
III - Os v rbos “Imagin ” (l. 18) “acho” (l. 27) estão conjugados no presente do subjuntivo.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q1344093 Português

INSTRUÇÃO: Para responder às questões de 31 a 36, considere o texto abaixo. 




NOGUEIRA, Salvador. Os legados do gênio Stephen Hawking, na ciência e na vida. Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/os-legados-do-genio-na-ciencia-e-na-vida/>.

Acesso em: 22 mar. 2018. (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta, no texto, os sentidos, contextualmente adequados, para os n xos “Entr tanto” (l. 05), “Logo” (l. 13) e “para” (l. 19), nesta ordem.
Alternativas
Q1344092 Português

INSTRUÇÃO: Para responder às questões de 31 a 36, considere o texto abaixo. 




NOGUEIRA, Salvador. Os legados do gênio Stephen Hawking, na ciência e na vida. Disponível em:

<https://super.abril.com.br/ciencia/os-legados-do-genio-na-ciencia-e-na-vida/>.

Acesso em: 22 mar. 2018. (adaptado)

Considere as seguintes ocorrências de artigo no texto.

I - O artigo indefinido na linha 03.
II - O artigo definido na linha 14.
III - A segunda ocorrência do artigo definido na linha 27.

Quais poderiam ser omitidos, preservando a correção de seus contextos? 
Alternativas
Respostas
3061: D
3062: E
3063: A
3064: E
3065: D
3066: C
3067: E
3068: A
3069: A
3070: A
3071: B
3072: D
3073: E
3074: C
3075: E
3076: C
3077: E
3078: A
3079: C
3080: A