Questões de Vestibular Sobre português
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Ideias e experiências que vão além do discurso da sustentabilidade
Enfim, juntou-se um "dream team" do novo urbanismo mundial para dar ideias para São Paulo. Os arquitetos do escritório de Gehl resolveram dedicar-se a transformar a região do Anhangabaú no centro vivo da cidade, um lugar onde a cidade toda se encontraria. Eles passaram semanas observando o jeito como as pessoas se relacionam com o espaço, entendendo o papel de cada um lá: os mendigos, as prostitutas, os policiais, os meninos de rua, os trabalhadores, os executivos, os camelôs. Ao final, eles propuseram um projeto lindo. Fiquei morrendo de vontade de passear pelo novo Anhangabaú.
Mas provavelmente não vou ter a chance. São Paulo recusou o projeto do dream team dos urbanistas do mundo. As ideias deles servem para Bogotá, Londres, Nova York, Copenhague, Melbourne, mas não para nós.
Por quê? Por quê São Paulo - e muitas cidades brasileiras - são tão refratárias a ideias inovadoras? [...].
Em parte é fácil de entender o porquê. Os setores imobiliários e de construção são os maiores financiadores de campanhas eleitorais, tanto à prefeitura quanto à Câmara dos Vereadores. A Associação Imobiliária Brasileira deu dinheiro a 29 dos 55 vereadores em exercício - o suficiente para ganhar com folga qualquer votação em plenário.
[...]
Quer entender por que o espaço público tende a ser tão ruim no Brasil? Talvez a resposta esteja nas regras de financiamento de campanhas e no sistema político. Talvez nosso sistema privilegie os candidatos que se preocupam em agradar empreiteiras e incorporadoras, em vez de se especializar em atender as pessoas e tornar a vida delas melhor.
BURGIERMAN, Denis Russo. Sustentável é pouco. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/cidade/nossas-cidades-nao- mudam/ Acesso em 25 out. 2010.
Ideias e experiências que vão além do discurso da sustentabilidade
Enfim, juntou-se um "dream team" do novo urbanismo mundial para dar ideias para São Paulo. Os arquitetos do escritório de Gehl resolveram dedicar-se a transformar a região do Anhangabaú no centro vivo da cidade, um lugar onde a cidade toda se encontraria. Eles passaram semanas observando o jeito como as pessoas se relacionam com o espaço, entendendo o papel de cada um lá: os mendigos, as prostitutas, os policiais, os meninos de rua, os trabalhadores, os executivos, os camelôs. Ao final, eles propuseram um projeto lindo. Fiquei morrendo de vontade de passear pelo novo Anhangabaú.
Mas provavelmente não vou ter a chance. São Paulo recusou o projeto do dream team dos urbanistas do mundo. As ideias deles servem para Bogotá, Londres, Nova York, Copenhague, Melbourne, mas não para nós.
Por quê? Por quê São Paulo - e muitas cidades brasileiras - são tão refratárias a ideias inovadoras? [...].
Em parte é fácil de entender o porquê. Os setores imobiliários e de construção são os maiores financiadores de campanhas eleitorais, tanto à prefeitura quanto à Câmara dos Vereadores. A Associação Imobiliária Brasileira deu dinheiro a 29 dos 55 vereadores em exercício - o suficiente para ganhar com folga qualquer votação em plenário.
[...]
Quer entender por que o espaço público tende a ser tão ruim no Brasil? Talvez a resposta esteja nas regras de financiamento de campanhas e no sistema político. Talvez nosso sistema privilegie os candidatos que se preocupam em agradar empreiteiras e incorporadoras, em vez de se especializar em atender as pessoas e tornar a vida delas melhor.
BURGIERMAN, Denis Russo. Sustentável é pouco. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/cidade/nossas-cidades-nao- mudam/ Acesso em 25 out. 2010.
Especular. Adj. 2 g. 1. Referente a, ou próprio de espelho. 2. Transparente, diáfano. 3. Diz-se de uma superfície refletora. Especular. V. t. d. 1. Examinar com atenção; averiguar minuciosamente; observar; indagar; pesquisar. T. i. 2. Informar-se minuciosamente de algo: Especulou sobre a situação financeira do novo cliente. 3. Valer-se de certa posição, de circunstância, de qualquer coisa, para auferir vantagens; explorar: Há autoridades que especulam com seus cargos. Int. 4. Meditar, raciocinar, refletir, considerar
FERREIRA, Aurélio B. H. Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1988, p. 269.
Baseando-se nessas acepções, pode-se dizer, a propósito do conto “Especular”, de Rubem Fonseca, que
PASCAL, Blaise. Pensamentos. São Paulo: Abril Cultural, 1988. (Coleção Os Pensadores, Artigo VI, p. 347 - 348)
PASCAL, Blaise. Pensamentos. São Paulo: Abril Cultural, 1988. (Coleção Os Pensadores, Artigo VI, p. 347 - 348)
"Em contraste com a oposição, parlamentares governistas parecem não ver nenhum inconveniente no fato de o presidente da República impor sua pauta ao Congresso".
O EXECUTIVO é a Lei. Folha de S.Paulo. Disponível em . Acesso em 26 out. 2010.
Isso ocorreu porque
( ) A novela O Alienista, de Machado de Assis, é uma sátira à arbitrariedade do conceito de loucura.
( ) As pesquisas de Dr. Simão Bacamarte, protago- nista de O Alienista, são ridicularizadas pelo narrador devido ao seu cientificismo.
( ) O Alienista demonstra como a loucura não pode ser relativizada, pois a definição de demência é um assunto consensual.
( ) Mesmo detendo o poder absoluto dos critérios da razão e da loucura, Simão Bacamarte também é alvo de suas próprias investigações quanto a sua demência.
( ) O Alienista estabelece um tratado científico detalhado que avança nos estudos sobre a sanidade metal.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses ,de cima pra baixo,é:
( ) A personagem central do romance é um indivíduo assaltado pelo temor, totalmente desloca- do, que não tem nome, família, ocupação e en- dereço fixo.
( ) O maluco, no decorrer de sua trajetória, é acom- panhado por inúmeros companheiros, que assumem a tarefa de decidir os rumos que ele deve seguir.
( ) O dr. Valério só aceita atestar a loucura do malu- co após examiná-lo adequadamente.
( ) A transformação da personagem em lobisomem no final do livro não foi anunciada no decurso da narrativa.
( ) O percurso espacial realizado pelo maluco envolve somente as cidades de Quaraí, Porto Alegre e Rio de Janeiro
A sequência correta de preenchimento dos parênte- ses, de cima para baixo, é:
I. No texto A, evidencia-se um estado de loucura extremo, que não permite diferenciar a lua real da lua refletida.
II. No texto B, apesar da loucura, o maluco conse- gue acompanhar o médico e auxiliá-lo na busca dos horários para a visita ao “cliente”.
III. Nos textos A e B, em função da loucura, as per- sonagens agem, ao mesmo tempo, como se fos- sem animais. IV. Os textos A e B possuem formas diferentes, mas retratam o tema da loucura do mesmo modo. )
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são, apenas,
O trecho acima integra o romance Capitães de Areia , de Jorge Amado. Descreve a situação de Pedro Bala, preso no reformatório, confinado num cubículo escuro, com fome, sede e humilhação de não poder ficar de pé. A propósito deste trecho, pode- se afirmar que
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez- se a espuma
E das mãos espalmadas fez- se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez- se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez- se do amigo próximo o distante
Fez- se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Do poema acima, de Vinicius de Moraes, é INCORRETO afirmar que
