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Questões de Vestibular Sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 12.150 questões

Ano: 2024 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2024 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q3467510 Português

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

Captura_de tela 2025-07-06 172606.png (315×842)

Captura_de tela 2025-07-06 172620.png (315×439)

Assinale a alternativa que apresenta, no texto, relações de sentido, contextualmente adequadas, para as expressões seja...seja (l. 04-05), como (l. 44), pois (l. 63).
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2024 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q3467509 Português

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

Captura_de tela 2025-07-06 172606.png (315×842)

Captura_de tela 2025-07-06 172620.png (315×439)

Assinale a alternativa que melhor expressa a ideia central do texto. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2024 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q3467508 Português

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

Captura_de tela 2025-07-06 172606.png (315×842)

Captura_de tela 2025-07-06 172620.png (315×439)

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 02, 34, 43 e 83, nesta ordem.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2024 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q3467507 Português

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

Considere as seguintes afirmações sobre palavras e expressões do texto.



I - No texto, há um predomínio do uso do pretérito imperfeito. Por meio desse predomínio, o narrador assinala modos de agir rotineiros do personagem Rodrigo para caracterizá-lo ao leitor.


II - No texto, os usos do presente, nos murmúrios de Rodrigo Cambará, atualizados nos verbos Preciso (l. 39), tenho (l. 45) e quero (l. 46) revelam o “agora” em que o personagem falava consigo mesmo.


III - No texto, a relação entre a expressão Um dia (l. 37) e o verbo contemplou (l. 38) apresenta o sentido de ação pontual na narrativa, semelhante ao sentido expresso pela relação entre Às vezes (l. 55) e perguntava-se (l. 55).



Quais estão corretas?

Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2024 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q3467506 Português

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir.



( ) A expressão apanhava no ar as coisas que outros diziam (l. 18-19) expressa a ideia de que o personagem Rodrigo apreendia algo de maneira rápida nas conversas.


( ) A expressão “cultura de oitiva” (l. 24-25) carrega a ideia de que o correto é ouvir pelo menos oito vezes sobre um tema para tirar conclusões.


( ) A expressão um tênue verniz de ilustração (l. 29) evoca a ideia de que escritores, artistas e políticos brasileiros procuravam aparentar um saber cultural.



A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2024 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q3467505 Português

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

No bloco superior abaixo, estão indicadas classes gramaticais; no inferior, partículas que retiradas do texto.



Associe corretamente o bloco inferior ao superior.


1. Pronome relativo.


2. Conjunção integrante.


3. Pronome interrogativo. 



( ) que (l. 18).


( ) que (l. 22).


( ) que (l. 24).


( ) que (l. 32).


( ) que (l. 42).


( ) que (l. 50).



A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2024 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q3467504 Português

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, uma palavra formada por derivação prefixal e uma palavra formada por derivação sufixal.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2024 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q3467503 Português

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir.



( ) A oração quem não considerasse um privilégio (l. 06) está elíptica antes da forma verbal provar (l. 09).


( ) O pronome você pode ser subentendido antes de (l. 12).


( ) O sujeito elíptico da locução verbal tivesse penetrado (l. 17) é Rodrigo (l. 13).


( ) O sujeito elíptico da forma verbal afirmava (l. 28) é Rodrigo (l. 24).



A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2024 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q3467502 Português

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

Assinale a alternativa que apresenta somente palavras com dígrafos consonantais.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2024 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q3467501 Português

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

O texto se vale de relações entre literatura e história. A partir dessas relações, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2024 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q3467500 Português

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo. 

Captura_de tela 2025-07-06 172700.png (317×783)

Captura_de tela 2025-07-06 172713.png (308×412)

Considere as seguintes afirmações sobre algumas das ideias expressas no texto.



I - O narrador se vale do processo de generalização, ao estender as características do personagem Rodrigo Cambará aos escritores, artistas e políticos do país.


II - O personagem Rodrigo Cambará aparece no texto como um cidadão eufórico e audacioso, um leitor detalhista, um ser político investido de coragem para lutar por melhorias de Santa Fé.


III - O casarão onde vivia Rodrigo Cambará era um espaço importante, local onde todos os visitantes da cidade tinham a oportunidade de desfrutar, com os moradores, os vinhos da adega e os quitutes da cozinha.



Quais estão corretas?

Alternativas
Q3407996 Português
Considere o texto “Serial lover”, escrito por Carpinejar, para responder à questão.


Existe uma infidelidade mais secreta e menos evidente, que acontece depois do relacionamento. Só acontece depois. É uma traição póstuma, retardatária, residual. É quando você repete os mesmos lugares, os mesmos apelos, as mesmas confidências com outro.

É quando você insiste em escrever e tecer declarações exatamente iguais.

É uma extorsão sentimental colocar um desejo para sua nova companhia como se fosse inédito.

Pois a paixão só é idêntica para quem não enxerga as diferenças.

É como remanejar presentes, aproveitar alianças antigas.

Você prova que não tem criatividade nenhuma, demonstra a maior apatia: refaz os passeios que já realizou, leva para os restaurantes que frequentava, as baladas e festas conhecidas, reincide nos roteiros de viagem, destina sonhos e palavras já gastos, reemprega até os nomes aprovados para quando nascessem seus filhos.

Mudou a pessoa, mas não o seu jeito de seduzir. Mudou a pessoa, mas não sua rotina de amar. Mudou a pessoa, mas não seu script.

É uma melancólica sobreposição, desastrada colagem.

Nem precisa cometer o ato falho de trocar o nome do atual pelo ex, porque estará revisitando atmosferas e cenários. Experimenta locações contaminadas por juras velhas.

Não há sensação mais ingrata para seu namorado anterior ao perceber que era mais um. Um qualquer, nem um pouco especial. Um sósia de cenas românticas. Um dublê da adrenalina e dos feromônios.

Você oferece um passado usado sob o disfarce de futuro. Alcança aquilo que foi ensaiado com o antecessor. Não se dá o luxo de disfarçar, o trabalho de maquiar, colocar uma manta no mobiliário da memória.

Recorrendo à fórmula fixa de história feliz, estabelece uma competição imaginária, anula a individualidade do seu par, apaga a invenção a dois e a costura por caminhos surpreendentes e inesquecíveis.

Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto. Desfruta da tolerância dos garçons, dos colegas, dos amigos, dos parentes. É realmente um segredo com pequenas chances de ser revelado, porém a consciência não é boba e um dia se vinga.

O que vive está longe de ser amor, é obsessão.

(Carpinejar. Para onde vai o amor, 2015.)
Ocorre uma palavra formada com um prefixo que expressa negação em:
Alternativas
Q3407995 Português
Considere o texto “Serial lover”, escrito por Carpinejar, para responder à questão.


Existe uma infidelidade mais secreta e menos evidente, que acontece depois do relacionamento. Só acontece depois. É uma traição póstuma, retardatária, residual. É quando você repete os mesmos lugares, os mesmos apelos, as mesmas confidências com outro.

É quando você insiste em escrever e tecer declarações exatamente iguais.

É uma extorsão sentimental colocar um desejo para sua nova companhia como se fosse inédito.

Pois a paixão só é idêntica para quem não enxerga as diferenças.

É como remanejar presentes, aproveitar alianças antigas.

Você prova que não tem criatividade nenhuma, demonstra a maior apatia: refaz os passeios que já realizou, leva para os restaurantes que frequentava, as baladas e festas conhecidas, reincide nos roteiros de viagem, destina sonhos e palavras já gastos, reemprega até os nomes aprovados para quando nascessem seus filhos.

Mudou a pessoa, mas não o seu jeito de seduzir. Mudou a pessoa, mas não sua rotina de amar. Mudou a pessoa, mas não seu script.

É uma melancólica sobreposição, desastrada colagem.

Nem precisa cometer o ato falho de trocar o nome do atual pelo ex, porque estará revisitando atmosferas e cenários. Experimenta locações contaminadas por juras velhas.

Não há sensação mais ingrata para seu namorado anterior ao perceber que era mais um. Um qualquer, nem um pouco especial. Um sósia de cenas românticas. Um dublê da adrenalina e dos feromônios.

Você oferece um passado usado sob o disfarce de futuro. Alcança aquilo que foi ensaiado com o antecessor. Não se dá o luxo de disfarçar, o trabalho de maquiar, colocar uma manta no mobiliário da memória.

Recorrendo à fórmula fixa de história feliz, estabelece uma competição imaginária, anula a individualidade do seu par, apaga a invenção a dois e a costura por caminhos surpreendentes e inesquecíveis.

Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto. Desfruta da tolerância dos garçons, dos colegas, dos amigos, dos parentes. É realmente um segredo com pequenas chances de ser revelado, porém a consciência não é boba e um dia se vinga.

O que vive está longe de ser amor, é obsessão.

(Carpinejar. Para onde vai o amor, 2015.)
“Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto.” (13º parágrafo)
O pronome sublinhado refere-se a
Alternativas
Q3407991 Português
Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.


Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.

— Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora.

Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.

— Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!

— Agora não posso.

— Não pode por quê?

— Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.

Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.

— Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?

Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:

— Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.

(Ciranda de pedra, 2009.)
“— Ou você abre ou conto para o seu tio.” (9o parágrafo) Em relação à primeira, a segunda oração expressa uma
Alternativas
Q3407987 Português
Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.


Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.

— Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora.

Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.

— Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!

— Agora não posso.

— Não pode por quê?

— Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.

Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.

— Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?

Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:

— Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.

(Ciranda de pedra, 2009.)
De acordo com a cena narrada, a personagem Virgínia, quando criança, era:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2024 - UEA - Conhecimentos Específicos e Redação - Grupo II |
Q3407691 Português

Leia o poema “Sanduíche matinal”, de Astrid Cabral.


Sanduíche matinal


Mastigam-se ao café

entre fatias torradas

jornais com pingos de sangue

jornais com furos de bala.

No portal da manhã

o sinistro sanduíche

energiza os transeuntes do dia.

(Engavetado o remorso

dos crimes bem menores)

Omissões? traições? covardias?

Transgressões mínimas.

Todos, subitamente, melhores.


(Astrid Cabral. Intramuros, 2011.)



No contexto apresentado pelo poema, a leitura matinal dos jornais

Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2024 - UEA - Conhecimentos Específicos e Redação - Grupo II |
Q3407687 Português
Considere o texto “Serial lover”, escrito por Carpinejar, para responder à questão.

    Existe uma infidelidade mais secreta e menos evidente, que acontece depois do relacionamento. Só acontece depois.
    É uma traição póstuma, retardatária, residual.
    É quando você repete os mesmos lugares, os mesmos apelos, as mesmas confidências com outro. É quando você insiste em escrever e tecer declarações exatamente iguais.
    É uma extorsão sentimental colocar um desejo para sua nova companhia como se fosse inédito.
    Pois a paixão só é idêntica para quem não enxerga as diferenças.
    É como remanejar presentes, aproveitar alianças antigas.
    Você prova que não tem criatividade nenhuma, demonstra a maior apatia: refaz os passeios que já realizou, leva para os restaurantes que frequentava, as baladas e festas conhecidas, reincide nos roteiros de viagem, destina sonhos e palavras já gastos, reemprega até os nomes aprovados para quando nascessem seus filhos.
    Mudou a pessoa, mas não o seu jeito de seduzir. Mudou a pessoa, mas não sua rotina de amar. Mudou a pessoa, mas não seu script.
    É uma melancólica sobreposição, desastrada colagem.
    Nem precisa cometer o ato falho de trocar o nome do atual pelo ex, porque estará revisitando atmosferas e cenários.     Experimenta locações contaminadas por juras velhas.
    Não há sensação mais ingrata para seu namorado anterior ao perceber que era mais um. Um qualquer, nem um pouco especial. Um sósia de cenas românticas. Um dublê da adrenalina e dos feromônios.
    Você oferece um passado usado sob o disfarce de futuro. Alcança aquilo que foi ensaiado com o antecessor. Não se dá o luxo de disfarçar, o trabalho de maquiar, colocar uma manta no mobiliário da memória.
    Recorrendo à fórmula fixa de história feliz, estabelece uma competição imaginária, anula a individualidade do seu par, apaga a invenção a dois e a costura por caminhos surpreendentes e inesquecíveis.
    Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto. Desfruta da tolerância dos garçons, dos colegas, dos amigos, dos parentes. É realmente um segredo com pequenas chances de ser revelado, porém a consciência não é boba e um dia se vinga.
    O que vive está longe de ser amor, é obsessão.
(Carpinejar. Para onde vai o amor, 2015.)
No contexto em que está inserida, a palavra sublinhada em “É uma traição póstuma, retardatária, residual” (1º parágrafo) tem o sentido de algo que
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2024 - UEA - Conhecimentos Específicos e Redação - Grupo II |
Q3407684 Português
Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.


Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.

— Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora.

Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.

— Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!

— Agora não posso.

— Não pode por quê?

— Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.

Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.

— Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?

Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:

— Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.

(Ciranda de pedra, 2009.)
A fala “quem manda em mim é meu pai” (11º parágrafo), passada ao discurso indireto, assume a seguinte redação:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2024 - UEA - Conhecimentos Específicos e Redação - Grupo II |
Q3407682 Português
Leia o trecho do romance Ciranda de pedra, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.


Virgínia subiu precipitadamente a escada e trancou-se no quarto.

— Abre, menina — ordenou Luciana do lado de fora.

Virgínia encostou-se à parede e pôs-se a roer as unhas, seguindo com o olhar uma formiguinha que subia pelo batente da porta. “Se entrar aí nessa fresta, você morre!”, sussurrou soprando-a para o chão. “Eu te salvo, bobinha, não tenha medo”, disse em voz alta. E afastou-a com o indicador. Nesse instante fixou o olhar na unha roída até a carne. Pensou nas unhas de Otávia. E esmagou a formiga.

— Virgínia, eu não estou brincando, menina. Abre logo, anda!

— Agora não posso.

— Não pode por quê?

— Estou fazendo uma coisa — respondeu evasivamente.

Pensava em Conrado a lhe explicar que os bichos são como gente, têm alma de gente, e que matar um bichinho era o mesmo que matar uma pessoa. “Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses bichos horríveis, cobra, rato, aranha...” Deitou-se no assoalho e começou a se espojar angustiosamente, avançando de rastros até o meio do quarto.

— Ou você abre ou conto para o seu tio. É isto que você quer, é isto?

Virgínia imobilizou-se. Ser cobra machucava os cotovelos, melhor ser borboleta. Mas quem ia ser borboleta decerto era Otávia, que era linda. “E eu sou feia e ruim, ruim, ruim!”, exclamou dando murros no chão. Ergueu a cabeça num desafio:

— Pode contar tudo, tio Daniel não me manda, quem manda em mim é meu pai, ouviu? Meu pai.

(Ciranda de pedra, 2009.)
No romance, a personagem Luciana é
Alternativas
Q3407286 Português
Considere o texto “Serial lover”, escrito por Carpinejar, para responder à questão.

    Existe uma infidelidade mais secreta e menos evidente, que acontece depois do relacionamento. Só acontece depois. É uma traição póstuma, retardatária, residual.
    É quando você repete os mesmos lugares, os mesmos apelos, as mesmas confidências com outro. É quando você insiste em escrever e tecer declarações exatamente iguais.
    É uma extorsão sentimental colocar um desejo para sua nova companhia como se fosse inédito.
Pois a paixão só é idêntica para quem não enxerga as diferenças.
    É como remanejar presentes, aproveitar alianças antigas.
    Você prova que não tem criatividade nenhuma, demonstra a maior apatia: refaz os passeios que já realizou, leva para os restaurantes que frequentava, as baladas e festas conhecidas, reincide nos roteiros de viagem, destina sonhos e palavras já gastos, reemprega até os nomes aprovados para quando nascessem seus filhos. Mudou a pessoa, mas não o seu jeito de seduzir.
    Mudou a pessoa, mas não sua rotina de amar. Mudou a pessoa, mas não seu script.
    É uma melancólica sobreposição, desastrada colagem.
  Nem precisa cometer o ato falho de trocar o nome do atual pelo ex, porque estará revisitando atmosferas e cenários.     Experimenta locações contaminadas por juras velhas.
   Não há sensação mais ingrata para seu namorado anterior ao perceber que era mais um. Um qualquer, nem um pouco especial. Um sósia de cenas românticas. Um dublê da adrenalina e dos feromônios.
    Você oferece um passado usado sob o disfarce de futuro. Alcança aquilo que foi ensaiado com o antecessor. Não se dá o luxo de disfarçar, o trabalho de maquiar, colocar uma manta no mobiliário da memória.
    Recorrendo à fórmula fixa de história feliz, estabelece uma competição imaginária, anula a individualidade do seu par, apaga a invenção a dois e a costura por caminhos surpreendentes e inesquecíveis.
   Acredita em sua inocência porque ninguém comentará o assunto. Desfruta da tolerância dos garçons, dos colegas, dos amigos, dos parentes. É realmente um segredo com pequenas chances de ser revelado, porém a consciência não é boba e um dia se vinga.
    O que vive está longe de ser amor, é obsessão.
(Carpinejar. Para onde vai o amor, 2015.)
Em “porém a consciência não é boba e um dia se vinga” (13º parágrafo), o autor recorre, sobretudo,
Alternativas
Respostas
481: B
482: D
483: D
484: C
485: B
486: D
487: E
488: B
489: C
490: E
491: A
492: E
493: E
494: D
495: D
496: A
497: A
498: C
499: C
500: D