Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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O morto e agora desprendeu a cera-lustosa que tampava a panela-dodente e já a dor pernilonga os ouvidos ambicionando achegar novamente, ferroa, entojada, arrodeando, infla em fogo a bochecha, calafrios relampeiam o corpo moído, de frio curvase a noite azul, ronca a saparia, estrilam grilos, voejam brasas acesas de vagalumes, esconjuro de coruja, vasculha o vento as fantasmáticas árvores, em silêncio o balofo sargento perscruta, espia, fareja, arrulham as escassas águas do Rio Pomba ao longe, perfilados, ambos, o jipe estacado, acesos os faróis alumiam o mato, esfrega as mãos, atento aos mínimos gestos do superior, poderiam permanecer afundados no bem-bom da delegacia não fosse a ocorrência, duro renegar aqueles olhos estatelados, como se, escancarando-os, almejassem agarrar o sopro que se esvaía, e sequer uma nódoa de sangue, a lâmina da faca-de-picar-fumo penetrara com tamanha força na linha do coração que se emaranhara em músculos, tendões, ossos, obstruindo o sangramento, isso explicou o sargento, versado, e sondando vagos indícios buscam acossar o assassino (...)
Fonte: RUFFATO, Luiz. Vista parcial da noite. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 131.
Considerando a leitura do fragmento de O morto, é CORRETO afirmar que:
Capítulo II
Que abismo que há entre o espírito e o coração! O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento, arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham, arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não casasse; podia vir um filho ou uma filha... – Bonita canoa! – Antes assim! – Como obedece bem aos remos do homem! – O certo é que eles estão no céu!
Fonte: ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 1988, p. 13.
O capítulo apresenta reflexões do ex-professor Rubião sobre o “abismo que há entre o espírito e o coração”.
É CORRETO afirmar que no capítulo pode ser observado que:
9 A menina ao pai divorciado: - Pai. Me diga, pai. - Sim, filhinha. - Você já tem namorada? - Não, ainda não. - Sabe, pai... - O que é? -...minha mãe está livre.
27 O casal divorciado assim que a filha nasceu. Aos três anos, ela passa férias com o pai, morando noutra cidade. De volta, com a mãe, folheia um álbum de fotos. - Olha só, mãe. Esse aqui com você... Gritinho de espanto: - Ei, você conhece meu pai!
Fonte: TREVISAN, Dalton. Pico na veia. Rio de Janeiro: Record, 2008, p. 13 e 34.
Considerando-se os dois minicontos, assinale a opção CORRETA.
Pensatorto (1) Comprou, vendeu Vendeu, comprou Comprou e vendeu Vendeu e comprou Trocou o remédio E morreu.
Pensatorto (2) Era um cara assustado Assustado era o cara Ficou corajoso Se meteu numa briga E morreu.
Pensatorto (3) Contador era
Mas histórias não sabia nenhuma Um dia descobriu uma história Nunca mais foi contador.
Fonte: MAÇARANDUBA, Giordano. Todoeu. Goiânia: Trilhas Urbanas, 2008, p.58-60.
Nos poemas, nota-se um uso repetitivo das mesmas palavras, dos tempos verbais e das estruturas frasais que vão sendo reestruturadas.
Considerando a leitura dos três poemas Pensatorto, é CORRETO afirmar que tais recursos poéticos produzem um sentido de
I. Em: “Crenças e opiniões não são argumentos”, o verbo destacado sugere, predominantemente, um aspecto de aparência de estado.
II. Em: “Jupiter é o maior planeta do sistema solar”, o verbo destacado sugere, predominantemente, um estado permanente.
III. Em: “Crenças é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade [...]”, o verbo destacado sugere, predominantemente, um aspecto permanente.
Assinale a alternativa CORRETA.
I. Em: “Eu tenho direito às minhas crenças” (1º parágrafo), as aspas marcam o discurso direto do aluno.
II. Em: “Não creio em bruxas, ainda que existam” (7º parágrafo), as aspas marcam a fala de Sancho Pança, estabelecendo intertextualidade, ou seja, o diálogo entre textos.
III. Em: “[...] passar debaixo de uma escada dá azar” (7º parágrafo), as aspas foram usadas para transcrever um dito popular, com o intuito de exemplificar uma crença que, de acordo com o autor, não pode ser provada.
Assinale a alternativa CORRETA.

Disponível em: www.direitointegral.com. Acesso em: 1 out. 2013.
Um estatuto é um regulamento ou código com significado e valor de lei. No Brasil há quatro estatutos, sendo os mais conhecidos o da Criança e do Adolescente (ECA) e o do Idoso. Este estatuto, assim como os demais, tem como função
TEXTO I

TEXTO II
A campanha Conte até dez visa sensibilizar a sociedade com o objetivo de evitar os homicídios cometidos por impulso, que ocorrem em situações como brigas em bares, discussões no trânsito ou entre vizinhos. O alvo são os crimes que acontecem em função da banalização da violência, da falta de tolerância, da ação impensada no momento da raiva. Daí a proposta de contar até dez e manter o controle. A estratégia quer ir além da qualificação e sensibilização dos agentes do sistema de Justiça. Quer engajar também a sociedade civil, principalmente os jovens, que estão na fase de aprendizagem e construção do conceito de cidadania e respeito ao próximo.
Disponível em: www.cnmp.mp.br. Acesso em: 20 set. 2013.
Os textos integram uma campanha publicitária que objetiva minimizar um problema social,
As seções que veiculam uma seleção de Frases nos jornais e revistas geralmente as escolhem pelo conteúdo pitoresco, humorístico, crítico. Na frase em foco, observa-se uma metáfora que relaciona um filme a uma comida japonesa. Com isso, o autor objetiva
O padrão de tamanho para as roupas exige um corpo considerado “em forma”. Em função disso ocorrem mudanças de hábitos corporais, como dietas e uso de medicamentos para emagrecer, que podem trazer prejuízos à saúde. Nessa perspectiva, cabe ao consumidor
O movimento humano em suas diversas manifestações, em casa, na rua, no trabalho, nas atividades artísticas e de lazer, indica nossas escolhas sociais, culturais e até mesmo nossos preconceitos. Dessa forma, o corpo pode ser entendido como
SILVA, E. L. Produção cultural, trabalho e lazer ao ritmo do tecnobrega. In: CASTRO, A. L. (Org.). Cultura contemporânea, identidades e sociabilidades:olhares sobre corpo, mídia e novas tecnologias. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010 (adaptado).
O tecnobrega, como expressão da linguagem corporal e cultural de um grupo social, é um importante exemplo para caracterizar a integração social dos sujeitos pela
A partir do texto, associamos a questão da derrota e da vitória, nos eventos dos mais variados esportes, à prática do fair play, a qual busca garantir
Esta ciranda quem me deu foi Lia que mora na Ilha de Itamaracá
CASCUDO, L. C. Dicionário do folclore brasileiro. São Paulo: Global, 2001 (adaptado).
A miscigenação é um dos traços marcantes da população brasileira, o que também se reflete no seu patrimônio cultural. A característica que faz da Ciranda uma representante dessa mistura é a sua

MURATYAN, V. Paris versus New York. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012.
A imagem, do artista gráfico francês Vahram Muratyan, refere-se a dois doces, o primeiro da
cultura francesa e o segundo da cultura americana. A obra do artista registra visualmente
ANDRADE, C. D. De notícias & não notícias faz-se a crônica (1974). Rio de Janeiro: Record, 2007.
O texto de Drummond revela que, em meados da década de 1970, época em que foi escrito, já havia, nas grandes cidades, muitos dos problemas com que nos deparamos atualmente. Essa realidade pode ser comprovada pelos autoquestionamentos de um cidadão que